Inimigos Íntimos
32 Não pense
Pov Narrador
Miyako acordou subitamente, seu corpo aos poucos foi tomando consciência, mesmo sem abrir os olhos, todas as diferenças daquele ambiente para o de seu quarto eram gritantes, o ar condicionado, o perfume e a companhia? Sim, aquilo era estranho, confuso e sua mente já não estava normal, vivia misturando devaneios com a realidade, as memórias dos trinta dias vividos na antiga base de Kaiser, por várias vezes vinham a tona, seja em sonhos ou pensamentos, reais até demais, mas sem justificativa para ela.
Ela estava em uma crise de loucura? Talvez, pois os sintomas que sua mente experimentava eram praticamente alucinógenos, tanta mistura de fatos os quais ela não saberia dizer se foram reais ou não, fora que seus sentimentos estavam desestabilizados completamente, ela sabia qual o certo a se fazer e fazia o oposto, sabia o que dizer ou o que se conter em falar, mas… Ela já não se reconhecia em nada. Agora, aquilo era real? Estava ali na cama com seu inimigo, enlaçada a ele, sentindo seu aroma, o calor de sua pele, a respiração pesada contra sua nuca, o braço em torno de sua cintura e as pernas transpassadas com as dela. Aquilo era real?
A garota se moveu algumas vezes, tomando coragem para abrir os olhos e quando o fez viu que estavam na completa penumbra, se livrando do braço que a envolvia, esticou-se as cegas até o criado mudo, tateou o local e encontrou seus óculos, os colocando de pronto, o que não fez nenhuma diferença devido a escuridão. Continuou a tatear e encontrou o inseparavel bracelete de seu algoz. Sua veia apaixonada por tecnologia sentiu-se desafiada a tentar mexer no objeto, até que não era tão complicado quanto ela imaginava.
Aquilo era curioso, como apenas na tela minúscula do aparelho tinha tantas opções de informações e configurações, mas também possuía a opção de teclado holográfico o que para ela facilitava a visão, mas conhecendo bem o gênio ruim de Kaiser, ela resolveu aproveitar a pouca luz do objeto e identificar o abajur, ligando-o e deixando o bracelete onde encontrou, fingindo que nunca deu uma xeretada.
Estratégia cumprida, sorriu sapeca, orgulhosa de sua jogada trapaceira, deitou-se na cama novamente e esticou-se preguiçosamente. Com a meia iluminação emitida pelo objeto que ligara, observou o que vestida, era uma camisola antiga, confortavel, azul bebê com desenho da Pucca, com detalhes brancos nas alças, gola e na barra. Um detalhe curioso era tentar pensar como essa peça foi parar alí e ouvir as palavras de Kaiser em sua mente “você mesma quem trouxe”. Não, era mais confusão mental, sua cabeça doeria novamente e ela não queria pensar, em nada, mais nada… Respirou fundo e esticou-se uma vez mais, virou-se de lado deparando-se com o gênio adormecido e o que sentiu com aquela cena foi tão...Tão inexplicável.
Inoue jogou o pouco de juizo que tentara juntar até então e se deixou admirar o rapaz, sua expressão era tão serena, ressonava tranquilamente parecendo estar em sono profundo, moveu-se algumas vezes fazendo com que a garota desviasse o olhar, mas assim que ela notou que ele não despertou, voltou a observá-lo agora de barriga para cima.
Revoltou-se pela forma pervertida como ele ousara se deitar ao seu lado, o rapaz vestia apenas uma cueca box, ela fechou a cara em uma carranca de ofendida, mas ao lembrar-se do que aconteceu entre eles na noite anterior, acabou concordando que aquilo era relevante.
Ela não conseguia deixar de olhar cada detalhe do rosto do rapaz, seus traços delicados e até um tanto infantil, assim adormecido parecia tão meigo e indefeso. Sem se dar conta, Miyako aproximou-se mais e tocou o rosto do garoto, afastando algumas mechas, que cobriam sua face. A pele era tão macia e suave, livre de manchas, e os lábios finos estavam semi abertos respirando profundamente. Tão bonito e angelical, como pode ser tão louco?
Distraída com seus pensamentos, deixou seus dedos deslizarem acariciando rosto e afagando os cabelos perfumados do rapaz, sua mente se enchia com tantas cenas, o que pareciam recordações, mas que ao seu ponto de vista eram tão absurdas, se bem que estar alí já era surreal, então talvez aquele lugar bonito e verdejante, os beijos a luz do luar ou sobre uma cadeira de balanço, talvez os momentos mais picantes sob uma árvore, tudo aquilo fosse verdade e só haveria uma forma de saber, que seria perguntando a ele.
Enquanto estava presa em pensamento Miyako deixou que sua mão deslizasse pelo corpo do rapaz, seu tórax, abdômen, tudo em definição condizente com sua idade, mesmo que o gênio fosse um otimo atleta, seu corpo não apresentava musculatura desenhada como caras que fazem academia, era esbelto e delicado, como seus traços faciais e ela nem se deu conta do quanto o olhava encantada.
Kaiser por sua vez, já havia acordado, mas continuou a fingir o sono para deixar a “inimiga, amante” a vontade, querendo ver até onde ela chegaria e também desfrutando das caricias, sua pele se arrepiando ao deslizar dos dedos de Inoue, sua respiração ficando pesada, ele se contendo para não gemer e suspirar para ela, para não estragar o momento, se bem a conhece sabia pararia na mesma hora.
Os dedos da garota correram por várias vezes pelo tronco do inimigo, contornaram o umbigo, enquanto ela observava a pele eriçada, seu olhar correu para o volume que pulsava sob o tecido branco da cueca, sentiu-se curiosa, motivada a descer um pouco mais seu toque, mas ainda estava hesitante. Não se contendo mais, Miyako desceu seu toque se detendo no elástico da peça, contornando com os dedos, se repreendendo internamente pela atitude, quando pensou em recuar e tirar a mão, foi surpreendida.
— Continua… — A voz arrastada de Kaiser chama sua atenção, a fazendo corar e tentar recolher a mão abruptamente, porém, ele a impede. — Vamos, não seja tímida, toque, eu sei que você quer. — Aproximou a boca do ouvido da violacea e guiou sua mão até sua ereção a fazendo tocar.
Miyako mordeu o lábio inferior, mas não se conteve e apertou o volume, cheia de desejo, o sentindo pulsar em sua mão, arrancando um gemido do gênio insano.
— Ai, Kami! Que saudades dessa sua mãozinha apertando ele assim. — Deixou escapar espontaneamente, entre gemidos.
Ela apenas sentiu seu rosto ardendo mais ainda, então já aconteceu isso antes? Como ela tinha sonhado, foi real, ainda se lembrava das expressões de prazer que se desenhavam no rosto dele, enquanto o tocava lascivamente e aquilo a fazia esquecer qualquer pontinha de racionalidade e seu corpo aqueceu-se, arrepiando-se por completo.
— O que foi? — Ele falou no vão entre sua orelha e seu pescoço, causando mais arrepios. — Você se lembrou, é?
— An? Eu… Não sei, isso é confuso. — E ela não mentiu, estava tão confusa quanto excitada, perdida, sem medida, sem resposta a dar e ele apenas riu, divertindo-se com seu estado.
— Então não pense… Não pense em nada. — Mordiscou o lóbulo da orelha da garota, enquanto a induzia a massagear-lhe o pênis petrificado de desejo. — Vamos, divirta-se, toque nele, eu sei que você quer. — Colocou a mão da garota dentro da peça de roupa.
Inoue fechou os olhos e se deixou levar, seu corpo já estava em chamas e mais uma vez, optou por desligar sua mente confusa, e se deliciar com aquele momento, ele tinha toda razão, ela estava louca para tocá-lo, apertar todo seu entorno, deslizar as mãos pela textura embebida em fluidos pre seminal e fazê-lo se contorcer e gemer para ela.
Quando se deu conta, ele já havia tomado-lhe os lábios, enquanto ela já havia libertado o membro de dentro da cueca e o estimulava com ambas as mãos. Novamente ela estava perdida naquelas sensações libidinosas, extremamente irresistíveis, aqueles beijos que a levava ao delirio.
— Senti tanta falta de ficar assim com você. — Ele admitiu baixinho ao separar o beijo.
E ela soube que também sentia falta, sua mente não lhe dava detalhes, mas seu corpo sabia, por algum motivo se sentiu importante ao ouvi-lo dizendo aquelas palavras e isso a fez dedicar-se mais a dar prazer a ele. Decidida, sentou-se sobre as proprias pernas e o olhou amplamente, os orbes indigos brilhando de desejo e as maçãs do rosto avermelhadas, era uma visão que ela desejava apreciar bem melhor, dado a isso, uma de suas mãos seguiu para o abajur e aumentou a iluminação… Céus, como ele era lindo! Um verdadeiro pecado!
Miyako suspirou tão fundo, que seus ombros acompanharam o movimento, estava tão excitada com o momento que sentia-se possuída por uma versão desconhecida de si mesma, tudo que ela queria era ouvi-lo gemer, suas mãos não paravam de se mover, levemente, torturantemente, para cima, para baixo, os dedos girando pela glande, escorregando em toda umidade, ora se aventurando a tocar a bolsa testicular, com leveza.
— Ai Kami! Garota, você vai me enlouquecer assim… — Ele tentava falar em meio aos gemidos, grunhidos, se engasgando de prazer, se contorcendo nas mãos dela. — Oh! Isso, seja bem boazinha, imagina que breve ele vai estar bem fundo dentro de você, te fazendo gritar de prazer.
Essa provocação a deixou louca, sua calcinha já estava tão encharcada que os fluidos escorriam para suas pernas, os mamilos rijos e doloridos de desejo, quando voltou seu olhar para o membro rosado e de veias saltadas, grossas, vibrando em sua mão, sentiu anseios de abocanha-lo, mas não teve coragem e envergonhou-se por ter desejado tal coisa.
Sentia-se poderosa naquela situação. Oh sim, o todo soberano senhor do submundo Digital, estava ali tão rendido em suas mãos, ofegando, lacrimejando, com a boca aberta, os olhos desfocados de prazer, gemendo e se contorcendo, pedindo por mais. Continuou caprichando nos movimentos e pode sentir quando o corpo do rapaz começou a apresentar espasmos, suas costas arquearam e as mãos se cravaram aos lençóis da cama, os puxando.
A cabeça de Ken girava, seu corpo todo vibrava, o calor daqueles movimentos, a forma como ela o olhava, ele queria que durasse mais, sentir as mãozinhas dela subindo e descendo, mas não se controlava mais, estava delicioso, seu pubis estava formigando e queimando, não deu para segurar mais, suas costas se arquearam, as mãos se agarraram os lençõis e a cabeça pendeu para trás em um gemido rouco, anunciando a liberação de seu ápice. Seu corpo perdeu as energias, quedando-se sobre a cama, era como se o mundo perdesse o som e não houvesse nada sob si, apenas aquela sensação única de satisfação.
Miyako ficou ali olhando fascinada as expressões de prazer no rosto de Kaiser, sentindo os fluidos quentes em suas mãos. Não era para estar alí, não estava certo, mas ela não queria ter que pensar, só deixou tudo de lado, alcançou uma caixa de lenços e limpou as mãos, arremessando o mesmo na lixeira.
Ele a puxou para si, a apertando em seus braços, ainda ofegava sem condições de falar algo, tomou seus lábios com volúpia, transbordando saliva, devorando-lhe, explorando sua boca a reivindicando para si de forma possessiva, mas carinhosa? Era tudo cada vez mais confuso e ela apenas se entregando as sensações.
Ao separar o beijo, ele colou suas frontes e segurou seu queixo, olhando-a fundo dentro dos olhos, a fazendo desviar o olhar.
— Não! — Kaiser protestou a deixando confusa. — Não foge da nossa realidade.
— Não sou covarde. — Defendeu-se, ofendida. — Só não concordo com isso, as coisas não são tão simples assim. O que aconteceu ontem, hoje, agora… O que está acontecendo, nada disso faz sentido.
— Desde quando relações humanas fazem sentido?
— Ah, então agora você se considera humano? Você não é um ser superior e nós somos todos vermes?
— Não estraga o clima, Miyako. Porque você tem que falar tanto?
— Clima? Não tem clima, não pode ter, não faz sentido. As estatísticas da nossa tabela climática condizem em você ferrando a minha vida toda, desde que cruzou meu caminho.
— Temos mesmo que falar sobre isso agora. Que chato! — Fez uma expressão infantil, de tédio.
— Ta vendo, é isso que eu quero dizer. Você não leva nada a sério, se diz superior, mas usa sarcasmo para escapar de assuntos importantes… Me olha desse jeito. — Baixa o tom, timida com o que vai dizer. — Mas não me conta nada, eu fico perdida sem saber o que houve e o porquê.
— E como eu te olho? — Levou a boca até a orelha da garota, mordiscando-a. — Com cara de quem quer te devorar todinha? — Sussurrou, enquanto deslizava uma das mãos pelas coxas dela, adentrando a camisola.
— Não! Estou falando sério… — Miyako tentou protestar, porém, teve seus lábios novamente tomados por Kaiser. Relutou com o pouco de forças que ainda lhe restava, sabia que não deveria ceder a ele, sua mente gritava por respostas, enquanto o corpo queimava, implorando por mais contato.
Nessa batalha interna que travava, a mente ainda ganhava, tanto que tentou de todas as formas retirar a mão dele de sua coxa, ao conseguir isso, foi surpreendida pelo garoto, ao girar os corpos, deitando por cima dela, adentrando a sua camisola com as duas mãos e apertando sua cintura, de forma que arrancou um gemido manhoso entre o beijo.
Miyako seguiu tentando se desvencilhar das mãos atrevidas dele, quando conseguia conter uma, a outra entrava em ação, percorrendo por sua pele, apertando outro cantinho de seu corpo. Kaiser sorriu entre o beijo, se divertindo com toda a situação, por mais que ela tentasse lutar, estava completamente rendida aos seus toques.
Seus lábios se separaram, ambos abriram os olhos, Kaiser sorria enquanto fitava a garota, os cabelos bagunçados, respiração ofegante, bochechas coradas, assim como seus lábios vermelhos e inchados pela urgência do beijo.
— Eu estou tentando conversar… — Ela tentou argumentar, sendo ignorada enquanto a boca do gênio deslizava feroz para seu colo, explorando ombro a ombro.
Kaiser sentou-se trazendo a garota consigo e sentando-a sobre sua pélvis, com as pernas uma de cada lado, segurando firme em seus flancos, arrancando um gemido surpreso. Ele a olhou lascivamente e correu as pontas dos dedos para a barra da camisola, que se embolara nos quadris, Miyako pensou em protestar, mas já era tarde demais e a peça fora arrancada e arremessada para qualquer lugar do quarto.
O ar frio entrou em contato com sua pele arrepiando-a e automaticamente ela cruzou os braços frente ao corpo, na tentativa de se cobrir, sua boca se abriu e seu rosto se contorceu em uma expressão de ultraje. Como ele se atrevia? A interrompeu em meio a um discurso, não respondeu seus questionamentos e agora a expôs dessa forma, estava indignada.
Kaiser por sua vez, apenas riu da expressão indignada que ela fez, de sua face avermelhada, dando-lhe um beijo suave, curto e segurando suas mãos, descruzando os braços, tendo a visão perfeita dos seios arredondados.
Inoue desviou o olhar, sua face queimava e suas mãos estavam tremulas, o corpo arrepiado e não somente pelo frio. Ela se deu conta de como estava alí, apenas de calcinha, sobre o colo do inimigo que só vestia uma cueca, quanto mais ela queria explicações, mais se enrolava em uma teia de luxuria e loucura, sua mente travou novamente, quando sentiu o toque do rapaz em seus seios.
Como ele admirava aqueles seios, sua boca chegava a salivar, queria tocá-los cada vez mais, a principio apenas com as pontas dos dedos, ao ver as reações que os seus toques provocavam nela, não resistiu em afundar as mãos com vontade em todo aquele recheio, arrancando gemidos da garota. Tudo aquilo era alucinante demais, sentir toda aquela maciez em suas mãos, só que a sua mente não se contentava mais em só apalpar, não se conteve e tomou um em sua boca, sugando e se deliciando, enquanto a apoiava com uma mão espalmada em suas costas.
Inoue pendeu a cabeça para trás, gemendo manhosa como uma gata, enlaçando os cabelos índigos, os puxando de maneira quase dolorosa, sentindo os efeitos, ouvindo os sons da sucção em seu seio a deixando enlouquecida, já conseguia sentir a ereção do rapaz pulsando contra sua feminilidade e não se controlou movendo seus quadris, desfrutando do contato, o fazendo apertá-la mais em seus braços.
— Assim, Inoue, rebola gostoso… Ah, delicia… Não para nunca de fazer isso. — Kaiser grunhiu, enlaçando uma das mãos no cabelo da garota e puxando-a para um beijo faminto.
As línguas se digladiavam e enrolavam entre si, no mesmo ritmo os quadris de Miyako se mexiam, colando ainda mais os seus corpos, esmagando seus seios contra o tórax dele. Os corpos suavam, as mãos dele exploravam as curvas dela, certificando-se de que aquilo era mesmo real, não era mais nenhum devaneio, de tantos que teve com a garota.
Enterrou suas mãos nas nádegas da garota, apertando e forçando ainda mais os movimentos, num vai e vem frenético e alucinante. A violácea desliza suas unhas pelas costas dele, arranhando-o, arrancando um gemido do gênio, entre os seus lábios.
Miyako se separou do beijo, prendendo o lábio inferior dele entre os dentes e dando repetidas sugadas, seguiu para o queixo, dando diversas mordidas, indo até o pescoço, colocando mais intensidade nos dentes, deixando suas marcas espalhadas pelo corpo do garoto. Deslizou a língua por toda extensão, até chegar a orelha, capturando o lóbulo, dando uma leve mordida.
— Ahhh, Kaiser-sama, você é muito gostoso… — Os lábios dela percorrem pelo pescoço, seguindo pelos ombros, distribuindo diversas mordidas, arrancando gemidos do garoto.
— Gostosa demais. — Grunhiu dando um tapa estalado na bunda da garota. — Todas as noites, quando fecho os olhos, lembro daquele seu vídeo, você se tocando e chamando meu nome, já devaneei tantas vezes você me chamando daquele jeito… Estou enlouquecendo, não consigo mais me conter estando perto de você.
— Você é que me enlouquece, suas mãos percorrendo pelo meu corpo me fazem pirar, seu cheiro é delicioso, sua voz sussurrando em meu ouvido me deixa alucinada, estou perdendo a minha sanidade… — A garota sentia as queimações em seu ventre cada vez mais intensas, aquele contato já não era mais o suficiente, ela queria mais.
— Você me deixa alucinado. Eu não consigo mais, meu corpo não aguenta, a necessidade de ter é demais. Você me quer, Miyako-chan? — Esfregou sua ereção contra a intimidade dela, sentindo os fluidos dela molharem sua cueca, fazendo com que seu membro vibrasse com esse contato.
— Ahhhh, como eu quero você, Kaiser-sama. Quero muito, quero demais! — Gemeu alto, cravando suas unhas nas costas dele, descendo por toda extensão.
Essa era a tão aguardada resposta por Kaiser, sem perder mais tempo, empurra o corpo de Miyako na cama, olha com luxúria para ela, morde o lábio inferior enquanto aperta o membro por cima da cueca. Não escondia o sorriso de satisfação ao ver a sua presa ali, completamente rendida e entregue a ele, olhando da mesma forma, finalmente seria sua por completo.
Ele ficou por cima dela, tomou seus lábios, devorando-os, mostrando o quanto estava faminto por ela. Uma de suas mãos enlaçou na dela, enquanto a outra, segue contornando as curvas da violacea, até chegar em sua intimidade, tocando com as pontas dos dedos, sentindo o quanto ela estava encharcada, completamente pronta para ele.
Kaiser liberou os lábios da garota para ouvi-la gemer o seu nome, seguiu com a boca para o pescoço, mordendo e sugando a pele dela, sentindo toda a sua maciez. Estava a um passo de fazê-la sua, apenas um fino pano a separava disso, a medida que os dedos dele subiam para o cós da calcinha, a respiração de Miyako foi se tornando ofegante e os batimentos cardíacos acelerados, assim como os seus.
“Enfim minha.” Pensou enquanto baixava a calcinha, quando estava prestes a retirá-la por completo da feminilidade dela, o alarme que havia programado tocou, fazendo com que a bolha que o casal se encontrava estourasse, fazendo-os voltarem a realidade.
— Ah, merda, fala sério. — Kaiser bufou, atirando-se contra o corpo da garota, afundando em seus seios.
— O que foi? — Miyako questionou, enquanto passava suas mãos pelos cabelos do garoto.
— Temos que parar por aqui. — Mesmo contra vontade, o imperador saiu de cima do corpo da violácea e levantou da cama, deixando-a sem entender nada do que acontecia.
— Porque isso agora? — Ela sentou-se na cama, pegando um dos lençóis para cobrir a sua nudez.
— Porque, Miyako-chan, eu tenho uma guerra para ganhar. — Pegou uma toalha em uma das gavetas e se aproximou dela. — Depois da minha vitória, terei muito tempo para te devorar em todos os cantos dessa base. — Deu uma risadinha sarcástica, roubando um beijo rápido dela e saindo de perto, antes que pulasse naquela cama novamente.
— Idiota! — Ela murmurou chateada, enrolando-se ao lençol, nem se preocupando em procurar sua camisola, deixando seu corpo pender para o lado e cair sobre a bagunça que fizeram no leito. — Tenho uma guerra para ganhar! — Imitou a fala do gênio, de forma debochada. — Novidade do dia? Kaiser brincando comigo e me fazendo de idiota. Ah, espera, não tem novidade nenhuma nisso!
Ela ficou lá olhando para o teto sob suas lentes embaçadas que nem se lembraram de tirar e so agora estava incomodando, sentiu vontade de brigar, gritar, xingar, quebrar alguma coisa, mas não teve animo então apenas chorou sentindo-se como um brinquedo largado.
Enquanto isso, Kaiser precisou de um banho frio, em momento algum estava brincando com a garota, mas seu objetivo de conquista ao Mundo Digital vinha em primeiro lugar e agora estava tão perto, ter Miyako em seus braços poderia esperar mais um tempo, mesmo assim já sentia-se revigorado ao se lembrar a todo momento das declarações feitas por ela, os amassos intensos que trocaram.
Não levaria muito tempo para alguém tão genial, era só descobrir como aprimorar aquela espiral em Agumon e depois voltaria para terminar o “assunto” com ela.
Falando em assunto, ela parecia decidida a falar das lembranças perdidas, ele teria que conversar com ela sobre isso, talvez na hora do almoço? Não precisava contar exatamente tudo, só em partes.
Com esse pensamento ele saiu do banho, secou-se e se vestiu adequadamente, para o dia, ajeitou os cabelos e passou pelo quarto, como a garota estava deitada na direção contrária, não pode notar que ela chorava.
— Vou fazer o nosso café. — Anunciou antes de sair, não obteve resposta, mas não se atentou ao fato.
Kaiser voltou tempos depois, com a bandeja em mãos e Miyako ainda estava sentada a beira da cama vestindo um de seus roupões e penteando os cabelos molhados, o cheiro de seus produtos de beleza, se espalhava pelo ambiente.
A violacea tinha ido para o banho assim que ele saiu, estava tão chateada que nem ouviu o que ele tinha dito e quando o viu voltar com a bandeja de café da manhã, ficou ainda mais confusa.
— Ah? Você voltou?
— Eu disse que ia fazer o café, mas você nem respondeu nada.
— Ah… — Miyako sentiu um misto de vergonha e confusão, estava magoada por ter sido largada como um brinquedo, deixada para depois e isso era humilhante, mas ele tinha feito o café? Como assim? — Você fez o café? — Tentou esconder no sarcasmo, o fato de que ainda pouco estava chorando.
— Está sendo injusta comigo, já cozinhei para você várias vezes, bem no começo foi macarrão instantâneo, mas depois eu progredi, fazer o que, eu sou muito bom em tudo! — Se gaba com o propósito principal de irritá-la e a vê contorcendo o rosto.
— Porque você cozinhou para mim?
— Quero te deixar bem alimentada para mais tarde.
— Imbecil! — Jogou a escova de cabelo contra ele que a segurou no ar, dando uma risadinha convencida. — Não estou falando de hoje e sim de antes.
— Vamos combinar assim, senta aqui e toma a café, sem estresse, sem assuntos chatos e mais tarde eu vou te contar tudo que você quiser saber sobre as coisas que você não consegue lembrar, ok?
Ela deu de ombros, na verdade estava faminta, no dia anterior não tinha jantado e seu estômago já estava roncando, se aproximou da mesa onde jazia a bandeja e forçou um olhar desdenhoso, mas o ronco de seu estômago a condenou, arrancando uma risada debochada do outro.
— Vitamina de morango? — Ela perguntou surpresa.
— Aham, com aveia e mel. — Respondeu convencido levando um arquear de sobrancelhas como resposta. — Sua favorita, não é?
— É, ninguém merece comer arroz, peixe e salada de manhã. — Ela ri pelo nariz, debochando da própria cultura.
E nisso eles concordavam muito bem, sobre a bandeja havia um mamão partido em dois, cujas sementes e um pouco da poupa havia sido retiradas e no espaço depositado iogurte e granola, era engraçado como só tinha alimentos saudáveis e com aspecto deliciosos.
— Parece a mesa de café da manhã daquelas garotas fitness de blogs. — Ela não resistiu a pentelhar, pegando um mamão e uma colher e provando o conteúdo. — Hm, até que não ficou ruim. — Pentelhou.
— Ah, eu perco meu tempo preparando e ganho “até que não está ruim”... — Tentou se aproximar, sentando-se ao lado dela, mas a garota levantou-se rapidamente esquivando-se da proximidade, colocando a fruta sobre a bandeja ficando apenas com a vitamina em mãos.
— Ta legal, obrigada então. — Foi seca, engolindo o restante da vitamina de forma tão ácida, que com certeza lhe faria mal.
— Hey? — Ele se aproximou a deixando sem rota de fuga. — Porque está zangada comigo? — Ela não respondeu, só desviou o olhar, tirou o copo da mão dela por medida de proteção e o colocou sobre a bandeja. — Não gostou do café? — Ele foi com calma, sabia que ela estava confusa, acariciou-lhe o queixo e tomou seus lábios.
O beijo foi correspondido, havia gosto de morango, mel, iogurte, mas tinha um sabor salgado que não combinava com aquilo, ele só se deu conta quando sentiu o liquido quente contra sua pele e afastou para ter certeza… Ela estava chorando? Porque? Estavam bem, não é?
— Porque ta fazendo isso comigo? — A garota perguntou magoada.
— Espera? Como assim?
— Não se faça de desentendido, sabe muito bem disso. Está brincando comigo, jogando com os meus sentimentos. Isso ainda faz parte do seu plano? Que experiência doentia é essa?
— Plano? Experiência? Que besteira você está dizendo?
— Eu não sei, não sei. Você me diz coisas, me faz dizer coisas, me envolve, me seduz e me deixa jogada, depois faz um café da manhã pra mim bem no estilo das coisas ridiculas que eu escrevia para aqueles sites e… — E uma crise de choro não a deixa terminar a frase.
— Não tem nada disso, eu não estou jogando com você. Eu não disse mentiras pra te seduzir, repito: eu quero você Miyako e na boa eu também acho ridículo fazer o café pra agradar alguém, mas ta aqui é de verdade! — E dessa vez quem enrubesceu com as próprias palavras, foi o gênio. — Eu só não posso ficar mais, não estou te largando pra te magoar, é que antes de você eu já tinha uma meta.
— Eu não sei o que pensar sobre nada disso, parece que eu fiquei perdida no tempo e as coisas entre nós estão muito confusas.
— Eu te dei minha palavra de que vamos falar sobre isso, é complexo, mas esclarecedor, mas não agora. — Voltou para perto da bandeja a puxando pela mão e sentou-se com ela em seu colo. — Não pense em nada, coma, tem tudo o que você gosta. — Beijou-lhe a curva do pescoço, roçando o nariz carinhosamente.
Ela voltou a comer em silêncio, ainda sentia vontade de chorar, estava revirada por dentro, seria uma traidora? Com certeza era isso, afinal estava ali sentada no colo do inimigo, tentando entender o porque ele estava sendo carinhoso e definitivamente não parecia um jogo.
Só era como adormecer em um dia diante de Kaiser cheio de ódio a oprimindo de todas as formas e no outro acordar com ele sendo humorado e declarando o quanto a quer.
— Eu tenho que ir agora, vou te deixar esse comunicador, com ele você pode chamar Wormmon, mas se quiser levar as coisas para a cozinha sabe o caminho. Se quiser ver seu parceiro é só chamar o Guardromon 06.
— Guardromon 06? O que é isso, Tropa de Elite? — Ela não resistiu a rir da denominação.
— Não deboche. Imagine o que é lidar com uma tropa de escravos todos iguais e com o mesmo nome? Já passei muita raiva até criar esse método.
— Você é louco!
— As pessoas dizem e eu tenho que manter a fama, enfim, nos vemos mais tarde. — A colocou sobre a cama, beijando-a demoradamente.
— Kaiser-sama…
— Sim?
— O Agumon…
—Shh… Não, Miyako.— Cobriu os lábios dela com dois dedos. — Isso não está em discussão, não vamos terminar brigando. Fique aqui e aproveite seu parceiro, deixei um retroprojetor e alguns musicais pra você assistir. Divirta-se. — A beijou pela última vez, sem dar oportunidade para que ela respondesse.
Não pense, não pense… Repetia para si, o vendo cruzar a porta e fechá-la. Sem as informações que ele tinha não havia como tentar entender algo, então ela chamou o Guardromon 06, ainda rindo do nome, mas achando inteligente, pediu para que ele trouxesse seu parceiro.
Ela tinha muitas marcas para explicar e estava sem idéias e sem paciência, colocou o ar condicionado no máximo quase congelando e vestiu um pijama de inverno do inimigo, pegando um cachecol e colocando, deixou o ambiente mal iluminado e já foi ligando o retroprojetor, pelo comunicador, chamou um Gotsumon para levar a bandeja para cozinha.
Quando Hawkmon chegou, ela o apertou forte em seus braços, foram longas duas semanas sem vê-lo, estava saudosa e preocupada, aliviou-se ao vê-lo em forma e animado como sempre.
Pov Miyako
— Brr.. Isso aqui ta um congelador, aquele lunático quer que você pegue um resfriado?
— Não foi ele. Eu que estou na TPM e queria um lugar frio assim. — Digo a primeira coisa que me vem em mente, se tem uma palavra que fazia Hawkmon não querer discutir era TPM, ele só fez um sinal de rendição com as asas.
Ficamos assistindo filme agarradinhos, eu estava com muita saudades dele, na verdade minha cabeça estava vagando pela verdade sobre os fatos que não consigo lembrar, sei que Hawkmon sabia de algo e por algum motivo não iria me contar, mas porque? Tinha que ser algo muito grave para fazer esse pássaro cabeça dura, confirmar as palavras de Kaiser, o que me leva a crer que era algo relacionado a minha proteção.
Na hora do almoço Wormmon veio todo meiguinho para me questionar se eu queria comer na cozinha ou no quarto mesmo, bem, já estava cansada de ficar naquele lugar, olhar para aquela cama me fazia lembrar do que quase rolou, então já estava bem vestida e com as marcas escondidas decidi ir para a cozinha.
Quando chegamos ao local, o cheiro de comida era maravilhoso, tanto que fez o meu estômago roncar na mesma hora, a mesa estava posta, tinha alguns Digimons terminando a refeição, outros entravam no ambiente para se juntar a nós; Digitamamon era quem comandava a cozinha, ora cortava alguns legumes, ora mexia alguma coisa numa panela, ora arrumava as bandejas de comida e Wormmon ordenava para os locais que elas iriam, para os prisioneiros.
Suspirei, não deixei de pensar em Agumon, como será que ele deveria estar?! As imagens da noite anterior estavam frescas em minha mente, a forma como ele ficou ferido, tinha vontade de perguntar alguma coisa sobre ele para Wormmon, antes que pudesse fazer isso, um dos Gotsumons veio chamá-lo, Kaiser solicitava a sua presença em uma das celas dos prisioneiros.
Nos despedimos dele e sentamos a mesa, nem vi quando colocaram a comida na mesa, eu estava aérea, como não estaria? Hawkmon puxava assunto, mas eu só respondia automaticamente, estava aliviada que ele não soubesse sobre a captura de Agumon. Não sei se ele percebeu, talvez não quis tocar no assunto e me deixar desconfortável, mas a verdade é que fiz toda a refeição, com a mente vagando, perdida.
Fui tirada de minhas divagações por Wormmon, que já tinha voltado e me chamava algumas vezes.
— Miyako-san… — Chamou, como se já estivesse preocupado com a minha demora em responder.
— An? — Pisquei algumas vezes, notei que o local já tinha esvaziado restando apenas Hawkmon, Digitamamon, eu e Wormmon
— Você poderia, por favor, levar a refeição do Ken-chan? — Indicou com o olhar, onde estava a bandeja.
— Ok, eu levo. — Me levantei indo até a bancada e colocando meu prato na pia, em seguida pegando a bandeja. — Hawkmon, vai comigo?
— É ruim, ein! Eu não vou ver aquele maluco, doido por doido, já basta eu! — E todos rimos com o comentário. — Eu vou puxar o carro, quando você voltar, pede um Guardromon para me chamar. — Ele se levantou, andando em direção a porta e Wormmon fez menção de acompanhá-lo. — Valeu aí, pelo rango! — Se dirigiu a Digitamamon, passando as asas pela barriga cheia. — Fuiii…
Eu ia perguntar onde ele está alojado e o que tem feito, mas já era tarde e ambos sumiram por aquele labirinto escuro de corredores. Deixei os ombros caírem e segui para a sala de Kaiser.
Bati algumas vezes na porta que estava fechada, aguardei alguns minutos e logo ela foi aberta por controle, eu acho, entrei de uma vez e vi quando ele terminava de desligar os monitores que estavam acesos, tenho certeza que em um deles estava focado em Agumon e seja lá o que ele estiver fazendo com o coitado.
— Olha quem veio me trazer o almoço...— Girou a cadeira me encarando, com um sorriso de canto. — Uau! Como você está agasalhada! Isso tudo é frio? Aliás, esse suéter é meu.
— É claro que é seu. Não estou com frio coisa nenhuma, só não teria como explicar suas selvagerias para o meu parceiro. — Andei até a mesa, colocando a bandeja sobre o espaço que ele já tinha deixado vago.
— Selvageria que você gostou, por sinal.
— Ah, para de falar besteira e vai comer.
Ele revirou os olhos, abrindo a gaveta e retirando uma garrafa de álcool gel, se livrando das luvas e limpando as mãos.
— Ei, onde você vai? — Perguntou me fazendo parar no meio do caminho.
— Vou te deixar comer, depois volto para pegar a bandeja.
— Não precisa ir, senta aí.
— Ai, onde?
— Pode ser na mesa, tenho uma coisa pra te mostrar.
Medo do que vem por ai, arqueei uma das sobrancelhas e me sentei, ele remexeu em seu bracelete e um monitor foi ligado. Esperava que fosse algo relacionado ao Agumon, porém estava enganada, a imagem que apareceu era trágica se não fosse cômica, uma gravação mal feita, em uma das salas de aula da escola, pude reconhecê-las pelo verde da saia, só que pareciam ser bem mais curtas e as blusas trocadas, por camisas sociais de botões e estes estavam abertos, mostrando um pouco do busto delas.
Os tipos eram os mesmos, cabelos soltos, compridos e lisos, só diferenciando as cores, outra coisa que era notável, usavam máscaras venezianas, tapando apenas os olhos, como se isso fosse adiantar muita coisa, não precisava ser gênio para reconhecer que aquelas eram Hino e sua gangue.
— Amiga, está gravando, pode falar. — Uma voz baixa ao fundo anunciou que a gravação havia iniciado. Uma legenda escrito #prayforichijouji passava na tela de baixo, uma das garotas se ajeitou, sentando-se em uma das classes, cruzando as pernas de modo provocante e jogando os seus cabelos para o lado.
— Duas semanas. Esse é o tempo que o nosso amado Ken está desaparecido, não se sabe como foi, uns disseram que assaltaram a sua casa e o levaram, outros falaram que foi na volta da escola, no trajeto entre o trem e a sua casa. — Tive que me segurar para não começar a rir das mentiras que a Hino contava, ah, se ela soubesse como realmente foi… — O que o Ken fez para vocês? Me diz! É um doce de garoto, incapaz de fazer mal a qualquer pessoa desse mundo! — Fingiu uma voz de choro, tão mal feita, que parecia gralha.
— Essa gente inventa cada coisa… — Kaiser dá uma risadinha, enquanto eu reviro os olhos.
— Porque ele? Porque? — Dá um gritinho e finge um soluço. — Meu Kami! Pobrezinho! Estou há noites sem dormir pensando em todas as maldades que estão fazendo com ele nesse cativeiro, escuro e frio, sem ninguém para protegê-lo...
— Ai pobrezinho do Ken-chan, ela acha que seu lindo corpinho está sendo violado pelos sequestradores. — Dei uma gargalhada e ele revirou os olhos.
— Então você acha meu corpo lindo. An? — Perguntou debochado, eu odeio como ele sempre reverte o jogo a seu favor.
Dessa vez foi eu quem revirou os olhos, virei em direção a tela e continuei prestando a atenção na gravação.
— Nós não importamos em nos sacrificar, viemos aqui oferecer nossa honra, nossa pureza em troca da liberdade do nosso amado Ken-chan!
Abri a boca, completamente chocada, o nível de loucura dessas meninas é inacreditável. Ele engasgava de tanto rir, mas creio que era mais pelas minhas reações. Para piorar a cena, uma das burrinhas ainda falou no fundo.
— Que pureza amiga? Perdemos a nossa no ginásio. — Elas começaram a brigar entre si, até que uma desligou a gravação desastrosa.
Quando me dei conta eu já estava rindo de lacrimejar, minha barriga chegando a doer, se eu achava que ter tocado água benta em mim e selos contra fantasmas era o nível de loucura da Hino, estava totalmente enganada, com esse video ela conseguiu extrapolar todos os limites, decaindo cada vez mais.
— Olha só, você ta valendo a pureza que elas nem possuem mais. — Continuei rindo.
— Não é na pureza delas que eu estou focado, e sim na sua.
— Hm, se estávamos tão próximos como vou saber que você e eu não… — Arqueei as sobrancelhas. — Você disse que eu tinha sido “boazinha” com você, o dia que meus pais nos flagraram lá em casa.
— Ah, não… Aquilo foi. Eu só estava te provocando pra ver sua reação.
— Como assim?
— Quem estava na sua casa assistindo filmes de terror, foram os Bakemons e não nós.
— O QUE? — Saltei da mesa, chocada. — E eles estavam se pegando?
— Óbvio que não. Agora é tarde, minha mente já reproduziu a bizarrice da cena.
— Eu não estou entendendo nada, minhas irmãs disseram que… Você insinuou que…
— Creio que o propósito de ambos foi o mesmo, te pentelhar. — Riu pelo nariz.
— Isso não está certo. Você me deixou pensando que nós fizemos aquilo.
— Não é o problema, é só fazermos e pronto, fim de assunto! — Estalou os dedos, me puxando pela cintura.
— Para com isso, o assunto é sério, você não tem o direito de brincar com a minha mente dessa maneira. — Esbravejei tentando escapar. — Tira a mão de mim e me conta tudo de uma vez.
— Então vamos fazer assim, leva a bandeja para cozinha e eu vou escovar os dentes e nos encontramos no quarto, promessa é dívida, vou te contar tudo.
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