Insanity

13 Capítulo 12 - Irmão, só que não


Notas iniciais
Vocês irão entender o porque do nome mais à frente do capítulo.

Felix

- É uma missão de captura, temos que levar Eisengard em segurança para um dos laboratórios do governo que foram invadidos — Informei quando todos entraram na sala.

- E ele não pode se defender? — Perguntou Jonathan.

- Sou um cientista, não um soldado! — Respondeu Eisengard irritado.

- Eu também não sou! — Retrucou.

- Jonathan, cala a boca — Falou Amber.

- Obrigado Amber — Agradeci — Enfim, vamos ter que fazer essa missão o mais rápido e silencioso possível, não podemos deixar ninguém saber de nossa existência lá. Por isso, vamos ter que ter uma estratégia antes de irmos — Expliquei.

- E você pretende fazer isso antes da missão começa? Tendo em conta de que estamos prestes a sair para tal? — Perguntou David.

- Confiamos em vocês, temos certeza de que vão entender — Disse Elizabeth.

Nós dispensamos os quatro integrantes 46 e ficamos sozinhos na sala.

- Então, Felix, certo? — Começou Eisengard — Como você chegou ao posto de diretor? — Perguntou, ele parecia bem curioso.

- Fiquei curiosa também… — Disse Maria, era a primeira coisa que ela havia falado desde que entrou na sala.

- Bem… Não gosto muito de falar sobre isso… — Disse desconfortável.

- A, qual é Felix, não pode ser tão ruim assim — Disse Elizabeth despreocupada.

- Tudo bem então… Bem, não posso explicar isso sem falar de como cheguei a esse pais… — Começei.

- Você é britânico certo? — Perguntou Eisengard me interrompendo.

- Sim, eu sou… — Falei irritado.

- Por isso o sotaque… — Pensou ele alto.

- Continuando, eu era um protetor real do príncipe com meus dez anos de idade, não me lembro de mais nada do meu passado além disso. Mas bem, tiveram alguns separatistas contra a família real que queriam matá-lo. Consegui escapar junto à ele, mas quando viemos para esse país as coisas também não foram nada receptivas. Acabamos sendo perseguidos por pessoas do grupo que nos haviam seguido. Acabei me perdendo dele. Fui para vários orfanatos diferentes durante um ano, até que um casal me adotou, de certa forma… — Contei.

- Como assim de certa forma? — Perguntou Eisengard.

- Bem, não me lembro deles terem me chamado de filho esses anos todos… Nem eu de ter os chamado de pais, nossa relação era mais respeitosa do que amorosa para falar a verdade… — Expliquei.

- Quem eram? — Perguntou Elizabeth.

Eu exitei um pouco, não sabia como ela reagiria…

- Bem, esses eram Charles e Susana Greenward… Seus pais… — Respondi.

Ela pareceu um pouco surpresa e chocada com a informação, eu me senti do mesmo jeito quando descobri sobre ela, quando nos conhecemos.

- Então, vocês são como irmãos? — Perguntou Maria inexpressiva como sempre.

- Mais ou menos… — Falei.

- Porque você não me contou? — Perguntou Elizabeth parecendo meio magoada.

- Não sabia o que você acharia se soubesse que seus pais ficaram tão desesperados com sua perda a ponto de adotar alguém… — Respondi.

- Eu não me importo na verdade… — Falou ela.

- Isso é meio estranho… — Falou Maria. O fato dela não mostrar nenhum tipo de sentimento ou expressão me deixava incomodado.

Passamos um tempo sem falar nada, Eisengard estava mexendo em um aparato entre os dedos, Maria estava inexpressiva sentada perfeitamente imóvel na cadeira e Elizbeth estava com a cara na mesa. Eu fiquei só pensando nas estratégias, tinha feito cinco alternativas se algo acontecesse errado. Era incrível como eu era bom com aquele tipo de coisa, estratégias bem boladas rapidamente e constantemente, as vezes ficava surpreso comigo mesmo.

Um alarme tocou no timer que eu tinha programado, era o tempo que eu havia dado ao time 46 para se organizar.

- Bem, vamos começar a missão… — Anunciei me levantando da mesa e me dirigindo a porta.

Notas finais
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