Ingrediente secreto
1 único
Os mugiwaras estavam desembarcados numa ilha e Sanji pediu para ficar no Sunny, porque pretendia testar uma nova receita.
Era uma receita que conseguira com o chef de Whole Cake e que chamou a atenção do cozinheiro, há tempos planejava fazer aqueles biscoitos, mas o ambiente do navio era uma bagunça e gastava a maior parte do tempo fazendo carne para o seu capitão. Apenas Nami e Robin que curtiam os doces (Chopper também, seu tarado!), e Sanji não via a hora de ficar em paz e lhes dar esses mimos.
Estava feliz na cozinha, misturando os ingredientes para a massa. Cantarolava e em alguns momentos imaginava as duas experimentando e o agradecendo com seus sorrisos tão belos. Quem sabe se apaixonariam por ele?
— Por que está rodopiando?
Aquela voz... Sanji reconheceria aquele timbre de longe, não acreditava que o marimo também ficara no navio. O cretino tinha uma expressão congelada, mostrando que ficara dormindo no ninho do corvo, quando todos partiram.
— A propósito, cadê a galera? — Seu tom de voz era despreocupado por conta do sono e avançou para a bancada em que Sanji fazia sua receita. Vendo uma forma de biscoitos já pronta, o marimo pegou um e mordeu.
"Quê?!" — Foi o que Sanji pensou, ele planejava que Nami e Robin fossem as primeiras a experimentarem a receita. E o que deu nesse marimo pra chegar tão perto da bancada atrás de um biscoito? Costumava não passar da mesa ou da adega e nunca pensou que logo um doce o faria passar dos limites.
— Doce.
— É claro, seu idiota!! São biscoitos com gotas de cacau!! E você saberia onde tá o pessoal se dormisse menos!! Não acredito que você tá...
O marimo coçou a cabeça, meio de saco cheio daquela tagarelice, e colocou um biscoito na boca de Sanji. Talvez assim, ele calaria a boca.
Sanji parou de falar na mesma hora e relaxou os seus ombros, esgotado com as brincadeiras do espadachim do bando. — Focê tá me firanto do fério!!!
Zoro deu uma gargalhada gostosa, de mão na barriga e tudo mais. Sanji continuava com o biscoito na boca e pensou que o marimo ficava bem quando tirava aquela expressão tão carrancuda do rosto.
Os desafios no Novo Mundo eram mais difíceis e de alguma forma, Zoro passou a levar as aventuras como testes de sobrevivência. Até mesmo implicava menos com ele. Portanto, ficava feliz em vê-lo se soltar mais, mesmo que estivesse rindo de sua cara.
— Focê fifa bem rindo.
Ambos congelaram, um pelo que disse e o outro pelo que ouviu. Zoro resolveu tirar o biscoito da boca de Sanji. — O que disse cozinheiro?
Corado, voltou-se para os preparos da massa depois de pigarrear. — Marimo, você tá tomando meu tempo e a adega fica ali, esqueceu?
A ideia de Zoro perder o caminho até para o saquê era engraçada.
— Claro que não, eu conheço muito bem sua cozinha.
Ficou constrangido novamente, se lembrou de uma vez que Zoro se perdera indo atrás da oficina de Franky ou na biblioteca de Robin, mas nunca se perdeu pra ir atrás da sua cozinha.
— Claro, você vem aqui o tempo todo, como todos. Afinal, é aqui que comemos e até fazemos reuniões e, claro, aqui tem o saquê.
Não era como se fosse especial, mas é que todos frequentavam bastante a cozinha.
Zoro comeu o biscoito todo babado de Sanji, que ainda tinha em mãos, e não sentiu nojo. O outro abriu os olhos, enojado, planejava comer aquele biscoito para não desperdiçá-lo, e o marimo não precisaria ter feito o que fez.
— Agora me pareceu mais gostoso. — Lambia os lábios com uma certa volúpia, que fez Sanji largar a prataria e se congelar na cozinha. O marimo se aproximou e segurou sua cintura.
— O que acha que está fazendo?! — Disse ao sentir o toque.
Não respondeu, apenas deu um cheiro na curva de seu pescoço e parou no pé de seu ouvido. — Só quero sentir mais uma vez o sabor que o tornou mais gostoso.
O cozinheiro tinha o corpo todo arrepiado e ele não acreditava que Zoro se referia ao gosto de sua boca. — M-Marimo... — Não conseguiu dizer para se afastar, quando sentiu o outro braço dele lhe envolver, puxando para mais perto.
Zoro o beijou, de uma forma sedenta, como se sentisse fome. Ele estava disposto a sentir o ingrediente secreto que deixou um doce ser comestível e quem sabe se sentir saciado. Sanji respondia com o mesmo tesão, seus braços rodavam o pescoço dele, e a blusa social de mangas dobradas mostrava o branco de sua pele ficando vermelha.
Seus dedos acariciavam o cabelo do outro. Suas mãos circulavam as costas do outro.
Sanji sabia que seu rosto estava rubro de vergonha por estar tão entregue, mas o sabor do marimo era melhor do que dos biscoitos, e essa receita nunca conseguiria copiar por mais que experimentasse.
Se separaram para respirar e voltaram. Sanji sentiu a ereção do marimo se esfregando na sua e a única coisa que pensava era que aquele carrancudo era um tremendo de um safado.
Estava preocupado atoa.
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