A cada passo que eu dava pelas ruas daquele bairro, em direção à estação de trem, sentia vontade de rir, me lembrando do quão foi movimentado o meu dia em Odaiba. As pessoas com seu olhar de julgamento sob a gralha escolhida, não paravam de cochichar e soltar piadinhas pelos corredores; a expressão de tristeza que ela fazia, era a melhor de todas, chegava a ser comovente. Oh pobrezinha! Ela não sabia onde enfiava a sua cara, sentia-se envergonhada pela situação, que a própria se enfiou.

Sabia que, infelizmente, havia ficado na turma do “ruivo pela saco”, a songamonga sem luz e o loiro afeminado, e que, eles ficaram desconfiando de mim, tanto que passaram o período inteiro das aulas me olhando e fazendo alguns cochichos. Até que não são tão burros como eu imaginei, me levando a crer que conhecem Inoue bem demais e isso seria um grande problema para a realização dos meus planos.

Tive que agir, tirando um pouco o foco da minha chegada à escola, enviando para os celulares de toda aquela gentinha, fotos íntimas da garota mais sonsa que existe, aquela que jamais desconfiaram de alguma coisa, por pagar de recatada por aí.

Deixo Inoue em frente a loja de sua família, durante o percurso ela foi atacada de todas as formas, com os piores comentários, parecia a beira de uma crise de choro. Uma coisa eu fui obrigado a admitir para mim mesmo, é que não concordei com as palavras daquelas obtusas. Inoue tem sido uma inimiga a altura, me deu muitas dores de cabeça, é bem mais forte do que se espera, além de… Cortei meus pensamentos, quando notei que estava me atendo a coisas desnecessárias.

Que tipo de idiota fica admirando o tom dos cabelos do inimigo? Me despedi rapidamente e saí sem olhar para trás, ordenando Bakemon , que ficasse de olho nela.

Chego à estação de trem e encosto-me a um pilar, ainda faltavam dez minutos para o mesmo chegar. Aproveito esse tempo para pegar o celular, abrindo as redes sociais, mesmo com o vazamento das fotos da sonsa, as notícias todas giravam em torno de mim e Inoue, imagens nossas de mãos dadas, caminhando pelas ruas, circulavam na internet inteira. O que mais me diverti lendo foram os comentários, algumas garotas se lamentavam sobre o namoro,indignadas com minha escolha, outras atacavam a gralha, a chamando de vadia por ter dois namorados.

Um vídeo recente, circulava entre as redes, a mostrava em frente à loja onde de sua família, batendo em uma garota, enchendo o seu rosto de socos, a ponto de arrancar sangue dos seus lábios. No mínimo, Inoue devia estar descarregando toda a raiva contida e encontrou a vítima perfeita para isso, hunf, estou sentindo que isso vai longe, pois bem, isso não é problema meu.

O trem para na estação, embarco sob os olhares das pessoas, alguns curiosos, outros pervertidos, lançando comentários indiscretos. Reviro os olhos, colocando os fones de ouvido. Uma hora de viagem para ir e outra para voltar, fico em pé em frente a porta, me mantendo o mais longe o possível, de qualquer contato físico, é preciso muita paciência para aguentar toda essa gentinha asquerosa.

Desligo a minha mente de tudo o que está ao redor, pensando qual humilhação que vou fazer Inoue passar, mais uma, no meio de tantas outras que passou durante o seu dia. Isso tudo o que aconteceu com ela, não é nada perto do que realmente merece, não posso sentir pena nenhuma, só raiva, foram anos de humilhações em cima de mim, quero que sofra muito, que se sinta mal, perdida, sem seus amiguinhos trouxas por perto, e muito menos aquele ex namorado.

Ah, Izumi, acho que de todos os “digimbecis”, você é o que eu sinto mais ódio, sempre querendo dar uma de brilhante, o mais inteligente de todos, estrategista, bolando planos para tentar me derrubar, destruindo as minhas Torres Negras e, além de, tentar invadir o meu sistema de todas as formas para roubar alguma informação sobre elas, só ficou na tentativa, minhas barreiras de segurança são impenetráveis guardam bem todos os meus arquivos, diferentemente das suas, consegui descobrir várias informações valiosas sobre os seus estudos com os Digimons e o Mundo Digital.

E o jogo virou, que grande ironia, não?! Virou para o lado vencedor e estrategista, capturar o Digimon da gralha, foi só o início do declínio dos “digidiotas”, desestabilizá-los em sua vida real, ver e saborear as suas caras de derrota, foi a melhor coisa que poderia me acontecer, só nesse primeiro dia consegui eliminar algumas cartas do baralho, porém, notei que após o que aconteceu com a songa monga, o Motomiya pela saco, ficou cuidando cada um dos meus movimentos, completamente desconfiado, ah claro, esqueci do fato de que, mexi com a garota que ele gosta; mal ele sabe o que tem no computador da sua doce e amada Hikari, aquilo foi uma pequena parcela, de outras tantas que existem.

Coloco a chave na porta de casa, girando a maçaneta e a fechando em seguida, retiro os sapatos na entrada e caminho pelos corredores, tudo em silêncio.Aquela mulherzinha purgante, deve ter no mínimo saído para renovar seu estoque de antidepressivos, melhor, assim não tenho que aguentá-la em seu, infinito, interrogatório sobre Inoue, pois provavelmente, já deve estar sabendo das novidades.

Falando na minha escrava, devido a nossa proximidade durante o dia, sinto seu cheiro impregnado nas minhas roupas, no meu corpo. Levo uma das mãos ao nariz, o inalando diversas vezes tentando decifrar, será que é morango? Tutti-frutti? Não sei, é um mistério, algo totalmente indecifrável...

Argh, seu idiota! Que merda você está fazendo? Retiro as roupas, às tocando no cesto de roupas sujas, vontade de tocar fogo, tirando qualquer vestígio que venha ser dela, por hora não posso fazer isso, quando eu vencer dos “digidiotas” e ter o Mundo Digital em meu total poder, certamente farei isso.

Tomo um banho e faço uma boa refeição para relaxar. Com a divulgação das informações da sonsa, mais a intromissão de Izumi, acabei perdendo horário de almoço e nem me alimentando, não posso deixar de me alimentar, afinal, tenho que estar com uma excelente aparência para me divertir com Inoue, aliás, as horas passaram tão rápidas, que deduzo que já esteja em casa nesse momento, ótimo, quanto mais cedo chegar, mais tempo terei para humilhá-la em meus domínios.

Sigo para o quarto e tranco a porta em seguida, com uma das mãos ligo o computador e a outra, abro a gaveta da escrivaninha, pegando o dispositivo digital. Digito alguns comandos no teclado, abrindo o portal para a base, todo o dia mudo às coordenadas, para evitar qualquer tipo de intercorrência durante a minha ausência. Isso não é muito trabalhoso, uma vez que a base se move pelos céus.

Ao colocar os pés na sala de controles, sou recebido por um Guardromon, relatando tudo o que ocorreu durante o dia, nada de muito novo, até porque os “digibobocas” estavam todos desestabilizados demais para tentar derrubar alguma Torre Negra. Acabo o dispensando e jogando-me em minha cadeira, ligando a filmagem das câmeras de segurança, verificando como foi o passar do dia do Digimon da gralha. Ah,pobrezinho! Tão apático como a parceira, consegue se movimentar bem pouco, parece um vermezinho se arrastando pelo chão.

Até poderia ser um pouco mais clemente com ele, pelo comportamento de sua parceira durante o dia, até que está merecendo comer alguma coisa, porém, vamos esperar ela chegar, quero ver se ainda vai continuar boazinha, se comportando como uma boa escrava, caso contrário, lhe aplicarei uma punição bem pior do que a do dia anterior.

Digito alguns comandos no teclado, as filmagens do restante do dia de Inoue apareceram em minha frente, mostrando os reais motivos da briga que rolou entre ela e aquelas garotas, uma zoação boba, diga-se de passagem. Teve um garoto que a agarrou, tirando-a de toda a confusão, pelo que olhei nas fotos, esse é seu irmão, e as outras duas pessoas são seus pais. Avanço mais um a gravação, até porque não estava interessado em ver como é o atendimento de uma loja de conveniências, e sim no que veio depois, na hora em que eles chegaram em casa, a chamando para conversar na sala.

Devo reconhecer que o Bakemon fez um excelente trabalho, essa filmagem está bem melhor do que esperava, assim como as reações dos pais de Inoue, a forma decepcionada que estão falando com ela, caras de quem comeram e não gostaram nenhum pouco, julgando as suas atitudes infantis, ter largado um rapaz “tão bom” como Izumi para ficar com o seu “ídolo”. Estou saboreando cada expressão sua, sentindo-se tão diminuída, tão incapaz… O que foi? Cadê a gralha valente que tinha a ousadia de me enfrentar?! Ah, coitadinha, olha a cara de choro que está. Isso é o que acontece com quem que atravessa o meu caminho e tenta me destruir de todas as formas, hunf, idiotas.

— Estamos profundamente, decepcionados com você, com a atitude que teve conosco e com Koushiro-san, não vamos te castigar, pois seu maior castigo vai ser sua exposição a este publico cruel. Definitivamente não pense em trazer seu novo namorado aqui, tão cedo, pois pelo menos por enquanto, nós queremos processar as informações. — Ah meu caro, não tenha dúvidas de que muito em breve estarei dentro da sua casa, jantando na mesma mesa que vocês, agindo como o doce e amável Ichijouji Ken.

Essa conversa que aconteceu com seus pais foi ainda mais destruidora para Inoue, tanto que ela levantou, recolhendo a sua insignificância, seguindo para o seu quarto, pegando algumas roupas e seguindo para o banheiro. As filmagens se encerraram, e as imagens atuais de dela apareceram, andando pelos corredores de sua casa, retornando para o seus aposentos, no mínimo a sua cabecinha alienada deve estar pensando que a esqueci, só que não, chega de descanso escrava, está mais do que na hora de você me servir, proporcionando diversão.

Mando uma mensagem ordenando para que venha logo, pra variar já veio com desculpas, dizendo que tinha lição para fazer. E daí? O que eu tenho a ver com isso? Trás para cá e faça, simples assim! Mandei as novas coordenadas para o seu computador, juntamente com elas, o seu uniforme de empregada, nada mais justo, para servir o seu mestre. Antes de vir, ela foi para o site de Fanfictions e apagou a sua conta, pff, como se isso fosse adiantar alguma coisa, tenho todas salvas no meu computador… Bingo, como ela diz, já sei como vou humilhá-la ainda mais, fazendo ler essas histórias ridículas que criou, juntamente com as minhas fãs.

Quando Inoue chegou, seu cheiro imediatamente, se espalhou pelo ambiente, fiquei boquiaberto analisando como o uniforme ficou bem em seu corpo. Minha mente ficou a mil, diversos devaneios, piores do que os que tive ontem, vieram a tona. Ela olhou para as suas roupas, impressão minha, ou parece que ficou bravinha ao ver que se tornou a minha empregadinha particular?! Deveria se sentir honrada, olha quantas garotas não dariam tudo para estar no seu lugar.

— Então, Inoue, gostou das surpresas do dia? Emocionante não? — Lhe dou as boas vindas, não perdendo a oportunidade de zoar o seu fatídico dia.

Ela por sua vez não pareceu gostar, tanto que me cortou, vindo com o assunto da lição novamente, e que não tinha um lugar adequado para fazer. Ora essa, a minha sala de controle tem espaço o suficiente, mas que garota mais desaforada, só de largada já perdeu alguns pontos comigo, quem é o mestre aqui sou eu. Deveria ter mais respeito. Não deixei por menos, a mandei sentar no chão frio, e aproveitei para dar uma pisadinha de leve, falando de qual seriam as suas funções como minha empregadinha.

Imaginem se Inoue não ficaria bravinha de ouvir os meus comentários? Tanto que tratou de fazer uma cara feia, creio que, deve estar passando diversos planos em sua cabecinha, um deles certamente deve ser envenenar a minha comida.Já cortei o seu embalo, falando que se pretendia fazer algo contra mim, seu amado parceiro sofreria as consequências dos seus atos e que estava sendo vigiada por câmeras e escravos, o tempo todo. Ela tratou de baixar a sua bola, pegar os seus materiais e sentar em um canto, enquanto isso, peguei uma ampulheta, colocando-a de cabeça para baixo ao meu lado, deixando o tempo correr.

Virei de costas, digitando no teclado, abrindo os arquivos contendo as suas Fanfictions, escolhendo algumas para ela ler, as mais ridículas, sendo que uma delas tem até um trecho erótico. Dou uma risadinha baixa, fico tentando imaginar qual cara vai fazer quando ver tudo o que foi escrito, salvo, mesmo apagando a conta do site, fui mais esperto salvando todo esse material comprometedor antes.

Noto que um cochicho se iniciou na sala, Wormmon resolveu dar as caras por aqui e trocar algumas palavras com Inoue; comecei a ouvir risadas baixas, ora, para quem tinha muita “lição”, pelo jeito não era nada, estava se fazendo mesmo, tentando fugir de suas funções como minha escrava. Dei um pigarro, essa situação toda tava começando a me deixar irritado, mais pontos estavam sendo descontados do seu “bom” comportamento.

— Aham, sei. Pra mim esse papo de “ele não é mau, apenas incompreendido” é coisa de doramas ou filme teen dos anos 80. Esse cara é doente, falta todos os parafusos, é lelé da cuca, rasga dinheiro, é do tipo que mora sozinho e foge de casa, ainda deixa um bilhete para si mesmo. — Como é que é? Como esses dois insetos, ousam, ter boas gargalhadas às minhas custas? Pelo o que estou vendo, alguém já acabou o que tinha de fazer, ótimo, já estava começando a me sentir entediado de ficar parado lendo essas besteiras que escreveu.

Me levanto, dando por encerrado aquele assunto, Wormmon tratou de sumir na escuridão, idiota, depois lhe dou um castigo, afinal, não havia lhe dado permissão para interagir com Inoue. Lá veio ela com a alegação de que a areia da ampulheta não estava nem na metade, ah é? Toco o objeto no chão pisando em cima, caso tenha se esquecido minha cara, quem manda aqui sou eu, portanto, determino o tempo que eu quiser, e o seu já era.

Me aproximei dela a pegando pelo braço, puxando-a para minha cadeira, mostrando mais uma tarefa que teria de executar para mim, essa era muito mais divertida do que todas. Inoue fez uma cara de pavor quando viu as imagens em uma das telas, todas as suas montagens, rodeadas de corações, e nas outras, as Fanfictions excluídas, escolhi as piores, para deixá-la ainda mais envergonhada das coisas ridículas que escrevia.

— Não, não, por favor, isso foi… Isso não era sério, foi uma fase, eu… — Só uma fase? Aham, sei bem essa fase, pelo que tinha visto nos registros, ela não tinha acabado merda nenhuma.

— LEIA ESSA PORRA DESSA HISTÓRIA AGORA! EU QUERO OUVIR DA SUA BOCA!

E ela iniciou a narrativa, em tom de voz baixo, como pode existir garotas que percam o seu precioso tempo escrevendo coisas ridículas sobre seus ídolos? Ainda mais sobre mim, me idealizando de uma forma totalmente brega, como se eu fosse aqueles cantores afeminados que essas adolescentes escutam, credo, eu, um ser superior, inteligente e estrategista, imperador de todo o Mundo Digital, sendo comparado com esses vermes asquerosos.

Quando Inoue terminou a torturante narrativa, eu ri demais, debochando das palavras ditas, repetindo cada frase ridícula do texto, olha, já ouvi todos os tipos de cantadas das fãs girls, mas agora chegar e falar que eu, “deveria ser preso por roubar toda a beleza do mundo para mim.” e o meu sorriso é “sereno como as tardes de outono”, foi de foder, que coisa mais cafona! Deveria é prender a pessoa que escreveu isso, opa, ela está aqui na minha frente, sendo torturada por suas próprias palavras.

Respiro um pouco, me acalmando, pois sabia que iria rir mai. Escolhi outra Fanfiction para Inoue ler, uma pior bem pior, diga-se de passagem, e nem é pela questão da melosidade e sim ser repleta de partes eróticas, e para minha surpresa, com postagem mais recente, feita na semana anterior ao festival, quer dizer, ela ainda namorando com Izumi insistia em escrever essas besteiras sobre mim?! Hunf, tem certeza de que ama o namoradinho, mesmo?! Pois a impressão que estou tento era que não rolava amor ali porra nenhuma, ah, foda-se, sentimentos são coisas de fracos, vermes como ela, nem sei o porquê de estar pensando nisso.

Minha diversão foi aumentando ainda mais com o desconforto que Inoue ficava a cada palavra lida, seu rosto queimava de tanta vergonha, ué, não se sentiu nenhum pouco constrangida quando escreveu as cenas, porque agora ficar desse jeito?! Ordenei para que repetisse o último parágrafo lido, no qual a personagem dizia para o tio que nunca tinha beijado alguém, pfff, que mentira mais ridícula, a garota aprontou a história inteira e veio com essa pra cima, otário é o cara que caiu nessa desculpa, “ou seja eu, na mente dela”; palmas para você, gralha, conseguiu me deixar mais bundão do que na outra narrativa do irmão.

Inoue repetiu, as palavras daquele capitulo, suas mãos tremiam, seu rosto suava muito, era visível o quanto o seu constrangimento havia aumentado. Deveria sentir vergonha de ter escrito isso, ameacei mandar os arquivos para Izumi e deveria mandar mesmo, mostrando quem era a sua namoradinha de verdade, por hora não, vou guardar esses arquivos como cartas na manga, se ela aprontar, além de punir o seu Digimon, aquele ruivo asqueroso vai ter acesso a essas belezinhas.

E a gralha se desesperou, dizendo que não era para fazer isso, no minimo deve ter imaginado qual seria a sua reação quando ler algo relacionado a minha pessoa, ainda mais nessa data. Acho incrível que, para cada afirmação que faço, ela sempre arruma uma desculpa, a da vez foi: “eu já escrevia essa Fanfiction há muito tempo, não podia deixar os fãs sem um final”, aham, sei, escreveu porque no mínimo deve um devaneio pervertido com a minha ilustre pessoa.

Baseado nesse argumento, saio do local onde estava, me aproximando lentamente dela, como diz na narrativa, como um lobo ardiloso, deixando os nossos rostos rentes, encarando bem o fundo dos seus olhos, imagino o quanto ela deve se arrepender de ter me batido naquele dia, se fosse menos impulsiva, tipo a sua amiguinha mosca morta, certamente não estaria nessa situação, mas, como não foi, estou fazendo valer a pena aqueles tapas.

Sussurrei bem perto dela, a deixando muito mais desconfortável, tanto que não conseguia me responder, começou a gaguejar, passar as mãos pelos braços arrepiados; ah, ela não conseguia falar nada, tava com “vergonha”, só porque estava na frente da sua maior inspiração, esse deveria ser um de seus tantos devaneios eróticos que tinha comigo. Hunf, não se iludam com essas garotas que pagam de envergonhadas por ai, são tudo umas pervertidas, ao invés de agirem, preferem pegar algum ídolo e fazer uma Fanfiction.

É incrível ver alguém tão altiva como ela, assim, reprimida, encolhida, acuada , quase a beira de um desmaio, nem parece aquela que teve a ousadia de montar em seu parceiro e comandar exército de rebeldes para liberar os territórios que conquiste. Agora é só uma garotinha indefesa, tendo suas fantasia e vergonhas expostas, enquanto eu saboreio cada reação. Quem diria que a “grande defensora do Mundo Digital” não passa de uma fanzinha que morreria pela “doçura” de seu ídolo.

Idiotas, ler essa besteiras só me deixou com mais nojo dessas fãs girls, ela me admiram por ser um garoto doce e gentil, isso é a total prova de que mal me conhecem, não sabem e nem tem ideia do que se esconde por trás dessa maldita máscara de gênio prodígio. Eu sou sim, um cara que vai tornar o mundo melhor, começando por aqui, tomando de vez o Mundo Digital, eliminando os Digimons que são contra mim e acabar com os “digipalermas”, reduzindo-os a pó.

Pisei ainda mais em Inoue, chamando-a de idiota e infantil. Porque é bem isso o que realmente é, dei as costas ordenando para que a narrativa continuasse, porém, não é que ficou bravinha, tanto que rebateu as minhas palavras, despejando toda a sua raiva contida sobre mim, ué, não foi o suficiente bater naquela garota?! Ela se levantou da cadeira e começou a falar sem parar, com a sua voz irritante, parando em minha frente, chamando-me de ridículo, porque tripudiava Das pessoas e bla bla bla. Parabéns hein, seus pontos comigo se reduziram a nada, provoquei ainda mais, querendo que ela se descontrolasse, mais uma falha e torturaria sem dó seu Digimon. Para fazer um pouco mais de terror psicológico, discretamente apertei em meu bracelete, deixando apenas uma tela ligada, mostrando Poromon, fraco e abatido, prontinho para ser torturado.

A sua mão estava perto de acertar o meu rosto, porém, paralisou no mesmo instante que viu seu amado parceiro. Continuei a provocando, lançando frases de incentivo, para que me batesse, só que notei algo diferente, ela parecia não prestar atenção nas minhas palavras, era como se a sua mente estivesse longe, tanto que os olhos se reviraram e, em seguida fechando, e as suas pernas se amoleceram, quase a fazendo desabar no chão, só que fui mais rápido em pegá-la, impedindo da queda.

— Inoue… — A chamei diversas vezes, tentando acordá-la, dando alguns tapinhas no seu rosto e nada de reagir.

Só me faltava essa, creio que tenha sido pressão demais para a sua cabecinha oca, tanto que não conseguiu suportar. Eu tenho tudo sob controle sempre, mas só consegui ficar andando com ela no colo, de uma lado para o outro, praguejando, tentando processar, procurando achar uma saída. Inferno! Garota fraca!

— GOTSUMON! — Berro, de forma que ecoa por toda a base e três Gotusmons invadem a minha sala. — Só preciso de um, seus imbecis! — Eles me olham e se entre olham, agitando-se para voltar de onde vieram, mas acabam trombando uns nos outros. — AH RAIOS, RAIOS! EU NÃO AGUENTO TANTA INCOMPETÊNCIA! EU DEVO TER JOGADO BOSTA NA CRUZ! — Nota pessoal, dar numeros aos meus escravos, uma vez que Digimon não tem nome.

Finalmente, o vermezinho do Wormmon surge do nada, como sempre e coloca dois dos Gotsumons para correr, deixando apenas um.

— Ela desmaiou Ken-chan? Coitadinha. — Ele caminha até mais perto de nós, estou parado com Inoue, sem saber o que fazer. — Você fez muita pressão psicológica com ela.

— Coitadinha o caralho, coitado de mim que vou ter que pensar no que fazer com esse peso morto. — Não tinha outra opção a não ser cuidar da gralha, não podia abrir o portal e jogá-la em seu quarto. Até podia, mas seria bem arriscado. — Gotsumon traga aquele, imprestável, do parceiro dela para o meu quarto.

— Sim, Kaiser-sama. — Disparou pelos corredores.

— Pro seu quarto? — O vermezinho inútil, do Wormmon pergunta, mostrando surpresa.

— Não, pra cozinha, pra sala das máquinas. ÓBVIO QUE TEM QUE SER NO QUARTO, A GAROTA TA ARDENDO EM FEBRE. — Reviro os olhos irritado, definitivamente tenho os vermes mais imbecis como escravos, isso é pergunta que se faça.

Segui com Inoue para o meu quarto e a coloquei sobre a cama, notei que agora ela começava a balbuciar coisas sem sentido, seu rosto estava todo vermelho, a pele muito quente. Retirei seus óculos, colocando sobre o criado mudo. Andei de um lado para o outro. Essa hora era pra estar a fazendo passar mais humilhações e não tendo essa dor de cabeça. Que merda! Isso não estava nos planos! Esfreguei meu rosto, impaciente, e Gotsumon chegou com o parceiro da gralha.

— O que fez com ela? — O insolente, já chegou cheio de ousadia, juntando as forças que tinha para voar até a parceira. — Miyako-chan, fala comigo.

— De tantas coisas que eu quero fazer com ela, não fiz nem a metade e já desmontou toda. Me diga você? Vocês não tem uma conexão especial? O que ela tem? — Não me vi em outra alternativa a não ser perguntar a quem a conhece mais tempo.

— A Miyako-chan, pode parecer muito forte, ela tenta ser sempre, mas quando mais nova ela tinha ataques de pânico toda vez que passava por forte pressão. Com a nossa convivência e as lutas aqui no Mundo Digital, ela se fortaleceu, foi se recuperando. Desde que ela tinha 13 anos não a vejo dessa maneira.

Era só o que me faltava, a toda fodastica Inoue Miyako, não aguentou e a pressão e deu piti, e agora bomba estourou na minha mão affs!

— C-como as pessoas a tratam nessa situação? — Sério que eu tive que engolir todo meu orgulho e perguntar isso para aquele verme?

Mas a cada minuto as reações de Inoue só pioravam, seu corpo tremia violentamente, quase em convulsões, suas roupas e cabelos estavam banhados de suor. Que inferno!

— Em primeiro lugar, precisa dar um banho morno nela, nada de água gelada e nem quente.

— O QUE? — Devo estar com cera demais nos ouvidos.

— É banho, aquela coisa com água, vai me dizer que vilões psicóticos não usam tomar banho, pra acentuar sua vilania?! — Digimon de língua afiada, igual a parceira.

— Não teste a minha paciência, vermezinho, caso contrário ficará sem jantar essa noite.

— Bom, após o banho morno, você deverá dar um remédio antitérmico a ela. Mais uma coisa, em situações de pressão, Miyako-chan, não costuma se alimentar direito. — O que me leva a crer que esse foi um dos fatores que ocasionou o desmaio, não almoçou e nem jantou, provavelmente ontem não deve ter comido nada também, ótimo, tudo o que queria, uma escrava fraca.

— Era tudo o que precisava saber, Gotsumon, leve esse inútil de volta para a sua cela e lhe dê uma refeição, conquistou o seu direito de comer hoje, graças as informações passadas. Saiba que, se dependesse do comportamento de sua parceira, estaria sem comida e torrado, como churrasco.

— Miyako-chan. — Ele murmura olhando para sua parceira, enquanto é carregado pelo meu escravo, dirigindo-se até a saída do quarto.

— Ken-chan, ela vai ficar bem? — Olho para o chão, e vejo Wormmon parado ao meu lado.

— Suma daqui.

— Mas, Ken…

— SOME DAQUI, SAI, SAI, SAI… NÃO QUERO NINGUÉM ME IMPORTUNANDO! — Dei um chute em sua carcaça que, saiu rolando para a fora do quarto, parando no corredor, batendo na parede.

Antes que mais alguém venha torrar a minha paciência, bati a porta com força e a tranquei, já que serei obrigado a dar banho na gralha, que seja em paz, sem nenhum grilo falante do meu lado dizendo o que tem que fazer ou não. Segui para o banheiro e abri a torneira da banheira, enquanto enche, retorno para o quarto, pegando novamente Inoue em meus braços, algo que notei agora, ela não é nenhum pouco pesada, é leve como uma pluma.

Desliguei a torneira antes que a água transbordasse, me sentei na borda, iniciando o processo com uma das mãos, enquanto a outra a segurava, a primeira peça retirada foi a tiara dos seus cabelos, chegou a ser um pouco dificultoso, pelo fato de estarem embaraçados. Paralelo a isso, a mão que se encontrava em sua cintura desfez o nó do avental, tocando em suas costas, sentindo o quanto estava molhada graças ao suor; precisava ser rápido, era capaz do estado dessa inútil piorar e eu ter que levá-la em um médico, no mundo real.

...

Enrolei o corpo de Inoue em uma toalha branca, assim como os seus cabelos enormes, que acabaram molhando todo o banheiro, antes que eu os enrolasse. Sai cambaleando, estava a ponto de desabar, tamanho era peso que sentia nas minhas pernas; coloquei ela na cama, procurei secar o mais rápido possível o seu corpo, antes que a minha, mente fraca, tivesse algum devaneio infame em relação a essa maldita. Peguei em um dos armários, uma camiseta velha, que uso normalmente para dormir e a vesti. Ainda sim, suas deliciosas coxas ficaram um pouco a mostra, o relevo dos seios se impunham ao tecido fino da roupa, de forma que os mamilos ficavam perfeitamente desenhados. Maldição! Porque estou pensando isso?! Que ódio de você, escrava, isso não vai ficar assim!

Segundo aquele inútil do seu parceiro, após esse processo torturante que foi o banho, Inoue deveria tomar um antitérmico, e fazer uma refeição para recuperar as suas forças. Pelo meu bracelete, ordenei para um dos escravos a preparar algo para ela se alimentar; eu não consigo sentir fome de comida, não depois de ter dado banho dela e ter tocado em sua pele macia, meu apetite era outro.

Enquanto a refeição não vinha, abri a gaveta retirando a maleta de primeiros socorros, pegando o antitérmico dela, aproveitei também para apanhar algumas roupas, precisava de um banho gelado urgente, para eliminar qualquer tipo de pensamento, pervertido, em relação a essa gralha odiosa.

Voltei para onde ela estava, sentando-me ao seu lado, pensando, como é que vou dar o antitérmico a essa insuportável, sendo que nem consegue abrir a boca direito?! Uma ideia passou pela minha mente, era arriscada, porém a única forma viável que conseguiria fazer ela tomar o medicamento. Respirei fundo, o processo era bem simples, não tinha como dar errado, acumulei um pouco de água em minha boca, coloquei metade do comprimido entre os lábios.

Ergui o tronco da gralha, a apoiei com um dos meus braços e com a outra mão apertei suas bochechas, ela ria e se debatia. Fica quieta demônio dos infernos! Tapei seu nariz e automaticamente ela precisou abrir a boca para respirar. Bingo! Como a mesma diz, agora ela vai engolir, mesmo que se engasgue. A segurei firme, para que parasse de se debater e aproximei nossos rostos.

Encaixei nossos lábios e soltei o comprimido, juntamente com a água, dentro de sua boca, a fazendo engolir de uma vez e por sorte ela não engasgou, só que algo inusitado aconteceu, Inoue agiu, deslizando sua língua quente e escorregadia para dentro da minha boca e, com uma força desconhecida puxou-me para si, enlaçando suas mãos em minha nuca, pegando nos meus cabelos.

Primeiro momento não sabia como reagir, arregalei os olhos, chocado, tentando processar o que estava acontecendo, pelo fato de odiar qualquer tipo de contato físico, nunca beijei uma garota, sempre achei isso desnecessário, só que a coisa mudou e não sabia como fazer, odeio demais ser inexperiente em algo. Naquele momento, senti os lábios escorregadios dela contra os meus, sua respiração contra minha boca e sua língua curiosa explorando cada canto, sem permissão, eu só... Minha sanidade foi para o espaço, todos os devaneios que tive em relação a ela vieram a tona, baixei as minhas defesas, fechei os olhos, correspondendo por instinto, enquanto deslizava minhas mãos pela sua cintura, deitando-a na cama novamente, ficando por cima dela.

Deixei-me levar pelas sensações do momento, isso não era mais um devaneio de minha mente, era real demais, nossas respirações se chocaram, a textura dos seus lábios era macia e deliciosa, assim como dos seus seios firmes esmagados contra meu tórax; nossas línguas se chocaram e foi extremamente prazeroso, gememos uníssono, um gemido demorado, abafado, delicioso, ondas de choque se espalham pelo meu corpo inteiro, concentrando-se em minha masculinidade, ardendo e queimando muito mais do que na hora em que lhe dei banho.

O desencaixe foi afrouxando e aos poucos fomos nos afastando, ambos respirando ofegantes, com os batimentos cardíacos acelerados. Ergui um pouco meu tronco, enquanto que Inoue relaxava na cama. Mas que porra aconteceu aqui afinal? Fiquei olhando para ela, perdido, confuso, procurando resposta para os meus questionamentos.

— Koushiro… Kun… — Inoue gemeu baixinho e manhosa, enquanto virava sua cabeça para o lado direto, fechando os olhos. O que? Sua gralha desgraçada! Teve a cara de pau de me beijar e ainda chamar pelo Izumi. Como ousa me ofender dessa maneira?! Maldita! Você vai me pagar muito caro Inoue. Desgraçada, como pode?

Sai de cima dela antes que a quebrasse aquele pescocinho fino, ali mesmo, vontade não me faltava, deveria ter enviado-a ao mundo real, a deixando doente, se contorcendo de febre em seu quarto, mas não, acabei sendo um pouco clemente e recebi isso em troca. Não posso acreditar e eu vou humilhá-la e torturá-la para o resto de sua vidinha medíocre.

Peguei as roupas e segui para o banheiro, precisava tirar qualquer vestígio de cheiro dessa gralha ridícula do meu corpo e da minha mente. Me livrei das roupas sujas, jogando-as bem longe, vou mandar um de meus escravos colocar fogo nelas, não quero nada que me faça lembrar dessa noite humilhante.

Liguei o chuveiro na temperatura gelada, e fui para baixo daquela água, deixando que ela corresse pela cabeça, molhando os cabelos, seguindo pelos ombros, deslizando pelo meu corpo. A queimação em meu púbis ainda continuava, abaixei a cabeça, olhando para meu membro ereto, vibrando, sedento, implorando para ser tocado; é uma dor tão insuportável.

DEVANEIO....

Quando voltei para o quarto, Inoue estava deitada, mas sentou-se me olhando confusa, parecendo recobrar um pouco da consciência. Não pensei em mais nada e andei até sua direção, de forma que a toalha que estava enrolada em minha cintura, acabou caindo pelo caminho e ela arregalou os olhos se encolhendo a cabeceira da cama, parecendo uma coelhinha assustada.

— Ichijouji-kun? Err… Kaiser-sama? — Ela parecia extremamente sexy, com a expressão confusa, perdida, assustada. — Onde? — Olhou para os lados, enquanto um sorriso malicioso queimava em meus lábios. — O que? — Coitadinha, mal conseguia falar, ao mesmo tempo que eu me aproximava mais e mais, ela bateu as costas contra a cabeceira, encolhendo as pernas.

Ah, mas você vai me pagar por me deixar dessa forma, seu demônio. A pobrezinha, tentou pegar o lençol e cobrir as coxas expostas, mas a agarrei pelos tornozelos, recebendo um gemidinho assustado, e a puxei, de forma a estender seu corpo sobre a cama.

— Ichijouji-kun? — Murmurou em voz trêmula. Então agora sabe que sou eu? Que bom, pois vou fazer com que nunca mais me confunda.

Ataquei seus lábios de forma faminta invadindo sua boca com minha língua, buscando a sua, e a princípio ela pareceu entrar em choque, mas logo se rendeu e correspondeu deliciosamente, deslizando sua língua pela minha, girando, transbordando saliva, mordi seu lábio inferior, arrancando um gemidinho manhoso; senti suas mãos correndo pelas minhas costas, suas unhas me arranhavam, os dedos logo se enlaçaram em meus cabelos. Minhas mãos adentraram a camisa que ela vestia, buscando seus seios, se afundando com vontade e ela liberou meus lábios, gemendo escandalosa.

Em um movimento rápido retirei sua roupa, a deixando completamente exposta para mim. Estavamos nus, deitados lado a lado na cama, as minhas mãos apertavam com força cada cantinho do seu corpo, enquanto as dela estimulavam meu membro, movimentando-o num ritmo delicioso demais. Gemia com os lábios afundados em um dos seus seios macios, abocanhando-o, sugando como se estivesse faminto, girando a língua diversas vezes sob o mamilo endurecido.

A excitação entre nós era grande, palavras desconexas saiam da boca de Inoue, elas estavam me deixando cada vez mais fora de mim; corri uma das mãos pelas suas costas, descendo para o recheio do seu bumbum acariciando em movimentos circulares, apertando com vontade, seguindo para coxas macias, sentindo um pouco dos seus fluidos na palma da mão, não me contive dessa vez e, em forma de concha apalpei sua intimidade, contornando com as pontas dos dedos os lábios internos. Recebi um gemido escandaloso dela, droga, isso é gostoso demais!

Provoco ainda mais gemidos, girando o polegar levemente, em seu clitoris, dando diversas voltas, ao mesmo tempo que me movia, penetrando primeiramente um dedo e quando notei que ela foi recepitiva dois dedos, indo e voltando, me movendo dentro dela, aumentando demais a sua lubrificação. Simplesmente deliciosa! É tão quente e apertadinha, pegajosa e escorregadia, completamente encharcada.

Os nossos lábios se encontram, nossas línguas se chocam, tão sedententas, que um pouco de saliva escorria pelo queixo. Os movimentos de nossas mãos se tornam ainda mais intensos e acelerados, aumentando ainda mais o calor em minha masculinidade; senti que as suas paredes íntimas ficaram mais contraídas e quentes, ao extremo, dificultando qualquer tipo de movimentação, esmagando os meus dedos.

Suas mãos continuavam me torturando, naquele movimento molhado, escorregadio, subindo e descendo, os dedos brincando com a glande, em seguida, o calor se tornou insuportável, meu púbis queimava e os tendões das minhas coxas se repuxavam, uma onda de choque percorreu por toda extensão da minha espinha, congelando a parte traseira do meu cérebro, fui tomado por calafrios, sentindo a ansiedade contrair meus dedos das mãos e pés, meu corpo pareceu entrar em erupção, senti meu membro pulsar e se contrair, engrossando despejando os meus fluidos, furiosamente, de forma que me fez soltar quase um rugido de tanto prazer.

FIM DO DEVANEIO

Minha alma parecia ter sido arrancada do meu corpo, o mundo pareceu ter apagado por um momento, então aos poucos meus sentidos foram sendo recuperados e eu pude sentir a água fria caindo sobre mim. Abri meus olhos, chocado com o ocorrido, comigo mesmo. Voltei meu olhar para baixo e minhas mãos seguravam meu membro, enquanto a água lavava os fluidos que jorraram. Não posso acreditar que fiz algo tão deplorável! Fiz pensando nela. Óbvio, a culpa é toda dela, garota maldita!

Minhas pernas bambearam e cai de joelhos contra o ladrilho do box. Ondas violentas de daquele prazer imundo, amaldiçoado, ainda corriam pelo meu corpo. Droga! Mas que inferno! Nunca tive um devaneio tão intenso, tão real. Estava com nojo, ódio de mim mesmo. Como, eu, um ser superior, me permiti chegar a esse ponto tão deplorável?! É vexatório demais, totalmente deprimente, ah, mas aquela maldita ainda me paga por isso, ela não perde por esperar!