Notas iniciais
Boa tarde leitore! Milagre que a autora não demorou, não é? Pois é, então vamos curtir. Esse cap está mais leve e divertido e mostra para vocês como os laços podem ser preciosos e nos ajudar a superar e até a enxergar melhor. Espero que aproveitem. Beijos!

POV Narrador

— DROGA! — Miyako vociferou mirando a tela do celular.

Poromon acompanhava a agonia da parceira, o rosado já não sabia quais palavras usar para acalmar a garota. Ainda nos EUA, ela recebeu uma ligação da senhora Ichijouji a relatar que Ken tinha despertado, no entanto o rapaz parecia estar a evitá-la por alguma razão.

— Eu quero entender, Poromom, quero aceitar que Ken está confuso e precisando respirar, mas eu não posso ficar na geladeira, no escuro.

— Eu não disse nada. — O Digimon defendeu-se.

— Não precisa dizer; anos de convivência e eu já sei decifrar quando esses grandes olhos azuis estão a me censurar. — Ela sentou-se sobre a cama, entre suspiros angustiados.

— Isso não é censura, menina. Se chama solicitude. — A pequena ave rosácea, pulou sobre o colo da moça. — Você sabe que precisa dar espaço para o Ichijouji respirar, mas não está se comportando como alguém que saiba. E na verdade, parece uma criança malcriada querendo comer a sobremesa antes do almoço.

— Ah, usou uma comparação com a qual você está bem familiarizado, não é? — apertou o indicador contra o bico do Digimon.

— E parece que chegou a minha vez de ser duro. — A voz do parceiro de Inoue saiu engraçada devido ao aperto em seu bico.

— Ah, ok, vamos lá, me dê a sua bronca.

— Em primeiro lugar, pare de olhar para o celular a cada cinco segundos. Em segundo, porque você não convida as garotas para uma visita no karaokê e, sai um pouco de casa! — Sugeriu sabiamente.

— Hm...— Ela ponderou a proposta.

Não parecia má idéia. Sua relação familiar não estava das melhores, nada tirava da cabeça de seus pais e irmãos que ela estava em um relacionamento abusivo. Mantarou até a arrastou para palestras sobre amor próprio, já suas irmãs tentaram de tudo para convencê-la de que uma mulher precisa tanto de um homem quanto um peixe precisa de uma bicicleta. Sem contar que, o pobre Poromon, não estava sendo muito bem recebido.

O ambiente estava hostil, não seria ruim sair daquele quarto. Ela contatou as três amigas, poderia ser outras? Até poderia, se não fosse o fato dela querer levar o Poromon consigo. Escolheram o local e combinaram que Mimi levaria o notebook para que Miyako fizesse a transição para o Mundo Digital e em seguida para a sala de Karaokê, tudo para evitar esbarrar em paparazzis que ainda desejavam saber sobre Ken.

…

As quatro amigas conversavam enquanto seus parceiros se dividiam entre atacar as guloseimas e cantar no Karaokê. A sala era privada e bem segura em relação a manter o segredo sobre os monstrinhos, talvez a quantia de comida que fora pedida tivesse assustado um pouco o funcionário, mas nada que fosse motivo de alarde.

Todas faziam o possível para não tocar em assuntos sérios, mas… A uma certa altura foi inevitável. Hikari foi feliz em revelar que sua amada estava em terras latinas, se ocupando em dar aulas de dança.

— No fim, o juiz não tinha provas o suficiente para incriminá-la. Bem, tinham as minhas fotos no PC e celular dela, mas eu assumi ter enviado e garanti que não houve reciprocidade.

— Mas com todo escândalo, a carreira e a vida dela aqui, jamais seriam as mesmas, não é? — Sora questionou.

— Exatamente. Ela seria vista e apontada como criminosa, mesmo inocentada. —Explicou Hikari. — Eu estraguei a vida dela e estava difícil conviver com a culpa, mas… A verdade é que ela parece bem mais livre e feliz do outro lado do mundo. Eu aprendi que consigo ficar feliz só em saber isso.

— Acho que consigo entender. — começou Takenouchi. — Yamato vai trancar a faculdade e seguir numa turnê, vai ser preparado para carreira solo.

— E você vai esperar por ele, como nos filmes? — Brincou Tachikawa.

— Eu vou viver cada dia, não farei planos. Nunca mais eu ficarei a espera de alguém. — Sora cerrou o punho e declarou convicta.

Inoue piscou acanhada, entristecida.

— Me desculpe, Miyako-chan, eu não quis dizer…

— Eu sei, Sora-san. Não precisa se desculpar, são situações diferentes. — Miyako suspirou pesarosa.

— Vocês não se falaram ainda? — Hikari perguntou cuidadosa.

— Não. Aquele idiota não respondeu minhas mensagens, não atendeu minhas ligações e teve a pachorra de desligar o celular. — desabafou Inoue, indignada. — Estou com tanta raiva!

— Ele deve estar meio abalado ainda. Você precisa dar um tempo pra ele. — Aconselhou Sora colocando a mão sobre a da amiga.

— Eu sei o que é certo a se fazer, mas não sei como lidar com a minha ansiedade.— Admitiu Miyako, frustrada.

— Ai gente, vamos parar com esse velório! — Mimi bateu as palmas. — Olhem para eles, estão tão felizes. — Apontou para os Digimons. — Vamos falar de putarias, como amigas normais.

— Mimi-chan! — Todas repreenderam, coradas.

— Ah, por favor. Todas temos mais de dezoito anos, falar um pouco de besteira não é crime, é até saudável. Vamos lá Miyako-chan, conta aí, quem é melhor na cama, o Koushiro-kun ou o Ichijouji?

Um silêncio aterrador se fez, só a algazarra dos Digimons era ouvida. As garotas pareceram levar um choque e Miyako enrubesceu de pronto e se engasgou. Sora estava prestes a arrastar Tachikawa para fora dalí e pelas orelhas.

— Na verdade...— Inoue começou em um murmúrio oscilante. — Koushiro-kun e eu nunca passamos dos beijos.

— QUE? — Todas se espantaram.

— Mas vocês ficavam muito tempo sozinhos no apartamento dele. — Sora acabou verbalizando o pensamento. — Me desculpe?

— Não ficávamos exatamente sozinhos. — Inoue mirou o parceiro.— Koushiro-kun é bem conservador, mas...— Ela pigarreou e deu uma boa olhada para ter certeza se os Digimon estavam mesmo absortos na cantoria.

Inoue encarou as amigas, com uma expressão marota, traquina, bem como a que Tachikawa ostentava ao fazer a indecorosa pergunta. Instintivamente as amigas se aproximaram mais, curiosas, com ouvidos atentos e expressões travessas.

— Com o Ken… Meu Kami Sama! Só de lembrar me sobe um calor! — Ela não acreditava que estava mesmo a compartilhar aquele assunto, mas não se sentiu mal por isso.

— Era tão quente assim? — Mimi incitou. Sora e Hikari também mantinham uma expressão de quem desejavam ouvir mais.

— Quente? Uau! Era tórrido, avassalador! Ele me pegava pelos cabelos e me fazia gritar até perder a voz e ficar com a garganta seca. Quando a gente terminava eu estava acabada, não sabia nem qual era o meu nome. — Inoue segredou, sapeca.

— Oi? Ele machucava você? — Hikari piscou desentendida.

— Não amiga. Os gritos não eram de dor. Eu não estava acabada por ter sido maltratada, muito pelo contrário, acho que eu conheci os quatro cantos do paraíso... — Miyako sorriu sentindo as bochechas formigando. Os olhos brilhavam e um calor a envolvia, fazendo-a arrepiar-se.— Eu só quero dizer que a gente fazia 50 Tons de Cinza, parecer as aventuras do Hamtaro ou Dora Aventureira.— Completou brincalhona.

As garotas se olharam por um tempo e logo começaram a gargalhar e encherem a amiga de perguntas indiscretas, que ela, por mais estranho que fosse, não se importou em responder e ainda se divertiu com os comentários.

— Então foi por isso que a mocinha indefesa não resistiu ao vilão. Ele te mostrou o fogo do pecado e você gostou! Safada!— Cantarolou Tachikawa, zombeteira.

— Também...— Miyako entrou na brincadeira. — Mas não era sempre assim. — a expressão dela se transformou em um ar sonhador, deixando as amigas confusas. — Eu pensava que era só isso que ele queria comigo, também pensava que eu sentia só atração sexual por ele. Imaginei que depois de momentos tórridos e de estarmos saciados, não sobraria mais nada.

— Você quer dizer que se entregou a ele imaginando que depois iria ganhar um “veste a roupa e vai embora?”— Sora questionou seriamente, mas não em tom de julgamento.

— Exatamente isso. Era o que eu pensava que fosse acontecer, mesmo assim eu o queria. Eu fiquei em negação por um longo tempo, mas uma hora eu não resisti.

— Mas ele não te mandou vestir e ir embora, não é? — Indagou Yagami.

— Não. Eu esperava o pior dele, mas Ken me surpreendeu em todos os sentidos. Na nossa primeira vez ele foi gentil...— Ela murmurou brincando com um canudo entre os dedos, mirando o mesmo. — Priorizou meu prazer, me deu um belo orgasmo antes de...— Ela riu constrangida. — Vocês sabem.

— Mas ele já esteve com outras garotas antes? Quero dizer, sei que ele é famoso, mas imagino que não tinha muito tempo com tantos compromissos e a “função’ de Kaiser.— Mimi quem fez a pergunta.

— Aí que vem a parte fofa. — Miyako sorriu sonhadora. — Ele não sabe que eu sei, mas eu descobri que ele pesquisou bastante sobre o assunto. E foi sim a primeira vez para nós dois, mas a gente já tinha dado vários amassos e feito algumas preliminares.

— Isso é realmente fofo. — Admirou-se Takenouchi. — A maioria dos garotos normais, acham que é só chegar e ‘invadir”— Todas riram escandalosas.— Preliminares para eles é lenda. Pensam que beijo na boca já nos deixam preparadas.

— É assim mesmo. Normalmente depois de tempos que eles tiram a virgindade de uma garota é que decidem inovar e conhecer mais o corpo dela. Por isso que toda garota teme a primeira vez.— Explicou Hikari e recebeu olhares curiosos. — O que foi meninas? Ora, eu não deixei de ser uma garota.

Todas riram dando leves tapas na Yagami.

— Quem diria, o todo malvado Digimon Kaiser, deixando seus planos malignos de lado para estudar meios eficazes de dar uma primeira vez inesquecível para inimiga.— Zombou Tachikawa. — Eu já estava imaginando ele te batendo com o chicote e rasgando sua roupa, falando algo do tipo “ Agora você vai sentir o poder da minha Torre Negra!” — completou a zombaria e todas gargalharam imaginando a cena.

Miyako chegou a lacrimejar e se contorcer na cadeira, sua barriga doía. Certamente tinha sido uma boa idéia se encontrar com as amigas.

— Mimi-san, você é podre! Pervertida! — Acusou Sora.

— Pervertida não. Eu tenho a imaginação sexy!— Vangloriou-se a parceira de Palmon.

— No fim, a Miyako-san conheceu ou despertou o lado doce no inimigo.— Hikari observou, romântica.

— É, acho que conheci. Não foi só o sexo quente, também tivemos momentos muito doces e até divertidos. Dormimos e acordamos enlaçados um ao outro e, desfrutamos longas e silenciosas horas trocando carícias. Acho que ambos temíamos abrir a boca e dizer algo que estragasse o momento.— Inoue riu nostálgica.

A agradável tarde se estendeu até a noite. A liberdade de dividirem segredos parecia crescer a cada momento. Mesmo se limitando a não ingerir álcool, as amigas pareciam bebadas. De longe, Poromon observava a parceira, aliviado por ela ter encontrado um pouco da distração que tanto precisava.

Quando os monstrinhos já estavam exaustos e de barriga cheia, as meninas decidiram cantar e até arriscar dançar um pouco. A vida não estava fácil para nenhuma delas, enquanto Digiescolhidas ou enquanto pessoas, mas se trancar no quarto e chorar nunca ajudou ninguém.

(...)

Inoue rolava de um lado para o outro em sua cama. As férias de verão já tinham findado e ela voltara a estudar. Estava cada vez mais difícil se esquivar dos repórteres ávidos por informações de seu suposto namorado, até porque os vizinhos do rapaz já tinham espalhado rumores de que Ichijouji Ken, estava de volta na casa dos pais.

As tragédias mundo a fora já estavam controladas e todos os dias Miyako e seu parceiro juntavam-se a equipe de Digiescolhidos para ir ao Mundo Digital, destruir as Torres Negras restantes e reconstruir os estragos feitos. Não demorou para que ela ficasse sabendo que o ex Kaiser já tinha reencontrado seu parceiro e que estava empenhado no reparo daquele mundo, tanto quanto ela.

Ela estava dando espaço, focando em si mesma e em meios para continuar os estudos sem ser prejudicada, mas a verdade era que estava a ponto de explodir. O clima com seus pais e irmãos ainda não tinha melhorado e ela sentia como se o que eles verdadeiramente queriam era obrigá-la a ir a um psicólogo, mas respeitavam o fato dela já ter atingido a maioridade. No más.. Ela ainda temia como seria se um dia Ken e Mantarou chegassem a se encontrar.

Naquela noite ela fora surpreendida com uma visita inesperada. A senhora Inoue bateu na porta de seu quarto e avisou que havia alguém à sua espera. Ela já tinha passado por isso antes, aquela esperança maldita. Abrupta, pulou para fora da cama, fazendo Poromon acordar em seu cestinho. Trocou o short curto por algo mais apresentável e correu para a sala.

— Ah, Yamato-kun? — Questionou surpresa.

— Você esperava outra pessoa? Eu cheguei em uma hora ruim? Eu posso ir embora, aproveito para passar no apartamento do Takeru. — Ele falou bem mais do que costumava e Miyako achou aquilo engraçado.

— Hey, calma. Eu realmente não esperava por ninguém. Eu só fiquei surpresa, faz tempo que a gente não se fala, fora os assuntos de Digiescolhidos.— Explicou fazendo sinal para ele se sentar.

— Eu sei. Aconteceram muitas coisas e...— Ishida sentou-se desajeitado.— Bom, você já sabe sobre o término da banda, não é?

— Eu sinto muito por isso.

— Não sinta. Os integrantes estavam mesmo cheios de problemas e empecilhos, alguns se casando e lidando com a paternidade, outros escolhendo faculdades complexas, outros com empregos que tomam todo o tempo.

— Eu me lembro. Você sempre pedia mixagem, sempre tinha que introduzir digitalmente um instrumento essencial para o arranjo de determinada música.— Ela lembrou nostálgica, adorava mexer com produção de música.

— Bem, é sobre isso que eu queria conversar.— Ele começou constrangido. — A diferença é que agora faltam praticamente todos os instrumentos. Eu tenho que apresentar músicas e não tenho dinheiro para pagar um estúdio. Eu sei que você mexe com produção de música online, ou mexia. — O loiro se atrapalhou.

— É verdade, eu tinha alguns contatos. Eu posso reativar minha conta no Youtube, posso procurar meus antigos amigos virtuais. Sabia que cada um tocando na sua casa, pode te ajudar? Hoje em dia existem muitos efeitos para isolar ruídos de interferências.

— Eu sei que você está com muita coisa na cabeça agora. Me desculpe por te pedir isso.

— Não precisa se desculpar. Eu posso ajudar, eu quero. Talvez eu precise fazer isso, vai ser bom pra mim também. Eu vou rever contatos, saber novidades. Não é porque eram amigos online que tinham menos valor. Eu vou adorar restabelecer contato com eles.— Inoue se levantou empolgada. — Você tem tempo agora? Vou buscar meu notebook.

Era nostálgico poder reativar sua conta e encontrar antigos amigos, lembrar que ela tinha uma vida antes do furacão Kaiser. Inacreditavelmente, seus antigos contatos não sabiam sua verdadeira identidade, eles sempre falaram só de música e para isso não era necessário mostrar o rosto.

Em poucas horas de conversa ela conseguiu resolver o problema do amigo, para a surpresa de ambos, um dos contatos virtuais era dono de um estúdio e cedeu o local sem cobranças, o restante dos músicos dispostos a colaborar não foi difícil de encontrar.

Ela sentiu-se tão feliz em ser útil e Ishida, ainda tinha um pedido de desculpas preso na garganta, mas não era muito bom com essas coisas. No fim, estava tudo bem entre eles, ambos sabiam. Não era como se realmente precisassem de desculpas formais, já dividiam a expectativa e empolgação pelas futuras músicas a serem produzidas.

(...)

As luzes da cidade estavam embaçadas pela névoa gelada que começava a recobrir o ambiente. Da sacada de seu quarto, Ken mirava o cenário. Mantinha-se levemente inclinado sobre o parapeito, já havia apresentado Wormmon a sua família e o mesmo encontrava-se na cozinha a ajudar sua mãe no preparo de alguma guloseima.

— Até quando você vai adiar isso, Ken? Você precisava de tempo e já teve muito. Não percebe que está ferindo os sentimentos da garota. — A voz do patriarca o tirou de seus pensamentos.

— Eu sei. Isso vai ser muito difícil.

— Sim, mas… Veja bem, você já está ajudando a reconstruir o mundo do Wormmon, já encontramos um bom advogado para estudar o seu caso, em breve você poderá convocar a coletiva com a imprensa, mas fale com Inoue antes.— aconselhou sabiamente.

— Pai, ela é teimosa e vai querer ficar do meu lado e enfrentar a fúria do Japão. Eu a conheço e, na verdade, ela me prometeu que faria isso.— Revelou paciente e preocupado.

— Eu sei que você quer protegê-la, porque a ama, mas olhe para ela. Aquela garota não precisa que a proteja, ela é mais brava do que muitos dos meus colegas de trabalho. — Brincou o mais velho.— Vai ofendê-la se tomar decisões por ela.

— Eu sei disso, mas… Eu realmente queria que ela pudesse respirar longe de toda essa toxicidade. Eu gostaria de propor a ela que vá a um psicólogo, na verdade eu também queria fazer isso.

— Você precisa de um profissional para dizer se o amor de vocês é real ou não?

— O meu amor é real, mas o dela… Eu amava a Miyako desde quando eu não sabia entender o que isso queria dizer, mas ela amava outra pessoa. Eu destruí o relacionamento dela, pai. Eu acabei com o psicológico dela.

— Poderia ser se vocês fossem pessoas normais, mas vocês são Digiescolhidos. — Ponderou o homem.

— O que isso tem a ver? — O rapaz questionou confuso.

— Esse tal brasão do Amor, ele já ajudou Inoue a te ajudar, você acha que ele não ajudou a sanidade dela? Se ele te salvou por um desejo dela, como ele não a salvaria? Esse tal brasão tem que ser mais que um botão de evolução para os seus parceiros, não é?

— Ah?

— Filho, eu quero dizer que parece ridículo a portadora do brasão do amor, escolhida por sabedoria antiga, não estar amando verdadeiramente e sim, estar sobre influência de uma espécie de Síndrome de Estocolmo. Como ela seria digna de representar algo que se corrompeu dentro de si? Só reflita…

Ken estava petrificado e sem respostas, lembrou-se de que quando negava a bondade dentro de si, Wormmon nunca evoluiu, mas agora ele havia feito uma maravilhosa evolução para Stingmon o deixando orgulhoso. Quando o portador do brasão está corrompido, o parceiro não evolui.

Agora ele entendia o motivo pelo pai ser um bom detetive, mesmo leigo ele juntou as informações que tinha e lhe mostrou a luz, a verdade. Agora ele sentia-se encorajado a falar com a ex amante e sabia que a conversa seria bem menos tensa do que tinha ponderado.

Quando fechava os olhos ainda lembrava-se das cruéis palavras que desferiu contra ela, recordava-se claramente de chicotear-lhe a face e também das palavras ditas por ela antes de receber o brasão da Sinceridade, entendia que aquilo certamente fora manipulação das trevas. A sensação de não ser digno do amor dela, mas precisar dele e o desejar a todo instante o estava levando a loucura.

Precisava falar com ela, agora não fugiria mais...



Notas finais
Gostaram? O próximo capitulo vai ter reencontro aeeeeeeeeeeeeeeeee Beijos♥