Inquebrável
12 Two!
Notas iniciais
— Então, voce é o meu irmão que detesta café. — falei, debruçando-me por cima da mesa. Ele olhou para mim de um jeito fraco, e sorriu. Ele parecia estar feliz. Parecia relaxado, escorado na cadeira. — Tem certeza que é meu irmão?
Escutamos alguns murmúrios dos outros pacientes, médicos na cafeteria e mais alguns sons do alto falante. Por sorte ninguém me chamou ou disse algo sobre emergência. Então, aproveitei mais um pouco com ele.
O menino parecia cansado. Talvez fosse de tentar me achar, ou algo estivesse acontecendo. Também não ia perguntar. Eu era sua irmã, mas apenas no sangue.
— Sabe, Rose... — começou. Ajeitando-se à cadeira. — Eu tenho um convite sobrando para um baile da empresa do nosso pai. Talvez, você fosse ficar feliz de comparecer.
— Talvez fosse melhor nós dois consultarmos o nosso progenitor, antes... — terminei, sorrindo forçada.
Ethan respirou fundo.
— Ele foi visitar alguns de nossos amigos em Londres, não virá até esse baile. Fiquei encubido de achá-la Rose. Não deixarei você partir tão fácil.
Eu mordi a boca.
— Já bastou a fuga do parto, certo? — brinquei. Ethan sorriu.
— Por favor. — disse ele. — Será importante.
— Eu ainda não sei...
— Rose! — interrompeu-me ele. — É só um baile. Pode levar alguém se quiser.
— Talvez eu possa levar uma amiga. — falei, finalmente.
— Ótimo. — disse ele, voltando a parecer relaxado. — Será daqui à dois meses.
— Dois meses?
— Sim.
— Não. — falei, parecendo assustada.
— Algo errado? — perguntou.
— A minha amiga estará na lua de mel. — falei.
— Oh… — começou ele. — Podemos dar um jeito nisso.
— É… — murmurei comigo mesma, mas ele pareceu ouvir. — Eu posso.
Ethan sorriu, entusiasmado. Ele levantou-se e sorriu ainda mais.
— Será que tem suco aqui? — perguntou. Eu sorri
—Claro. — falei. — Fica por minha conta.
Ethan sorriu. Ele se distanciou da mesa e foi até o balcão. Eu respirei fundo.
Não sabia se ele era a minha solução, mas foi a primeira pessoa que eu pensei para solucionar o problema. Puxei o telefone do jaleco e deixei que a ligação chamasse, até Dimitri Atender. Ele parecia estar dormindo.
— Olá, camarada. — falei, tentando parecer misteriosa. Ele gargalhou.
— Olá, Roza. — eu sorri, boba.
— Tenho uma missão para você.
Ele gargalhou novamente.
—Qual missão? Estou de folga, Hathaway.
Eu sorri. Animada.
— Dois meses, um terno e dois casamentos. — falei. — E aí? Topa?
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