Innocence Lost
1 Capítulo 1: Detetive
Notas iniciais
*despertador tocando descontroladamente ás 6 da manhã*
– Ah... – disse o jovem em tom reclamão – só mais 5 minutos dattebayo!
*despertador ainda tocando descontroladamente*
– AAH! – o jovem levantou bruscamente acertando um soco poderoso que reduziu o relógio á pó – Outro relógio... – disse sonolento – Falar pro Yuki-kun comprar outro...
Leonardo Akatsuki, jovem detetive de 20 anos, cabelos pretos, olhos azuis escuros, pele branca, feições vazias. Era o que descrevia este homem, seu rosto era jovial, aparentava ser mais novo, alto, forte, mas não bombado, normal, costumava usar roupas escuras e costuma se trancar o dia todo no quarto, o que deixa seu irmão mais novo furioso.
Seu irmão. Yuki Akatsuki, 18 anos, estudante do ensino médio do colégio secundário Aimê, o mais inteligente da turma, pretende cursar a faculdade de medicina e faz artes marciais. Extremamente parecido com o irmão, já foram considerados gêmeos, apesar do garoto se irritar com isso, aceita numa boa. Há quem diga que ele vive na sombra do irmão mais velho, o que não é verdade, apesar da incrível semelhança por fora, são muito diferentes por dentro.
– Yuki acorda! – disse Léo batendo na porta do quarto do irmão – Vai se atrasar pra escola!
– Você não ia me dar uma carona? – disse o garoto em tom sonolento do quarto – Eu ainda nem levantei!
– Ah é! – lembrou Léo – Esqueci de avisar, meu carro quebrou ontem á noite! Não vai dar pra te levar...
– AAAAAAHH – o jovem de cabelos negros gritou – Só agora você me avisa?
– É que ontem eu cheguei tarde e você estava dormindo... — falou ironicamente Léo
– Belo irmão mais velho você eim? Baka! — resmungou Yuki
– Dobe! — retrucou Léo saindo do quarto do menino
– E agora? Como vou pra escola? — gritou Yuki
– A pé! Ainda dá tempo de ligar pro Arleb e ir com ele! — disse Léo descendo as escadas.
– Cadê o telefone? — Gritou Yuki novamente
– Eu sou seu irmão e não seu empregado! — Falou Léo na maior calma.
– Deixa pra lá! – disse Yuki saindo desesperado do quarto terminando de abotoar a camisa do uniforme e com a escova de dente na boca e a mochila pendurada em um dos braços e quase caindo no chão — Eu faço isso!
– Mas... – disse Léo em tom duvidoso – Pretende ir pra escola sem calças?
– NANIIIIIIIII? – berrou o mais novo — Droga!
O jovem Yuki voltou correndo para seu quarto para pôr suas calças. Estava terminando de tomar café quando resolveu falar com o irmão mais velho de novo.
– Por sua culpa vou me atrasar... — resmungou Yuki com o pão na boca
– Atrasar? Ainda são seis e meia! — deu um sorriso Ironico
– NANIIIIIIII? – o garoto cuspiu todo o café que estava bebendo – VOCÊ ME ACORDOU UMA HORA MAIS CEDO? – berrou o jovem irritado. – seu teme!
Neste exato momento, Leonardo Akatsuki fez algo raro, gargalho incansavelmente, mesmo tendo que desviar dos ataques do irmão.
– Quer saber? – Yuki acalmou-se e foi em direção ao telefone – Vou ligar pro Arleb! u.ú
Yuki pega o telefone e digita o numero da casa dos Higurashi.
– Arleb? – disse Yuki
– Yuki-senpai – disse Ahla.
– Ohayo Ahla-chan – disse Yuki- Arleb ta ai?
– Ele está no banho... faz uns 20 minutos... AHHHHH- gritou Ahla.
– O que houve Ahla-chan? – perguntou Yuki
–Nada, apenas me queimei, mas o que você quer com o Nii-san? – perguntou Ahla.
– Avisa a ele que irei busca-lo – disse Yuki.
– Hai Yuki-senpai –Disse Ahla
– Arigato – Disse Yuki.
* Desliga telefone
– Ela é sua Namorada? – perguntou Léo em tom maldoso.
– O QUÊ? – o garoto berrou ao mesmo tempo em que estava ruborizado – ME RECUSO A RESPONDER ISSO!
– Então quer dizer que você gosta dela e ela não sabe né? – disse Léo em tom brincalhão.
– Não é nada disso! – o garoto finalmente se irritou – Quer saber? Tchau!
– Quer que eu te busque? — perguntou Léo
– Você vai? — fez uma cara de Duvida Yuki
– Não. — Sorriu Léo
– Então porque pergunta? — Falou Yuki entre dentes
– Pra te encher! — Sorriu Léo com o jornal na mão
– Tchau. – Yuki a porta bateu com força.
Léo apenas voltou para seu café e começou a ler o jornal.
– Tomara que não tenha trabalho hoje... – Léo comentou consigo mesmo.
No exato momento, o telefone celular toca com a identificação escrita “agência”.
– Droga... – ele pegou o celular e atendeu – Moshi moshi?
– Ohayou Leonardo-san, acordado á essa hora? — voz
– Então você me ligou pra me acordar? – Leonardo reclamou.
– Também. – disse a voz do telefone – Temos uma “missão” pra você.
– Novidade, manda logo. — respondeu Léo com a mão no rosto
– A missão é a seguinte... — explicou a voz
TÓKIO, JAPÃO 9h45min
– Então... Esse é o lugar... – disse Léo em frente a um edifício escolar – Mas tinha que ser logo a escola em que meu irmão estuda?
Leonardo entrou o edifício e seguiu por um longo corredor até chegar a uma porta em que estava escrito “secretaria”.
– Por favor, posso falar com a diretora? – disse Leonardo para uma mulher que estava digitando em um computador – É urgente.
– Desculpe, mas ela não pode atender agora. — respondeu a Secretária sem olhar pro rosto de Léo
– É assunto policial – disse Leonardo enquanto mostrava o distintivo para a mulher – Serei obrigado a invadir?
– Oh, me desculpe! – disse a mulher – Irei chamá-la imediatamente!
– Arigatô. – disse Léo em tom sério.
Dado alguns momentos, uma mulher sai com ar de irritada de uma sala seguida pela mesma mulher que havia atendido a Léo.
– Então... Você é o detetive? – disse a mulher em tom ríspido – Qual o seu nome mesmo?
– Leonardo Akatsuki. – disse Leonardo sorridente – Não se lembra de mim Mandy-sensei? – sorriu o rapaz
– Infelizmente tenho o desprazer de ter uma boa memória.
– Deixemos o passado de lado – disse Léo mudando de assunto – Vamos falar de outro assunto.
– Se é sobre seu oniisan, graças a Yummi-sama ele não seguiu seu exemplo. – disse a diretora em tom de alívio – Muito pelo contrário, ele é um aluno exemplar, um orgulho pra escola e...
– Não vim falar do meu oniisan... – interrompeu Léo – É assunto de trabalho. Preciso falar com dois de seus alunos.
– E quem seriam? — perguntou a diretora
– Os irmãos Higurashi. – disse Léo em tom sério.
– E posso saber do que se trata? — perguntou a diretora com um olhar duvidoso
– Assunto confidencial diretora... Mas posso lhe dizer que o passado assombroso desta escola poderá vir à tona — respondeu Léo ainda sério.
– Não me diga que eles dois são envolvidos com isso! – a diretora estava claramente assustada e espantada, desesperada para ser exato – Mas... O que aconteceu naquela época vir agora? Não tem nexo!
– Vir de onde? – Léo estava mais sério do que nunca – Ele nunca foi a lugar nenhum, o meu maior erro foi participar daquele passado...
– E o que eles têm haver com isso? — perguntou a Diretora se levantando.
– É o que estou investigando... — Disse Léo indo em direção à uma estante -E pretendo acabar com isso tudo de uma vez.
– Se precisar de qualquer coisa que eu possa fazer, pode contar com a minha colaboração. – disse a diretora séria e determinada.
– Então só te peço uma coisa — falou Léo ao se virar.
– E o que seria? — perguntou a Diretora já na Porta.
– Não envolva meu irmão nisso e chame-os logo! — Pediu Léo
– Certamente...- Disse a Diretora saindo — Volto em alguns minutos.
– Será uma Longa conversa....- falou Léo sentando na Cadeira da Diretora — espero que a História não se repita...
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