Innocent MaDnEsS
14 Chapter 11 - The nameless guy called Ethan
Notas iniciais
Annabella Starks
Já estava fazendo um mês e meio que eu estava morando com os meninos. Ah, e com os meus amigos agregados também.
Pelo que eu tinha entendido da conversa (não era minha culpa se a minha comida – filé de peixe com batata frita – era mais importante que a conversa deles) Lola estava na casa de sua avó que morava não muito longe da casa de Peter. Dylan ia buscá-la todo dia de manhã e só a levava de volta no final da tarde.
Lola – modéstia a parte – gostava muito de mim. Basicamente nossas conversas se resumiam sobre filmes da Disney e sobre os meninos da banda o que era um assunto delicado já que Lola estava crente que eu e Leon estávamos juntos.
É, talvez quando porcos voarem.
Balançando a cabeça para esvaziar minha mente, coloquei uma blusa regata larga que tinha a imagem de um unicórnio fofo e um shorts jeans. Sem pentear meu cabelo eu prendi-o num coque e desci as escadas.
Ouvi barulhos e vozes na sala de TV então decidi dar uma olhada.
Lá, Tommy e Leon estavam jogando Mortal Kombat enquanto Dylan estava zombando das caretas que Tommy fazia quando levava algum golpe. E Rory estava comendo batatas chips.
Dylan, ao me ver, sorriu. Eu sorri de volta meio sem graça. As coisas que os meus dois amigos tinham comentado ainda estavam na minha cabeça. Era claro que eu gostava de Dylan, mas amá-lo já é outra história. Uma que eu precisava descobrir.
— Hey, Dyl, você viu meu irmão e os dois idiotas?
— Seu irmão saiu. Falou que precisava ir no mercado já que tinha que sustentar pessoas que comiam como ursos logo antes de hibernarem. Jack ainda está dormindo e Henry está na piscina.
Assenti e decidi ir falar com Henry.
Eu o encontrei nadando como uma lagartixa. Sem mais nem menos comecei a dar risada enquanto caminhava de chinelo para a beira da piscina. Jogando meus chinelos para longe, coloquei as pernas na água.
Henry, percebendo minha presença, se aproximou.
— Hey, Bell, quer nadar?
Balancei a cabeça negativamente e continuei balançando minhas pernas.
— Tem algo incomodando você — ele disse sem hesitação — o que é?
— Não sei o que vou fazer quando chegar a hora de ir embora.
Ele ponderou por um tempo a questão.
— Hm... Então simplesmente não faça nada. Não é a hora de fazer alguma coisa, apenas espere.
Sorri sobre o quanto relaxado Henry pode ser, mas isso – muitas vezes – é uma qualidade nele.
Ouvi o barulho da porta dos fundos sendo aberta e vi que Jack se aproximava.
— Hey, Jack — eu falei com um sorriso.
Ele sorriu de volta e caminhou até nós como um zumbi.
— Nossa senhora, Jack — eu falei bem alto — o que aconteceu contigo? Foi na balada? Olha que eu conto pra Emily, ein...
Henry começou a rir.
— Na verdade... É que quando você foi dormir, os meninos decidiram sair, mas Jack não quis ir, então eu fiquei aqui em casa com ele. De raiva e com muita vontade de beber, eu comprei uma garrafa de vodka e dividi entre nós dois.
Suspirei. Esse é um dos momentos sobre o quão ruim é o fato de Henry ser relaxado.
Eu o censurei com o olhar e ele apenas deu de ombros.
Jack grunhiu.
— Francamente, Henry, eu não sei como você ainda consegue estar normal.
— Eu sou forte — ele mostrou os músculos.
— Sabe, Henry querido, eu acho que isso não tem nada a ver.
Ele apenas rolou os olhos e voltou a nadar.
Antes que Jack pudesse falar alguma coisa a campainha tocou. Estranhando, levantei e fui até a porta atender – descalça mesmo.
Do outro lado da porta estava um garoto com cabelos castanhos e olhos cor de mel. Ele era muito bonito e carregava um violão nas costas. Ele tinha um sorriso enorme e fofo no rosto e estava prestes a falar até que ele me olhou.
— Ah — ele hesitou — desculpe. É... Peter está?
Eu pisquei.
— Ahmm... Ele não está. Você seria...
— Você sabe quando ele vai voltar?
Pisquei de novo. Eu estava começando a me incomodar, geralmente antes das perguntas vem uma apresentação, mas eu ignorei.
— Provavelmente daqui a pouco...
— Ótimo — ele sorriu e foi entrando na casa.
— HEY HEY HEY HEY! — gritei para ele que tomou um susto com a minha explosão — quem disse que você pode entrar?
— Ah — ele deu um sorrisinho sem graça — me desculpe, mas eu sou amigo de Peter. Você não deve saber porque provavelmente conhece Peter só a alguns dias...
Cerrei meus punhos. Ele pensava que eu era alguma das “namoradas” do meu irmão.
— Sério? — levantei as mãos e perguntei ao céu — eu pareço tanto como uma puta assim? É a segunda vez que pensam isso de mim.
Foi a vez dele piscar.
— Ahmm... Você é...
— Annabella Starks. Irmã mais nova do galinha, retardado, idiota e indecente Peter Starks.
O cara-sem-nome parecia um baiacu. De repente ele corou e começou a me desculpar.
— Olha, eu sinto muito, eu não sabia...
Fiz um “deixa-pra-lá” com as mãos.
— O que importa é que você não me desrespeite de novo. Se não — eu falei com uma voz sombria — esse seu violão vai parar no teu intestino.
Antes que ele pudesse responder eu ouvi a voz de Tommy.
— ETHAN!! É você!
Ah, então o nome do cara-sem-nome era Ethan. Interessante.
— Hey, pessoal — ele disse já que Leon e os outros estavam bem atrás de Tomtom.
Eles começaram a conversar e eu reparei em algumas coisas.
1) Ethan era americano já que seu sotaque deixava isso bem evidente
2) Ele aparentava ter minha idade
3) Tinha uma nuvem no formato de maçã do lado de fora da janela, mas isso é totalmente irrelevante
— O que você está fazendo aqui? — Rory perguntou — pensei que estivesse numa turnê lá no Canadá.
Hm? Ethan era famoso também?
— Como se visse minha expressão de desentendida, Tommy começou a explicar.
— Ethan trabalha na mesma gravadora que nós. Porém seu estilo de música é totalmente diferente, é carreira a solo e é do gênero de um country meio moderno.
Assenti com a cabeça abobada.
— E a Amber? — Dylan perguntou como se estivesse muito interessado.
— Ah, ela já está vindo. Teve que falar com seu empresário antes de vir pra cá.
Olhei para Tommy pedindo silenciosamente por respostas.
— Amber é a irmã gêmea de Ethan. Só que ao invés de ser musicista como Ethan, ela é modelo. Ela sempre dava uma passada pela gravadora antes de ir para o estúdio. E também...
Antes que ele pudesse terminar, a porta foi aberta e um Peter cheio de sacolas entrou na sala.
— Oi gente, agora movam suas bundas e vão ajudar a buscar as compras no carro. Ah — ele disse como se lembrasse de alguma coisa — mas antes eu acho que vocês vão ver alguém.
Ele deu espaço para uma pessoa entrar. Uma garota magra, um pouco mais alta do que eu entrou na sala. Ela vestia roupas que com certeza estavam na moda e que apenas realçava sua beleza. A garota tinha cabelos castanhos e olhos verdes bem chamativos. A semelhança era evidente. Ela era Amber.
— E também — Tommy continuou mais baixinho — ela é a garota que Dylan ama há quatro anos.
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