Ingleses também matam
9 A revelação - Capítulo final
Notas iniciais
Todos estavam reunidos na sala, ansiosos pelo resultado final da investigação de Jennifer. O cheiro do corpo de Hillary já estava começando a se intensificar, então eles não poderiam passar mais um dia naquela casa. Apesar de todos estarem chocados e entristecidos, naquele momento, a curiosidade dominava suas mentes. Jennifer estava arrasada, mas ostentava um sorriso orgulhoso no meio de uma casa em luto.
–A primeira coisa que eu devo dizer, meus amigos... — Jennifer começou – É que do ponto de vista psicológico, realmente só havia um assassino. Mas do ponto de vista técnico, havia dois. Irei contar para vocês a versão do primeiro ponto e provar que a mesma pessoa que matou Hillary matou Henry também.
–Espera aí! — Thomas interrompeu – Vou pegar o chá que eu fiz para nós. Temos que tomar algo enquanto ouvimos a história. — De alguma forma, ele não parecia tão arrasado quanto antes.
Ele se levantou e se dirigiu à cozinha. Enquanto isso, Jennifer ficou esperando, tentando tirar o sorriso do rosto. Sua expressão tornou-se ligeiramente travessa.
–Como consegue falar tão naturalmente? — Albert perguntou. — Estamos falando do assassinato do meu melhor amigo.
–Se estivesse no meu lugar, estaria radiante também, Albert. Mas acredite, estou mesmo muito triste, só não me faça perder o pique.
–Não parece triste. — Comentou Darla – Mas bancar a espertinha com certeza deve ser melhor do que fingir que sente muito.
–Com certeza, fofinha. — Jennifer respondeu, com ironia. De repente, ela se arrependeu de ter tido pena de Darla na noite anterior — Thomas, traga logo esses chás!
O rapaz apareceu com uma bandeja com oito xícaras de chá. Retirou uma para ele mesmo e distribuiu as outras, alertando que estava quente. Se sentou no sofá novamente, então Jennifer gritou como nunca havia feito.
–Não encostem essa xícara em suas bocas! — Havia até certa raiva em sua voz, que desfez o sorriso. — Não antes de eu terminar a história. Eu não tenho medo de bater em quem ousar beber isto.
Todos hesitaram e deixaram as xícaras de lado, voltando a atenção para Jennifer. Albert limpou uma lágrima e ouviu a irmã.
–Bem... a primeira coisa que vocês devem saber é que Hillary não foi assassinada. Ela se assassinou.
Um murmúrio geral tomou conta da sala.
–Você quer dizer... que ela se suicidou? — Katherine perguntou, muito pálida.
–Acho que “se assassinou” é um pouco mais leve, apesar de gramaticamente incorreto, mas entenda como quiser.
–Jenn, eu acho que você ainda está em choque... é melhor ir para seu quarto e descansar. — Lily aconselhou.
–Nunca tive tanta certeza do que estou falando, pequena Lily. — Jennifer contestou, continuando a história. — Imaginem a cena comigo: era a noite de ano novo e quase todos estavam bêbados e capotados de sono, com exceção de Hillary, Thomas e Katherine, que supostamente passaram a noite dando conselhos para ela, até irem dormir.
–Mas eu juro que isso é verdade, Jenn. — Katherine rebateu.
–Não estou dizendo que mentiram, mas... não foi só isso que aconteceu naquela madrugada. Agora, vamos... preciso que todos vocês imaginem a cena. Fechem os olhos e escutem o que eu vou falar.
–Flashback-
Thomas havia levado o seu colchão para o quarto de Hillary e Katherine, a fim de passar a noite com a melhor amiga. Ele a encontrou escrevendo em um caderno. Assim que ele se aproximou, ela fechou o mesmo bruscamente para que ele não lesse uma só palavra. Tudo seria revelado mais tarde.
Eles conversaram sobre Henry e Hillary jurou vingança. Ela estava com raiva e chorando ao mesmo tempo. Até então, eles ficaram discutindo. Katherine não mentiu ao dizer que eles foram se deitar às 3h42min da manhã. Por volta das 4h30min, a ruiva olha para os amigos dormindo e se levanta lentamente. Ela vasculha sua mala e de lá, retira um vidro de perfume de dentro de uma caixa.
Arrancando uma das páginas de seu “diário”, ela espirra nesta a substância dentro do frasco: clorofórmio. Como filha de dois engenheiros químicos, não teria sido difícil para ela conseguir aquela mistura sedativa. Ela coloca uma pequena quantidade próxima às narinas dos amigos e eles desmaiam no meio do sono.
Tendo consciência de que eles não veriam nada, a ruiva acende as luzes e termina de escrever algo em seu diário. Ela amassa o papel com clorofórmio e arranca os papéis com escritos, fazendo o mesmo com eles. Então... ela esconde ambos num lugar que ninguém além de Thomas tentaria procurar: dentro da sua cueca. Isso explica a coceira que ele sentia no outro dia, resultante de uma reação de sua pele ao líquido tóxico.
Em seguida, ela amassa alguns comprimidos de sonífero, formando um pó, e os coloca em um saquinho plástico, assim como ela faz com alguns comprimidos de um remédio estranho que mantém as pessoas acordadas. Todos esses medicamentos estavam escondidos em caixas de outras substâncias como dipirona (para dor e febre) e Atroveran (para cólicas). Ela esconde os dois saquinhos com o pó mortal no bolso do shorts de Thom. Finalmente, abre a porta do quarto, saindo com o vidro de perfume nas mãos.
Sabendo que ninguém estaria acordado àquela hora, ela desce as escadas, passa pela cozinha, silenciosamente retira a faca de carne do faqueiro e abre a porta que leva para a garagem. Ali, onde ninguém poderia vê-la ou ouvi-la, ela retira a própria blusa, enrola o vidro de perfume nela e o quebra batendo no chão e abafando o som com a roupa. Ela acidentalmente se corta com os cacos enrolados e acaba sujando a blusa de sangue, isso explica porque aquela mancha não parecia ter saído do ferimento com a faca.
Ela cuidadosamente faz contusões em si mesma, se arranhando, se mordendo e se socando. Para finalizar, ela pega um dos cacos de vidro e corta os braços e o abdômen com eles. Por isso, os ferimentos não eram tão profundos. Ainda pingando sangue, ela vai até o lixo e o revira, jogando os cacos de vidro em momentos aleatórios, acreditando que ninguém notaria. Só que as marcas de sangue perto do lixo a denunciariam mais tarde.
Para finalmente concluir o seu plano, ela fecha aquela mesa dobrável que nós colocamos na garagem, coloca o cabo da faca no espaço entre uma parte da mesa e outra e então usa aquilo como suporte para que a arma não caísse. Hillary então toma velocidade e corre na direção do objeto pontiagudo, que perfura sua costela e sai do suporte, ficando atravessado nos pulmões dela. Isso explica porque a madeira da mesa estava lascada. Finalmente, temos um corpo sangrando jogado no chão... um corpo que não foi assassinado. O corpo de uma garota depressiva, que não tomou nenhum remédio.
–Fim do Flashback-
Todos encaravam Jennifer, pasmos com aquela explicação e mais pasmos ainda quando viram que fazia sentido. Um suicídio era a única coisa que poderia se encaixar nas cenas daquele suposto assassinato. Mas isso era só a parte de Hillary, logo; todos queriam saber como Henry foi morto e porque ela disse que a mesma pessoa que matou a ruiva, também matou o ex-namorado dela. Se Hillary foi assassina dela mesma, como poderia ter sido ela a assassina de Henry?
–Jennifer, você está ficando louca. — Thomas disse, debochando da cara dela. — Por favor, vamos tomar o chá.
–Não tomem o chá! — Jennifer gritou de novo. — Eu já disse que estou disposta a bater em quem ousar fazer isto.
–Tudo bem, Jennifer, mas você está acusando o meu amigo de alguma coisa. — Katherine reclamou – Então termine essa história esquisita logo.
–Não é esquisita, você só tem medo de admitir que faz sentido. — Jennifer rebateu. — Mas tudo bem, vamos agora ao assassinato de Henry.
–Eu não quero ficar aqui para ouvir você me acusando de coisas que eu não fiz! — Thomas gritou, ficando em pé com muita raiva – Eu vou para o meu quarto.
–Albert e David, segurem ele no sofá! — Jennifer pediu e os dois a obedeceram, o segurando pelos ombros enquanto ele tentava se livrar das mãos dos garotos, que o prendiam pelos braços e ombros.
–Agora, vamos imaginar novamente e se Thomas der mais trabalho, façam ele beber o chá. — Concluiu a garota.
–Flashback-
No outro dia, Thomas acorda muito tarde, assim como Katherine, o que era efeito do desmaio provocado pelo clorofórmio. Assim que ele se levanta, desce as escadas muito assustado, mas... como ele poderia estar assustado se ele supostamente não sabia da morte de Hillary? Bem, acontece que quando ele acordou, ele sentiu a sua região pélvica coçando e alguma coisa o incomodando dentro da cueca. Rapidamente, ele retirou os dois papéis de lá. Pegou o que tinha as inscrições de Hillary e o leu. Era um plano para se vingar de Henry e a comunicação de suicídio dela.
Quando ele chega na sala e vê os outros pálidos de medo e nojo, já sabe que era verdade. Ele corre para a cozinha, onde Jennifer havia acabado de entrar, após analisar os rastros de sangue e encontra o corpo da amiga morta. Imediatamente, ele reage assim como os outros... seu rosto fica esbranquiçado, a pressão dele cai, ele sente vontade de vomitar, chora, etc. Toda aquela depressão foi o que o incentivou a seguir o que Hillary pediu.
Ele foi a última a pessoa a tomar banho naquele dia, foi nesse momento que ele retirou os dois papéis da cueca e os colocou debaixo do chuveiro. Foi os picando e jogando pelo ralo. Ele poderia ter feito isso no vaso sanitário, mas talvez o papel não descesse e ele é fresco demais para colocar a mão naquela água. Ele só se descuidou e deixou pequenos pedaços irem para baixo do box e Jennifer os encontrou quando foi tomar banho logo depois dele.
Na hora do jantar, ele se lembra das inscrições da ruiva.
“Na primeira refeição após a minha morte, você deve ir até a cozinha e 'auxiliar' quem quer esteja lá (mas provavelmente será Kath, ela nunca vai notar suas intenções). Na hora de temperar a comida, dê um jeito de fazê-la errar e deixar o gosto da refeição mais forte do que deveria ser. Faça os pratos e despeje uma parte do pó sonífero no arroz de todo mundo e misture, menos o de Henry. No dele, você deve colocar o remédio que mantém acordado.”
Assim, ele o fez. Quando Katherine se virou para procurar algo na geladeira, ele despejou mais tempero artificial no risoto. Sabendo que ninguém estaria disposto a comer, ele se oferece para colocar os pratos e levar para a sala. Assim que ele se vê sozinho na cozinha, ele rapidamente coloca os remédios nos pratos de todo mundo, entrega a comida e todos comem. David nota que o gosto está forte, mas mesmo assim, todos comem, com exceção de Darla, que preferiu deixar a comida de lado. O último prato que ele entrega é o de Henry.
Logo os soníferos fazem efeito e todos vão para a cama. Somente Henry, Thomas e Darla não tinham sono naquele momento, mas mesmo assim, ele finge ir para a cama também. Assim que ela entra no quarto, começa a procurar o remédio que deveria tomar antes de dormir (por causa do que Henry fez com ela). Não estava lá, porque Thomas havia o jogado fora. Desesperada, ela pergunta se ele os viu, mas ele nega e pergunta para que serviam. Ela mente dizendo que era para dor de cabeça, então o prestativo Thomas diz que ele pode dá-la uma aspirina.
Ela agradece e toma o tal remédio do rapaz, que na verdade não era aspirina, mas sim, um dos comprimidos de sono de Hillary. Ele conta meia hora em sua cama e se levanta, para ir atrás de Henry. Enquanto todos estavam dopados, ele sobe as escadas silenciosamente e abre a porta do quarto de Hillary, onde Katherine dormia sozinha. Ele se lembra de mais um trecho da carta de Hillary.
“Quando todos estiverem dormindo, vá para o meu quarto, use a escada da sacada e a suba até o telhado. Henry estará lá, porque a Jennifer disse para ele no primeiro dia que ele poderia ir ali quando não conseguisse dormir e também disse que só dá para ouvir alguma coisa no quarto de Albert. Então se ele falar alto e alguém ainda estiver acordado, não ouvirá, a menos que sejam Jennifer ou Albert.
Na minha mala, há um recipiente com clorofórmio. Encontre algo para colocar o líquido, arrume também pano qualquer e o molhe com a substância quando estiver no telhado. Lembre-se que é muito volátil, então aja rápido. Se aproxime de Henry e coloque o pano no nariz dele, ele desmaiará. Pegue-o de surpresa, do contrário, ele vai reagir e você não vai resistir à força dele. “
Naquela tarde, Katherine havia tomado um leite fermentado, então ele provavelmente disse para ela que jogaria a caixinha fora, mas na verdade, ele a usa para colocar o clorofórmio. Thomas vasculha a bolsa da ruiva e encontra um vestido branco de algodão, muito frágil. Com a força das mãos, ele rasga um pedaço do vestido e faz um barulho um pouco alto demais. Isso não acordou Katherine, mas fez com que ela sonhasse que alguém estava tentando rasgar suas roupas. Finalmente, ele sobe pro telhado com a tira do vestido e confere se Henry está ali. Obtendo resposta positiva, Thomas se aproxima, molha o pano e o na boca do rapaz. Ele desmaia.
Ele rola o corpo desmaiado de Henry pelo telhado e o joga no chão. Thom então lança o rapaz da sacada e ele cai na grama, por isso não havia sinais de contusões graves no corpo dele, além do estrangulamento.
Lembrando da história do ladrão que tentou assaltar aquela casa, o cúmplice desce a sacada pela calha e pega Henry no colo. Afinal, ele não aparenta, mas é muito forte e isso foi comprovado quando eles precisaram trocar o botijão de gás. Ele corre para a praia com a sua vítima e o deita na areia, como se ele estivesse tomando sol. Então, ele pega as mãos de Henry e as coloca no próprio pescoço dele, parecendo que ele havia se enforcado de propósito. Faz força por alguns minutos, até não sentir mais a pulsação do rapaz. Muito esperto, porque sabia que o tamanho das marcas só se encaixariam com as mãos do próprio Henry.
Quando ele estava morto, Tommy até tentou jogar o vestido e a caixa de leite fermentado no mar, mas como ambos eram muito leves, acabaram aterrisando ao lado do pé de Henry, mas Thom estava tão preocupado que simplesmente saiu correndo sem olhar para trás. Ele sobe até a sacada do mesmo modo que desceu, vai para o telhado, entra no quarto de Hillary, procura um papel e escreve um recado com a caligrafia de Henry, que ele havia reconhecido de uma lista de compras dentro do diário de Hillary.
“Fui tomar um ar.”
Ele repete o caminho anterio, pelo telhado, até o quarto de Albert, deixa o papel no travesseiro e então, sem fazer barulho, volta para o seu quarto usando o mesmo caminho e dorme como se nada tivesse acontecido. Toda essa perambulação no teto quebrou algumas telhas da casa, mas ele achou que ninguém ia notar. Infelizmente, a chuva o denunciou. No outro dia, todos acordam cedo, menos Darla... que foi quem recebeu a maior dose de sonífero.
–Fim do Flashback-
–E foi assim, meus amigos, que mesmo morta, Hillary matou Henry. — Concluiu Jennifer – Ela só usou a devoção de Thom para isso.
Ninguém comentou nada. Até mesmo Thomas já havia parado de se debater. Ninguém sabia o que dizer naquele momento. Darla, que era a que menos se importava, foi a primeira a soltar a voz.
–Ah, que bom que não fui eu. Agora eu vou dormir. — Ela disse, se levantando.
–Não! — Disse Jennifer – Eu gostaria de provar só mais uma coisa, por favor, querida.
Darla revirou os olhos e se sentou novamente.
–Vai demorar?
–Não... você só precisa tomar o seu chá. Um gole será suficiente.
–Eu não gosto de...
–Eu mandei tomar o chá. — Jennifer falou, pausadamente.
Ela bufou e tomou um gole do chá, imediatamente, ela engasgou e seus olhos lacrimejaram.
–Eca... tem um... — Uma tosse muito forte a interrompeu – Gosto amargo, eu quero... vomitar!
Assim que ela ficou em pé, para correr até o banheiro, suas pernas bambearam e ela caiu no meio da sala, desacordada. Jennifer sorriu, satisfeita.
–Pelo menos assim ela cala a boca. — Comentou a detetive.
–Jenn! Ela está morta? — Perguntou David, assustado.
–Claro que não. Ela está dormindo. Todos os chás tem um pouco do comprimido que ele deu para Darla... menos o dele. A intenção era fazer todos dormirem antes que eu contasse alguma coisa, então era só fazer comigo algo parecido com o que ele fez com Henry... isso salvaria a pele dele. Pena que seu plano falhou. Aliás, que falta de criatividade que vocês tem! Tudo só funciona com sonífero.
Thomas estava vermelho de raiva. Não tinha mais o que fazer, afinal; tanto o seu plano quanto o de Hillary foram desmascarados. O restante das pessoas que não estavam em estado de choque esperavam alguma decisão vinda de quem havia descoberto tudo.
–Peter, você que sempre quis provar que é homem de verdade... prenda ele numa cadeira com... hã... — Jenn precisou pensar no que poderia usar – Um varal de ferro que está no armário lá de fora.
Peter se levantou lentamente e saiu da cozinha, atrás do que Jennifer havia pedido. No fundo, ela tinha razão, ele estava provando para si mesmo que não era medroso.
–David, assim que Peter o prender, por favor, amarre as mãos dele com qualquer coisa que você achar. — Jennifer pediu. — Albert, faça o mesmo com os pés e se possível, amordace ele com a tira que ele usou para desacordar Henry. Você sabe o plano.
Por fim, Jennifer suspirou e se sentou no sofá. Finalmente, ela havia descoberto quem havia matado o cara que ela gostava, mas logo a satisfação voltou a dar seu lugar para a tristeza.
…
Pela noite, ninguém além de Darla dormiu bem. Jennifer foi para o telhado, no mesmo lugar onde seu futuro amor foi morto. Ficou encarando o mar e principalmente o lugar onde ela encontrou o corpo dele. Como alguém tinha coragem de fazer aquilo com alguém como Henry?
Enquanto a garota pensava naquilo, Albert subiu a escada, procurando a irmã. Sentou-se ao seu lado e a abraçou. Finalmente alguém havia se importado em oferecer um abraço onde ela pudesse chorar em pé. Sem precisar explicar nada, ela se agarrou ao tronco do irmão e molhou todo o seu peitoral com lágrimas de luto.
–Thomas vai pensar duas vezes antes de tentar matar alguém. Acho que aqueles socos deram um jeito nele. — O louro comentou, mostrando os punhos fechados.
–Albert, só um idiota como você poderia ter a ideia de vir pra cá, pra essa praia. — Ela disse, ainda chorando.
–A culpa não é da casa, é que nós convivemos com um bando de ingleses que não tem elegância nenhuma. — Albert disse, com voz triste, mas ainda com seu típico tom de ironia. — Nem parece que viemos de um país tão... fino ou de famílias tão ricas.
–Nosso povo não é tão perfeito assim... — Jennifer disse, depois de alguns minutos. — Sabe, mano... ingleses também matam.
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