Inquérito Colegial
2 Parte II
Notas iniciais
Silêncio absoluto. Esse era o clima na casa dos Albertoni antes de o interrogatório ter início. Branca e Luana estavam sentadas no sofá da sala, em frente a uma câmera e ao investigador designado ao caso. Até o momento em que ele se pronunciou, mãe e filha pareciam com medo de dizer algo inapropriado e, ao mesmo tempo, estavam tensas com tanto aparato usado para um simples depoimento.
Após menos de 10 minutos preparando o espaço para o interrogatório, o investigador se sentou à frente das duas e fora do foco da câmera, pronto para iniciar as perguntas.
"Investigador: Dando início ao depoimento de esposa e enteada da vítima, mãe e irmã da jovem Verônica Albertoni. Por favor, digam seu nome e idade.
Branca: Branca Albertoni, 46.
Luana: Luana Albertoni, 15.
Investigador: O que vocês sabem sobre o aluno Renan Oliver, um dos desaparecidos?
Branca: Eu não cheguei a conhecer o garoto, mas meu marido o conheceu. Um menino completamente sem modos, não teve o mínimo respeito com o Olavo.
Luana: Você não conhece ele.
Branca: E você conhece?
Luana: Meu padrasto expulsou o Renan de casa antes de a Verônica chegar. Ele entrou e o Olavo ficou provocando uma discussão o tempo todo. Os dois brigaram e meu padrasto proibiu ele de se aproximar da minha irmã.
Investigador: Mas, segundo alunos do Neüer, eles continuaram se encontrando.
Branca: Provavelmente com a ajuda da irmã inconsequente dela.
Investigador: Me desculpem a pergunta, mas vocês acham que um dos dois poderia ter algo a ver com a morte do dr. Olavo Albertoni?
Branca: Minha filha jamais faria uma coisa dessas. Já aquele namorado dela...
Luana: O Renan nunca faria nada que magoasse a Verônica. Eu sei.
Branca: Luana, você não sabe de nada.
Luana: Por que você está tentando jogar a culpa para ele?
Branca: Nós não conhecemos esse garoto. Eu entendo que você queira defender sua irmã, mas o que você sabe sobre o tal Renan? Que ele gostava da sua irmã? Pode ser. O suficiente para fazer qualquer coisa para tirar ela daqui, inclusive...
Luana: Minha mãe odiava o Olavo. Essa é a verdade."
Como imaginado, não houve resposta para aquilo. O investigador, notando que aquilo já se tratava de uma discussão familiar e não de um depoimento, decidiu ir para seus próximos trabalhos e deixar as duas se entenderem antes de continuar do ponto em que pararam. Sem esconder a reprovação a tudo o que a filha havia dito, Branca foi completamente ignorada durante seu breve sermão, e Luana passou o resto do dia trancada no quarto, lendo o bilhete de Verônica e pensando no que aconteceria dali em diante.
...
No Manfred Neüer, os alunos estavam respirando o ar leve daquele intervalo sem polícia ou interrogatórios. O diretor, que deveria se pronunciar ainda naquela manhã, permanecia trancado em sua sala com a mente longe. Constantemente ele se pegava olhando para o telefone e cogitando ligar para a mãe de Verônica, mulher do falecido Olavo Albertoni. Pensar na morte de Olavo o trazia medo e, de certa forma, insegurança. O assunto, agora trazido para dentro da escola, não saía de sua cabeça, independente de seus vãos esforços.
Diego, Breno, Ingrid e Isabele estavam tentando aproveitar seu intervalo da maneira mais calma possível. Mas, mesmo que eles tentassem, o assunto da morte do padrasto da amiga (de quase todos) acabava aparecendo inconscientemente.
– Não consigo acreditar que ele morreu. — Isabele disse, pela milésima vez naquela manhã.
– Assassinado. — Ingrid confirmou, sem dar tanta importância. — Parece que eles estão desconfiados de que a morte do tal Olavo tenha a ver com a fuga do casalzinho.
– O que? — Diego indagou, alarmado. — Eles disseram isso?
– Não, mas ficou bem óbvio.
– Vocês querem saber o que eu acho? — Breno se pronunciou, fazendo o amigo revirar os olhos. — O Renan deve ter matado o dr. Olavo e fugido com a enteada dele.
– Que horror, Breno! — Isabele exclamou, afastando seu copo de suco com a perda instantânea de apetite.
– Prestem atenção: pode até ser que a Verônica tenha fugido com o Renan espontaneamente, mas ela nunca mataria um pai pra isso. Se realmente tiver sido um dos dois, só pode ser ele.
– Eles não fizeram nada, beleza? — Diego afirmou enquanto se levantava, nitidamente afetado. — Não fala isso de novo.
O garoto, desconfortável com aquela conversa de Breno, saiu de lá na mesma hora, deixando os três com suas expressões confusas. Durante o restante do intervalo, Diego não voltou a falar com os três ou com ninguém mais. A única coisa que ele viu foi a polícia voltando à escola e chamando imediatamente a professora Veruska, de alemão, para a sala do diretor onde eram feitos os interrogatórios.
"Investigador: Nome e idade, por favor.
Veruska: Veruska Scheizer, 37.
Investigador: A senhorita foi informada sobre a morte do dr. Olavo Albertoni, padrasto de duas alunas suas?
Veruska: Sim. Bem, a escola inteira já está sabendo.
Investigador: Srta. Scheizer, nós estivemos analisando alguns registros e descobrimos que a senhorita tem um filho registrado no nome do dr. Albertoni. Isso procede?
Veruska: Infelizmente, sim. Mas, antes que o senhor pense qualquer coisa, eu não tenho qualquer tipo de relação com o Olavo.
Investigador: Mas a senhorita tem um filho com ele. Pode me descrever qual era sua relação com a vítima na época?
Veruska: Nós nos envolvemos há muitos anos, mas não deu em nada. Quando o Gabriel nasceu, ele registrou o menino e me deixou com um bebê e um saco de fraldas na rua. Depois disso ele se casou com a Branca e nós cortamos relações. Hoje meu filho tem 8 anos e acha que o pai dele morreu. Bem, agora isso não deixa de ser verdade.
Investigador: E a senhora, pelo que consta no registro de chamadas do telefone da vítima, voltou a falar com ele recentemente.
Veruska: Não. O Olavo me ligou há alguns meses, dizendo que sentia saudades e que estava disposto a se divorciar da esposa assim que pudesse para ter 'uma vida' comigo. Fico me perguntando para quantas outras ele não deve ter dito a mesma coisa.
Investigador: E qual foi a sua resposta?
Veruska: Eu odeio aquele homem mais do que tudo. Seria hipocrisia da minha parte dizer que sinto muito pela morte dele. Essa foi e ainda é a minha resposta."
Durante todo o seu depoimento, Veruska esteve ciente de que se tornaria suspeita propícia para os investigadores, mas nada disso a deixou receosa em dizer o que pensava. A mulher acreditava que, sendo totalmente franca, mostraria às autoridades que não tinha nada a temer. Longe do imaginado pela professora, os policiais já estavam acostumados com aquele tipo de estratégia e, levando em consideração tudo o que Veruska havia dito, ela efetivamente estava entre as principais suspeitas. Mesmo assim, os investigadores optaram por não a pressionar mais.
No banheiro, Isabele estava arrumando seu cabelo em frente ao espelho e pensando na notícia sobre a morte de Olavo e o desaparecimento de Verônica e Renan, dada na manhã anterior. A garota permanecia com a mente divagando até Ingrid sair do reservado e ir lavar as mãos, notando a distração da colega.
– Bú. — a garota se pronunciou, com uma leve risadinha. — Tudo bem?
– Acho que sim. — Isabele respondeu, sorrindo.
– Preocupada com a sua amiga?
– Ela sabe se cuidar. Só estava pensando nesse monte de coisas, em como a mente dela deve estar uma bagunça total. É só isso.
– Realmente, ela deve estar pirando agora. Mas enfim... — Ingrid esboçou, olhando para o estojo de maquiagem de Isabele. — Não acredito que você tem esse batom! Me empresta?
– Pode pegar pra você, eu nem uso.
Ingrid esbarrou sua mão no estojo e ele, acidentalmente, caiu no chão e espalhou tudo o que continha dentro. Isabele levou um susto de imediato e ficou estática, enquanto a colega olhava para as coisas caídas. Em meio a batons, rímeis e bases, havia um blush cremoso escuro que Isabele atestava odiar e um frasquinho de colírio para os olhos que chamou a atenção de Ingrid. A garota se abaixou e, ignorando o restante das coisas, pegou os dois objetos e se levantou com eles, encarando Isabele em seguida.
– Isso aqui é lágrima falsa? — Ingrid indagou, desconfiada.
– Não, é um colírio para lentes de contato.
– Você não usa lentes.
– Agora eu uso. — Isabele persistiu, deixando nítida sua ansiedade. — Pode me devolver?
– E esse blush? Quando eu te mostrei ele naquela loja, você me disse que era muito escuro, que parecia que eu estava gripada ou... chorando. — a garota insistiu, arqueando uma sobrancelha. — Isabele, aquele surto de choro que você teve quando te contaram da morte do padrasto da Verônica foi fake?
Isabele, nervosa, se lembrara instantaneamente do dia anterior. Mesmo com suas tentativas, a adolescente não conseguia convencer com seu luto por Olavo. A saída já planejada foi correr para o banheiro, "em estado de choque", espalhar aquele blush rosa escuro pelo rosto e se entupir de colírio para os olhos. Daquele jeito, pelo menos, ninguém duvidaria de seus sentimentos pela morte do padrasto da amiga.
– Já te disseram como você é detestável? — Isabele questionou, tentando contornar a percepção de Ingrid. — Mesmo não tendo a obrigação de responder a essa maluquice, eu te respondo: não. Guarda isso aqui e me entrega na sala.
Isabele saiu do banheiro em seguida, deixando Ingrid boquiaberta com aquela reação. Sem dar tanta importância, a garota juntou as coisas da colega e saiu logo depois. Nenhuma das duas notara uma brechinha aberta em um dos reservados do banheiro, por onde um olho verde escuro observava toda a conversa. Valentina, do segundo ano, saiu de lá logo após o banheiro ser totalmente desocupado, guardando a gravação da conversa no celular como mais uma informação sobre o dilema dos formandos.
Ao notar seu atraso para a aula, Valentina pegou sua mochila no chão e correu para sua sala, sendo recepcionada pela professora de alemão. Um pouco ofegante com a corrida até a classe, a adolescente se sentou atrás de Kyoma e ao lado de Luana. Sorrateiramente, ela cutucou o oriental e aproximou sua cabeça do ouvido do garoto.
– Espantalho. — ela sussurrou, estendendo seu celular. — Tem uma coisinha para você aí dentro.
Kyoma bufou e pegou o aparelho, dando uma vasculhada até encontrar o vídeo. Enquanto o Espantalho aproveitava o ótimo trabalho de Valentina, a adolescente de cabelos ruivos e sardas traiçoeiras escreveu um bilhete e dobrou, colocando-o em cima da carteira de Luana. Ela olhou de relance para a colega e rapidamente abriu o papel. "Sinto muito pelo seu padrasto", o bilhete dizia. Luana, após ler aquilo, olhou para Valentina e sorriu, sendo logo correspondida. Logo o olhar da adolescente voltou a divagar pela janela ao seu lado, observando a paisagem e pensando em onde sua irmã já poderia estar.
O colégio Manfred Neüer ficava na extremidade da cidade de São Paulo, num relevo alto afastado da estrada, da cidade e de qualquer outra construção ou sinal de civilização. Por todos os lados, tudo o que se via era vegetação verde rasteira, uma pequena estradinha de terra que acabava na escola e, lá de cima, a vista privilegiada da cidade. E era olhando para essa vista que a mente de Luana flutuava, imaginando por onde Verônica e Renan poderiam estar naquele momento.
...
"Investigador: Sra. Albertoni, nessa manhã nós tivemos acesso ao resultado do exame das digitais encontradas no corpo de seu marido. A senhora confirma que, na manhã em que encontrou seu marido morto, não havia tido nenhum tipo de contato com ele?
Branca: Sim. Não entendo o motivo da pergunta.
Investigador: Suas digitais foram encontradas por toda a roupa da vítima. Ora, se a senhora não se comunicou ou tocou seu marido naquela manhã ou na noite do crime, como ele poderia estar coberto por suas digitais?
Branca: A empregada estava de folga naquela noite, eu tive que passar a roupa dele. Deve ter sido só isso.
Investigador: A senhora se lembra de ter se deitado com ele naquela noite?
Branca: Sim, nós nos deitamos, mas ele se levantou de madrugada e trocou de roupa. Eu adormeci, não vi ele após isso.
Investigador: E por que seu marido acordou e se arrumou no meio da madrugada?
Branca: Nós temos investidores de diversos países, inclusive do Japão. Como a maioria não tem tempo para se acostumar com o fuso, às vezes ele precisa resolver assuntos da empresa ou marcar reuniões para as 3 da manhã. Talvez foi isso.
Investigador: Muito bem. E sobre o que sua filha nos disse em depoimento ontem. Ela estava sob a condição de não mentir, mas pode ser que ela tenha descumprido isso. Procede?
Branca: Eu conversei com meu advogado e, de qualquer forma, também não pretendia mentir para o senhor. Minha filha não mentiu no depoimento dela. Eu e o Olavo nos casamos há quase 7 anos, com um contrato. Pretendíamos apenas usar a imagem um do outro para promover nossas empresas, que acabaram se tornando uma só pouco tempo depois.
Investigador: E o contrato era com comunhão total de bens?
Branca: Não, com separação. Nós não queríamos nos apropriar de nada do outro, até porque já tínhamos mais que o suficiente. Mas o Olavo trapaceou, fez negociações irregulares em meu nome e me fez assinar papéis que, sem eu notar, acabaram transferindo todo o meu patrimônio para o nome dele, inclusive minha parte na empresa. Ao que dizia no novo contrato, após a morte dele tudo voltaria para o meu nome. Esse era o único motivo para eu continuar casada com ele.
Investigador: Então a senhora assume que tinha razões para matar seu marido?
Branca: Razões, sim. Mas não motivação. Eu jamais faria nada desse calibre.
Investigador: Nós também encontramos digitais de Verônica, sua filha mais velha e aparente fugitiva, em algumas partes do corpo de Olavo. Sra. Albertoni, eu vou lhe perguntar mais uma vez: você acha que sua filha poderia ter matado seu marido?
Branca: Não."
...
"Pai,
Me desculpa por não te dizer isso cara à cara, mas eu precisava sumir. Fiz uma besteira das grandes e, como você mesmo tentou me ensinar, não posso voltar atrás. Bom, acho que pelo menos isso eu aprendi. O único jeito que eu encontrei de me redimir e tentar não causar mais estragos foi fugir. Espero poder te explicar tudo um dia.
Renan."
Esse era o bilhete que Miguel havia encontrado no quarto do filho, duas manhãs após seu desaparecimento. Essa era a centésima vez que o homem lia o bilhete, tentando acreditar que a tal besteira citada não era o que ele estava pensando. Miguel conhecia bem a história de Olavo e, mesmo confiando plenamente em Renan, a possibilidade de ele ter matado o padrasto de Verônica para fugir com a garota era incontestável. Ele se sentia horrível por pensar aquilo do filho, mas era impossível discutir a coerência dos fatos.
Renan era assumidamente um odiador de Olavo, e a recíproca era verdadeira. Da primeira vez que o garoto estivera na casa dos Albertoni, o empresário encontrou o ponto exato para tirar Renan do sério. Olavo sabia que, alguns anos antes, Miguel havia sido preso depois de agredir um homem até quase matá-lo em um bar. Na época, ele estava no meio de mais um surto alcoólatra e apenas após quase um ano na cadeia conseguiu se tratar do problema. Esse assunto conseguia alterar Renan completamente, e esse foi o ponto de partida perfeito para um desentendimento.
Mesmo tempos depois, o ódio de Renan pelo padrasto de Verônica continuava ardente e, ao contrário do convencional, nos últimos dias só havia aumentado. Sem detalhes, o garoto apenas deixou escapar que havia descoberto uma coisa horrível e que não aguentaria olhar novamente para o rosto de Olavo sem fazer uma besteira. Uma besteira, como citado no bilhete.
...
Após o horário de almoço no Neüer, os corredores permaneciam vazios. O relógio da sala do diretor marcava 13:00, em ponto, e faltavam apenas mais duas horas para as aulas integrais terminarem. Os investigadores, mais uma vez naquela manhã, se apossavam da diretoria enquanto Alfredo esperava em um dos corredores, aflito. Com o celular em mãos, ele pensava novamente em ligar para Branca. Dessa vez, decidido a falar com a mulher, o diretor caminhou para fora da escola e de lá, ao lado da construção, efetuou a chamada.
– Alô.
– Branca? Sou eu. Nós precisamos conversar.
– Sim, nós precisamos.
– A polícia está aqui, o tempo todo. O que eu vou fazer?
– Nada. Você vai deixar eles investigarem, encontrarem um culpado pela morte do meu marido e trazerem minha filha de volta. É só isso.
– Você e eu sabemos que não é só isso. — o homem afirmou, tentando controlar sua ansiedade. — Branca, eu não tenho o seu sangue frio. Eu não posso ser acusado de assassinato! Mas se eles descobrirem sobre...
– Não vão descobrir nada.– Branca o interrompeu, se mantendo firme. — Se você não contar, não vão descobrir. Agora eu preciso desligar, ligo pra você depois.
Branca desligou o telefone em seguida, deixando Alfredo temeroso na outra extremidade de São Paulo. O diretor parecia estar prevendo que, se alguém descobrisse o que ele e Branca lutavam para esconder, suas chances de se sair limpo do inquérito sobre a morte de Olavo seriam praticamente nulas. Esse era o principal motivo para ele não querer se envolver junto com a polícia nas investigações relacionadas que aconteciam dentro do Neüer, mas o homem sentia que seu momento de ir para a berlinda estava chegando.
Alfredo estava certo, isso era um fato.
Dentro da escola, os investigadores pediram para uma das secretárias ali presentes ir até a sala do segundo ano e chamar Luana na diretoria imediatamente. Poucos minutos depois a adolescente chegou lá, estranhando o olhar fixo e suavemente acusador do investigador. Ela ficou ali próxima à porta, esperando ele anunciar se ela deveria se sentar ou se seria rápido.
– Aconteceu alguma coisa? — Luana perguntou, com sua expressão mais ingênua.
– Além da morte de seu padrasto e do desaparecimento de sua irmã? Espero que não. Nós recebemos o restante das análises de impressões digitais encontradas no local do crime, em especial naquele gargalo de uma garrafa de cerveja que, como já foi confirmado, foi quebrada contra a cabeça da vítima. As suas impressões foram as únicas que bateram com as encontradas no material. — o homem relatou, intensificando seu olhar crítico. — Eu serem bem específico com você, Luana: você matou Olavo Albertoni?
...
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