Inocência.
2 Lar doce lar.
Finalmente,hoje me verei livre desse inferno. Mal posso acreditar que hoje completo meus tão sonhados 18 anos,venho sonhando com esse dia desde que cheguei nesse inferno. E acreditem,aqui é realmente um inferno, a comida é horrível,as enfermeiras sorriem o tempo todo,sorrisos me irritam...
-Alice querida,tudo pronto? Seus pais já devem estar chegando. Disse a enfermeira em seu impecável uniforme branco e aquele sorriso ridículo que sempre estava presente em seu rosto.
-Claro. Respondi sem ao menos olha-lá direito e continuei fechando minha mala.
Eu só tenho que aguentar mais alguns minutos sem enfiar uma faca nessa enfermeira,ou mata-lá sufocada. E uma voz interrompe meus pensamentos..
-Alice querida.
É a mamãe que vem correndo me abraçar.
-Como senti sua falta minha querida,como você está diferente.. Dizia mamãe me abraçando cada vez mais forte.
-Olá mamãe. Foi tudo o que consegui dizer.
-Richard,venha ver como nossa pequena cresceu.
-Olá papai. Eu disse ao ver meu pai surgir na porta.
-Olá querida.
Papai não se aproximou, e nem me abraçou, acho que ele tem medo de mim.. Mas eu não o machucaria, não se não fosse necessário..
-Venha,vamos logo embora. Você deve estar doida para chegar em casa não é mesmo? Disse mamãe entregando minha mala para o papai. E eu apenas fiz que sim com a cabeça.
Consegui,finalmente sai das profundezas do inferno,pensei ao passar pelo portão do hospital psiquiátrico.
Agora eu vou para casa,ajudar aqueles que precisam de ajuda com as pessoas más.
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