Innocent Questions

4 Capítulo IV - Uma noite chuvosa


Notas iniciais
Desculpem pela demora,
Espero que gostem.

Innocent Questions

Capítulo IV – Uma noite chuvosa

Markham, Canadá.

Mansão Nebrawsk – 11/11/2009

Joseph fechou a porta.

Segurando o copo de água que jogara em Jeff, começou a pensar. Estava apenas começando, e ele já sentia a presença do estresse e da desordem, e uma certa falta de sanidade. Mas tudo isso foi previsto.

Foi até a cozinha, tomou água de um copo sempre cristalino, e depois jogou o resto dela em seu rosto, afim de refrescar a temperatura elevada dele. Até o banheiro de seu quarto ele andou, respirando ofegante. Secou seu rosto e seu cabelo negro. Saiu, e observou seu quarto.

Fixou seu olhar numa cômoda, perto de sua cama. Tirou um bloco de anotações da gaveta desse cômodo, colocou-a em cima da escrivaninha e abriu-a.

O caderno inteiro é preto. Na primeira folha é visto um título ocupando quatro linhas, escrito "Innocent Questions". Joseph virou a folha, e pode-se ver uma numeração de página no canto inferior direito da página, escrito "I". Pôs sua caneta sobre a terceira linha e escreveu: "Dia 11 de Novembro de 2009"

Pulou três linhas, e começou a escrever:

"Meu coração, assim como a noite mais escura, está chorando junto à chuva. Agora são Vinte e Três horas, e acabei de conversar com Sophia e Joseph — o 'casal'.

Sabe quando ganhamos ouro sem ter entrado numa mina com uma picareta em mãos, disposto a dar sangue e suor pelo apetecido?

As pessoas deviam dar mais valor às coisas que têm.

Ou, até mesmo, quando desejamos e oramos, por um dia mais iluminado e feliz, mas tudo que Deus nos dá é um dia triste e nublado... Nossas lágrimas de decepção como resposta diante tal cenário, nunca faz diferença perante nosso Grande, Justiça.

Enfim, meus escolhidos são no mínimo interessantes... Cada um com uma história a contar. Estou ansioso para isso...

Esses trouxas pensam que podem me enganar, mas se surpreenderam com minh inteligência, com certeza.

Eu não tenho nenhum direito de mudar as coisas, mas sei que mudarei para melhor nosso sujo senso de justiça, Sou capaz de, quem sabe, rasgar meu nome afim de fazer tal proeza. Mas valerá a pena.

Amanhã eu terei mais relatos. Voltarei a falar com o homem por trás da porta 01. Ele é especial...

Despeço-me

Paz à todos.

Menos à você, Jeff."

Joseph fechou o caderno e guardou-o na gaveta. Tirou o óculos, e pôs sobre a mesa. Ficou encarando a parede branca sem saber o que fazer, por alguns minutos.

Decidiu-se. Desceu as escadas, foi à esquerda e entrou no quarto ao lado do quadro Illuminati, tirando as chaves de seu bolso e destrancando a passagem de madeira rústica.

Entrou, fechou a porta e ligou o computador, fazendo todos os procedimentos necessários usando o chip e as senhas requisitadas.

Clicou em "Câmeras", e achou a tela com todas as imagens dos aparelhos na mansão. Acessou a área do Quarto 05 — quarto de Sophia — e começou a vigiá-la, usando as setas do teclado, percebendo cada movimento dela.

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"Qual é o nome dele? O que ele quer?

Por que ele quer que eu pense a respeito do Jeff?"

Esses tipos de pensamentos invadiam minha paz solitária, na qual nela já encontrava um relativo conforto. Penso, questiono, reflito, mas tudo que a corda faz é dar mais nós nela mesma.

Encontrava-me sentada na cama, em cima do travesseiro, ao lado da cama. A luz branca suave estava acesa, e eu já estava terminando a comida. Ela estava surpreendentemente deliciosa. Terminei, coloquei em cima da cômoda aquele prato cristalino, e o papel de plástico ao lado. Fui ao banheiro, encontrei uma escova e uma pasta, e escovei os dentes.

Voltei, e deitei-me na cama.

Apoiando a cabeça sobre os braços enquanto minha barriga encostava na cama, começava a pensar.

"Por que aquele homem quer que eu pense a respetito do meu noivo? Ele é perfeito!"

Recordei-me...

"Seis meses atrás ficamos noivos depois de oito meses de namoro. Tem como ser melhor que isso? Ele é perfeito, gentil, carinhoso...

Ou era gentil e carinhoso, mas tem mudado. Agora...

- Han!? — Eu mesma me surpreendi com aqueles pensamentos e indagações. Não deveria estar refletindo sobre aquilo... Não naquela hora.

Lembrei-me que o homem misterioso disse sobre Jeff estar bem... Então, ele está aqui.

Olhei para cima e vi uma câmera ligeiramente cinza, porém levemente escondida. Levantei-me da cama novamente, e andei devagarinho em direção à essa câmera, que insistia em se mover à medida que meus movimentos também se manifestavam.

Encarava-a fixamente, sem mexer um músculo, após alguns momentos. "Como não pensei antes? Óbvio que eu iria ser vigiada..."

Tentei tomar a situação como a mais natural possível, em meio a esse terror todo. Voltei à cama, e me deitei. Voltei a pensar...

"Será mesmo, que Jeff não me ama mais? Ele tem agido estranho...

O que está acontecendo, em relação a literalmente tudo? ..."

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"Ela está lidando bem com a situação..." — Pensei, enquanto encarava-a pela câmera, deitada em sua cama. "Ela deve ser realmente perfeita... Até controlada..."

Desliguei o monitor do computador e saí do quarto. Andei pelo corredor, passei pelo salão, e entrei em outro corredor — dessa vez, o corredor das salas de pinturas, onde estavam todos eles, os cinco homens e três mulheres.

O silêncio era ininterrupto. Ouvia-se até os grilos cochichando seus cantos entre si.

Encarei a porta 01, uma sala bem especial.

Coloquei a mão na maçaneta, e por um momento, veio-me um pensamento sádico.

"O que David e os outros idiotas devem estar fazendo agora?"

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- Reestabeleceram as comunicações? — Perguntou David, o homem loiro de um sorriso brilhante sem igual.

- Ainda não, chefe! Estamos tentando o máximo! — Disse Geffrin num tom apressado, seu funcionário mais fiel.

- Já fazem três dias que perdemos todas as comunicações de Joseph... Isso não pode acontecer, não estava nos planos! — Gritou David.

- Ele deve ter suspeitado de sua ida até lá!!

- Suspeitado de quê!?

- Lembra de alguma coisa comprometedora que você disse? Qualquer coisa?

- Hmm...

David lembrava-se do momento do diálogo.

"– Precisamos dos mínimos detalhes que ficou prometido para depois. O depois passou e virou hoje... Desculpe pela antecipação, mas precisamos preencher o relatório.

– Tudo bem, tudo bem... Vejamos... —

– Algum problema, Josh?

– Josh?

– Ah, perdão... Joseph."

- Merda!

- O que foi? — Perguntou Geffrin.

- Chamei ele por Josh... Naquela época nós éramos íntimos, mas agora...

- A memória dele. Argh, porra!

- Relaxa, relaxa...

- Hmm... Mas, as comunicações... Será que ele desligou as câmeras?

- Tudo em em relação às câmeras... — David encostou-se na parede e começou a pensar — mas e quanto aos homens?

- Os nossos? Perdemos as comunicações deles também há três dias.

- Isso obviamente está relacionado. Joseph comprou eles?

- Muito provavelmente...

- Que merda.

- Erm... Chefe... — Geffrin via algo pelo computador — há dois carros desconhecidos se aproximando pela nosso raio de 2 km.

- Intercepte.

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Joseph abriu a porta, e diferente das outras salas, nessa, o projetor de luz já estava lá.

O homem lá dentro parecia estar dormindo, e levou um susto quando percebeu que a luz entrara no quarto.

Iniciou gritos fracos e sensíveis, baixos, mas sinceros de medo.

Joseph ligou o projetor de luz, e iluminou o rosto dele.

Um senhor de provavelmente 60 ou 70 anos de idade foi iluminado pelo projetor. Ele começou a tossir, enquanto fechava fortemente os olhos.

Poucos fios de cabelo grisalho, rosto um pouco manchado, barba, e olhos escuros. Um pouco acima do peso, e relativamente alto. Sentado, amarrado às cordas presas à cadeira, deixou fluir sua voz grave, que indagava: "O que está acontecendo?".

Joseph e o velho se encaravam. O jovem com um olhar sério, e o senhor com um olhar de dúvida. Em meio à perguntas sem respostas, Joseph começa:

- Não sabe quem eu sou?

- M-Mas... Um louco! O que é isso? E quem é voc--

- Não sabe mesmo quem eu sou? ... — Joseph olhava com tristeza ao velho.

- Não! Liberte-me daqui, agora! — O velho começou a tossir — Por favor!

- Entendo...

Joseph se sentou na cadeira em frente à do senhor que murmurava irritado consigo mesmo. Pedia baixinho por piedade, e também, por liberdade; mas tudo que Joseph fazia era olhar para ele, com desprezo.

- O que você quer? Diga-me, o que você quer? — O velho começou a soluçar, quase chorando, enquanto dizia as frases com um tom baixo no final delas.

- Respostas... — Respondeu Joseph, olhando para baixo.

- Como assim? O que você fez com a minha filha!?

Joseph se espantou, levantou bruscamente da cadeira, e encarou o velho com raiva. Respirava ofegante, e disse:

- John... Você não tem... Uma filha...

- Mas como!? Me nome... E, claro que tenho!

- Não...

- Ela se chama Sophia, onde ela está!?!?

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- Sophia, a minha filha!!

Ele dizia aquelas palavras repetidamente. Tudo que fiz foi olhar para ele com um olhar de ódio.

Os fogos do inferno não se comparam ao batimento do meu coração naquele momento totalmente melancólico, no qual me via perdido em um mundo onde nunca nasci.

- Sophia... Sua filha? — Perguntei.

- Sim! Onde ela está?? Minha filha! — John, o velho, gritava incessantemente.

Eu passei a mão em meu cabelo, dei as costas ao velho, abri a porta e sai do quarto, ouvindo como último os gritos intermináveis do John.

Tranquei a porta, comecei a andar pelo corredor mas cai. Me apoiei pela parede, e sentado, escondia minha cabeça entre meus braços e pernas, numa posição de extremo lamento.

Uma lágrima caia de meus olhos...

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"E meu pai? Pensei apenas em Jeff mas..." — Pensava comigo mesma, esperando que ninguém estivesse me olhando naquela câmera do meu quarto.

"Adorava os dias com meu pai... Pena que não tive uma mãe, imagino como ela seria...

Não foi fácil eu ter descoberto que eu fui adotada, mas... Quando lembro-me disso, Jeff se torna tão fofo comigo e me auxilia... Bem, na verdade, me auxiliava, não mais.

O homem pediu para eu pensar em Jeff mas... Estou curiosa a respeito de meu pai.

Ele está vivo ainda?

John Pliskin Williams... Onde você deve estar?..."

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Joseph continuava fitando a parede, sentado, apoiado à parede próxima ao Quarto 01.

Passou a mão novamente em seus cabelo, reclamava dentro de si mesmo, até que disse:

"Além de me esquecer..." — Ele riu por um instante.

"Eu ganhei uma irmã..."

Notas finais
Próximo capítulo em breve. Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.