Inocência Roubada

23 Chapitre - Enfin Libéré


Naquela manhã Angelique trajava um vestido todo negro e por baixo de seu véu rendado da mesma cor que saía de um belíssimo chapéu, um sorriso estava estampado enquanto olhava o caixão onde jazia o Conde Theodor Lefrebve descendo para a cova aberta no pequeno cemitério que havia na propriedade.

O lugar podia parecer macabro com todas aquelas lápides e embaixo delas estavam enterrados todos os membros da família Lefrebve.

Os Le Blanc também estavam presentes naquele enterro e Isabelle secava os olhos com um lenço enquanto olhava para sua filha.

– Pobre Angelique, tão jovem e já viúva. Sempre soube que não era uma boa idéia casá-la com um homem tão mais velho do que ela. — disse Isabelle.

– Não diga isso, está muito enganada, Isabelle. Já procurei saber e Theodor era o último de sua família, logo Angelique apesar de não ter tido filhos é sua única herdeira. Nunca mais dependerá de nós para nada, além disso é jovem, poderá casar-se novamente se assim desejar. — respondeu Lord Le Blanc orgulhoso da própria filha.

Certamente a morte de Theodor lhe daria algum lucro, pois tinha certeza de que a Condessa viúva sendo sua filha lhe daria auxílio financeiro, afinal ela agora era dona de uma considerável fortuna.

Isabelle já não se preocupava tanto com a condição financeira, tudo o que importava para a mãe de Ange era saber como sua filha estava, imaginava que a jovem estaria sofrendo por ter perdido o filho e logo em seguida o marido.

Sequer notou o olhar cúmplice que ela trocou com Lord Point Du Lake que havia comparecido ao enterro sem levar a esposa, o que era de se estranhar uma vez que todos sabiam da amizade entre Lady Josephine e a Condessa Lefrebve.

– Angelique, minha filha. Sei como deve estar sofrendo, saiba que as portas de nossa casa estarão abertas para você caso deseje voltar a viver conosco. — disse Isabelle abraçando a filha.

A Condessa franziu o cenho por detrás do véu, a algum tempo atrás teria adorado a idéia de voltar para sua casa, para sua antiga vida ao lado de sua mãe, Lenore e Zélie, mas agora não era mais a mesma menina de antes que se contentava com tão pouco. Havia provado o sabor do poder e da luxúria.

Ergueu o rosto retirando o véu que o cobria e fitou a mãe colocando a melhor expressão responsável que agora era capaz de reproduzir, afinal Isabelle não poderia saber sobre seus verdadeiros motivos para recusar a oferta.

– Obrigada mamãe, mas não posso deixar o Castelo. Os criados dependem de mim para manter a ordem. Tudo agora depende exclusivamente de mim. Não vou abandoná-los, prefiro ficar. — respondeu com firmeza.

Isabella olhava para a filha com expressão de admiração, jamais havia imaginado que sua Angelique tivesse amadurecido em tão pouco tempo e tornado-se tão responsável.

– Mas querida, vai precisar de alguém para cuidar de você por algum tempo. Se quiser posso ficar por uns dias até que supere sua perda. — Isabelle ofereceu.

– Não, não é necessário. Tenho a ama para cuidar de mim. Você tem papai e Zélie para tomar conta. Eles precisam mais de você do que eu. Ficarei bem, prometo. — garantiu Angelique.

Diante daquelas palavras, Isabelle despediu-se da filha tristemente.

Todos os outros que haviam comparecido ao enterro foram embora, não havia quem realmente lamentasse a morte do Conde Theodor, pois embora fosse respeitado por muitos devido a seu poder e influência, ninguém realmente nutria algum afeto pelo Lefrebve.

O único que ficou depois que todos haviam partido foi Gerard, que aproximou-se de Angelique assim que se viu a sós com ela.

– Então foi essa a utilidade da Canterella que me pediu? É mais esperta do que aparenta, Condessa Angelique. — disse o Lord enquanto fitava-a com seus belos olhos esverdeados cheios de malícia.

– Está ressentido porque matei seu amigo? — Ange lambeu os lábios e perguntou.

Por um momento temeu a ira do Lord Point Du Lake, afinal quando fizera o pedido não lhe dissera para que usaria o veneno.

– Theodor era um companheiro agradável, nos divertimos muito juntos ao longo dos últimos anos, mas éramos diferentes em muitas formas de pensamento. Pode-se dizer que me era conveniente manter uma amizade com um homem influente como o Conde, mas minha lealdade a ele se terminou no momento em que comecei a desejar sua esposa. A morte de Theodor foi bem conveniente, Condessa, pois creio que agora ele não será mais um impecilho para que possamos nos ver mais vezes, a sós. — falou aproximando o corpo do de Angelique e os lábios dos dela iniciando um beijo cheio de desejo.

Havia esperado durante toda a cerimônia para aquele momento, na verdade proibira Josephine de ir ao enterro justamente porque saiu de casa pensando em possuir mais uma vez Angelique e não queria que ninguém os atrapalhasse.

Ela era exatamente o tipo de mulher que mais lhe agradava e também o mais raro de se conseguir. Agora viúva não havia nada que pudesse atrapalhar seu desejo.

Quando terminaram o beijo, Angelique segurou a mão de Gerard.

– Venha comigo, há um lugar onde poderemos ficar mais a vontade. — falou guiando-o para o interior do Castelo.

Segurando as saias subiu para seu quarto, onde antes dividia com Theodor.

Virou-se para que o Lord tirasse seu espartilho e Gerard cuidadosamente começou a desamarrar a peça até ver as costas nuas da Condessa que lambeu com vontade sentindo o sabor de sua pele.

Retirou-lhe completamente o vestido e em seguida ela virou-se para ele empurrando-o para a cama e sentando-se em seu colo para beijá-lo.

Ser possuída por Gerard na cama de Theodor era algo que a excitava, como mais uma parte de sua vingança.

Imaginar-se na cama com o melhor amigo dele enquanto ele estava deitado naquele caixão embaixo da terra lhe dava um prazer especial que a fazia sorrir em meio ao beijo.

Despiu Gerard e em seguida sentou-se sobre o membro dele, fazendo com que ele entrasse todo dentro de si.

O Lord olhava para Angelique sobre si como que hipnotizado pelo balançar de seus seios e o brilho contra seu rosto naquele quarto.

Ela sentiu seu ápice se aproximando junto com o dele, satisfazendo-se para depois deitar-se ao seu lado.

Ele a abraçou e agora ela sabia que Gerard seria seu amante e a idéia lhe enxia de prazer.


Notas finais
E então queridos? O que estão achando da nova Angelique?
Ela se vingou mesmo do Conde rs
Sabemos que alguns de vocês estiveram esperando que o Theodor fosse se apaixonar por ela e virar o mocinho, mas acho que deixamos bem claro desde o começo que ele não era o mocinho e sim o Vilão nessa fic.
A história de Angelique ainda não acabou, apesar da fic estar entrando em uma nova fase, mas esperamos que continuem gostando e acompanhando mesmo sem o Lefrebve.
Comentários são sempre bem-vindos e adoraríamos receber também recomendações se acharem que merecemos.
Beijos
Dessa & Candace