Inner Beauty

11 Longa noite part III


Notas iniciais
UAu esse ficou comprido! MAs nao vao se acostumando xD
É isso ai, obrigada a todos os reviews!
Boa leitura e desculpem os erros

Capitulo 11

Longa noite

Parte III


Antes de ligar realmente o carro ele procurou alguma coisa no porta luvas e logo fitou meu braço vendo meu relógio.

–Já que quer ajudar, marque meia hora.-Falou sério pegando umas luvas de dedos de fora com mais uma caveira pra enfeitar seu look e girou a chave.

–Meia hora? Gastaremos uns dez só até chegar lá!-Ele me mirou com um sorriso de lado assustador.

–Não comigo no volante.-Disse mudando a macha bem rápido e fazendo o carro dar ré de uma vez. Engoli seco ele estava com a mesma cara de sádico quando me tortura e logo entendi o por que.


Meu capitão estava descontrolado, parecia velozes e furiosos na pista, segurei na frente enquanto ele corria a cem km por hora no meio da cidade ultrapassando os carros, será que ele acha que estamos sendo perseguidos? Ele clicou em um dos botões do som e uma música bem elétrica começou a tocar, eu conhecia aqueles cantores, eram Shinee cantando Lúcifer, ótimo eu prestes a morrer ouvindo uma banda chamar o nome do demônio. Não poderia ser mais próprio para o momento.

–Se segura!-Falou dando uma virada do nada fazendo o carro cantar pneu, droga eu bati a cabeça.

–Não dá pra trocar de música?-Se eu reclamasse de outra coisa era capaz de me por pra fora do carro.

–Não tem, me irmão não conta pros meus pais que eu corro e eu deixo ele tocar a musica que ele quiser!-Falou rindo da minha cara de espantada.-Que foi? Não vai me dizer que a durona está com medo?-Esse sádico, estava me testando de novo?

–Meu único medo é que a policia nos pare por ter um baixinho dirigindo!-Eu sorri abrindo o vidro do carro. Quando ele girou o carro de novo na rua eu senti aquela enorme quantidade de vento passar sobre meus cabelos.


Cara eu não sabia que aquilo era tão divertido, quando chegou numa pista reta e sem carro ele pisou fundo e sem medo deixando a música mais emocionante. Eu mau podia esperar pela volta. Ele girou o carro mais um vez e engatou o freio e eu só senti a brecada do carro parar.


–Vamos, ainda temos vinte e cinco minutos.-Falou me apressando, eu ainda estava estática com um sorriso no rosto no banco do passageiro da frente. Ele tirou três caixas, uma linha e três ganchos de plásticos de dentro do porta malas.

–O que você colocou na bebida do jogador?-Perguntei quando ele me entregou a linha e os ganchos, enquanto carregava as caixas.

–Cachaça pura misturado com um pingo de tequila e limão...-Disse rindo, isso explica por que ele caiu tão rápido.

–Que malvado...-Murmurei quando ele fez pra mim abaixar, demorou um pouco até ele identificar a chave da grade e mais pra frente a chave do espaço.

–Segura.-Mandou me entregando a lanterna, mirando em cima dos armários.

–Então qual é a idéia?

–Eu andei verificando umas coisas, ele abrem o espaço juntos, Derick tem a chave, mas não tem carro por isso pega carona com um dos amigos, então ou podemos colocar as caixas na porta ou debaixo dos armários, de um jeito ou de outro vai dar na mesma.-Murmurou pensativo, parecia simples demais. Ele abriu a caixa e lá estava inúmeras aranhas minúsculas de brinquedo em volta de um pó esquisito.

–O que é isso?-Eu ia colocar a mão, mas ele bateu.

–Não põe a mão, é pó de mico, quando pegar na pele deles e começar a coçar vão pensar que foram picados!-OMG Que genial, mas espera.

–Mas capitão eles usam jaqueta faça chuva ou faça sol, não vai pegar neles!-Pensei um pouco e tive a solução vendo uma porta idêntica ao do clube.-E se colocássemos no banheiro, poderíamos ter controle sobre a linha pelo lado de fora.-Seria gozado ver eles correrem pelo campo.

–Interessante.... Fechamos a água pelo registro e quando já tiver tudo feito ligamos de novo...-Disse sorrindo pra mim.-Vem vamos dar um jeito de colocar sobre eles.

–Yeah!


Ai estava o problema, engraçado, mas ainda um problema, o capitão tentava alcançar os canos lá no alto para engancha os ganchos e colocar as caixas, mas seu tamanho diminuto não permitia isso nem pulando o máximo que conseguia. Eu não conseguir segurar por muito tempo, gargalhei auto vendo aquela cena do meu sádico capitão imponente pulando feito sapo.

–Quer parar de rir!?!-Falou eu fui até ele e entreguei a lanterna na sua mão.

–Segura aqui, deixa com pessoas mais altas!-Disse ainda rindo. Porém isso acabou logo por que eu também não consegui, era mais alto do que eu pensava e logo o riso dele ecoou ali.

–Quanta altura pra nada!-Falou rindo.

–Bom temos que pensar em algo né!-Repliquei zangada, droga. Ele me iluminou com a lanterna dos pés a cabeça.-Vai ficar me assediando com a lanterna agora é?-Eu ouvi ele sorri.

–Quanto você pesa?-Perguntou ele.

–Sessenta e cinco por quê?-Ele colocou a lanterna na boca e se agachou na minha frente.

–Sobe..-Falou com a boca.

–Capitão você não consegue me levantar, se brincar mau consegue deixar as pernas eretas!-Ele tirou a lanterna da boca.

–Sobe logo! Precisamos ainda cortar os fios e passar pro lado de fora!-Eu obedeci, se não Deus sabe o que faria comigo.

–Woaaa!!-Exclamei quando ele levantou de uma vez, caramba, que força.


Agora era fácil, ele me entregava e me dizia o que fazer, as caixas tinham sido pintadas de branco ficando da mesma cor do estuque. Pelo lado de baixo elas estavam presas por somente um grampo que com certeza despejaria tudo com um simples puxão. O difícil foi enroscar a linha nos grampos da três caixas e passar o fio pela janela a fora.

–Capitão...-Falei enquanto ainda estava nos ombros dele.-...Estava pensando...Usar isso no banheiro não vai fazer eles saírem correndo tudo pelado?-Ele soltou uma risada.

–Melhor ainda, dai vão tremer quando souberem que temos isso gravado! Deixe a linha um pouco estica, viu?-Cara a cena ia ser épica.

–Pronto, agora e amarrar lá fora.-Como é que eu desço? Tivemos pensamentos diferentes, eu achei que teria que me virar sozinha para descer e ele pensou em se abaixar novamente e advinha no que deu?


Que constrangedor, minha perna havia escorrido causando peso a um só lado do ombro dele que desequilíbrio e pra não me deixa cair tentou me segurar, mesmo sendo inútil por que minha outra perna ainda estava enlaçando dele e puxara junto para o chão. E lá estava eu Eloise caída sobre o meu odiado capitão, a lanterna? Não tínhamos a mínima idéia, tinha se desligado na queda e estávamos ali em pleno breu. Engoli seco procurando um lugar onde eu não tocasse nele, mas estava difícil, espichei a mão pra frente ao máximo e apalpei alguma coisa macia ao mesmo tempo que dura, só que bem largo e definido, que esquisito era muito deleitoso ficar apertando aqu....Espera eu conheço esse tipo de consistência...

–Vai se levantar ou vai continuar me alisando?-A voz grossa dele me fez soltar um som de susto, era ele? O capitão tem braços musculosos? Quando que eu não vi.

–Isso é você?

–É ééééé! E para com isso!-Ele bateu na minha e me empurrou pra frente me fazendo levantar.-Cadê a lanterna?

–Sei lá...-Murmurei meio sem graça, cara eu estava alisando o capitão que esquisito.

–Ah achei!!-Falou ligando sobre o rosto.

–Ahh você está vermelho?!Tem tanto tempo assim que uma garota não te alisa é?-Falei e estava mesmo, eu queria quebrar um pouco dessa tensão, ele tirou a lanterna do seu rumo e virou pro meu.-Eu já aviso que sou facha preta!

–Grande coisa, fiz taekwondo por sete anos, vamos!! Já passou mais de meia hora!-Que desconversa, mas isso explica a força nas pernas.


Logo estávamos saindo dali, e em cinco minutos naquela velocidade assustadoramente enérgica que ele dirigia estávamos de volta para o clube.

E como se a noite não fosse mais se prolongar e me surpreender encontramos Devan no centro da pista com um copo vazio na mão dançando loucamente bem. As garotas em volta gritavam enquanto ele se mexia e parecia completamente bêbado.


Quando a música acabou ele se agarrou com duas garotas tirando minhas dúvidas, depois daquele beijo a três eu tinha certeza que ele não era gay e também tive a certeza que ele não sairia tão branquinho quanto chegara, pois um cara logo empurrou ele para fora da pista. Capitão tinha entregado a chave pra Jade e já tinha voltado e não parecia muito feliz com inicio da discussão.

–Era só que me faltada...-Murmurou se aproximando do cara.-...Relaxa, ele está bêbado, nem sabe o que faz.-Disse pro grandalhão, tadinho do capitão parecia um anão perto dele.

–Acontece que esse desgraçado estava beijando a minha irmã e minha namorada e....-Ele olhou bem capitão.-...Espera, eu te conheço.-Olhou pro Devan que tentava se levantar do chão.

–Vocês são os gêmeos da escola Sanches, não é? Os traidores!-Eu ouvi o capitão soltar um fraco, “essa não”.-Sabia que eu apostei uma grana no time da escola no jogo em que vocês ganharam?

–Devo dizer burrice ou pedir desculpas por ser bom?-Falou com sarcasmo, ele ia levar uns tabefes.

–Devia estar implorando pra não acabar com seu irmão e você junto nesse exato momento...-Disse todo brutão.

–Esquece meu irmão cara, se quer uma briga de verdade sua conversa é só comigo!-Uau que intimidador.

–Eu quero....Eu ...Eu quero me casar com elas...-Devan se levantou grudando no ombro do irmão que parecia com uma enorme vontade de bater nele coitado.

–Fica quieto Devan!

–Mas eu quero, estou amando!-Dizia todo desengonçado completamente tonto acenando paras as meninas que riam.

–Ok, gatinho, acho que você já se divertiu demais por uma noite...-Eu fui até lá e fiz ele se apoiar em mim tirando ele de perto, pelo o olhar do capitão senti ele me agradecendo.

–E ai? Ainda vai insistir nessa discussão?-Perguntou pro grandalhão e virou para trás, ele ia me seguir.

–Você fala como se eu fosse perder pra um tampinha como você...

–O-hou...Não...Não devia mesmo...Dizer isso..-Falou Devan no meu ouvindo, argh ele tinha cheiro de álcool. Mas tinha razão o capitão girou os pés de uma vez mirando o cara.

–Vamos resolver isso lá fora e se for homem o suficiente vai ficar de bico calado quando eu acabar..-Eu nunca tinha visto ele tão zangado, vi uns garotos do time simplesmente assistirem deixando que os dois se dirigissem para a saída.


Certo eu sou uma completa azarada, por que demônios eu fui colocar o Devan perto de mim, ele estava fedendo a tequila e mau se equilibrava em pé, enquanto um tumulto se fez e eu só conseguia ouvir os gritos de quando alguém leva uma surra. Eu não sabia quem estava ganhando nem perdendo e se quer podia chegar perto por que o encosto do meu bonitinho estava bêbado demais pra ficar em pé sozinho. Tentei a todo custo enxergar e a única coisa que vi foi um monte de vomito acertar o meu pé, corrigindo, acertar minha bota predileta que não podia ser colocada na maquina de lavar.


Que vontade de matar esse garoto.


A briga terminou e eu continuei ali esperando alguém vir exorcisar aquele esconsto de mim, ele sorria e eu tinha vontade de criar outra briga, mas ai na segunda eu pagaria o pato por isso nas mãos do capitão. E falando no irmão do rapaz lá vinha o capitão com machucados bem irrelevantes pra quem lutou com alguém que era o dobro do tamanho dele.

–Eca, ele vomitou em você?-Eu encarei como uma pergunta retórica.

–Tira ele daqui!-Ele fez cara de nojo e agarrou o irmão.

–Vem, eu vou te dar uma carona pra compensar isso.


Mais uma volta com o ‘velozes e furiosos’? É acho que a noite vai compensar se eu ensinar o caminho mais longo. E depois de amanhã eu presenciaria a cena ilustre do plano sendo executado.

Notas finais
Eai gostaram?!
REviews?
Até o proximo!
Bjuss