Inocence

1 Chapter l


– Chapter l

O Telefone tocou em meu bolso, peguei-o e li o nome na Tela, Meu Pai provavelmente me ligando para mais uma proposta de emprego. Não acho que ele entenda que preciso focar nos estudos agora. Tudo na Faculdade estava corrido, e eu não tinha tempo para trabalhar. Afinal ele não poderia me sustentar nesse pouco período? A Faculdade de Jornalismo já estava acabando, mesmo. Estava na metade do ultimo Ano. Mas o que não havia contado, e que havia conseguido uma estagio no Jornal na Cidade. Sei que não estou com muito tempo, mas isso é um passo decisivo em minha carreira. Eu iria dar um Jeito. Faculdade de Manhã, estagio a tarde e me afundar os rosto nos livros a noite. Não estava com vontade de atender, mas ele não iria parar até que atendesse.

– Oi, Pai – Disse sem ânimo algum. Estava garoando, vestia uma casaco mais quente que tinha para aquele tarde fria.

– Oi, Filho – Ele pediu uma pausa para que pedisse a algo a um funcionário. – Você já viu o Jornal de hoje? Achei ótimos empregos para você? – Como eu disse lá vem aquela historia de trabalho novamente.

– Sim, Pai eu li o Jornal de hoje, mas você sabe que pulo está página, Não tenho tempo para um Emprego agora, arranjei um Estagio.

– Estagio? – Ele perguntou novamente com desdém. Não que eu subestime o Talento do meu Pai, mas o meu Pai começou no Topo. Herdou a Empresa do meu Avô. Desviei das Pessoas das Calçadas, mas mesmo assim esbarrei em algumas. Elas provavelmente estariam me xingando agora, mas no momento não estou me importando com isso. Mais uma pessoa me despertou a minha atenção – Um Homem andava em meio as Pessoas, passando as mãos em cima das suas Cabeças. O Que ele estaria fazendo? Provavelmente era algum dependente químico. Ele pegou uma mulher pelo Braço, e a segurou. Ela tentava se soltar, mas ele continuava murmurando palavrões e passando as mãos em cima da cabeça dela.

– O Que está acontecendo?

Todos Passavam pela Garota, mas ninguém dava nenhuma atenção. Tirei o Telefone do Ouvido e disse para ele soltá-la, mas ele não deu muita atenção ao que eu disse. Andei até lá e tirei suas mãos dela.

– Eu disse para Soltá-la!

Ele não reagiu, fez muito ao contrario. Disse que meu tempo estava esgotando e o perdi em meio a multidão. Não dei ouvidos a isso e perguntei se a Mulher estava bem, ela respondeu que sim e agradeceu. Sorri e me pus de volta ao Caminho que me levaria a Entrevista. Coloquei o Telefone no Ouvido novamente, e respondi o meu Pai que não parava de falar tão bom quão o emprego que ele havia achado. De novo, não estava prestando atenção ao que ele falava, porque percebi que aquele homem estranho estava andando ao meu lado. Tirei os olhos dele, E os direcionei para a Frente. Vi Cabelos Ruivos que se destacavam em meio a tantos escuros ao redor, era a garota que o homem havia puxado.

– O Que o senhor está fazendo? Me seguindo? – Acabei perguntando, estava estressado pela maneira que ele me olhava.

– Seu tempo está esgotando – Ele disse varias vezes. O Deixei sozinho acelerando o passo, mas ele também o fez – Tenho que salvar sua vida.

Me despedi do meu Pai, e disse que conversaríamos no Jantar. Aumentei o ritmo do meu Passo, e ele me seguiu. Parei na calçada, esperando o sinal ficar vermelho para eu poder atravessar a avenida. Chequei o horário, já eram treze e cinquenta da tarde e a entrevista era as duas horas iria me atrasar.

– Você tem um minuto – O Homem estranho disse.

O Sinal finalmente fechou, e eu coloquei minhas pernas para correr. Eu tinha de chegar lá a tempo. Assim que meus pés tocaram a faixa do pedestre, vi um carro com toda velocidade. Estava disposto a voltar, mas fiquei com tanto, medo que não consegui me mexer. Senti uma mãos me puxando. Tudo aconteceu tão rápido, quando percebi que estava jogado no chão, e o homem estranho sorria

– Salvei sua vida – ele dizia – Não vejo mais nada.

O Carro nem ao menos parou para ver como eu estava, as pessoas em volta apenas se chocaram com aquela situação. Segundos depois as pessoas já estavam seguindo sua vida como sempre, Percebi que elas tinham uma espécie de cronometro vermelho em cima da cabeça. Estranhei aquilo, e o homem tirou a boina, passando as mãos pelo cabelo.

– Então era isso... – ele disse, enquanto eu ainda estava um pouco surpreso com a situação – Agora, provavelmente está com você. Está vendo algo como um relógio acima das cabeças das pessoas – Ele pergunto, eu afirmei com a cabeça. O que estava acontecendo? – É, não sou mais louco. Aproveite essa insanidade. Ate mais – disse e se levantou rápido, recolando a boina na cabeça. Puxei seu braço me apoiando para levantar

– o que é isso? o que está acontecendo

O homem deu um suspiro longo, e sentou se no banco que havia ali e o segui.

– Pela minha breve experiência com isso, esses números vermelho são o tempo de vida das pessoas. Quando o cronometro zerar elas morrem, Eu impedi que você morresse, então eu acho que a maldição não está mais comigo. Você tem que salvar a vida de uma pessoa para se livrar disso, como eu fiz.

Absorvi tudo sem calma alguma, e me desesperei mais ainda vi que ninguém estava prestes a morrer Alguns tinham anos de vida, meses, dias, mas ninguém tinha minutos de vida , ou segundos. nem mesmo o cara ao meu lado

– Ah é só por curiosidade, quanto tempo ainda eu tenho?

– Muito tempo acredite – ele sorriu – Boa sorte!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.