Inner Beauty
25 Amizade colorida
Notas iniciais
pra compensar a demora um cap grande pra vcs!
Deculpem os erros e boa leitura!
Capitulo 25
Amizade colorida
Okay talvez eu deveria ter pensado melhor nessa idéia idiota de ir para o jogo de basebol sem ser convidada com o convite do Jake. Meu irmão apontou para o estádio e eu mau tinha coragem de virar o rosto pra olhar. Minha respiração ofegava e eu sentia meu peito arder, devia ser umas seis horas da tarde e o jogo já tinha pouco menos de meia hora que começara enquanto o basket começava agora. Fitei Stuart que me lançou um olhar impaciente pedindo pra sair do carro que tinha que voltar pro computador.
Dei uma ultima respirada descendo e ele foi embora. Eu estava tão nervosa que minhas mãos suavam e perguntas simples na minha cabeça pareciam um enorme lema de física quântica. Não sabia se desamarrava o cabelo pra esconder o rosto mais vermelho impossível, se tirava a blusa de frio e colocava na cintura pra parecer mais casual ou talvez eu devesse somente entrar do jeito que estava.
O cara que verificava os ingressos me mirou sorrindo amarelo, será que estava tão visível meu nervosismo? Eu devia ter pedido pra ir na terça pro capitão. “Fila L poltrona 35”, eu acho que nem sabia errar, mas com certeza deveria ser igual nos cinemas.
Sabe quando você está prestes a apresentar um trabalho na frente de todo mundo? Quando sua insegurança fala mais alto que sua vontade de seguir, seu estômago dá um nó, sua garganta saliva mais do que o normal, suas mãos gelam estranhamente suando e sente seus pés por pouco travarem...É foi assim que estava sentindo quando reconheci o tampinha do lado de um homem alto que também conhecia. Era o pai dele.
Okay Eloise, não é hora de travar, andei quase tendo que puxar minhas pernas com a mão de tão pesadas que pareciam no momento. Eles ainda não haviam me visto quando comecei a entrar na fila. O capitão estava bebendo refrigerante completamente ligado no jogo e o pai dele na mesma atenção. Sentei do lado e notei que o Senhor Cooper me olhava surpreso, Dillan ainda não tinha percebido.
Vou lhe ensinar uma frase que você sempre pode dizer quando alguém estiver assistindo qualquer jogo e ainda sim parecer que entende do assunto sem entender e como não sacava de basebol eu tinha que usar.
–Quem está ganhando?-Perguntei quase tremula, eu preciso disfarçar!
–A casa.-Respondeu somente e só então me fitou tão surpreso que deixou a latinha de refrigerante cair no chão. Certo eu não sabia se era uma surpresa boa ou ruim!?
–Eloise?! O que está fazendo aqui?-Ele olhou no relógio virado ao contrário no pulso.-Não tinha um jogo pra assistir agora?
–Yeah pois é, mas eu achei um ingresso no vestiário e resolvi vir!-Repliquei mentindo e ele me olhou com sarcasmo.
–Você nem entende de basebol!-O senhor Cooper deu uma tapa nos ombros dele franzindo o cenho e eu sorri pensando rápido.
–Ótimo, me ensina então! Faz um mês que estou no clube e já está na hora de eu aprender!-Ele fitou pro pai que fingiu que não estava ouvindo.
–E o basket?-Eu sorri olhando em suas orbes sádicas procurando uma resposta sem palavras nos meus.
–Já não é tão divertido!-Retruquei e ele abaixou o olhar e logo em seguida me puxando pra perto apontando pro jogador.
–São nove jogadores pra cada time, nove entram e defendem em um tempo e um somente do outro time que rebate, troca de rebatedor através de uma seqüência, por exemplo aquele carinha de vermelho se não rebater ou não conseguir acertar, sai do jogo, enquanto os de branco tentam tirar ele do jogo até zerar os rebatedores do outro time, entendeu essa parte!?-Eu entendi, mais ouvir ele cochichando no meu ouvido foi mágico.-Strike!!!-Gritou de repente se levantando alegre junto com o pai, eu mirei curiosa e ele me sorriu sem graça sentando de novo.
Ele me explicou meio mais ou menos como o jogo funcionava, e só então saquei o porquê o time não ser tão grande.
–Eu disse pro senhor que eles iam perder, eles são muito desordenado!-Falou o capitão quando o jogo terminou e o time da casa perdeu.
–Agora sei por que você não dá ouvidos pro seu treinador, ele colocou uns jogadores totalmente fora de hora.-O pai dele me fitou dando um pequeno tapa no meu ombro.-E você, o que achou senhorita?
–Que esses caras são lesma comparado aos meninos do nosso time!-O capitão me mirou confirmando.
–Por isso que eu corro com eles todos os dias, se for pra ficar atoa fica daquele jeito!-Eu afirmei que sim, era divertido, imaginei que jogar devia ser mais ainda e com o capitão então. Peguei meu celular quando saímos lá fora e fiquei parada procurando o numero do Stuart.-O que está fazendo?-Ele perguntou.
–Vou ligar pro meu irmão vir me buscar.-Respondi e senti uma mão tapar o visor do meu celular.
–Eu te levo.-Olhei pro pai dele que afirmou que sim.
Mas antes paramos naquele mesmo bar meio roqueiro que o Devan havia me levado e eu tive aquela conversinha chata com o capitão.
–Ah então quer dizer que as bebidas tem o nome de bandas?-Questionei depois que ele me explicou como funcionava os pedidos dali.
–Ahh então deixa eu adivinhar Pink Floyd é teliquila?-Lembro do Devan pedindo isso e ele afirmou que sim.
–Uma vez veio um cara aqui...Ele era legal, entendia do lance e tals, mas trouxe a namorada e ele explicou pra ela sabe, que pra pedir tem que ser por nomes de bandas de rock, advinha o que ela me pediu?-Olhei pensativa pra ele comendo um dos petiscos que o pai dele havia pedido pra gente, eram parecidos com mini pizzas.
–Britney spears?! Por que esse é clássico!-Ele me olhou espantado e rindo.
–Foi um pouco pior que essa, mas eu já ouvi pedido dela também.-Mordi o lábio pensando.-Hanson?-Ele se aproximou do meu ouvido olhando pros lados.
–Pior...-Eu me aproveitei chegando mais perto e tocando o braço dele com o meu.-...Ela disse... Jonas Brothers...-OMG mirei ele horrorizada.
–Tá brincando? E o que disse?
–Dei suco de frutas vermelhas!-Falou em um tom fingido afeminado, querem saber a parte bonitinha, ele não consegue afinar a voz, ficou mais engraçado ainda como se fosse aquelas bichonas indecisas.
–Eu misturaria um pouco de veneno! Alguém dizer que essas bandinhas pop é rock merece uns belos tapas ou pior!-Ele afirmou com a cabeça.
–O problema real é que antigamente o pop era bem representado, você tinha pessoas que cantavam pra valer e músicas boas com letras boas e os ritmos mesmo que as vezes se misturasse ninguém via problema, tanto que não era muito difícil você ouvir um cantor de rock ou de pop cantar um a música do outro...Mas agora?! Se você pedir pro caras do System cantarem uma música do Michael Jackson eles vão ficar honrados, mas vai pedir pra eles cantarem uma música do Justin Bieber ou Jonas Brothers!-Eu rir da comparação ele tinha razão, mas o melhor era não estar conversando com ele com aquela tensão esquisita que sempre se tinha entre a gente.
–É mais o pop está virando uma coisa meio patética, por que você tem caras com músicas chatas que só fazem fama por que um programa de voz ajuda e tem rostinho de bunda de bêbê!-Ele fez que sim.-É muito pouco talento pra tanta fama.
–O pior é eles quererem dar uma de ‘sou melhor que os outros’ e se comparar com pessoas que foram ilustres, sinceramente eu concordo em um ponto com meu irmão, a quesito música pop, os koreanos estão dando de dez, por que são divertidos, tem voz e as músicas não são enjoativas como as de hoje, quer dizer você ouve músicas pops daqui e logo não agüenta mais.-Concordei sorrindo e o pai dele só assistia tudo.
–Já que estamos discutindo isso me diga senhoria, que gênero você colocaria o Beatles?-Perguntou pra mim sorrindo e olhando pro capitão que negou com a cabeça.
–Rock claro!-Respondi e senhor Cooper apontou rindo pro filho.
–Ouviu isso espertinho! Rock! Beatles é rock!
–Da onde pai? Beatles é pop! –Revidou eu levantei já brava ele estava falando de uma das minhas bandas prediletas.
–Epa! Não senhor, Beatles é rock e está longe de ser pop!-Ele me fitou rindo.
–Ele não tem os critérios pra ser rock, são bons eu gosto, mas é pop Eloise!
–Deixe de teimosia filho, Beatles é rock mocinho!-O pai dele estendeu a mão pra mim bater e eu bati rindo do capitão.
–Dois contra um e aposto que tem muito mais gente que concorda que é rock!-Disse convencida.
–Omar pode me ajudar aqui, temos dois arrogantes achando que Beatles é rock?!-O senhor das bebidas se aproximou rindo.
–Estão os dois corretos, Beatles é pop rock, assim como Michael Jackson foi negro e branco na vida!-O capitão se levantou com uma cara meio zangada.-
–Ele teve vitiligo ele nunca vou branco se quer saber!-O senhor riu vendo os outros de trás prestarem atenção, parecia como se já soubessem a ação dele.
–Ahh qual é Dillan?! O cara tinha dinheiro pra concertar o nariz e não tinha pra se tratar? É claro que ele se pintou de branco!!-Disse um homem lá atrás rindo o capitão subiu na cadeira pondo o pé na mesa.
–Isso é uma blasfêmia! E mesmo que fosse, duvido que um de vocês não pensasse o mesmo com um pai daqueles! E já que estamos falando disso vamos confessar que nosso país é uma merda quando se fala de igualdade! Até você se tivesse dinheiro mudaria essa cara!-Todos ali riram, só então percebi que todos o conheciam, ele parecia que estava mais a vontade ali do que em casa.
–Ahh e você não, né porco espinho!?-Disse outro no fundo.
–Vira homem e fala isso na minha cara ferrugem FDP!-Não eram xingamentos de verdades, eram discussões e brincadeiras entre conhecidos. Isso é muito legal sabia, você poder sentir que pode dizer qualquer coisa pra alguém que nada afeta por que ela te conhece o suficiente pra distinguir ofensas de brincadeiras.
Nesse momento Omar colocou uma música antiga, não era rock, era uma música romântica onde todos começaram a rir inclusive o capitão que colocou a mão na cabeça mirando o senhor que riu dele, havia alguma piada por trás da Everybody Loves Somebody de Dean Martin. O que eu mais queria nesse momento? Fazer parte disso, eu queria poder entender e não só rir pelas risadas, olhando para o capitão daquele jeito tão descontraído senti vontade de desvendá-lo.
Ele não dirigiu com tanta velocidade como da ultima vez me levando pra casa, estava calmo e sorria de lado durante o caminho. Mas não conversamos nada durante o percurso, eu sentia meu rosto queimar novamente.
–Chegamos...-Disse parando o carro quase do lado da minha casa.-...Desculpa pela bagunça no bar, aqueles caras nunca me deixam em paz!-Completou rindo sem jeito.
–Não, eu me diverti bastante, não sabia que tinha uma queda pelo Michael Jackson.-Brinquei fazendo ele me olhar com sarcasmo.
–Eu não tenho uma queda por ele, eu só admiro!-Afirmei brincalhona olhando pra fora do carro, as luzes estavam ligadas e um barulho de música vinha de dentro de casa, deviam estar comemorando ainda...E eu não queria nem tirar o cinto, mas o que fazer em um momento como esses? Droga minhas mãos voltaram a suar.
–O que realmente foi fazer no jogo?-Perguntou quando eu tirei o cinto, mirei ele sem jeito engolindo seco.
–Por que está perguntando isso?-Eu estava nervosa demais pra pensa em uma saída.
–Só quero saber..-Ele virou o rosto olhando pro outro lado.-...Falou que queria a noite de folga eu pensei que...-Agora ele olhava os dedos, parecia nervoso também.-...Quisesse passar com o Jake.-O que foi isso? Uma pergunta indireta pra saber tenho algo com ele?
–Por que eu iria querer? Ele que se ofereceu praticamente pra vir aqui e apesar de ser eu amigo com todo respeito capitão, ele é muito lerdo!-Ele começou a rir.
–Claro que é, Jake é quase igual ao Devan não tem aquele botãozinho dizendo pra ele não avançar mais! Se você não fala ele encara como...Estar na dele!-Disse entre risos.-Por que não disse de uma vez pra ele?-Agora falava em um tom meio confuso.
–Por que ele é seu amigo.-Falei somente deixando ele um tanto mais confuso.
–O que isso tem haver?!
–Se eu fizesse algo você ia se chatear comigo.-OMG que olhar foi esse? Como se estivesse sem jeito, uma mistura de timidez e surpresa, ele franzia o cenho tentando entender o que eu tinha tido sorrindo de lado.
Argh se eu for esperar ele agir ficamos aqui o resto da noite sem nada acontecer.
Passei minha mão por seu pescoço encontrar a nuca podendo puxá-lo contra mim pressionando seus lábios nos meus, e quando me separei rapidamente vi ele abrindo os olhos vagarosamente com as mãos quase em meu rosto. Covarde, não teve coragem nem de me tocar, assim dificultava as coisas. Sorri maliciosamente pra ele que estranhamente me olhava confuso ainda.
Olhei pra minha casa pra ver se ninguém tinha notado o carro ali e ao girar o rosto mordi o lábio vendo ele tirar o cinto de segurança, joguei minha bolsa na frente dos meus pés e sentei em cima da minha perna ficando lado enquanto sua mão me puxava pela cintura para perto dele, nem era preciso eu iria do mesmo jeito. Toquei o rosto dele com as duas mãos sentindo pequenas picadas de uma barba tentando nascer, os lábios dele avançaram sobre os meus fervorosos sem mais tanta delicadeza apesar da sutileza de me permitir tocar sua língua primeiro. Dessa vez ele tinha gosto de chiclete de menta, sua boca estava quente e macia, mesmo o aparelho tendo uma temperatura mais fria, e enquanto eu me deleitava com tudo foi me dando uma vontade enorme de morde-lo. Qual o problema? Era uma amizade colorida!
Quase sem ar nos separamos um pouco, ele tinha mais fôlego que eu e o ouvi rir abafado enquanto eu respirava o máximo de ar que conseguia, não era só o beijo, era tudo, os toques, o gosto , o momento e a vontade imensa de arranhar os braços dele.
Grudei no pescoço dele novamente vendo aquele sádico rir de lado e não fazer mais nada, eu era a única descontrolada aqui louca pra fazer as coisas acontecerem? Toquei as costas dele mesmo que a blusa e a jaqueta não permitissem eu sentir a textura da pele dele e ele seguiu meu ritmo tocando minhas costas, nossas bocas já estavam coladas novamente e eu me empurrava pra mais próxima dele para que pudesse colar nossos corpos também.
Burra!! Acabei escorregando e batendo o cotovelo na buzina que chiou alto e tivemos que voltar rapidamente pros nossos lugares. Vi meus três sobrinhos saírem pra fora e me reconhecerem e infelizmente tive que sair do carro.
–Oi inferninhos...-Falei pra eles pegando minha bolsa dentro do carro e vendo o capitão descer.
–Seu namorado não vai gostar nada de saber que estava no carro de outro garoto.-Disse Meg a filha mais nova do Ian. Ela era daquelas garotas precoce e apesar de ter cinco anos falava como uma de nove.
–Eu não tenho namorado! –Os outros dois riram.
–Vovô a tia Eloise chegou!!! E trouxe mais um garoto!-Gritou Adrian, eu quase enforquei ele, se meu pai visse o capitão...Meu Deus se o Jake visse ele me trazendo.
Meus irmão arreganharam as cortinas da janela que mostrava a rua todos espiando enquanto meu pai abria a porta com cara de quem queria dar uma bronca.
–Entrem todos vocês logo!-Falou empurrando meus sobrinhos pra dentro, olhei pro capitão e ele tinha colocado a chave na porta pra abrir ir embora, mas Meg empurrou ele pra perto de mim.
–O vovô disse todos espertinho!-Argh vou bater nesses pirralhos, se bem que com ele ali levaria o Jake com ele. Ele sorriu sem graça pra mim e meu pai empurrou a gente pra dentro.
Seria uma noite longa essa.
Notas finais
Não vão esquecer meus reviews *3*
Boa noite e bjus amores!
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