Inn

24 Lars


Eu estava ali, dentro daquela van com um bando de jovens estudantes da universidade olhando para mim. Eram quatro, mais a minha pessoa e o Eros. Eu conto o Eros a parte porque, enfim, é o Eros.

Ele estava no último banco deitado contra a janela com aquele olhar entediado. Eu convidei Ace, mas o rapaz disse que não tinha tempo para esse tipo de coisa, mesmo com Eros o provocando dizendo que ele estava com medo da competição.

E Olivier, lá, sentado no banco ao lado do Eros.

Esse rapaz é muito estranho, mas espero que Eros consiga lidar com ele.

– Então... bom dia, alunos. – comecei falando para todos e a maioria me respondeu. – Hoje nós estamos indo para a capital com o objetivo de participar da competição de jovens administradores. O prêmio é o reconhecimento da universidade e, para vocês, a abertura de várias portas para o mercado de trabalho, grandes empresas sempre assistem a essa competição. Então, nós vamos para um hotel, seremos divididos em duplas que terão um quarto cada. A competição é amanhã. Nada de beber. – eu fiz questão de olhar para o Eros. – Nada de sair do hotel, nada de passar a noite fora. Todos entenderam?

– Sim. – foi um coro e um sorriso do Eros.

Ótimo.

A viagem foi tranquila. Muito tranquila, até chegarmos a caótica cidade, não que a nossa também não fosse, mas essa era bem mais complicada. O hotel era bem legal, nem muito simples, nem muito sofisticado. Perfeito.

Peguei as chaves com o recepcionista e dividimos os quartos. Eu fiquei com James, um dos estudantes, Eros ficou com Olivier. Na verdade, Olivier ficou com ele, Eros não teve muito o que discutir.

Foi aí que eu cometi o maior erro da minha viagem.

– Professor, por que não vamos conhecer a cidade? Ainda é cedo da tarde para ficarmos nesse hotel, acho que seria legal conhecer os arredores. – Eros sugeriu e para o meu desespero, todos concordaram.

Tá certo, tudo bem. O que poderia dar errado? O que?

Então, nós fomos visitar os pontos turísticos da cidade, tirar algumas fotos, essas coisas. Até que paramos em algum tipo de parque, alguns casais caminhavam juntos e postes em um estilo antigo começavam a se iluminar com a chegada do pôr do sol.

Era bonito, o sol já estava quase se pondo deixando aquelas belas cores iluminando os muros antigos, o chafariz... ali era um local interessante e parecia que todo mundo estava se divertindo.

A água caindo pelas pedras lindamente colocadas me dava uma certa paz, minha vida andava bem calma ultimamente... tirando alguns acontecimentos aqui e ali, as vezes eu sinto um pouco de falta de ser irresponsável, mas aí eu lembro do Luther e eu lembro que a ultima coisa que eu quero é terminar como ele.

Eu sei que sou jovem, eu sei que vou aceitar a chegada da idade com bem mais dignidade do que ele. Acabei suspirando sem querer, posso estar levando uma vida pacata, mas esses meses de celibato estão acabando comigo.

Senti alguém por um braço por cima dos meus ombros e aquele cheiro de um bom perfume francês invadiu meu nariz... e alguma coisa no meio das minhas pernas fez questão de lembrar que estava ali, sem muito uso ultimamente.

Eros colocou o celular na nossa frente e falou com aquela voz bêbada e jocosa.

– Sorria, professor.

Não, eu não saí muito sorridente naquela foto surpresa, principalmente quando o maldito flash cegou meus olhos.

– Que ideia foi essa?

– Eu quero ter uma foto com o meu professor preferido da faculdade. – ele afirmou me mostrando a foto torta, eu saí com os olhos baixos por causa do flash, mas Eros estava sorrindo e parecia maravilhosamente natural.

Tinha alguma maldita coisa que ele fizesse que não aparentasse perfeição... ou sensualidade?

– Podia avisar.

– Quer dizer que se eu pedisse você posaria para uma foto comigo?

– Não.

– Por isso eu não avisei. – ele falava com um meio sorriso enquanto corria pelas fotos no celular. – Parece que todos estão adorando o passeio.

– Eh. Mas quero que todos estejam em seus quartos até as dez da noite.

Ele revirou os olhos e em seguida me encarou, enquanto se reencostava na parede baixa do chafariz.

– Ah, professor, por favor, estamos nos divertindo aqui e você fica aí tenso preocupado com o horário?! Eu acho que você está precisando relaxar urgentemente... sabe que eu posso ajudar.

Fiquei encarando aqueles olhos verdes azulados que me instigavam a sucumbir a ele. Eu não sei como ele faz isso! Ele é muito bonito sim, é malditamente desejável, mas eu nunca caí nas palavras de alunos nenhum, nem homens... muito menos aqueles como o Eros. Porque eu sei que...

Ele desviou os olhos de mim e olhou para o horizonte, dessa vez eu acho que foi inconsciente, a língua dele veio brincar fora nos lábios rosados.

Ah, porra. Eu sentia um pingo de suor escorrer no meu pescoço, me controlei para que nada tivesse a brilhante ideia de acordar nas minhas calças.

Eu resolvi dar meia volta e sair.

– Vamos indo. – eu falei e o escutei me acompanhar.

E como eu ia dizendo, eu sei que homens assim só me trariam problemas sérios.

Depois entramos de novo na van e fomos procurar um local legal para jantar. O motorista nos levou para a área mais badalada da cidade, onde várias pessoas já começavam a chegar para curtir a noite mesmo que ainda fosse cedo.

O local era repleto de bares e alguns clubes noturnos podiam ser vistos descendo o quarteirão, alguns já tinham fila. Ainda era tão cedo da noite! Acho que faz muito tempo que eu não saio de casa para essas baladas.

Eu decidi me afastar dessa vida, estava me consumindo de um jeito que eu achava que ia ficar doente... e o tudo o que eu não queria era acabar como o doente do meu irmão.

Decidimos parar em um restaurante com uma boa vista para a rua, o que eu percebi não ser uma boa ideia, meus alunos ficavam olhando para os pedestres prontos para se divertir e até eu estava começando a ficar disposto para ir às boates próximas.

Mas como eu disse, dez horas estávamos todos nos quartos e preparados para dormir. James deitou em uma das camas e dormiu bem rápido, descobri que ele roncava.

Ótimo.

Pelo menos ia dividir o quarto comigo e não atrapalharia um colega. Terminei de escovar os dentes e me deitei embaixo do edredom quente, fiquei olhando para a luminária fraca do quarto, apenas um pouco das paredes vinho podiam ser vistas agora.

Eu só esperei, eu esperei o que ultimamente vinha acontecendo comigo todas as noites. Me percebi cochilar e... lá estava, acordei suspirando.

Eu tenho sentido a maldita boca do Eros na minha nas ultimas noites, como se não bastasse eu parecia um maldito adolescente cheio de hormônios, tenho tido sonhos bem indecentes com esse rapaz... o problema é que eu tenho acordado molhado pela manhã e isso me faz pensar que eu preciso transar ou as coisas vão ficar feias pra todo mundo.

E não precisa ser necessariamente com o Eros. Não! Não vai ser com o Eros. Não quero problemas, não quero. Eu só...

Eu só...

Não conferi se estava todo mundo dormindo.

Eu levantei tão rápido da cama, com aquela sensação de ser um idiota, olhei o relógio antes de sair, eram onze da noite. Bati no primeiro quarto e tudo ok, quando entrei no segundo percebi que tinham pelo menos três coisas erradas.

– Achei que tinha pedido um quarto com camas duplas. – eu falei tentando manter a compostura.

– Eu pedi para nos transferirem para um com uma cama de casal. – Olivier me disse como se fosse obvio, enquanto abotoava os botões de uma blusa para a noite e não era de um pijama.

Segunda coisa estranha.

– Onde está o Eros? – eu perguntei me sentindo um idiota e o sangue ferver. Querendo ou não, ele era o mais brilhante do meu grupo.

O sorriso do rapaz no quarto só fez meus nervos ficarem por um triz de explodir!

– Ele saiu.

– Para onde?

– Não se preocupe ele é um rapaz grandinho, sabe se cuidar. – ele falava arrastado. – Eu estou indo trazê-lo de volta.

Eu caminhei devagar e fiz o meu estudante me encarar de frente, ele não era maior do que eu, não em altura, talvez um pouco nas laterais.

– Escute, Olivier. Se você colocar um pé maldito fora deste hotel pode considerar-se expulso da universidade, entendeu? Além de ganhar um inimigo do qual você não pode ganhar. – eu suspirei cansado. – Eu vou atrás do Eros, entendeu?

– Mas eu...

– E você vai ficar aqui de olho nos outros.

– Eu...

– Você vai se mudar agora para o quarto do James e ir direto dormir. Pelo amor de deus, vocês não são mais crianças para eu ter que dizer isso.

– Eu estou dividindo o quarto com o Eros.

– Não sei a hora que vou voltar com ele, mas independente disso, você vai ser acordado quando ele chegar, é melhor você ir dormir no quarto do James.

– Professor eu acho...

Ah, pelo amor de deus. Eu confesso que perdi um pouco da compostura e cresci em presença.

– Você não acha nada, vai fazer como eu mandei e encerrou o assunto. – falei com toda a autoridade e seriedade que possuía.

Ele ficou calado me encarando e cruzou os braços sobre o peito. Eu não queria brigar com um aluno, nem verbalmente nem fisicamente.

– Onde está Eros. – eu perguntei mais calmo.

– Eu não sei.

– Você estava indo encontrar com ele.

– Não estava.

Eu olhei para cima de um dos móveis do quarto e peguei um panfleto roxo e preto, anunciava uma mega festa em uma das boates da rua onde estávamos, já sei para onde tenho que ir.

– Comporte-se até eu voltar.

– Eu vou com você.

– Você vai ficar. Vai dormir. E vai descansar. PARA A MERDA DA COMPETIÇÃO DE AMANHÃ! E é bom você estar no quarto certo quando eu voltar!

Eu fechei a porta e me troquei rápido. Eu sabia, eu sabia que trazer Eros ia ser apenas uma grande e maldita dor de cabeça. Mas não, não. Eu tinha que trazê-lo porque ele era brilhante e blá blá blá.

O maldito está sob minha responsabilidade!

Eu peguei um taxi e segui para o endereço do panfleto. E... merda, estava lotado, tinha um fila quilométrica e Eros não estava nela. Ah, não, claro que não, ele provavelmente chegou e deixaram ele entrar, aquele loiro não é alguém de pegar fila. Isso me irrita.

– Com licença. – eu falei para o segurança parado na porta, eu podia ouvir uma batida e sentir a estrutura de pedra tremer com o barulho da música eletrônica dentro do prédio de estilo rústico. – Eu...

– Entre na fila.

– Não, só quero uma informação. Um rapaz loiro de olhos claros entrou essa noite...

– Muitos rapazes assim entraram aqui.

É, não foi a minha melhor pergunta.

– Eu tenho um aluno que provavelmente entrou aí, eu preciso pegá-lo.

– Sei.

– É sério.

– Entre. Na. Fila.

Bom, minha calça jeans tênis e blusa de mangas longas não era exatamente o tipo de roupa apropriada para o evento... Eu dei um giro de 180º, bem tinha umas lojas de roupas aqui, mas iam provavelmente me custar o dinheiro que eu não tenho.

Então, eu entrei mesmo assim e comprei uma calça de um jeans escuro... acho que isso não é jeans, mas tudo bem. Eu tentei me inspirar no meu irmão e... é, ele não usaria um jeans qualquer, escolhi uma camisa sem mangas e de botões, me olhei no espelho e suspirei: realmente precisava voltar a malhar é questão de saúde. E um bom sapato de couro italiano, isso tudo bem, porque eu estava precisando.

Bem, eu saí de novo e me deixei acreditar que aqueles olhares indiscretos na minha direção eram um bom sinal.

Encarei o segurança, continuou impassível.

– Posso entrar?

– Fim da fila. – ótimo, ele tinha gastado uma nota com nada. – Talvez se sua aparência. – o segurança falou passando a mão pelo próprio rosto. – Fosse mais parecida com todo o resto...

Apenas suspirei, tirei meus óculos e os escondi no bolso de trás da calça, depois penteei os cabelos com os dedos, eles ficaram mais bagunçados um pouco.

– Posso? – falei entre dentes.

Finalmente a corrente caiu para mim e eu pude entrar.

E minha nossa. Aquilo estava lotado! Tinha homens e mulheres para tudo quanto era lado, eu comecei a fazer meu caminho a procura do meu alvo. O lugar brilhava em vermelho, gelo seco e outras luzes intermitentes controladas pela batida do DJ, tocava So Good do The Aloof.

E sim, realmente tinham belos homens ali, semi nus e se esfregando como se a vida dependesse daquilo. Isso de certa forma me trouxe lembranças, mas eu estou aqui em uma missão. Não deveria ser tão difícil de encontrar o Eros.

Até parece, quantas centenas de pessoas tem aqui?

Um rapaz me puxou, estava suado e tinha os cabelos ruivos artificiais, mas ficavam bem nele, parecia um pouco tonto, porém se mantinha bem firme.

– Eu gosto de você. – ele me disse colocando os braços no meu pescoço. – Tem um olhar selvagem e sério... eu gosto.

– Certo, foi mal, mas eu tenho que...

– E eu? – o rapaz disse dando um passo para trás e girando 360º, rebolando com tudo o que ele tinha.Os dois globos marcados pela calça justa realmente chamavam muita atenção. Era com certeza algo para ser levado em consideração. – Pareço bom o suficiente para comer?

– É... – sim, ele era bom o suficiente, mas eu...

De repente ele olhou para algo atrás de mim e eu o acompanhei. Bom, três homens haviam subido em uma das plataformas de dança.

E não é que um deles era o que eu estava procurando.

Eros estava lá em cima, no meio de dois homens, um deles era um dançarino do local, usando apenas uma sunga branca, mantinha uma das pernas entre as coxas do loiro, enquanto o outro fazia questão de esfregar os quadris na bunda do rapaz que parecia se divertir bastante.

Isso era ridículo, ele deveria estar dormindo!

Eu cortei a multidão que se encontrava ao redor daquela plataforma, uns assistiam a performance e outros não podiam ligar menos. Eu me importava bastante, afinal eu poderia estar dormindo e vim resgatar um maldito devasso.

O homem que estava atrás de Eros era grande, moreno e careca, sua mão estava agora percorrendo a parte interna da coxa do loiro e sua boca se aproveitava do pescoço exposto.

Eu segurei seu tornozelo na plataforma e o puxei, ele se desequilibrou um pouco, mas olhou para baixo, acho que não me reconheceu porque ficou me encarando um tempo, até que o brilho do reconhecimento chegou ao seu rosto e ele se livrou do cara atrás de si e desceu da plataforma, o homem me olhou com ódio, mas logo sua atenção foi tomada pelo dançarino local.

– Olá, professor. – Eros me disse colocando os braços ao redor do meu pescoço, ele não parecia ter bebido nem nada, só estava quente e um tanto suado. – O que o trás aqui?!

Eu juro que me segurei para não esgoelá-lo ali mesmo.

– Eu vim buscar você. Vamos voltar logo para a merda do hotel. – disse colocando a mão em suas costas e o empurrando em direção a saída.

– Uh, está com raiva.

– Não me faça perder o ultimo fio de paciência que me resta, Eros.

– Nossa. – ele disse e apontou para os braços. – Me arrepiei. Você parece bem selvagem professor, era assim que costumava ser antes de virar padre?

– Não virei padre, só resolvi me comportar e levar a vida a sério.

– Muito bem, mas você é jovem, pode aproveitar.

– Eu disse que era para todos estarem deitados as dez! Que parte disso você não entendeu? Eu estou responsável por vocês e é incrível como você é o único a me causar problemas!

– Desculpe, não queria causar tanto dano, você nem ia saber que eu tinha saído, amanhã eu estaria cem por cento para a sua competição. Ainda ia te dar o maior orgulho.

– Vamos indo.

Eu o puxei de novo pelo braço.

– Mas espera aí. Você disse que veio me procurar? – ele me disse correndo os olhos pelo meu corpo. Eu senti um frio percorrer toda a espinha, isso não é bom. – Parece que você veio bem produzido para esse propósito.

– Não me deixaram entrar, então tive que improvisar. Foi só isso. Agora vamos.

– Prometo ir sem reclamar, se dançarmos uma ultima música. – eu não sei, eu só quero leva-lo para o quarto... pro hotel.

– Não, nós vamos agora.

– Ah, professor, por favor, não vamos estragar toda essa produção! Fora que você está bem tenso, vamos lá... vai ajudar a liberar a energia reprimida e relaxar.

Eu suspirei.

– Uma música.

– Ótimo. – ele sorriu como se tivesse ganhado na loteria.

E eu me permiti, eu me permiti relaxar e era bom para o ego, de certa forme, estar com o Eros, eu via os olhares de cobiça para cima dele e ele estava dançando comigo, agora. Então...

Que merda eu estou pensando.

E então a batida da música começou e um sorriso safado fez par com aqueles olhos hipnotizantes, ele penteou os cabelos longos com os dedos e se aproximou de mim.

Straight to number one começou.

Ele colocou os braços novamente, nos meus ombros e nossos corpos ficaram perto.

– Não precisa dessa proximidade toda. – eu disse meio grave, a garganta estava seca e aqueles olhos meio que me tiravam do sério.

– A música exige isso.

Ele me deu um beijo rápido na boca, por algum motivo eu não me impressionei, eu senti que ele ia fazer tudo o que a mulher da música mandasse.

O problema... é que eu estava bem curioso.

– Não comece... – eu disse sendo totalmente ignorado, meu corpo mesmo estava me ignorando.

Ele penteou os meus fios com os dedos, sempre mantendo aquele sorriso provocador nos lábios.

– Eu gostei do seu cabelo assim. – ele me disse seguindo para o meu pescoço enquanto suas mãos desciam pelo meu braço e se fecharam nos meus pulsos.

Ele as conduziu lentamente pelo seu corpo, eu senti cada curva firme pelo caminho, até que as minhas mãos pararam nos dois globos durinhos escondidos pela calça um tanto frouxa de cintura baixa que ele usava.

Eu não sabia se era o ar daqui, mas eu não tinha o menor estimulo para parar, minhas mãos estava cheias com aqueles quadris que rebolavam lentamente no ritmos da música.

Ele continuava com curtos beijos e leves mordidas no meu pescoço, era bom, não vou mentir.

– Eu não posso me relacionar com você, eu sou seu professor. – eu falei pateticamente sentindo as mãos dele deslizarem pelo meu peito.

Eu tinha tido esse diálogo algumas vezes nos meus últimos sonhos.

– Hmm, isso não de deixa ainda mais excitado? – triste era travar a minha luta interna. – Professor, aqui ninguém conhece eu nem você. Acho que você deveria aproveitar, Lars.

Por algum motivo ouvir o meu nome da boca dele não ajudou muito, isso era um droga, eu só tinha que levá-lo para o hotel.

A mão dele chegou perigosamente no inicio da minha calça e antes que eu pudesse fazer alguma coisa ele estava apertando a minha ereção não muito bem escondida pelo tecido justo.

Eros me olhou nos olhos e me sorriu um sorriso que arrepiou todo o meu corpo, depois me beijou de novo.

– Eu sabia. – ele disse me puxando para um corredor mais afastado e escuro.

Eu deixei ele me arrastar e driblar os casais que encontrávamos no caminho. Ignorei, tudo a minha volta e todos os sons que chegavam até mim, eu estava fervendo com a expectativa.

Dois segundos depois eu estava encostado em uma parede, onde podia ver muito pouco a minha frente, era uma luz fraca azulada que cobria o ambiente. Eros me beijou e eu senti ele trabalhando com as mãos na minha calça.

E então ele desceu, eu senti meu pênis ser exposto ao ar livre e lá estava o halito quente na minha pele.

Era impossível não gemer um pouco quando ele colocou minha ereção na boca, era uma merda mesmo que eu não pudesse ver nada. Mas ele estava lá e trabalhava muito bem, eu sentia sua língua percorrer toda a extensão dura, eu não ia durar muito, não com todo esse tempo de abstinência. Então suas mãos se juntaram enquanto sua boca se concentrava na minha glande, sugando e acariciando com a língua.

Aquilo erava maravilhoso, eu segurei seus fios de cabelo e o forcei a tomar meu membro novamente, eu queria sentir meu pênis dentro da boca dele e foi o que eu consegui, eu podia sentir minhas pernas começarem a tremer e o meu clímax se aproximar, mas eu só conseguia pensar em empurrá-lo ali na parede mesmo e foder aquele belo traseiro que minutos atrás estava nas minhas mãos.

Dois segundos depois eu senti o zumbido começar no meu ouvido e aquela onda magnífica tomar meu corpo, ele se demorou um pouco da embaixo, senti sua língua percorrer uma ultima vez a carne sensível e minha calça ser fechada.

Ele subiu com um leve sorriso.

– E então...- ele começou a falar, mas eu não estava muito bem ainda.

Eu apenas o beijei, ali mesmo, minha mão voou na sua nuca e trouxe aquele rosto dos deuses para mais perto da minha boca. A invadi com vontade, minha língua brigava com a dele em um beijo bem desesperado de ambas as partes, eu sentia sim o meu próprio gosto na boca dele, mas nada que eu não já tivesse experimentado antes.

Então troquei de lugar com ele, agora Eros estava contra a parede, empurrei a calça dele para baixo e invadi sua cueca com a mão, eu fui um tanto bruto, mas ele parecia gostar, porque gemeu na minha boca, mas como eu, o loiro não queria que aquele beijo acabasse.

O pênis de Eros estava como uma pedra nas minhas mãos e já meio molhado, o pré sêmen vazando lentamente pela cabeça proeminente. Eu queria saber que gosto ele tinha, devia ser malditamente bom para ter tanto homem atrás dele assim.

Eu afastei minha boca e levei os meus dedos sujos até a minha língua, Eros assistiu aquilo com com o peito ofegante subindo e descendo, seus olhos não saíram da minha boca enquanto eu lambia cada dedo sujo com sua essência.

Eu o ouvi ronronar alguma coisa e sua mão seguir para o seu próprio pênis, eu não deixei que ela se aproximasse de lá. Não, aquela área era minha por enquanto.

Logo a minha própria mão desceu e eu comecei a massagear o seu falo lentamente, mais uma vez eu tomei sua boca rapidamente e segui para o seu pescoço, senti suas unhas nas minhas costas, um bom ponto fraco?

Com a minha mão livre eu invadi a blusa curta que ele usava e encontrei um mamilo, o acariciei com o polegar, ele tinha um peito forte.

Ele realmente deveria ser um deus sem essas malditas roupas.

Agora ele se contorceu nos meus braços, expôs ainda mais seu pescoço e empurrou ainda mais a sua ereção na minha mão, eu entendi o recado, acelerei o ritmo da minha mão sobre o membro que já pulsava, e pouco tempo depois a sua respiração estava terrivelmente descontrolada. Eu sentia suas unhas nos meus ombros e juntamente com os baixos gemidos fizeram meu próprio pênis voltar a vida com muita vontade. Isso sempre era um problema.

Mais alguns instantes e ele sussurrou um palavrão, senti minha mão ser molhada pelo seu liquido branco, mas a maioria caiu no chão.

Ele amoleceu nos meus braços por um tempo, enquanto recuperava o fôlego. Depois ele olhou na minha direção.

– Eu sabia no momento que eu olhei para você que você era bom nisso. Valeu a pena esperar cada instante. Próxima vez combinamos na sua cama?

Ele falou me beijando rapidamente.

Ah.............droga.

– Vamos voltar para o hotel, já teve a sua dança.

– Volto sem reclamar, como prometi.

Voltamos de taxi, com aquele silencio mórbido, eu sentia que ele olhava para mim, me provocando. Eu até podia ver aquele sorrisinho cínico nos lábios dele. De repente meu pênis deu um puxão. Vai ser assim toda vez que eu pensar na boca dele?

Ah, merda, o que foi que eu fiz?

– Sabe, a gente pode fingir que nada aconteceu, professor. – ele me disse normalmente.

Para ele é fácil falar, sou eu que vou ficar tento sonhos esquisitos e lidando com a minha consciência de ter me envolvido com um aluno.

Subimos sem conversa e aí eu lembrei... vamos ficar no mesmo quarto em uma cama de casal. Que-droga.

Abria porta e ele entrou.

– Bem... onde está o Olivier? – ele me perguntou.

– Eu mandei que ele fosse dormir com James para que quando chegássemos não o acordasse.

– Entendi. Então vamos dormir eu e você em uma cama de casal de um hotel. – pois eh, soou como merda pra mim também. – Eu adorei. Quer continuar de onde paramos?

– Escute Eros, não vai mais acontecer nada entre a gente, o que aconteceu hoje foi o que você disse, eu estava tenso, cansado e precisava relaxar um pouco. Eu relaxei da forma errada com a pessoa errada, mas tudo vai se resolver. Vamos fingir que nada aconteceu como você disse.

Eu esperei ele responder. Sua expressão era indecifrável para mim. Eu me sentia um idiota e um babaca por ter tido relações com ele e agora estar dizendo esse tipo de coisa, mas não era possível continuar com esse relacionamento!

– Tudo bem. – ele disse indo tirar os sapatos.

– Ótimo.

Eu fui o primeiro a usar o banheiro, tomei meu banho quente e fiz qualquer vestígio de ereção sumir, vesti minha calça de moletom e uma blusa de algodão e saí, Eros entrou e eu esperei ele terminar, mas acho que ele ficou uma hora lá dentro.

Eu cochilei, quando a porta do banheiro abriu eu acordei com o susto.

O filho da mãe estava nu na porta do banheiro.

– Vista- se. – eu disse deitando de bruços, eu sentia meu pênis encher de novo, mas que droga. Eu sabia que um boquete não era suficiente, mas só olhar para ele e ficar assim já era ridículo.

– Eu durmo nu.

– Você ia dormir nu se Olivier estivesse aqui?

– Sim... mas se fosse Olivier eu não iria dormir. Se é que me entende.

Maldito. Ia deixar aquele cara tocar em si mesmo lhe dando medo?! Não faz sentido. Eu senti as cobertas serem erguidas e ele se colocar entre elas.

– Não se preocupe, eu não vou tocar em você. – ele falou arrastado e dormiu rapidamente.

Bom, no dia seguinte os fatos caíram sobre mim com três vezes mais força. Eu perdi meu óculos na boate. Eu não conseguia tirar meus olhos do loiro hipnótico.

E para completar, o desgraçado ganhou mesmo a competição. Mas o pior foi quando aqueles olhos sedutores me encaram do pódio, cheio de intenções e segredos que só eu sabia quais eram. E o pior...

Essa era uma batalha que eu sabia que ia perder.