Influence
4 Half In, Half Out
Ninguém da seus primeiros passos em um lugar novo ja sabendo se eles vão ser populares ou bem sucedidos, ou mesmo lembrados. É uma série de eventos que podem levar você por caminhos diferentes, e você toma a decisão de ocultar ou florescer. Se eu tivesse que escolher, me ocultar seria a alternativa mais viável e altamente aceitável para me tirar do centro das atenções. Eu nunca quis nada disso.Mas Santana, era completamente diferente. E o que Santana queria, Santana conseguia.
Santana queria ser popular. Até aquele momento, nós tínhamos vivido uma existência bastante tranqüila. Desde o dia que ela me puxou para fora da lama, até que passou o dia de inscrições no primeiro ano da folha, éramos inseparáveis. Ela fez uma observação: vestir um uniforme significava para todos ao seu redor que você devia ser respeitado. Você tinha ganhado algo que era inatingível para a maioria dos outros, e com isso veio o status.
"Olhe para esses caras no Exército", comentou em um dia ocioso durante o verão entre a oitava série e o ensino médio. Ficamos deitadas na cama elástica no quintal de sua casa, observando as nuvens passando lentamente através do céu como as folhas em rios.Passamos muito tempo assim, só que, conversando. Era difícil para mim me concentrar em uma atividade por muito tempo, e conseguir seguir com ela, e Santana estava confortável sentada comigo. Não havia ninguém por perto para impressionar, e eu percebi que ela estava tentando com muita força de vontade, impressionar até o final do ano letivo. Como nós estávamos lá, com a minha cabeça nos pés dela e ela igual a mim, com os dedos entrelaçados casualmente, ela tentou me ajudar a ver que vestir um uniforme seria bom para nós duas. "Você vê um soldado na rua e respeita ele , certo? Ensino médio é a mesma coisa. Meu primo tinha uma dessas jaquetas com as letras sobre ele, quando ele jogou futebol para McKinley e ele era, tipo, o cara mais popular na escola, e tudo isso só pela jaqueta.
"Será que eles dão armas aos jogadores de futebol?"
Levou muito tempo no ano anterior até que conseguissem regular minha medicação na medida certa, para um ponto onde eu já não andava como um zumbi, mas mesmo assim, ainda havia momentos em que eu me desligava totalmente de tudo a minha volta. Meio termo, é o nome que Santana dá a esse meu estado. Eu ainda tinha dificuldade em detectar qual o momento em questão.Geralmente quando eu estava recém medicada, eu perdia coisas, perdia o caminho e até mesmo errava a porta. Mas quando o efeito passava, eu estava propensa a pânico ou paranóia depois de perder essa sensação efêmera de ser leve e fora de mim. Ela foi muito paciente comigo, e agora, ela levantou a cabeça e apoiou-se nos cotovelos, sorrindo calorosamente para mim.
“ Meio termo ou final, B?”
Eu pensei nisso por um momento. "Meio termo", eu disse, finalmente,ainda olhando para as nuvens. "As coisas estão mais claras agora, vai melhorar em poucas horas."
Seu polegar acariciou o topo da minha mão confortavelmente. "Ótimo. E sem armas. Torcer é só uma dança, mas do lado de fora do campo de futebol. Você gosta de dançar, Britt. Eu estive em suas apresentações. E você é muito boa. Eu juro, se as coisas funcionarem e entrarmos nas Cheerios, nós nunca mais teremos que nos preocupar com alguém rindo de você no refeitório.”
"Eles não riram mais, desde que você bateu no Finn e no Puck".
"Ensino médio é diferente", ela disse, sua voz mudando. Ela estava nervosa. Ergui a cabeça e olhei para ela. Ela estava mordendo o lábio, suas sobrancelhas franzidas. "Temos que começar do zero lá,ninguém sabe sobre o que eu fiz com Finn e Puck. Eu não posso ..."
Me sentei e cheguei mais perto dela, os nossos pés se tocaram quando o trampolim pulou em baixo de nós. "Não se preocupe, San. Quem se preocupa com eles? Você tem a mim."
Ela deu um leve sorriso. "Eu sei, B. E você tem a mim, sempre.Mas às vezes isso não é suficiente."
Ela não largava da minha mão, mas senti uma necessidade imediata e esmagadora de me soltar dauqele aperto. Eu apertei meu maxilar e sentei corretamente, olhando para a mão dela na minha. Eu me sentia tão bem daquela forma a alguns momentos atrás. Mas agora, de alguma forma, eu não aguentava. Meu peito doía.
"Não fica assim", ela repreendeu, sentindo-me tensa ao lado dela."Eu quis dizer que... não podemos ser apenas nós no colegial. E ... a menos que você faça parte de um grupo, você não é nada."
"Nós não somos nada", eu olhei para ela, desesperada. "Você é tudo para mim, e eu sou tudo para você. Você disse. Pra sempre, lembra?"
"Está tudo bem", ela me acalmou, se inclinando para encostar a sua testa na minha. "Eu nunca vou te deixar. Mas nós não vamos sobreviver por nossa conta. Quinn pode..."
"Quinn? San, ela é terrível. E-Ela está sempre falando de Jesus e-e-e igreja e ela me trata como se eu fosse um bebê. Eu nã-não posso...”
Pânico. Eu senti ele se instalar no meu peito, sabendo que as coisas iam mudar. Não havia nada que eu pudesse controlar, a mudança era inevitável. Mas nunca esperei que as coisas mudassem com Santana. Senti sua respiração no meu rosto enquanto ela me observava, vendo meus olhos se arregalaram e minhas costelas começam a se expandir e contrair rapidamente. Ela me abraçou com força e me puxou em seu colo enquanto eu cedi infelizmente, tentando controlar a restrição em meu peito.
"Eu vou fazer isso", disse ela com firmeza, acariciando meu braço, seus lábios no meu ouvido. "Precisamos disso. Eu preciso disso. Eu não serei aquela garota estranha que só sai com seu melhor amigo."
Houve uma ligeira hesitação, e eu senti seus braços me apertar ao redor antes de falar novamente. "Eu te amo, B. Mas é preciso conhecer novas pessoas. O ensino médio vai ser difícil,se for só nós duas. Cheerios vai facilitar as coisas."
Eu já estava mais calma, mas não feliz. Deixei ela me segurar um pouco mais antes de sentar e me afastar, me ajustei de um modo que não estávamos mais nos tocando. Ela franziu a testa quando eu fiz isso, em algum lugar entre magoa e irritação. Eu cruzei meus braços sobre o peito e deitei para olhar para as nuvens novamente.
"Tudo bem", eu disse depois de alguns minutos de silêncio. "Mas eu não estou fazendo isso porque você quer que eu faça. Eu quero dançar.Eu prefiro dançar com você, no entanto. Só por isso".
Ela se arrastou para perto de mim e jogou as pernas sobre meu corpo, até q as coxas estavam rodeando meu quadril. Ela fezia muito isso quando ela estava tentando fazer minha cabeça, porque por algum motivo eu nunca poderia dizer não quando ela estava em cima de mim. Ajoelhou-se ali, as palmas das mãos em ambos os lados da minha cabeça quando ela se curvou sobre mim, sorrindo.
“Você não vai se arrepender, B.”
E então, pela primeira vez, ela me beijou.
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