Notas iniciais
Olá meninas...
Mais um capitulo...
Espero que curtam...

-Janine! Onde está você menina? Vamos, apareça!

Anna gritava o mais alto que podia. Janine havia sumido naquela manhã. Ela não entendia o porquê já que estava ali já tinham dois meses.

Anna continuou gritando e procurando Janine por todos os lados.

Janine ouvia os gritos escondida nos estábulos. Não tinha acordado muito bem. Sentia que a qualquer momento a cabeça explodiria. Para fugir do trabalho pesado, havia saído de seu quarto antes que Anna fosse procurá-la. Sabia muito bem que quando um emprego ficava doente, ele trabalhava da mesma forma.

Ibrahim não estava mais a importunando. Mas diariamente ela era vigiada pela Castelo. Ele parou de instigá-la quando Kathleen voltou da cidade. Janine soube que ela era a concubina de Ibrahim e não gostava de vê-lo falando com outras mulheres. Anna disse a ela, que Ibrahim só aturava Kathleen pelo fato de seu pai ser dono das terras vizinhas e Ibrahim estar muito interessado nelas.

Desde que Kathleen voltara, ela fazia questão de humilhar Janine na frente de todos. Já havia percebido que Ibrahim tinha algo com ela. Kathleen estava com raiva por Ibrahim ter uma escrava tão bela e frequentemente se encarregava de dar trabalhos cada vez mais pesados a Janine. Tentando assim, fazer com que Ibrahim não a quisesse mais. Mal sabia ela, que isso só fazia ele a desejar cada vez mais.

-Aqui não é um bom esconderijo!

Janine só não gritou porque uma mão cobriu-lhe a boca.

-Shhh! Quer que todos descubram onde você está?

Vagarosamente a mão foi retirada de sua boca e Janine se virou para ver quem estava atrás dela.

- Quem é você? — Janine indagou assim que viu um rapaz que parecia ser quase de sua idade. O rapaz tinha os cabelos negros que lembravam os de Ibrahim, mas os olhos. Ah... Os olhos eram de um azul lindo. Olhar para eles era como olhar para o próprio céu.

-Sou Pavel, e você é Janine, a mulher mais linda de toda a região.

Pavel, o nome lhe soava familiar. E então ela se lembrou. Pavel era irmão de Ibrahim. Em um puxão ela se livrou da mão que estava em sua cintura.

- Já estou voltando ao trabalho. Não é preciso que me entregues para meu senhor.

Pavel deu uma risada gostosa e passou a mão pelos cabelos.

-\\"Meu senhor\\"? Desde quando se tornou tão passível? Bem, esqueça, não é como se eu tivesse o direito de falar algo. E, por quais motivos lhe entregaria ao \\"seu senhor\\"?

-Ora, porque não farias isto? Estou faltando com meu trabalho.

Pavel a examinou e ofereceu uma mão. Janine o olhou incerta, ao contrário de Ibrahim, Pavel pareceu ser um bom moço. Um em que Janine poderia confiar. Assim como Ibrahim, Janine também ouviu histórias sobre ele. Boas histórias.

-Vamos. Prometo não lhe fazer nenhum mal.

Janine se decidiu e aceitou o braço que Pavel lhe oferecia. Ela enrolou mais o manta em torno de si e começaram a caminhar pela vastidão de terras que pertencia a Ibrahim.

Passaram um bom tempo conversando sobre como era a vida de Janine antes de tudo, e também sobre o que os dois gostavam de fazer quando não estavam acatando ordens do irmão. Quando perceberam o sol já estava desaparecendo, mas isso não impediu Janine de, em meio a uma brincadeira, empurrar Pavel para dentro do rio. Ela só não esperava que ele fosse puxá-la junto.

-Não acredito que fez isto comigo Pavel!- O tom de Janine era acusatório, mas o sorriso em seu rosto provava completamente o contrário. Era a primeira vez que ela ria desde que chegará ali.

-Você começou! Se não tivesse me empurrado, os dois estariam secos agora.

Pavel se aproximou de Janine e a segurou pela cintura. As risadas foram se abaixando até sumirem de uma vez. Pavel levantou delicadamente uma mão e acariciou o rosto molhado de Janine.

-Você é linda. — Pavel disse a encarando.

Janine se afastou o máximo que pode e deu um tapa na superfície da água fazendo com que ela respingasse no rosto de Pavel.

-E você é um bobo. Agora vamos antes de pegarmos uma pneumonia.

Pavel só a olhava fascinado. Em um momento ele estava completamente hipnotizado por uma bela mulher, e em outro ela brinca como uma criança de cinco anos.

- A escrava tem razão. É melhor saírem antes de ficarem doentes.

Janine e Pavel olharam assustados para quem tinha dito aquilo, e se deparam com Ibrahim. Eles não conseguiram ver sua expressão, mas sabiam que ele estava bastante irritado. O quanto ele tinha visto

Apressaram-se para a margem e saíram do rio. Assim que o fizera, Janine começou a tremer de frio. Pavel fez um gesto para lhe cobrir, mas Ibrahim o impediu.

- Não é preciso. Pavel pegue este cavalo e leve para o estábulo. Eu mesmo irei voltar andando com a escrava.

Pavel hesitou. Não queria deixar Janine sozinha com o irmão. Mas sabia que se não o fizesse, seria pior para os dois. Pavel deu um aceno de cabeça para Janine e foi até o irmão pegando o cavalo e indo embora. Janine o viu partir até perder de vista completamente sua silhueta.

Janine sentiu um forte puxão em seu braço e encarou Ibrahim. Ele parecia que a qualquer momento iria puxar sua espada da bainha e iria matá-la.. Mas mesmo assim Janine não estremeceu. Ergueu o rosto e o encarou com orgulho.

- Como ousa negligencia ordens minhas?

-Desculpe meu senhor, mas a quais ordens se refere?

Ele apertou com mais força o braço de Janine a fazendo sentir uma dor.

-Mulher insolente. Eu sabia que era problema assim que seu pai tentou se livrar de você a usando como moeda de troca. Devia ter deixado que você fosse vendida a algum comerciante como se fosse uma prostituta.

Isso fez a raiva de Janine aumentar.

-Quem é você para dizer tal coisa de meu pai? Já se esqueceu do que quase fez a mim? Aquilo, meu senhor, era você tentando me violentar sem o mínimo de sentimentos. E eu preferia ter sido vendida a um comerciante, do que passar o resto dos meus dias lhe aturando e sendo tratada como um animal.

Aquilo não era verdade. Janine não queria fazer algo que acabasse com o resto que sobrou de sua honra, mas ela queria ofender Ibrahim assim como ele havia a ofendido. Vendo que Ibrahim continuou calado ela prosseguiu.

- Você é o homem mais sem caráter que já conhecia. Capaz de tudo por dinheiro. Não me impressiona que todos que se aproximam de você é por temê-lo e não por amá-lo. Um homem como você vai estar em seu leito de morte sozinho, pois ninguém aparecerá nem ao menos para rir de sua morte. E eu lhe desejo, do fundo de meu coração, que sua morte seja dolorosa e lenta. Você merecerá isso Ibrahim Mazur.

Em um impulso Ibrahim ergueu a mão como se fosse espancá-la. Janine cobriu o rosto com uma mão para se proteger do golpe. Que não veio.

Ibrahim se segurou no último instante. Não podia bater em uma mulher. Lembranças de sua infância vieram. Crescera vendo seu pai bater em sua mãe sem poder fazer nada para protegê-la. Até o dia em que resolveu enfrentá-lo e chamá-lo para um combate que levou o pai a óbito. Bater em Janine, o faria tão covarde como o pai.

- Vamos e se abrir a boca novamente, vou tomar garantias de que não serás capaz de fazer mais nenhum outro som. Entendeu?

Janine estava congelada e com frio o suficiente para ficar calada. Mas também, ela já tinha dito tudo o que sentia vontade de dizer a muito tempo.

Ibrahim a puxou com força, praticamente a arrastando durante todo o caminho de volta. Ela ficou muda, apenas seguia Ibrahim como se não tivesse vida e fosse um objeto inanimado. Era exatamente assim que ela se sentia.

Quando voltaram para dentro da Castelo, Ibrahim entregou Janine para Anna e disse que como castigo por ter fugido, ela não teria direito há fazer nenhuma refeição naquela semana.

-Mas senhor, assim ela passara fome.

-Que passe! Assim ela aprende uma lição.

Ibrahim virou as costas e saiu.

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- E então meu senhor? Os encontrou onde eu lhe disse?

Ibrahim tirou o colete e o colocou sobre a cama.

-Sim. Estavam juntos. No rio.

-Como eu lhe disse, ela é apenas uma dessas meretrizes. Não sei como ainda não a entregou aos teus guardas para satisfazer a necessidade deles.

Kathleen foi até ele e espalmou suas mãos sobre seu peito.

- Já disse que ela não é desse jeito. Ela é diferente. E não teria a mínima serventia para mim se a deixasse ser usada por meus guardas. E não se meta em meio aos meus negócios!

Kathleen o abraçou enquanto revirava os olhos. Tinha de dar um jeito rápido em se livrar de Janine. Ela sentia que estava cada vez mais perto de perder Ibrahim.

Os dedos de Ibrahim foram em direção ao corselete que Kathleen usava.

-Agora não vamos mais falar da escrava.

-Como quiser meu senhor.

Kathleen se afastou e lhe beijou.

Ibrahim tratou de tirar rapidamente a roupa de Kathleen e logo depois a sua.

A jogou com um pouco de violência na cama e algum tempo depois disso, foram só gemidos de prazer por um tempo longo.

Notas finais
E ai o que acharam...
Bom até domingo que vem...
Beijos e comentem...