Inocência Roubada
34 Capítulo 33
Notas iniciais
Boa Leitura
Janine olhava para o homem que havia acabado de lhe beijar, e agora lhe encarava em expectativa. As palavras pareciam presas a sua garganta. Os pensamentos passavam rápidos por sua cabeça, sem que nenhum deles fizesse sentido, apenas o que ela havia o escutado dizer fazia. Não havia sido mais uma declaração de posse como ele fizera outras tantas vezes. Ele estava lhe dizendo que a amava, realmente. Sem ter nada por trás disso, sem nenhum interesse escondido.
–Porque agora? – ela perguntou quebrando o silêncio. – Porque só agora está admitindo isso e não quando nos casamos?
Ibrahim a fitou por um tempo, escolhendo as palavras que usaria, e então, com toda a calma do mundo lhe falou:
–Porque somente agora, quando percebo que pode me odiar para o resto de sua vida, eu sei o quanto me importo contigo. Não quero que acordo todos os dias e me olhe com desprezo, Janine. Sei dos meus erros e os assumo, mas não pode continuar a me ignorar e me julgar por eles Jane.
Como responder aquilo? Era a pergunta que Janine se fazia enquanto o coração lhe dizia para esquecer todos os erros do passado e recomeçar ao seu lado, mas alguma parte de si temia que aquilo pudesse não dar certo. Ibrahim poderia não estar disposto a esquecer tudo aquilo e começarem novamente.
–Anda! Responda de uma vez, menina!
Janine olhou para trás, por cima do ombro, vendo Marie com uma cara impaciente a olhando irritada.
Sem esperar que Janine dissesse algo Ibrahim a pegou pela mão e a levou de volta para seus aposentos, ignorando o olhar de especulação que recebeu de Marie. Janine estava indecisa demais para sequer protestar. Achou que seria melhor conversarem a sós, poderia se decidir melhor assim.
–Vamos começar novamente, Janine. – Ibrahim falou se virando para Janine assim que fechou a porta e passou a chave. – Eu te prometo que nunca mais lhe darei qualquer motivo para se arrepend...
Ibrahim não pode terminar, a única coisa que pode fazer foi devolver o beijo de Janine, enquanto lhe enlaçava pela cintura.
Naquele momento, estavam em seu mundo particular, sem nenhuma lembrança desgostosa do que havia acontecido quando Janine chegou ali. O beijo estava carregado de paixão, saudade e luxúria. Estavam matando toda a saudade que sentiram um do outro por estarem a tanto tempo separados. Mesmo não existindo nenhum espaço entre eles, Ibrahim continuava puxando cada vez mais Janine pela cintura, enquanto a ruiva embrenhava as mãos em seus cabelos a fim de deixá-lo cada vez mais perto de si.
Janine não objetou quando Ibrahim a encaminhou para a cama e depositou seu corpo ali com toda a calma do mundo, sem pressa alguma. Ele também lhe despiu lentamente, beijando cada nova parte que ficava exposta enquanto Janine se deleitava com a sensação de seus toques em sua pele.
Como um raio em uma tempestade verão, a paixão e a luxúria explodiu dentro deles, inflamando e transformando o sangue em lava. Uma necessidade sem limites fez com que Ibrahim mergulhasse fundo nas carnes quentes e saciasse o desejo que ambos sentiam até os primeiros clarões do dia entrar pelas janelas abertas.
O mundo poderia estar acabando depois das paredes daquele quarto que não perceberiam...
Quando terminaram, ficaram deitados em silencio. Nenhuma palavra precisava ser dita para saber o que se passava em suas mentes.
– Poderá dar certo agora? – Janine perguntou aos sussurros, enquanto continuava com a cabeça apoiada no peito de Ibrahim.
– faremos com que dê. – Ibrahim falou simplesmente, beijando o topo de sua cabeça.
Anna e Pavel ainda comemoravam a noticia, um abraçado ao outro, compartilhando o mesmo motivo de tanta felicidade...
Separaram-se um pouco a contra gosta quando uma batida rápida soou na porta, logo seguida de outra e mais outra.
Anna empurrou Pavel um pouco e foi até a porta. Ficou surpresa quando viu Caroline parada a porta, com um enorme sorriso nos lábios.
Ela secou as lágrimas com a manga do vestido, e viu o sorriso da garota cair um pouco. Ela lançou um breve olhar para Pavel que estava um pouco ao fundo do quarto e também tinha o rosto manchado por lágrimas.
–O que deseja, Caroline? – ela perguntou com a voz rouca pelo choro.
– Ah, sim... – a menina diz voltando sua atenção para Anna e balançado a cabeça para se lembrar do que viera fazer ali. – Vocês precisam saber...
– Saber o que? – Pavel a incitou a continuar quando a mesma continuou calada.
–Nosso senhor, — ela disse sorrindo novamente, — Lorde Mazur finalmente deixou de ser um bobo, com o perdão da palavra, e se declarou para milady. – falou corando um pouco por pensar que seria repreendida por dizer aquilo de Ibrahim.
Pavel estava surpreso demais para notar a grosseria e repreendê-la.
–Tens certeza disso, Caroline? – Anna perguntou em dúvida
A menina balançou a cabeça rapidamente.
Pavel que estava de pé se sentara, para assimilar a noticia, pois sempre achou que Janine desistiria primeiro e não seu irmão. Janine era quem tinha o coração mais brando, não Ibrahim que fazia questão de cumprir cada promessa, não importando se iria se arrepender da mesma logo depois.
E fora ai que percebeu o quanto ele também a amava, e que Janine não havia sido apenas mais uma mulher em suas mãos. Ela o havia mudado como ninguém havia conseguido. Por ela, Pavel percebeu, ele capaz até mesmo de engolir seu próprio orgulho
Notas finais
Minha linda Maninha que escreveu...
srsr...
Sério odeio encerrar uma fic, sempre travo nos finais...
Ainda bem que tenho a Annia para me ajudar...
srsr...
Mas dessa vez a demora foi tudo culpa minha, por isso dessa vez não ameacem minha coisa fofa...
srsr...
Tenham uma ótima Semana.
Super Beijos...
.
HAW, eu sou a coisinha fofa hehehehe
Bem, eu tbm não sou muito boa com finais, mas, se juntarmos eu e a Lêh, tenho certeza de q sai algo bom hehehehe
Bjs ninas do meu core, comentem e recomendem, se quiserem ;)
Bjs e té o próximo ^^
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