Insanity
6 Capítulo 5 - Uma promessa
Notas iniciais
Richard
Aquela garota era estranha, ela havia agradecido quando o Felix agiu como um maníaco e ainda deu um abraço nele. Mas não pensei muito sobre o assunto. Tínhamos agora que leva-la para um lugar seguro. Não achamos nenhum sobrevivente. Eles tinham varrido o lugar. Estava tudo quebrado, não havia muitos recursos que sobraram, mas o que achávamos nós levávamos. Nós saímos antes do que os outros, pois eles teriam que fazer uma varredura completa do local.
Voltando para a base, nós fomos para a sala de reuniões para discutir ideias para o que fazer com aquela garota.
- Sinceramente, acho melhor fazermos algumas pesquisas no corpo dela, afinal não sabemos de onde ela vem, e vamos ser bem sinceros, essa é uma mutação bastante radical não acham? – Opinou Jonathan. Ela... Rosnou para ele como resposta.
- Claramente você não entendeu que estamos aqui para podermos evitar isso não é? – Falou Felix.
- Essa aqui é... A AIA? – Perguntou a garota de repente.
- Sim – Respondi.
- Onde está o diretor? – Perguntou com urgência.
- Sou eu – Falou ele.
- Mas, não pode ser, quer dizer que... O antigo diretor... Morreu? – Perguntou ela como se estivesse com medo da resposta.
Felix abaixou a cabeça e depois assentiu. E ela desabou em lágrimas. Não sabíamos o que fazer. Tentamos acalmá-la, mas ela simplesmente não parava. A levamos para os dormitórios. E a deixamos por lá até o dia seguinte. Quando amanheceu a primeira coisa que fizemos fora ver se ela estava melhor, e ela estava. Parecia bastante determinada...
Felix
Eu fiquei preocupado com ela, eu realmente fiquei. Mas também fiquei curioso, como ela sabia a AIA e porque ela ficou tão sentimental quando descobriu que o antigo diretor havia morrido eram um mistério para mim. Eram.
- O quê? – Exclamei.
- Exatamente, meu nome é Elizabeth Greenward, sucessora do antigo diretor Charles Greenward. E bem, ele era meu pai na verdade – Falou.
- Mas ele nunca falou sobre uma filha! – Exclamei.
- Talvez por eu ter sumido ele deve ter sofrido muito, e não gostava de comentar sobre isso. Mas eu devo agradecer muito por ter cuidado da AIA enquanto estava fora – Falou. Ela ficou olhando para mim com aqueles olhos cinza penetrantes como se estivesse esperando algo.
- Espera, você acha que eu vou simplesmente dar a diretoria da AIA a você? – Perguntei.
- Sim... Afinal sou a sucessora por direito – Falou.
- Não, você não é. Eu sou – Falei.
- Como pode ser? Você não tem nenhum parentesco com a família Greenward! – Falou.
- Mas o SEU PAI me deixou como sucessor da diretoria antes de morrer, ou seja, você não pode assumir a diretoria! – Exclamei.
Ela pareceu chocada com aquilo. Então a sua determinação acabou. Ela se sentou no chão da sala sem fazer nada. Eu não consegui não me sentir mal comigo mesmo. Ela tinha passado por maus bocados, e eu tinha gritado com ela.
- Ei, não precisa ficar assim, quer saber, que tal você entrar aqui como uma agente? – Perguntei.
- Para que? Minha vida toda fora uma desgraça, nunca fui boa em nada, fui capturada e deixei meus pais morrerem, não sobrou nem os negócios da família para eu fazer! Seria melhor mesmo se eu me matasse mesmo – Falou bem depressiva.
Eu não tinha um bom argumento para convencê-la do contrário. Não se pode fazer muita coisa quando alguém perde a vontade de viver. Mas, se ela fosse à diretora, pelo menos ela não ficaria tão depressiva. Mas eu havia prometido ao Charles que seria o diretor, ele me ordenou aquilo, foi uma ordem direta do meu antigo líder, e pai. Mas ele nunca falou de codireção...
- Tudo bem, se você fizer o teste de recruta, e se sair bem, você pode assumir a direção da AIA comigo, o que você acha? – Perguntei.
Ela olhou para mim, dava para ver o brilho nos olhos de uma pequena faísca de esperança crescendo dentro dela.
- Certo, eu farei isso! – Falou entusiasmada.
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