Notas iniciais
Olá Kizlars...
Como estão todas vocês?
Espero que bem...
Mais um capitulo para vocês...
srsrsr...

Janine acordou com o sol batendo em seus olhos. Tudo parecia ter sido só um sonho, mas assim que ela olhou ao seu redor percebeu que tudo realmente havia acontecido.

Ela se levantou com relutância e fez sua higiene.

Assim que saiu do quarto foi para a cozinha ajudar Anna a colocar a mesa do café da manhã, mas sempre tomando cuidado para não ser vista por nenhum homem.

Assim que ela ouviu vozes voltou para a cozinha e ficou lá.

-O que você fez com ele ontem? Está transtornado!

Janine sabia de quem ela falava. Ibrahim Mazur.

- Não sei a causa. Juro Anna.

Anna se virou para pegar mais ovos e Janine continuou.

- E olha que eu nem ao menos fui ao seu quarto ontem. Imagina se tivesse ido! Ele estaria colocando fogo pelas ventas agora.

Anna deixou um ovo cair no chão tamanho foi seu choque. Ela foi até Janine que tinha um sorriso igual à de uma criança na manhã de natal.

-Enlouqueceu menina? Ele vai matar você quando a vir.

-Não me importo. E agora tome leve estes pães pra eles, antes que você é quem seja ameaçada. — Janine entregou a cesta a ela e voltou a fazer o que estava fazendo.

Anna levou os pães e voltou um tempo depois com um olhar transtornado.

-Ele quer que você vá até lá. Agora.

-Vou assim que terminar aqui Anna.

-Não sabe com o que esta brincando menina. Realmente não sabe.

O café terminou, e assim que Janine se viu longe de suas obrigações sentou-se à mesa e começou a folhear um livro que tinha pegado no dia anterior na biblioteca. Particularmente ela não era muito fã de livros, mas o que mais se tinha pra fazer ali?

- Não ouviu Anna dizer que era para vir me ver?

Janine nem ao menos se dignou a olhar para Ibrahim.

-Sim, não sou surda.

-E então porque não veio.

-Não estava com vontade. E não tenho que lhe obedecer.

Ibrahim que estava parado na porta atravessou rapidamente a cozinha e ficou atrás de Janine.

-Sim, você tem de me obedecer. É minha propriedade. Eu e teu pai apostamos, ele perdeu!

-Eu sei muito bem o que houve.

-Ótimo. Agora, olhe para mim quando eu estiver falando com você. — a voz intensa e autoritária.

Janine finalmente ergueu a cabeça e sorriu como se tudo estivesse bem. Isso deixou Ibrahim irado.

-Ficarei lhe esperando em meu quarto esta noite, se você não vier, as consequências serão dolorosas, isso posso lhe garantir.

E então ele saiu. Janine suspirou e lutou para segurar as lágrimas. Durante o resto do dia ela ajudou Anna com a faxina e com as refeições. Após a janta ela foi novamente para seu quarto, se banhou e vestiu-se rapidamente. Não queria que Ibrahim se irritasse, mas não tinha como ela ficar fugindo dele. Estava na porta pronta para sair quando parou.

O que mais ela poderia perder? Já estava condenada a passar o resto dos seus dias trabalhando sem direito a felicidade. Fechou a porta e voltou para sua cama. Deitou-se e sentiu o sono a envolvendo. Mas foi por pouco tempo.

Algum tempo depois de Janine adormecer, ela acordou em um sobressalto com a porta sendo brutalmente aberta e fechada com a mesma força.

- Qual a parte do "ficarei lhe esperando em meu quarto esta noite" você não entendeu mulher?

Janine se sentou alarmada na cama e puxou a coberta como se ela pudesse lhe proteger de todo o mal.

-Eu entendi tudo perfeitamente. Inclusive a parte em que me ameaça.

-É mesmo? Então pode me explicar por que não fostes ao meu quarto esta noite?

- Como pode ver meu senhor, estava dormindo quando invadiu meu quarto de forma atrevida e grosseira. E eu gostaria de continuar dormindo se não se importar.

Janine voltou a se deitar e olhou para o outro lado. O quarto havia ficado tão silencioso que Janine pensou que Ibrahim havia ido embora. Mas não . Isso se provou quando Ibrahim rodeou o quarto e puxou as cobertas que cobriam Janine. Ela deu um grito de surpresa e tentou se cobrir como pode, afinal usava apenas uma camisa de dormir que era demasiada transparente.

Ibrahim se pôs a tirar as roupas.

-O que pensa que esta fazendo?

-Tomando algo que é meu por direito. — Ele terminou de tirar toda a roupa ficando completamente nu e se deitou ao lado de Janine.

-Sua vez mulher. Tire a roupa.

-Eu não vou tirar nada. E não ouse tocar em mim.

Janine olhou para o lado não querendo ver Ibrahim completamente nu.

E bem, se ela não queria ir por livre e espontânea vontade, Ibrahim a faria desejá-lo.

Ele pegou lhe a mão e beijou com uma delicadeza que surpreendeu Janine, mas não a fez desistir.

Ibrahim continuou seu caminho de beijos até chegar a chemise que ele começou a desatar os laços que a prendiam.

Sem hesita, abriu-lhe a chemise o mais que pode,quando estava quase lhe desnudando os seios, Janine a segurou e tentou sair da cama, mas foi fortemente segurada por Ibrahim.

-Não. Eu não quero.

Ibrahim a ignorou e começou a beijá-la no pescoço. Tentou lhe dar um beijo nos lábios, mas assim que o fez, Janine começou a se debater violentamente.

-Vamos lá mulher. Pare com isso. Se você cooperar será mais rápido.

Janine sentiu a excitação de Ibrahim de encontro a suas coxas e começou a chorar.

-Eu lhe imploro meu senhor. Nã... Não faça isso.

As lágrimas desciam pelo rosto de Janine e Ibrahim pareceu se dar conta do que estava fazendo.

Ele poderia ser um homem sem sentimentos, mas não era um completo mostro. Não podia violentar a menina. O motivo que o levará a agir assim

era que nenhuma mulher nunca recusara nenhuma ordem sua. Nenhuma o rejeitara. Nunca. E então aparecia ela e fazia-o agir tão irracionalmente.

Saiu de cima dela colocando as roupas. O desejo ainda estava ali, mas havia diminuído.

Janine tentou se arrumar da melhor forma possível e fechou a chemise como pode. Ela se sentou na cama de forma que ficasse virada de costas para Ibrahim. Janine nunca estivera com um homem nessa situação, e aquilo havia a assustado. Os soluços vieram baixos, mas mesmo assim Ibrahim pode ouvi-los.

Ele foi até ela e assim que tocou em seu ombro ela o olhou com os olhos molhado e assustados.

-Eu lhe machuquei Janine?

Ela negou com um pouco de receio. Por um momento Janine pensou que ele pediria desculpas. Mas ele não o fez. Virou as costas e saiu do quarto.

Depois disso, Janine não conseguiu dormir por um longo tempo até os primeiros clarões da aurora penetrarem no quarto pelas janelas abertas que davam para o jardim completamente destruído.

Notas finais
E ai o que acharam?
Comentários?
Como ficará a situação dos dois de agora em diante?
Beijos, Kizlars, até domingo que vem...