Inner Beauty

34 Entre irmãos


Notas iniciais
Hey guys!! Acreditem que eu postei, e apareceu erro e a boba nao viu o error e achou q tinha postado? O.o
Pois é mais ai está o primeiro, meio dramatico, mas espero que gostem.
DEsculpem os erros e boa leitura

Capitulo 34

Entre irmãos


O capitão levou o pai no trabalho, assim ele poderia ficar com o carro e fazer suas coisas, era uma combinação entre eles. Eu estava começando a admirar o senhor Cooper, ele confiava bastante no capitão e também gostava bastante, toda hora vinha e dava um abraço dele do nada.


A melhor parte dele ter saído? Estava só eu ali e o Devan dormindo no quarto, pelo que me lembrava ele acordava as oito, porém não hoje. Corri pro quarto dele e olhei no relógio, marcava dez pras sete. Abri a porta do quarto fui até a janela esticando as cortinas deixando o ar frio da manhã penetrar.

–Agorinha...Dillan...-Murmurou ele sonolento se encolhendo na coberta com a cara da Beyonce.

–Bom dia flor do dia!!!-Gritei puxando a coberta dele de uma vez que me olhou assustado.

–Minha nossa...!-Se encolhei abraçando as pernas e eu rindo, OMG o pijama dele era do pica-pau. Estava até de gorrinho vermelho parecendo um topete.-....Eloise..?! O que está fazendo aqui?

–Longa historia, te conto no café! Anda levanta e vai se arrumar!-Ele coçou os olhos e voltou a deitar.

–Não, eu só levanto as oito....Devolve minha coberta sim?-Ainda bem q vim preparada, havia pegado uns cubos de gelo na geladeira e ele deitado de lado só facilitava minha ação. Ohh não eu não iria colocar nas costas, eu não sou tão boazinha, enquanto ele esperava com a mão erguida puxei a calça dele e joguei três cubos...Dentro da cueca.


Não sejam pervertidas, foi do lado traseiro!


Ele saiu pulando da cama tentando tirar, querem saber foi cômico! Ele correu pelo quarto gritando fazendo tudo pra tirar os cubos de dentro. Eu sempre sei quando despertar alguém.

–Que disposição!-Ironizei e ele me fuzilou.

–Por que fez isso?!

–Por que não levantou quando eu mandei! Agora vamos, arrume sua cama e desça pra tomar o café!-Ele franziu a testa.

–Eu não arrumo a cama, quem faz isso é meu irmão!-Respirei fundo jogando a coberta sobre a cama me aproximando ele.

–Yeah, mas você está grandinho, já não é mais um garotinho que precisa de cuidados do irmão, já pode fazer sua própria cama!-Ele me olhou confuso.

–Eu não acho, onde está meu irmão!-Olhei seca pra ele.

–Devan ou você arruma essa cama ou dou um jeito de te convencer como fiz pra você acordar e acredite, não vai ser tão agradável!-Ele olhou pros lado um pouco com medo.

–Mas eu não sei....-Disse apavorado.

–É só enfiar as sobras do lençol nessa ponta assim...-Colei em uma parte pra ele ver.-...Agora faz na outra!-Ele foi puxou um pouco e fez depois me mirou.

–E agora?

–Dobre a coberta...Assim..-Mostrei com as mãos, claro que eu não ia dobrar pra ele.-...E depois coloque nos pés da cama, e ajeite o travesseiro na ponta e pronto, você já conseguiu arrumar sua cama.-Ele me obedeceu e quando terminou parecia surpreso.

–É só isso?-Eu fiz que sim.-Até que não é difícil?!-Parece uma criança que pela primeira vez descobriu que não é tão burra.

–Claro que não, vem, está na hora de tomar café!-Ele fez que sim e desceu comigo.


Quando chegamos na cozinha ele sentou na mesa pensativo e eu mais ainda, o que estava esperando?

–Acho que quero um misto quente e um capuccino! E algumas torradas, e um pouco de danone!-Fiquei de frente pra ele.

–Ótima escolha!-Ele sorriu largo feliz, tapado.-Vem cá e faça!-Ele fechou a cara assustado.

–O que? Não Eloise isso eu não sei fazer nem tenho permissão de mexer no fogão!-Cara que vontade de acertar a fuça dele.

–Vem logo!-Agora ele me mirou zangado.

–Eu vou contar pro meu irmão que está me explorando!-Apoiei meus cotovelos sobre a mesa olhando séria pra ele.

–Devan alguma vez já ouviu falar sobre “Golpes internos”?-Ele me mirou surpreso.

–Não! O que é isso? Parece legal!-Eu sorri malévola pra ele.

–São golpes onde só afetam o lado de dentro da pessoa, claro tem sérios riscos dela morrer, e a parte legal é que não forma ematomas do lado de fora, ou seja se alguém te ataca com um golpe desses não dá pra ver onde você foi atingido, apesar de você sentir muita dor!-Expliquei e ele chega brilhou os olhos.

–Que legal! E você sabe fazer isso?-Eu fiz que sim.

–Meu pai me ensinou alguns pro caso de eu ser atacada e não deixar resquícios de que fui eu sabe, dai você imagina o seguinte...Estamos aqui sozinhos e você está me desobedecendo....E se não levantar essa bunda dessa cadeira eu vou aplicar um deles em você e ninguém vai saber o que aconteceu! Mas vai passar uma semana sentindo dor!-Disse rangendo os dentes, o sorriso e o brilho nos olhos dele sumiram nesse exato momento e ele se levantou rapidamente. Achei que ele fosse chorar, mas ele agüentou firme.

–Eu não sei fazer...-Choramingou indo pra onde estava a pia, eu queria rir, mas segurei.

–Tudo bem, eu vou te ensinar...Vamos começar com o misto!-Ele fez que sim.-Pegue um pão...-Ele obedeceu.-Separe as partes e passe margarina.-Ele fez e a faca chega tremia.-Muito bem agora e coloque o queijo e o presunto.-Dei um leve tapinha nas costas dele pra não ficar tão tenso.-Perfeito, agora é só colocar na forma! Vou lavar essas vasilhas aqui, mas você está indo bem.


Passou alguns minutos e eu senti o cheiro de queimado, pelo amor de Deus não me diga que a anta não deixou o pão queimar.

–Devan a quanto tempo está na forma?-Ele tinha voltado a se sentar.

–Eu não sei, ele não avisa como o microondas?-OMG, corri até a forma e desliguei, estava todo queimado.

–Devan! Você precisa ficar olhando, está vendo essa luzinha verde aqui?-Ele foi apreensivo pra perto de mim.

–Estou, quando ela apagar significa que já pronto ai é só tirar!-Joguei o torradinho fora e empurrei ele pra pia novamente.-Faça de novo e dessa vez presta atenção!



Finalmente depois de quase uma hora ele tinha terminado de preparar o próprio café, a mula não sabia nem que se misturasse o pozinho do capuccino daria o capuccino. E no fim ele parecia feliz.

–É tudo tão fácil! Se eu soubesse teria feito antes!-Sorri terminando de arrumar a cozinha.

–Seria ótimo se fizesse, tiraria um peso das costas do seu irmão, ele deixa de viver pra fazer as coisas pra você sabia?!-Sentei frente a ele que abaixou a cabeça.

–A mamãe diz que é obrigação dele.-Não parecia muito feliz dizendo aquilo.

–Você acha que é? Se vocês dois são gêmeos?! Acha que ele tem que cuidar sendo que você na realidade é o irmão mais velho?-Ele me fitou com o olhar pesado.

–Você não entenderia...-Por que será que todo mundo me diz isso.

–Então me faça entender.-Sua expressão pareceu perdida, talvez quisesse dizer, mas eu percebi que não diria, por medo ou não sei bem o que fazia ele se segurar. Depois de um tempo calados ali, respirei fundo me levantando.-Certo então! Vem hora de trocar de roupa, vou te ensinar agora como escolher a própria roupa.

–Amanhã você podia me ensinar a fazer pizza!-Replicou animado se levantando e me seguindo.-Papai poderia gostar de saber que eu sei fazer!

–Por quê?-Ele me olhou sem jeito.

–Ele é chefe de cozinha em um restaurante, quando meu irmão vez quando a gente tinha oito anos ficou super orgulhoso dele...Talvez fique de mim!-Eu fiz que sim, não vou desestimular ele agora.

–Claro! Você se saiu bem no misto, melhor até que meus sobrinhos que tem só cinco anos!-Certo, eu não agüentei segurar isso e o pior é que ficou todo convencido.

–Espera só até meu irmão saber disso! Fiz meu próprio café!-Passei a mão na cabeça dele, talvez isso queria dizer que ele estava mudando.


Ensinei o básico pra ele sobre roupas, sobre se cuidar sozinho e no fim ele não pareceu estar revoltado com isso.


–Golpes internos..?!-Perguntou uma voz quando arrumava o clube, o capitão me olhava sarcástico.

–O dedo duro te contou foi?!-Ele gargalhou.

–Aonde tirou isso? Acupuntura?-Eu sorri pra ele me aproximando dele.

–Por ai, mas já estava na hora convenhamos?!-Ele negou sem graça.

–Não dura Eloise, minha mãe não vai o deixar fazer essas coisas.

–Bom, enquanto eu estiver lá pelo menos ele vai, ele já nem contesta mais quando eu acordo ele!-Ele deu de ombros.

–Você que sabe, vou terminar umas coisas ali.-E saiu, será que foi impressão minha ou ele pareceu um tanto chateado?



As coisas estavam saindo bem, Devan já acordava no horário certo e eu nem precisava o mandar fazer seu café e isso com quatro dias que tinha começado a cumprir minha aposta. No fim inacreditavelmente ele se ofereceu pra me ajudar e colocou uma música no som, Yellow Submarine dos Beatles.

We all live in the yellow submarine, yellow submarine, yellow submarine!–Cantavamos juntos arrumando as coisas na casa, own que bonitinho ele nao estava sendo irritante!

–Não sabia que gostava dos Beatles!-Ele me mirou rindo.

–Não é que eu não goste, acontece que meu pai sempre cantava pra gente e eu acabei gostando um pouco das músicas.-Respondeu sentando no sofá.

–Ah então você e seu pai se dão bem apesar dos pesares não é?-Senti que ele ficou um pouco mexido com a pergunta, só não entendi o porquê.

–Tudo mundo sabe que ele gosta mais do Dillan do que de mim.-Replicou ressentido.

–Sua mãe gosta muito mais de você do que dele,queria ser o predileto dos dois?-Ele me olhou triste.

–Ela não gosta de mim, ela me acha incapaz de fazer tudo e meu pai acha que sou um inútil!-Franzi o cenho.

–Você age assim Devan! E se sua mãe não gosta de você então não sei o que é isso!?-Ele negou com a cabeça choroso.

–Ela pensa que eu sou uma coisa que na verdade não sou...-Olhei pros lados confusa, como assim?

–Eu não sei, acho que ela pensa que você é o filhinho bonitinho que precisa de mil cuidados pra não se machucar.-Ele girou o rosto amargurado.

–Não é sobre isso que estou falando...-Ele voltou a me fitar dessa vez buscando uma certeza de que poderia confiar em mim.-..Promete que se eu te contar você não vai contar pra ninguém, nem comentar com o Dillan?-Engoli seco e fiz que sim.

–Eu prometo.-Disse somente me aproximando, estávamos sozinhos ali, ninguém ouviria ou nos interromperia.

–Isso faz um tempo....Minha mãe tinha acabado de terminar um trabalho de sei lá, dois ou três anos na firma dela, e naquela época eu ainda usava óculos e não lentes.-Fiquei séria de frente pra ele, mas ele parecia bem abalado.-...Foi sem querer...Eu detestava aqueles óculos e quando meus pais saiam eu tirava....Mas eu pensava que se o Dillan conseguia eu também conseguiria...-Seus olhos estavam se enchendo de água e ainda não tinha entendido o por que, sua garganta estava fazendo um nó.

–O que aconteceu?-Ele engoliu seco quando eu perguntei.

–..Eu tinha quebrado um vaso com a bola e quando fui buscar algo pra limpar....-Agora sim ele chorava.-...Eu cai em cima das coisas da mamãe, eu não conseguia ver o estragos, mas eu sabia que tinha sido grande, mas foi sem querer e eu me desesperei...

–Ela brigou com você...-Ele sorriu choroso negando e eu coloquei a mão no ombro dele, nunca tinha visto o Devan tão apavorado assim como se tivesse voltado ao passado.

–O Dillan estava lá fora com os outros garotos e ouviu quando eu chorei...-ele engoliu o choro pra tentar terminar de contar.-...Faltava menos de quinze minutos pra mamãe voltar, eu disse a ele, eu implorei pra ele me ajudar por que eu sabia que ela ia ficar furiosa e nos dois tentamos consertar, mas não tinha como...-Sua voz começara ficar falha e suas lágrimas rolavam sem parar.-....Ele me empurrou pra garagem e disse pra ficar calado...Fiquei ouvindo tapando a boca com medo do que pudesse acontecer e quando ela chegou os gritos começaram....-Ele limpou o rosto olhando pra porta da garagem.-...A última coisa que ouvi do meu irmão foi quando ele se desculpou dizendo que tinha sido ele e que tinha sido um acidente, mas ela estava furiosa Lise, ela estava tão zangada e gritava tanto....E começou a bater no Dillan sem parar, eu só ouvia os barulhos dos tapas e quando ele caia no chão fazia um estrondo, ela gritava e xingava e batia e empurrava e aquilo não parava nunca....Ela dizia que ele era um verme, que deveria ter deixado ele por que ele não merecia ter uma família, que era um peste sem utilidade, que não tinha pedido pra ter gêmeos e queria só eu como filho, que era insuportável até olhar pra cara dele....-Ele segurou nos meus ombros espantado e eu mais ainda já chorando junto.-...Mas era eu Eloise, era pra mim que ela dizia aquelas coisa, era pra mim estar no lugar dele, era eu o verme era pra ela ter raiva e ódio de mim, não do Dillan!

–E o seu pai não chegou pra defender ele?-Ele soltou um riso tristonho.

–Meu pai chegou de noite, quando fui na sala, quando tive coragem de sair da garagem e o gritos já tinham parados e ela tinha saído, eu tirei os óculos do bolso e usei e lá estava o meu irmão sem saber se limpava o nariz de sangue ou o braço direito que tinha um furo sem contar de estar todo vermelho pela surra...Eu não conseguia se quer parar de chorar, até minhas pernas tremiam, mas o Dillan não, mesmo todo machucado se levantou me puxou pelo braço e fomos pra casa da tia Dorothy...-Ele suspirou limpando o rosto.-...Depois disso ela e o Dillan nunca mais se entenderam, mas na verdade toda essa indiferença era pra ser comigo.-Limpei meu rosto também suspirando, agora tinha mais raiva daquela mulher.

–Não é culpa sua Devan, sua mãe por ter feito isso com seu irmão com certeza não gostava dele muito antes...Não tem explicação pra uma mulher que faz isso, mas com certeza uma mãe não faria....-Dei um abraço nele que me apertou.

–Não significa que eu não tenha cooperado...-Alisei seus cabelos quando recostou a cabeça sobre o meu ombro.-...Sabe...Eu sempre quis pedir desculpas pra ele, mas sempre que lembro, acho que não mereço.

–Não seja bobo, seu irmão adora você, acha que ele faria isso simplesmente por que sua mãe mandou?-Aos poucos ele ia se acalmando.

–Ninguém ama o meu irmão mais do que eu.-Eu gostei de ouvir isso, e na verdade entendi tudo, ele confiava a vida nele, e claro a pessoa que ama teria que passar por ele.


Fiquei abraçada com ele até seus soluços passarem e ele se recompor, sempre dizendo que eu não iria contar a ninguém o que me contou.

–Tudo pron...-A porta da entrada se abriu e o capitão entrou parando a frase no meio me olhando surpreso com Devan e eu nos abraçando.-..Vim...-Pigarreou respirando fundo.-...Buscar você.


Seu modo de me olhar não foi bem o que eu esperava, durante a viajem até em casa não disse nada e do mesmo modo calado que ficou continuou ao termino do dia, mas depois do que o Devan me contou, eu também não sabia bem como iniciar uma conversa.

Notas finais
Não esqueçam meus reviews! *3*
O segundo do dia está pronto, posto depois!
Falta escrever o terceiro *3*
Obrigada a todos os reviews eu fico muito contente com eles e sempre me animam *.*
Bjuss!