Innocence
13 De Janeiro a Janeiro
Notas iniciais
Eu estava em meu quarto com um sorriso abobalhado no rosto. Eu estava tão feliz! Ele havia terminado com a Hinamorra pra ficar comigo! Eu estava quase dando um treco de tanta empolgação!
Ele havia me pedido em namoro... Oh Meu Kami-sama eu estou tão feliz parece que meu coração vai explodir!
*Flashback*
–Porque você esta fazendo isso comigo? Voce ira se casar! – Eu disse tentando me afastar dele, mas ele segurou o meu pulso.
–Isso não é mais um problema eu terminei com a Hinamori ontem. – Ele disse e soltou o meu pulso.
– Por que? – Eu perguntei num fio de voz.
– Por que eu descobri quem é a pessoa com quem eu realmente quero passar o resto da minha vida junto. – Ele disse e me beijou novamente. Um beijo calmo e lento como se ele estivesse me saboreando.
Ele se separou e olhou no fundo dos meus olhos. Eu estava fascinada por aqueles lindos olhos azuis do Toushiro.
–Sei que não mereço depois de tanta burrada, mas aceita ser minha Namorada? – Ele perguntou me olhando com muita intensidade. Eu estava sonhando só pode... Ele o amor da minha vida me pediu em namoro..
Meus olhos se encheram de lagrimas por causa da felicidade e eu o abracei com todo o amor que eu sentia.
–Sim! Sim! Eu aceito. – Eu disse enquanto nos abraçávamos.
Depois disse eu o beijei algumas vezes e depois eu fui embora pois o Toushiro tinha aula e eu também”.
*Flashback off*
Eu estava na minha cama deitada. “Será que eu não estou sonhando?” Me perguntei enquanto olhava para o teto.
Sorri e lembrei do pedido de namoro do Toushiro e de seus lindos olhos azuis. Não eu não estava sonhando.
Fui para cozinha e fiz qualquer coisa para comer. Eu estava faminta e cansada afinal hoje havia sido um dia cansativo na faculdade. Eu tinha que me preparar para uma prova que seria daqui a quinze dias. Levantei-me e pequei algumas apostilas para estudar enquanto comia a gororoba que eu havia preparado.
Eram umas 21:30 quando eu desisti de estudar e fui para o meu quarto. Pus uma calça de moleton e uma regata e fui dormir.
Acordei com batidas na porta de meu apartamento, Tinha alguém quase derrubando a porta do meu apartamento. Me sentei na cama e olhei para o relógio na minha cômoda... 05:50... Eu vou matar o infeliz que não tem medo da morte que esta batendo na minha porta a essa hora da manha!
Em levantei prendi meus cabelos em um coque solto e fui a abrir a porta, onde encontrei o porteiro.
–Senhorita Karin... Aconteceu um problema com o seu carro... – Ele disse meio incerto.
–O que aconteceu? – Eu perguntei com a expressão seria. O que tinha acontecido com meu lindo impala 67? Se tivesse alguma coisa errada eu mataria a pessoa que tivesse feito aquilo com ele.
– Me siga por favor. – Ele disse e começou a andar pelo corredor, e eu o acompanhei de pijama mesmo.
Descemos as escadinhas e logos chegamos na garagem. Eu andei até a vaga do meu impala e o que eu vi me deixou paralisada.
– COMO ISSO ACONTECEU?!!! – Eu gritei muito alterada para o porteiro.
–Eu não sei foi durante a troca de turnos. As cameras foram tampadas e quando eu fui olhar seu carro estava desse jeito. – Ele disse com um pouco de medo pelo meu ataque de raiva repentino.
Olhei de novo pro meu carro e uma nova onda de raiva veio a mim. Tinham amassado todo o capo do meu carro e picharam com tinta laranja palavras como vadia e outras coisas e também quebraram os meus vidros.
–Eu mato o ser filho de cadela que fez isso com meu carro! Eu mato arranco o pâncreas frito e faço a pessoa comer! – Eu disse e o porteiro se afastou de mim.
–O que nos fazemos agora senhorita Karin? – Ele perguntou. Eu passei as mãos no cabelo para tentar me acalmar e contei até 7 por que eu não tava com paciência para contar até 10.
– Eu vou levar ele pro concerto e você vai tentar achar que fez isso. – Eu disse e me virei e comecei a andar para o meu apartamento. Me Deitei e lembrei do que meu pai falava “Dorme que resolve”.
Não consigo olhar no fundo dos seus olhos E enxergar as coisas que me deixam no ar, deixam no ar As várias fases, estações que me levam com o vento E o pensamento bem devagar...
Outra vez, eu tive que fugir Eu tive que correr, pra não me entregar As loucuras que me levam até você Me fazem esquecer, que eu não posso chorar
Olhe bem no fundo dos meus olhos E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar O universo conspira a nosso favor A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar
Mas talvez, você não entenda Essa coisa de fazer o mundo acreditar Que meu amor, não será passageiro Te amarei de janeiro a janeiro Até o mundo acabar
Roberta Campos- De Janeiro a Janeiro
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