Inquebrável - Fremione HIATUS
16 Ataque ao Ministério
Notas iniciais
Loucura. Era isso o que estavam fazendo. Voar de Hogwarts até Londres montados em Testrálios e invadir o Ministério da Magia. Sem falar que enfrentariam vários Comensais da Morte e talvez até o próprio Voldemort. É, era loucura.
A mente de Hermione vagava a mil, enquanto desciam pela apertada cabine telefônica. Poderiam encontrar qualquer coisa lá em baixo, coisas muito perigosas.
"Quem dera Fred estivesse aqui..."
A cabine pousou no centro do hall de entrada do ministério vazio. Harry saiu correndo de lá, sendo seguido de perto pelos amigos.
Foram até o elevador e desceram ao Departamento de Mistérios. Foram em direção à porta de que Harry tanto falava, entraram e foram para o corredor em Sirius supostamente estaria.
Chegaram e a surpresa. Ele não estava lá. O corredor estava vazio.
– Viu, Harry — disse Hermione — não tem nada aqui. Foi só um sonho.
– Não foi só um sonho, Hermione, ele estava aqui. Sirius estava sendo torturado por Voldemort.
– Harry — Neville chamou — tem seu nome nesse globo.
Harry se aproximou e viu seu nome rodopeando na superfície do globo, como aqueles que a Professora Sibila usava nas suas aulas. Ele levou a mão até ele e o pegou, ouvindo uma voz sair de lá.
– Aquele com o poder de derrotar o Lorde das Trevas se aproxima — dizia a voz — e o Lorde das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá um poder que o Lorde das Trevas desconhece. Pois um não pode viver enquanto o outro for vivo
– Harry — chamou Hermione, fazendo com que ele se desligasse do globo e visse um Comensal da Morte se aproximando, com o rosto tampado por uma máscara prateada
– Cadê o Sirius — perguntou Harry, com a varinha apontada para o Comensal
– Sabe, você precisa aprender a diferença entre sonho — disse o Comensal, retirando a máscara e revelando o rosto de Lúcio Malfoy — e realidade. Você viu só o que o Lorde das Trevas queria que você visse, agora me dê a profecia
– Se fizer alguma coisa eu quebro — ameaçou Harry
– HAHAHA Ele sabe brincar — disse uma voz feminina anasalada, vinda de trás de Lucio — Tolo, tolo... Bebezinho Potter
– Bellatriz Leatrange
– Neville Longbotton, não — perguntou Bella — Como vão seus pais? — perguntou se referindo a loucura deles
– Melhor agora que vão ser vingados — disse levantando a varinha e sendo impedido por Harry
– Vamos, todos nós, ficar calmos, por favor — pediu Lucio — Nós só queremos a profecia
– Por que Voldemort precisou que eu viesse aqui pegar — perguntou Harry
– Ousa falar o nome dele? — gritou Bellatriz — Seu mestiço imundo
– Está tudo bem, Bella, é só um rapaz curioso — Lucio disse para acalmar Bella, e se virou em direção a Harry — Profecias só podem ser retiradas pelas pessoas de quem elas falam, é muita sorte sua, mesmo.
Enquanto ele falava, os amigos perceberam Comensais se aproximando pela o corredores, todos com varinhas em punho.
– Nunca se perguntou — continuou Lucio — o porquê de uma conexão entre você e o Lorde das Trevas? Por que ele não pôde mata-lo quando ainda era um bebê? Você não quer saber o segredo da cicatriz? As respostas estão aí, Potter, na sua mão. É só você entregar para mim que eu lhe mostro tudo
Os Comensais se aproximavam cada vez mais, ficando a poucos metros de distância do grupo.
– Eu esperei quatorze anos — disse Harry — e posso esperar um pouco mais. AGORA!
Vários feitiços foram lançados em direção aos Comensais, que liberaram a passagem de um corredor por onde eles saíram correndo, até encontrarem Malfoy com a mao estendida, pedindo a profecia.
Eles deram meia volta e entraram todos em um corredor, exceto Luna que foi parada por um Comensal que lhe acertou um soco no rosto.
– LeviCorpus — gritou Luna, e o Comensal saiu voando pela sala
Cada um estava de um lado da enorme sala, duelando para salvar a própria vida.
Finalmente os seis se encontraram novamente, porém estavam na mira de um Comensal.
– Reducto — gritou Gina, causando uma grande explosão, fazendo com que os globos começassem a cair
Eles saíram correndo em direção a porta, tentando escapar das milhares de bolas que caíam sobre suas cabeças.
Quando saíram porta a fora, não sentiram o chão sob seus pés e caíram até que Hermione conseguiu conjurar um feitiço para parar a queda. Harry milagrosamente, mantera a profecia intacta na sua mão.
– Departamento de Mistérios — disse Rony — acertaram no nome, não é mesmo?
Um enorme portal de pedra estava no centro da sala, não parecia nada importante para Hermione, mas para Harry, sim.
– Eu ouço vozes, entendem o que dizem?
– Não há voz nenhuma, Harry — respondeu Hermione — Vem, vamos sair daqui
– Eu as ouço também — disse Luna
– Harry, é só um portal vazio, não tem nada aí — Hermione disse tentando trazer razão para o amigo — é só isso
Então ouviram um barulho de sopro no ar que denunciava que os Comensais estavam voltando.
– Atrás de mim — ordenou Harry
Vários vultos negros foram em direção ao grupo e o envolveram, na escuridão total. Quando foram embora, Harry estava sozinho, e todos os seus amigos nas mãos de Comensais.
– Chegou mesmo a acreditar que crianças teriam chance contra nós? — perguntou Lucio — Eu vou ser bem claro com você, Potter, me dê a profecia agora ou veja seus amigos morrerem
Um grande silêncio tomou conta da sal, permitindo a Hermione ouvir as batidas do próprio coração. Não acreditava que ia morrer daquele jeito, principalmente sem nem dar adeus a Fred.
– Não dê a ele, Harry — gritou Neville, enquanto Bellatriz empurrava a varinha com mais força contra o pescoço dele
Mas não foi o suficiente, e Harry entregou a profecia para Lucio, pouco antes de um raio de luz aparecer atrás dele, deixando a figura de Sirius ali.
– Fique longe só meu afilhado — disse dando um soco no rosto de Lucio
Vários outro vultos de luzes brancas apareceram e começaram a duelar com os Comensais, Tonks, Lupin, Moody, Kingsley, Jorge, mas o olhar de Hermione estava voltado para um ruivo a sua frente, duelando com o Comensal que há pouco a segurava.
O homem foi lançado longe por um feitiço estuporante de Fred, que segurava a própria varinha e a de Hermione também.
– Fred, eu — Hermione tentou dizer, mas foi interrompida
– Conversamos sobre isso já, Mione, mas temos que primeiro sair daqui — Fred estava meio pálido e com o rosto sem vida, mas quando ele sorriu, Hermione podia imagina-lo em Hogwarts preparando uma pegadinha para os Sonserinos
Os dois foram correndo em direção a Gina e Jorge que brigavam contra dois Comensais e logo tombaram a luta. Eles foram em direção a Rony, que estava atrás de um pilastra defendo a si e a Luna e Neville de feitiços que se desviavam para sua direção.
Fred e Jorge seguraram as mãos dos outros e aparataram até o Vilarejo de Hogsmead, parando em frente ao Três Vassouras, onde Madame Rosmerta os esperava a mando de Dumbledore.
– Vocês estão bem? — perguntou a mulher, abrindo a porta para os meninos entrarem
Eles entraram no bar e se sentaram todos numa mesma mesa, cheia de bolos e biscoitos, além de, é claro, cerveja amanteigada.
– Fred — chamou Hermione — por que você não respondeu a minha última carta?
– Hermione, eu sei que você vai me odiar por isso, mas foi por ciúme — respondeu Fred
– Ciúme por que, Fred? — perguntou Hermione, se esforçando para manter a voz baixa e não chamar a atenção dos outros
– Por causa do Rony, é claro — respondeu Fred, como se fosse óbvio — Você vive falando dele nas cartas que você manda. Você quer que eu fique como? Você Savé muito bem que ele gosta de você!
– Fred, não tem razão para você sentir ciúmes — disse Hermione, se aproximando de Fred — Eu amo você, e não o Rony
– Mas eu... — Fred foi interrompido por Hermione que o deu um beijo apaixonado
Toda a saudade estava contida naquele beijo. Raiva, ciúme, todos os sentimentos se transformaram em paixão, postos ali.
Eram só eles dois, e ninguém mais. A única coisa importante era que eles estavam juntos, de novo.
E para Fred, o importante era que Hermione o amava.
Fale com o autor