Innocent MaDnEsS
18 Chapter 15 - The strange and useless plan
Notas iniciais
Annabella Starks
Depois da minha piscadela, eu saí desfilando até eu tropeçar numa pedra no jardim e andar que nem gente normal, deixando um Leon meio abobado atrás.
Falei com toda a confiança que eu iria ajudá-lo, como se eu soubesse exatamente o que eu estava fazendo.
Ah, tá bom.
Senta e chora.
Suspirando, fiz meu caminho para a minha cama. Dessa vez eu consegui desviar dos pés da cama – meu dedo mindinho agradeceu – e deitei na cama. Quando eu estava quase pegando no sono, uma voz rouca de sono grunhiu ao meu lado.
— Falei pra você que tudo ia dar certo.
Se não fosse pelo baita susto que a minha colega de cama me deu, eu até teria rido. Em vez disso eu segurei no meu peito como um velhinho morrendo de ataque do coração e esperei eu me acalmar para poder ir dormir.
Só não te estrangulo porque você é legal, Amber.
***
Quando eu acordei, Amber já tinha acordado e, pelo barulho vindo da cozinha, as outras pessoas também.
Arrastei-me como um zumbi para fora do meu quarto e fui em direção ao banheiro.
— Bom dia, flor do dia — Henry falou em minha direção. Olhei para ele e vi que ele estava rindo do estado do meu cabelo.
Eu mostrei meu lindo dedo para ele e fechei a porta do banheiro atrás de mim.
Depois de fazer minha higiene matinal, eu saí do banheiro. Me deparei com um Leon que lançou um pequeno sorriso de agradecimento e eu contribuí. Até... Perceber que ele estava só de samba-canção.
Tentando não olhar para seu corpo esculpido, eu levantei meu olhar na tentativa de achar qualquer coisa que prendesse minha atenção. Quando eu voltei a olhá-lo percebi que ele tinha um sorrisinho malicioso em seu rosto o que me fez ficar mais vermelha do que eu já estava.
— Que tal pôr uma camisa, ein? — eu perguntei pra ele.
— Nah... Estou bem assim.
E com uma gargalhada ele saiu andando.
— Por que as pessoas acham tão divertido me atormentar? — eu murmurei para mim mesma.
Suspirando, eu fui em direção da comida que estava na mesa. Enquanto caminhava, percebi que Peter estava lavando a louça – como a boa dona-de-casa que ele era –, Tommy estava na mesa lambendo os dedos cheios de pasta de amendoim com geleia, Dylan estava só sorrisos com a Amber, ajudando ela a abrir o pote da geleia, Rory estava olhando profundamente para seu copo com café, provavelmente pensando na morte da vizinha e Leon – graças às forças místicas – tinha colocado uma camisa e estava andando lentamente em direção a uma das cadeiras.
Sentei ao lado de Tomtom que, agora, devorava com vontade seu sanduíche de pasta de amendoim com geleia.
— Bom dia, Bellinha! — ele disse de boca cheia.
— Oi, Tomtom — eu disse enquanto entregava um guardanapo pra criança.
— Hey — chamou Peter que já tinha terminado de ser uma boa dona-de-casa e agora checava o celular — eu recebi uma mensagem do Richard e...
— Pera pera — Rory falou — quem diabos é Richard?
— O cara que está consertando a cozinha. Enfim, ele falou que a cozinha vai ficar pronta amanhã de manhã, então nós podemos voltar pra lá assim que acabar.
— Okay... E até lá o que vamos fazer?
— Bem — meu irmão falou colocando o celular em cima da mesa — eu preciso resolver uns assuntos com a gravadora, mas eu posso ir sozinho. Ethan disse que precisava conversar com o empresário dele e vocês... Fazem o que quiserem. Contanto que não matem ninguém...
Meu Deus! Eu tinha esquecido do Ethan.
Pobre Ethan.
— Falando o cowboy, cadê ele? — eu perguntei enquanto passava manteiga no meu pão.
Tommy soltou uma risada com meu apelido.
— Dormindo até não poder mais — respondeu Amber — meu irmão às vezes parece que vai ficar dias dormindo.
Voltamos a comer e de repente Tommy e Rory começaram a discutir sobre o novo X-factor.
— Vocês participaram no X-factor para fazerem sucesso? — eu perguntei não me lembrando se eles foram para o X-factor ou não.
— Não — Rory respondeu — nós já tínhamos alguns contatos então foi fácil para a gente. Contudo, Ethan participou quando tinha dezessete anos.
Assenti com a cabeça e terminei de devorar meu pão amanteigado.
***
Tommy disse que queria sair. Então ele saiu com Dylan, Amber e Rory. Leon disse que estava cansado demais para ir. Ele queria voltar a dormir, quando ele estava a caminho do quarto eu o segurei.
— Hey, aonde pensa que vai?
— Dormir — ele respondeu com um bocejo.
— Nada disso — eu o puxei para perto de mim — se arrume. Meu plano começa hoje.
— Tipo agora?
— Já!
Ele soltou um muxoxo, pegou sua mochila e entrou no banheiro provavelmente para tirar o pijama.
Eu apenas revirei os olhos com seu drama todo e gritei da sala.
— Não esquece de colocar óculos escuros e boné para ninguém te reconhecer já que vamos passar por ruas bastante movimentadas.
Eu ouvi ele falando coisas não tão legais de mim, que eu preferia não repetí-las.
— EU OUVI ISSO! — eu gritei enquanto ia para meu quarto pegar a minha carteira.
Assim que Leon ficou pronto, eu o arrastei para uma grande praça movimentada.
— Eu ainda não acredito que estamos fazendo isso.
— Pois acredite — foi a minha única resposta.
Eu não tinha ideia do que eu estava fazendo. Eu queria que ele parasse de olhar o sexo feminino como algo tão pequeno... Então eu precisava fazê-lo confiar primeiramente em mim. E como fazer isso eu não tinha a mínima ideia.
— Que tal um sorvete? — eu perguntei enquanto eu agarrava seu braço para ele não fugir.
— Que tal ir embora?
Suspirei, exasperada.
— Leon, se você não confiar em mim, como podemos fazer com que você consiga parar de pensar em seu passado tão dolorosamente e começar a agir um pouco menos...
— Estúpido?
— Eu ia dizer mau. Mas estúpido também está valendo.
Foi a vez dele suspirar.
— Tudo bem, Bels — novamente seu apelido para mim me pegou de surpresa, uma boa surpresa — vamos tomar então um sorvete.
Fomos para uma pequena sorveteria que tinha em frente à praça. Eu escolhi uns dez mil sabores para colocar no potinho colorido de plástico, enquanto Leon falou que queria apenas um milk-shake.
Minha boca já estava cheia d’água quando eu estava pesando o sorvete com dez mil coisas como frutas, jujubas e caldas.
Enquanto eu esperava o caixa pegar o meu troco comecei a olhar para a pequena mesinha onde Leon estava sentando me esperando enquanto tomava seu milk-shake de chocolate com menta.
Sentei-me em sua frente e comecei a devorar meu sorvete. Olhei no relógio, eram onze horas e trinta e cinco minutos e eu já estava tomando sorvete.
Mamãe não precisa saber disso. E se Peter contar, eu castro ele.
— Então — eu falei enquanto me deliciava com o sabor de melão — eu vou falando algumas regras que você vai ter que seguir hoje. NADA de ser mal-educado, NADA de ficar me apressando...
— Tá, mas...
— NADA de me questionar, NEM PENSE em mandar um daqueles seu olhares malignos para alguma garota. Você vai me acompanhar para diversos lugares, como lojas e mercados etc... e vamos ver como você se sai tentando ter mais contato com o sexo feminino.
Ele bufou.
— Isso não vai dar certo.
E como eu sei, colega, mas tudo que eu falei foi:
— Já quebrou uma regra. Como punição você vai ter que me comprar uma coca-cola.
Ele bufou novamente, mas dessa vez não disse nada.
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