Innocence

1 Meu Inferno Particular


Notas iniciais
Bom... a história não tem Prólogo, então vamos direto para o capitulo 1.
Espero que gostem...
Enjoy.

Tudo naquele cômodo parecia ser monótono, era sempre assim, a mesma janela de madeira negra já desgastada pelo tempo com a visão ampla do campo de futebol, a mesa era antiga assim como as cadeiras com o estofado já manchado, a pintura verde limão já descascava na parede.

Em minha opinião a diretoria estava em decadência, assim como todo o resto da Revenge High School, era uma escola de nome no estado. Isso não poderia negar, mas para mim era apenas mais uma que cedo ou tarde me chutaria como um cão sarnento.

O tic-tac do relógio era pertinente a ponto de eu colocar os fones do meu Iphone, somente um bom rock me faria relaxar no momento, talvez Avenged Sevenfold me ajudasse.

A porta foi aberta com bastante precisão, eu sabia que o inferno só estaria começando, virei meu pesco e a encontrei me encarando com seus orbes verdes. Era sempre assim, eu já sabia direitinho o que aconteceria assim que chegasse em casa.

— Senhora Flinds – o diretor que até então fitava o teto se voltou para minha tia que acabará de chegar.

- Como tem passado Senhor Agamenon? – minha tia se sentou na cadeira ao meu lado, o diretor ou senhor Agamenon era um baixinho, branquinho, ruivo e rechonchudo de olhos azuis, se não me falha a memória era italiano.

- Muito bem e a senhora? – nunca entendi por que toda essa formalidade quando você está prestes a expulsar um aluno, coisa de gente que quer aparentar elegância até nas piores horas.

- Aparentemente bem, obrigado, mas qual é o assunto a ser tratado afinal? – minha tia não gostava de enrolação, com ela era direto e reto.

- Estamos aqui, por que a senhorita Malbeck passou dos limites dessa vez, sei que relevei muitas coisas, mas essa de hoje ultrapassa todas. – velho mentiroso, adora ficar babando na minha tia com a esperança que ela o note, ele se referia como se eu fosse uma delinquente completa.

- O que minha sobrinha aprontou dessa vez? – pude jurar que a vi me encarando esperando uma resposta, mas a música que ecoava por um dos fones parecia muito mais digna da minha atenção do que aquela conversa.

- A senhorita Malbeck agiu como uma vândala hoje foi um ato de total crueldade com a professora Bins. – Megan Bins, professora de matemática, mas parecia um leão marinho com seus óculos fundo de garrafa e seu vestidinho chumbo que só servia para marcar mais sua silueta avantajada, digamos assim.

- Que tipo de ato vândalo? – ela estava com raiva, isso era perceptível pelo seu tom de voz, sei que no fundo estava se controlando para não gritar.

- Aparentemente a senhorita Malbeck, juntamente com outros alunos picharam o carro da senhora Bins, hoje pela manhã. Em minha opinião isso foi um total ato de vandalismo, que deu alarde sobre o ocorrido foi à senhorita Pace – tinha que ser aquela cobra oxigenada: Stella Pace, líder de torcida, a rainha da escola, tem todos os seus pés, mas desde que cheguei aqui nesse inferno seu passatempo preferido foi me humilhar ou dar uma de aluna exemplar para o diretor e contar tudo o que eu aprontava.

- Isso é verdade? – ela me encarava, como se eu mentisse agora haveria punições mais severas em casa.

- Sim, fui eu que fiz aquilo com o carro da senhora Bins – disse dando os ombros, não iria negar um ato que cometi o máximo que aconteceria era mais um pedido para se retirar da instituição de ensino, como tantos outros.

- Senhora Flins, tentei até relevar, nas dadas às circunstancias só me resta tomar uma decisão, a senhoria Bárbara Malbeck esta sendo convidada a se retirar da escola – ele disse o que eu já esperava no momento tudo que eu podia fazer era acatar tal ordem.

[...]

- Outra vez? ESSA É A DÉCIMA TERCEIRA VEZ, VOCÊ NÃO TEM JUÍZO GAROTA? – os gritos ecoavam pela casa, bendito dia que resolvemos morar só nós duas.

- Ah tia, por favor, para né? – me joguei no sofá vermelho, foi só mais um colégio chato que eu deixe de estudar, viva, menos pessoas para eu mandar ir se fuder.

- Você não tem consequência de seus atos? Explodir o banheiro, cortar o cabelo da outra garota, se meter numa briga na cantina e agora pichar o carro da professora. Quando vai aprender o que são limites? Queria ver se sua mãe estivesse aqui.

- Não coloque meus pais no meio – eu detestava quando ela fazia isso, só para tentar me deixar pra baixo, o que nunca conseguiu claro.

- Sinceramente não sei, mas o que faço com você Babi – ela suspirou.

- Tia Andye – o nome da minha tia era Andrômeda – Não faça nada, você ainda crê que eu vou mudar?

- Não – era essa a resposta que eu esperava – Mas sou responsável pela sua educação – mas? Mas nada que porra viria agora?

- Não me olhe assim, com seus olhos verdes cuspidores de fogo – sempre que ela me olhava assim eu só poderia ter certeza de uma coisa: CORRAM PARA AS COLINAS.

[...]

- NÃOOOOOOOOOOOO, TIA ANDYE NÃO, EU PROMETO QUE VOU SER UMA BOA GAROTA – mentira pura.

- Você vai gostar – ela tentava colocar isso na minha mente, mas definitivamente eu não iria, ah qual é? Eu sou uma garota americana, curto rock e sair de madrugada. QUE RAIOS EU VOU FAZER EM LONDRES? Com aqueles londrinos de sotaque errado, tomar chá das cinco com bolachas sem gosto, olhar para os guardinhas que não piscam?

- Última chance, é pegar ou largar te pago 300 dólares e limpo a casa por seis meses, mas me deixe aqui eu curto morar aqui em Nova Jérsei com você titia.

- Espero seu telefonema – ela praticamente me empurrou para a fila de embarque, meu voo já tinha sido chamado fazia 20 minutos e eu esperava perde ló.

- Última chamada para o voo 180 com destino a Londres – a voz plástica de uma aeromoça qualquer falou.

- EU JÁ VOU! – gritei em pleno o aeroporto, varias pessoas ficaram me olhando.

Ok não era muito normal uma adolescente de short jeans rasgados, camiseta do Skillet, all star com tachinhas, jaqueta de couro, meias ¾ pretas e pulseiras, cordões todos estranhos, ficar gritando por ai.

Podemos dizer que eu não era uma garota muito normal, mas definitivamente olhar pela janelinha do avião a minha amada Nova Jersei pela última vez doeu, sim porque eu agora estava partindo para a puta que pariu de Londres, viver com a outra ovelha negra da família.

Digamos que meu primo Noah McDillan também era um garoto problema por isso foi morar sozinho. Ah deus me ajude só uma vez ok? Eu quero voltar para casa, coloque na cabeça da minha tia que duas ovelhas negras sobre o mesmo teto NUNCA DÃO CERTO.

Notas finais
Se gostarem, deixem reviews *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.