Inimigo Oculto
1 Capítulo Ùnico
Posso sentir suas mãos geladas, tocarem o meu rosto enquanto durmo, seus olhos me observando atentamente enquanto ando pela cidade ou sua quente respiração durante a noite.
Algumas pessoas do trabalho não acreditam que eu estou correndo risco de vida, até fui levada a um especialista. Nenhum deles entendem contra o que eu estou lutando. A cada dia que acordo considero uma vitória da batalha que travo sozinha para me manter viva!
Quem seria o misterioso que me observa na escuridão, talvez Eduardo meu ex, que não se conforma com o fim do nosso namoro, ou o porteiro do apartamento, ele sempre foi tão carinhoso, e nunca deixei de notar o olhar malicioso que me lançava, até mesmo o morador do 305 podia estar atrás de mim, ele era estranho e vivia trazendo mulheres em casa, nunca a mesma sempre uma diferente, eu poderia estar sendo vítima de uma Serial Killer!
Nunca fui boba, estava pronta para qualquer uma das hipóteses. Enquanto dormia tive a mesma sensação da mão gelada tocando meu rosto, abri meus olhos e vi que não tinha ninguém no quarto, me calcei e fui dar uma olhada na casa, me surpreendi pois tinha faltado luz ‘’ uma ótima oportunidade’’ pensei, o mais estranho era que tínhamos gerador de luz e ele não estava ligado, parecia que essa falta de luz era proporcional, lá fora estava a maior tempestade, então se eu fosse sair ia pegar uma pneumonia ou uma gripe, ficar em casa me parecia o mais ‘’seguro’’, foi quando ouvi passos na sala, parecia que eu não estava sozinha.
Corri e tranquei a porta do meu quarto, pensei em ligar pra polícia mais eles estavam se recusando em ir em minha casa, devidos a antigos acontecimentos.
Devidamente essa luta era apenas minha, e eu estava de me esconder e viver com medo, a vida era minha e se alguém tem que ser responsável pelo corte de seu fio, devia ser feito por mim, e uma coisa eu tinha certeza que se essa pessoa entrasse em meu quarto, esses seria meu fim, só tinha uma coisa a fazer, fui a janela do meu quarto e abri, senti o forte vento gelado nos meus cabelos, gotas respingando no meu rosto. Uma sensação refrescante, tentei procurar por ajuda, mas ninguém ia me ouvir, definitivamente aquilo teria que ser feito, peguei um banco e sentei na janela ‘’ quando a morte bate em nossa porta, a única coisa que deve ser feita era... A mente de Alice se perdeu... Ela estava caindo... ‘’ fui jogada?’’ ‘’ Eu pulei?’’ Ela jamais iria descobrir terror de estar em queda livre que tinha a dominado, e em minutes ouve um silêncio eterno!
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