Notas iniciais
Hello, gracias aos reviews Esse cap é só uma breve explicaçao de como funciona. Boa leitura e desculpem os erros

Capitulo 6

clube

Eu me espreguicei depois de terminar de arrumar todo o armário de equipamentos, embora não tivesse somente equipamentos, na verdade só eles chamavam assim, sendo na verdade uma dispensa. Tinha toalhas, bolas, tacos, vassouras e aquelas caixinhas de primeiros socorros. Agora imaginem isso tudo misturado, era assim que estava, felizmente eu havia colocado cada tipo no seu canto, e quase todos os dias os garotos faziam o favor de jogar e derrubar tudo, talvez eu conversaria com o capitão sobre isso.

Quando fechei a porta e tranquei me dirigi pra saída pra encontrar o chato sentado em uma carteira escrevendo sabe se lá o que. Ele sempre esperava por que a chave devia ficar com ele e só ele tinha a chave que abria o espaço dos garotos que jogavam basebol.

Era uma regra ou sei lá como isso funcionava, mas ele dizia que esperava por que era comum ter trotes entre os clubes e se não fosse bem fechados no dia seguinte poderiam no lugar dos uniformes ter vestidos de bailarina.

–Quem te vê concentrado desse jeito pode até pensar que você é uma pessoa correta...-Disse curtindo chamando a atenção dele que se espriguiçou sorrindo.

–Seu botãozinho de ironia nunca desliga?-Questionou ele fechando os matérias.

–O que você tanto escreve?

–É semana de prova na minha escola, além disso, precisamos deixar os trabalhos escolares em dia, é uma exigência do comitê tirar notas pelo menos medianas pra poder ficar.-Me explicou entre um bocejo e outro, olhei no relógio e já era onze e meia.

–Como funciona essa coisa de comitê, os clubes são do município ou do estado?-Ele ia trancando tudo.

–A idéia é estadual e o correto seria ter um em cada município, mas sabe como política funciona, não é? Tem sempre alguém pra fazer merda.

–Vocês competem com escolas ou por clubes?

–Os dois, semana passada jogamos contra nossa própria escola, estão chamando a gente de traidor até hoje, mas se ganharmos das instituições daqui vamos para nível municipal, depois regional e se ganharmos a regional estamos feitos!-Ele parecia animado com isso, devia gostar mesmo de basebol.

–Esse é o único clube de basebol daqui?-Caminhamos saindo do local.

–São três, esse aqui, outro que fica no fim da cidade, que apesar de ser bem maior é onde os novatos começam e depois partem pra cá quando mais treinados, mas também é onde estão os veteranos que já não estão no colegial, e tem um clube particular no bairro chique...Talvez semana que vem a gente pega eles.-Uhhh os olhos dele faiscavam enquanto contava, devia estar pensando neles derrotados e confesso que compartilhei essa emoção.

–Sempre gostei de esfregar vitória na cara de mauricinho...-Ele me fitou sorrindo largo.

–É como dizer “Pode comprar o juiz mais não compra talento”, é gratificante! Mas eles estão nos evitando tem um tempo, estão pagando os caras que sorteiam para nos deixar o mais longe possível, mas a hora deles vai chegar!-Eu sorri pra ele imaginando a cena, talvez eu também tivesse um pouco de sadismo dentro de mim.

Depois de um aceno nos despedimos e eu segui meu rumo, talvez eu estivesse ganhando a confiança dele, mesmo que ainda não tenha parado com suas maldades de me mandar fazer tudo.

No dia seguinte quando cheguei algo estranho estava no ar, os garotos estavam amontoados rindo de alguma coisa. Havia uma garota no time que eu nunca tinha conversado com ela, como minha curiosidade falava mais auto tomei a liberdade de me aproximar pra saber o que era. Ela sempre vestia preto, estava sempre com o mesmo olhar de desdém e raramente sorria. Seus cabelos eram longos e negros como a roupa, mas suas orbes eram bem mais verdes claras do que as minhas que tinham um tom mais escuro. Sua pele era pálida e tinham franja que por pouco não cobria os olhos.

–Oi...-Falei ao seu lado mirando pelo canto do olho, ela girou o rosto sem responder nada.-...Eloise.-Apontei a mão para ela apertar, mas ela simplesmente fitou e girou o rosto mais uma vez pro outro lado.-...Então...Você sabe por que eles estão assim hoje?-Ela me fitou mais uma vez sem mudar a expressão.

–Não.-Disse somente com uma voz seca e saiu.

–Ela não é muito social, não é?-Perguntei o capitão quando ele se aproximou de mim com um papel na mão.

–Ela é gótica, só o fato de ser humano já irrita ela.-Eu sorri pra ele.

–O que é isso?-Ele pregou na parede o folheto.

–O comitê me entrega um folheto com as regras um vez por mês, já que some misteriosamente todo mês...-Entendi o que ele quis dizer, e fui ler.

–Nenhum ato de violência fora ou dentro do clube será permitido?-Li olhando pra ele.- E se o adversário procurar confusão? Ou pagar pra alguém dar um surra em vocês?

–Dai atacamos eles verbalmente, xingar ainda é permitido.-Ele comentou sorrindo.

–Aposto que sim já que escravizar também é, não é?!-Ele me sorriu sarcástico.

–Você não é obrigada, pode dizer não quando quiser, só que vai ter que arcar com as conseqüências.-Ou seja ser expulsa, rangi os dentes de raiva aquele sorriso maldoso me dava vontade de enforcar ele.

–Bom já que violência não pode...-Ele se virou de costas caminhando pra saída me ignorando.-...Pelo menos eu posso soltar um Seu Tampinha Sádico!-Ele parou abruptamente e foi então que eu percebi a besteira que tinha cometido. Eu podia xingar, mas dai ele me torturaria mais ainda. Coloquei a mão na boca pensando rápido.-Ah...Eu estava brincando capitão...-Corri até frente ele que me fitou da forma mais tenebrosa possível, ele vai me punir.-...Não me faz limpar nada absurdamente grande por favor!-Eu implorei enquanto ele não falava nada.-..Quer dizer, os baixinhos são os mais expertos não é?! E você é a simpatia em pessoa, não faria algo cruelmente injusto comigo não é?-Ele respirou fundo sem tirar aquele sorriso malévolo do rosto.

–Boa tentativa...Já ouviu falar de uma bebida chamada ‘Mupy’?-Ele estava sério de mais pra estar curtindo.

–Claro, eu adoro, uma pena que não encontre em qualquer lugar...-Murmurei com medo.-Quer dizer, tem um cara que vende do outro lado da cidade e sempre que meu irmão vai pra lá eu peço pra ele comprar pra mim e....-Seu observar maldoso me confirmou o que queria.-...Você vai me fazer ir lá, não é?-Ele tirou dinheiro do bolso e me entregou.

–Compre dezoito, sim!-E continuou a caminhar.

–Mas fica do outro lado da cidade, e nós somos dezenove!

–‘Nós’ se implica apenas no time e você não está oficialmente dentro dele, agora vá logo que quero beber antes das cinco.-Será que se eu dizer que odeio ele varias vezes explodiria a cabeça dele?

Não sei mais se a 150 pratas vale isso tudo, mas talvez a cara de derrotada da Kelly valha.

Notas finais
Reviews?! Bjuss