Inimigos Íntimos
41 De volta a equipe
POV Narrador
Kaiser fez uma expressão engraçada observando o chilique de Miyako por causa de um pouco de sangue, deu de ombros e sorriu era apenas “Miyako sendo Miyako”. Arrastou-se escadaria abaixo e cada passo parecia tão pesado, seu corpo estava cansado, esgotado de toda aquela “atividade”. Apressou-se em pegar o jarro com água na geladeira e o copo voltando para o quarto.
A noite já tinha caído, quando entrou no quarto viu apenas a silhueta de Miyako sentada pensativa, acendeu as luzes a assustando, fazendo-a procurar um lençol para cobrir os seios.
— Sério mesmo que você está se cobrindo, depois de tudo o que fizemos?
— Eu passei a vida inteira vestida, não consigo ficar a vontade nua na frente de alguém, assim de uma hora pra outra.
— Vai se acostumar. — sorriu de canto, pegando a cartela com o analgésico e sentando-se ao lado dela oferecendo-lhe o copo com água.
— Obrigada. — pegou o remédio colocando na boca e bebendo a água em seguida. — O que vamos fazer sobre não ter usado proteção? Não quero ficar grávida.
— Eu gostaria de ter um filho com você.
— Eu não estou ouvindo esse absurdo.
— Porque absurdo? Quando as pessoas fazem sexo é porque estão preparadas para a possibilidade de reprodução.— explica naturalmente, pegando o copo das mãos dela e colocando-o sobre o criado-mudo.
— Reprodução? — o rosto de Inoue se contorce em uma carranca irritada. — Acontece que a pessoas aqui. — aponta para si mesma. — é jovem demais para ser mãe e a outra pessoa...— aponta para o gênio. — além de jovem demais ainda é louco de pedra.
DEVANEIO
Kaiser está sobre um Devidramon em um local onde pode-se ver boa parte do Mundo Digital, ao seu lado um garotinho de aproximadamente cinco anos, vestido igualzinho ao gênio, até usando os óculos, uma cópia infantil dele. Ambos sob o pôr-do-sol, imitando a inesquecível cena de Simba e Mufasa.
— Olhe meu filho, esse Mundo Digital é todo seu, até onde a vista alcança.
FIM DO DEVANEIO
— Não! Não! Nãooooo...— a violacea balança a cabeça exageradamente em negação, apagando o próprio balão de pensamento, chocada com a possibilidade.
— Não precisa exagerar tanto. Consegui o remédio, a tal “pílula do dia seguinte”.
— Como você sabe sobre isso?
— Vi nas pesquisas que você andou fazendo sobre o assunto.
— Eu tinha me esquecido que não tenho mais privacidade para mexer na internet. — se encolheu ofendida, constrangida por ter sido desmascarada em suas buscas.
— É assim que são as coisas, para que você quer privacidade, o que vai fazer com ela? Veja que maravilha, eu li suas pesquisas e mandei o Bakemon comprar.
— Ah, mandou o Bakemon comprar, com qual forma?
— Com a sua, oras.
— Brilhante gênio, meu namorado está sumido e eu entro em uma farmacia e compro pílula do dia seguinte.— com o espanto ela soltou o lençol que usava para cobrir os seios. — Não passa pela sua cabeça que alguém esteja de olho em mim? Onde vou, o que compro, minhas ligações talvez? Rede social...— explicou coçando a cabeça.
— Faz sentido...— ele sugou os lábios como se ponderasse. — das redes sociais eu cuidei, mas não pensei sobre isso. De qualquer forma isso não prova nada.
— Aham, diz isso para o seu pai.
— Chega desse assunto, ainda quer o banho?
— Quero não, necessito! — declarou lembrando-se de sua nudez e puxando o lençol novamente para se cobrir, arrancando um riso debochado do rapaz.
— De banheira? — Kaiser perguntou somente para ver a reação dela.
— Clichê demais.— virou o rosto corado para direção oposta.
— Então é um não?
— Não… Eu quero — murmurou em um fio de voz, lembrando-se de que ele já havia lido todas as suas ficções e sabia certas coisas que a envergonha.
— Foi o que eu pensei. Vou colocar a banheira pra encher.
Ela caiu sobre a cama bagunçada, seu peito cheio de felicidade, culpando-se por não estar nem um pouco arrependida e ter aproveitado intensamente o que fizeram, inalando o cheiro dele espalhado pelo local. Deveria estar se punindo em pensamentos, tendo crises morais, se martirizando, mas sua boca só conseguia sorrir e seu corpo se recordar a todo momento das carícias e do prazer que experimentaram…
Aquilo era muito errado, ela não deveria se sentir nas nuvens como estava, não deveria está tão realizada, não deveria estar confortável com isso, mas estava. Foi tirada de seus pensamentos com a voz de Ken chamando por ela.
— Hey! Acorda, estou te chamando faz tempo, a água vai esfriar.
— Ah? É mesmo, eu já estou indo. — avisou sentando-se calmamente e tentando se levantar, mas sentindo uma forte dor em seu baixo ventre.
— Quer que eu te traga no colo? — colocou apenas a cabeça para fora da porta do banheiro.
— Óbvio que não, não é como se eu tivesse acabado de perder minha virgindade com o incrível Hulk. Posso andar até aí. — fez uma tromba de pirraça.
Ele deu de ombros e ficou observando enquanto ela, ainda enrolada no lençol, procurava pela toalha que usava quando ele a trouxe para cama, encontrando-a embaixo das almofadas caídas sobre o carpete, abaixou-se para pegar, soltando um grunhido de dor.
Miyako assustou-se quando se deparou com a mão de Kaiser estendida para si, sorriu instintivamente e aceitou a ajuda para se levantar.
— É tão importante assim se cobrir a todo momento?
— Não força, Ken.
Ele assentiu, deixando que ela abandonasse o lençol e se enrolasse a toalha, em seguida a puxou consigo para a ducha, sabia que ela havia de querer lavar todo o sangue que manchava suas coxas, antes de entrar na banheira, tanto quanto ele também preferia tirar o suor impregnado em seu corpo e usar a banheira apenas para relaxar.
Tomou a iniciativa de lavar os cabelos da garota, que estavam grudados, ressecados pelo suor e embolados. Passou o shampoo, condicionador, assim como a bucha com sabonete pelo corpo dela, que apenas se deixava levar, querendo não estar gostando tanto de tudo aquilo, mas falhando inteiramente.
A ducha foi desligada e ambos entraram na banheira. Miyako soltou um gemido deleitoso ao sentir seu corpo todo em contato com a água perfumada pelos sais de banho, quedou a cabeça para trás, deitando-a na borda de madeira, fechando os olhos, Ken postou-se ao lado dela a observando.
— Se sente melhor?
— Sim, o analgésico já está começando a fazer efeito. — respondeu calmamente, ainda com os olhos fechados. — Porque a pergunta?
— Ora, porque me preocupo com você, não é óbvio? — aproveitou que ela estava com o pescoço esticado, para distribuir beijos, fazendo-a encolher-se.
— Ken? O que você está fazendo?
— Isso não é óbvio. — beijou-lhe demoradamente em um ritmo calmo e sensual
Ela iria protestar, mas aquele beijo estava tão… tão maravilhoso, que se deixou e correspondeu apaixonadamente sendo puxada para o colo dele, envolvendo os braços contra seu pescoço, as pernas nas laterais dos quadris masculino, de forma que seus sexos entraram em contato e a medida que o ato se intensificava Miyako já podia sentir a excitação do gênio crescendo contra sua pélvis.
— Ah, não! Pode parar com isso.— falou manhosa tentando se livrar dos beijos. — Pode conter a animação porque você acabou comigo. — solicitou desorientada, mas já se sentindo rendida pela sedução do momento, pelas mãos que lhe contornava as curvas.
— Não precisa ficar alarmada, não vou forçar nada de você. Então, só me beija. — ordenou olhando-a nos olhos esperando que ela cumprisse a ordem.
Inoue não segurou o sorriso que tentava conter, inclinou-se a cabeça para lateral permitindo o encaixe perfeito entre seus lábios e obedeceu a ordem que lhe foi dada, sua mente vagou novamente por paisagens psicodélicas, onde nada fazia sentido, era belo, confuso e louco.
Ao contrário de Miyako que sentia-se culpada por estar adorando cada momento do que estava vivendo, Kaiser sentia uma realização tamanha, já não poderia pensar em levar seus planos de dominação do Mundo Digital sozinho, ainda que a garota fosse totalmente contra ele sente-se animado a trazê-la para seu lado e iria se desdobrar para isso.
Notou o conflito querendo abatê-la em vários momentos, mas não permitiu sempre rendendo-a em seus braços de alguma forma, ele adorava todo poder que tinha sobre ela, por mais que a mesma tentasse se mostrar austera, era completamente falho, o que o fazia rir-se vitorioso.
Ficaram naquela troca de afeto por tempo o suficiente para a água gelar os obrigando a sair, na hora certa pois os estômagos já roncavam famintos. Vestiram-se com algo confortável e desceram para preparar o jantar, Miyako encaminhou-se primeiramente até a TV e colocou sua lista playlist em reprodução.
A noite estava fresca, ventilada, a brisa da noite assobiava lá fora agitando as copas das árvores. A garota se alongou sentindo as juntas estalarem, sentia-se mais relaxada com o banho, embora a vontade fosse de cair na cama e dormir por dias.
Ambos decidiram por fazer um Curry, começaram a cortar os ingredientes, colocando-os para cozinhar, enquanto Ken subia ao andar de cima para trocar as roupas de cama, Miyako encarregou-se de fazer um suco de laranja para acompanhar a refeição, em seguida colocou o relógio para apitar e saiu para a varanda, sentando-se na cadeira de balanços, ficando a pensar sobre tudo aquilo.
Ok, estava tudo maravilhoso demais, os beijos dele são incríveis e ele fez muito gostoso, indiscutível, mas ela tinha que ter em mente uma coisa “ NÃO SE APAIXONAR”,de maneira alguma. Precisava vencê-lo e levá-lo de volta para família Ichijouji, o garoto precisava de um sério tratamento psicológico e ela… Bem, tinha seus planos de estudo, carreira e isso que eles tem agora, bem… Certamente ficaria para trás como meras lembranças, afinal os loucos não amam de verdade, não é?
Não se apaixonar, não se apaixonar… Ela seria louca se fizesse isso, olhe para tudo o que ele já a fez passar? Ceder a uma atração é uma coisa, mas amor, ah, esse ela deixaria protegido no fundo de um baú, alguém como Kaiser não é digno de amor, mesmo que as carícias sejam tão intensas, tão reais… Amor não!
Quando o relógio apitou ela voltou a cozinha para finalizar a comida, ao mesmo tempo que ele chegara, havia um clima meio constrangedor, era estranho principalmente para ela, mas nada que os impedissem de colocar a mesa e se servirem.
— Que dia é hoje? — Miyako perguntou ao se lembrar de que já tinha perdido a noção do tempo.
— Domingo...— ele respondeu sabendo que ela ia querer voltar para casa para ir a escola no dia seguinte.
— Meu Kami! Eu preciso voltar para casa.
— Eu sei, pode ser amanhã cedo?
— Amanhã? E se… Póde tirar o cavalo da chuva se estiver com esperanças de segundo round, porque você acabou comigo, eu preciso da minha cama e de uma boa noite de sono.
— Não estou propondo uma noite de sexo selvagem, Miyako.
— Ah, não?
— Se você for embora agora eu vou me sentir um objeto. — brincou arrancando um riso dela.
— Então quer apenas dormir? Qual a proposta afinal, não entendi?
— Conchinha. — sugeriu com um meio sorriso.
— Conchinha? — ela coçou o queixo analisando se poderia confiar. Porque não, afinal já dormiram juntos tantas vezes, uma vez a mais não mudaria nada? Não é? — OK, conchinha, mas sem gracinhas, mãos atrevidas ou algo do tipo.
Ele ergueu as mãos em rendição, o meio sorriso canalha estava presente, mesmo assim ela escolheu confiar. Terminaram o jantar e lavaram as louças, Miyako desligou as músicas e subiram para escovar os dentes e dormir.
Ela deitou-se antes dele, virando-se para lateral e fingindo já ter dormido no tempo em que ele estava a escovar os dentes, quando saiu do banheiro o garoto desligou as luzes, antes de desligar o abajur, acariciou a maçã do rosto da violacea.
— Creio que acabei mesmo com ela, já adormeceu. — sussurrou para si e ela teve que conter o riso.
Deitou-se ao lado dela e encaixou seus corpos ficando de “conchinha” fazendo-a soltar um suspiro. Ele não demorou a adormecer com as narinas mergulhadas nos cabelos lavanda, inalando todo perfume que tanto apreciava, a mão em torno da cintura dela.
Inoue, por sua vez, por mais exausta que estivesse, demorou a dormir, seu peito estava em suma euforia, não conseguia se acalmar, já tinha idealizado sua primeira vez várias e várias vezes, nada com preliminares tão ousadas e constrangedoras, mas deliciosas, nada que fosse a metade da maravilha que foi. Estava tudo fora do que ela tinha imaginado, pensava que depois de ter seu corpo, Kaiser a despacharia para casa, não contava com nada que incluísse horas de amassos na banheira, jantar feito por ambos e dormir de conchinha.
Que Kami a perdoasse, seus amigos, seu amado parceiro, porque ela deveria estar se sentindo um lixo, deveria chorar e se descabelar, mas em vez disso estava a suspirar a cada segundo, como se estivesse ao lado de um príncipe encantado e não nas garras do inimigo.
(...)
No dia seguinte, ela foi acordada como prometido, não saiu sem tomar o café da manhã, mas finalmente voltou para sua casa, trocou com Bakemon sem muito tempo para ouvir o que o fantasma tinha a dizer, vestiu seu uniforme verde e saiu para suas aulas.
Tudo a sua volta parecia diferente, era como se em sua testa estivesse estampado a perda de sua pureza, como se o mundo inteiro soubesse, o que a fez passar corada e encolhida por entre os alunos, tomando cuidado para não trombar com seus amigos e principalmente com Izumi, não queria ter que encará-lo, não neste momento.
Correu para sua sala e lá ficou a espera de seu professor, o olhar preso a mesa branca, o burburinho dos alunos a sua volta, parecia zumbido de insetos, sentia-se tão exposta, que um calafrio a fazia encolher-se em sua cadeira, mas aos olhares de todos era só uma garota preocupada com o namorado desaparecido, sendo incomodada pela imprensa e polícia.
Mesmo os professores cientes do “suposto drama” de Miyako, não cobraram nada pela queda de rendimento naquele dia, o problema era… Sua mente estava completamente presa na noite anterior, a ponta de sua caneta já estava toda roída, por mais que ela quisesse não pensar em Kaiser, era impossível “o que ele estará a fazer neste momento? Em que estará pensando? Seria nela?” Não, esses pensamentos não deveriam estar em sua mente.
(...)
Enquanto isso Kaiser tentava se concentrar em seus planos para maquiar uma falsa base e deixar que os escolhidos salvassem o parceiro de Inoue, mas estava há mais de uma hora girando na cadeira giratória, brincando com um Anel Negros entre os dedos, deixando Wormmon confuso.
— Ken-chan, o que está acontecendo? Você está há mais de uma hora olhando para o nada? — o pequeno Digimon esverdeado perguntou preocupado.
— An? O que? Ah, vai procurar o que fazer e me deixe em paz. — ralhou indignado.
— Tem certeza que está tudo bem? Seu rosto está vermelho, isso é normal? — insistiu o pequeno.
— Vermelho...— passou a mão enluvada na própria face.— Que vermelho que nada. Você ta com falta do que fazer. Vai alimentar os prisioneiros, que já está me irritando.— balançou a mão no ar fazendo sinal para que o Digimon saia.
Wormmon obedeceu saindo o mais rápido que pode, fazendo barulho com suas pequenas patas pelo piso.
Kaiser ficou a maquinar, dessa vez de verdade, se focando na seriedade do que deveria ser feito. Sabia que para tudo sair perfeito ele precisava se desintoxicar de Inoue, embora tudo o que quisesse era dormir agarrado a ela durante toda a semana, não faria bem para seu raciocínio lógico.
Se ele simplesmente sumisse sem dar explicações ela poderia ficar magoada como tinha sido nas últimas semanas, não poderia ligar para ela, teria que esperar que a garota chegasse em casa para mandar um e-mail em seu D-Terminal, mas estava ansioso demais para ter que esperar o dia todo, mas não teve outra opção.
Quando, enfim, Miyako chegou a sua casa, se dirigiu para o quarto, jogando sua mochila sobre o puff e se lançando sobre a cama, soltando um suspiro profundo. Logo após ouviu seu D-Terminal apitando, levantou-se abrindo a gaveta de sua cômoda e pegando o objeto, já lendo a mensagem na tela.
“Como está se sentindo? Venho por meio desta informar que te darei alguns dias livres, pois preciso me concentrar em um plano convincente que permita que seus amigos encontrem seu parceiro e o devolva.
Digimon Kaiser “
Ela sorriu, mesmo em certo ponto tendo ficado desapontada por saber que esses dias livres poderiam durar semanas como da outra vez, estava feliz em ter seu parceiro ao seu lado novamente.
“ Quanta formalidade! Estou bem, sim. De quanto tempo exatamente estamos falando?
Inou Miyako”
Pela primeira vez ela nem se deu conta de que enviou emoticons com carinhas de interrogação e ele arqueou as sobrancelhas ao receber a resposta.
“ Tentarei ser o mais breve possível, mas não posso prometer nada, então até lá tente se comportar.
Digimon Kaiser”
Ela olhou a mensagem e abraçou o aparelho contra o peito, tinha o resto da tarde toda para si, olhou para a mochila e pensou em fazer as lições escolares, mas rejeitou a ideia, indo para a sacada e ficando a olhar a cidade ao pôr-do-sol, os cabelos e a saia verde, esvoaçando com a brisa… Teria seu parceiro de volta, isso a deixava feliz, mas também sabia da outra coisa que a estava deixando em suspiros o dia todo.
“ Ah, Ken, seu idiota, porque você não poderia ser um garoto normal?” Pensou e em seguida se repreendeu.
A semana foi se passando chata, monótona, arrastada, entediante… Os dias mal aproveitados e as noites mal dormidas. Enquanto isso Kaiser colocou em prática seu brilhante plano.
Em um ponto remoto que se assemelhava ao Death Valley, ele colocou postos de guarda com Digimons Perfeitos e alguns adultos e deixou que Izumi detectasse uma linha de comunicação. Os digiescolhidos trabalharam duro durante uma semana correndo atrás de pistas, espreitando o inimigo e enfim descobriram a suposta fortaleza de Kaiser.
Sob a orientação de Izumi, as equipes se distribuíram e começaram o ataque, primeiramente nas Torres Negras locais, para chamar a atenção de um grupo de escravos de Kaiser, enquanto a batalha acontecia, os veteranos entraram na fortaleza e confrontaram os oponentes que encontraram por lá.
Kaiser fez sua brilhante fuga encenada montando um Devidramon, do alto da torre do local que se assemelhava a um forte de pedras. Como era previsto por ele, os escolhidos não deram importância a sua fuga, se focando em encontrar o parceiro de Inoue.
O plano foi completamente bem sucedido, os escolhidos libertaram Hawkmon e Sora o acolheu em seus braços, os mais novos destruíram as Torres, Kaiser perdeu um bom número de escravos e experimentos para essa missão dar certo, mas tinha dado sua palavra a Miyako.
Todos estavam exaustos, mas felizes, os mais novos se encontravam em êxtase para levar Hawkmon para a parceira, os mais velhos se sentiram úteis e satisfeitos em poder ajudar dessa maneira. Entretanto…
Quando todos se despediram e tomaram seu rumo, Koushiro ficou a olhar para o horizonte. Não que recuperar Hawkmon tenha sido fácil, não foi e pela configuração aquele local parecia a base real de Kaiser, porém uma coisa não batia… Porque Hawkmon? Porque não Poromon, afinal ele estava há muito tempo longe da parceira, não? E era somente por isso que Kaiser a mantinha sob suas ordens, não é mesmo? Não era… Definitivamente Hawkmon estava bem, muito bem, sem ferimentos, as plumas em cores fortes então isso poderia significar que sua ex, sua amiga já não era mais de confiança, cabia a ele dizer isso aos outros, assim que conseguisse digerir.
O grupo de digiescolhidos mais novos seguiram para a residência dos Inou, o fim de tarde estava fresco e Poromon se movia nos braços de Hikari, fazendo-a repreendê-lo para se comportar e não ser descoberto.
Miyako jazia jogada no chão de seu quarto, seu D- terminal jogado ao seu lado, não havia trocado nenhuma mensagem a mais com Kaiser, estava isolada de tudo e frustrada pelo abandono e expectativas. A campainha tocou e ela se arrastou desanimada, sem idéia de quem poderia ser.
— Chega de moleza, puro osso. Você está de volta a equipe! Daisuke anunhciou animado e Hikari saiu de tras do ruivo trazendo Poromon que voou para os braços da parceira.
— POROMON! FINALMENTE, MEU AMOR! — Miyako o apertou em seus braços e chorou sinceramente, sabia que o teria de volta, mas também lembrava-se da bomba caso ela não cumprisse o acordo. — Obrigada pessoal, obrigada!
Hikari também se emocionou com a cena e se juntou ao abraço, posteriormente Takeru e Daisuke fizeram o mesmo e Hida, mesmo com seu jeito formal se rendeu a emoção do momento, deixando os Digimons que ja estavam na sala de Miyako, com lágrimas nos olhos.
— Estamos de volta. A turma toda de volta e vamos chutar aquele idiota do Kaiser para fora do Mundo Digital, porque somos Digiescolhidos e ele não sabe o que o espera! — Daisuke fala erguendo o punho, arrancando risos de todos.
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