Influence
22 Devil's Advocate Part III
Notas iniciais
"Uh, obrigada", eu disse, hesitante em chegar perto dela. "Eu devo ter esquecido."
"É claro", respondeu ela friamente, tirando a mochila fora do meu alcance. "Depois de sua pequena performance com Finn, eu tenho certeza que você tinha outras coisas em sua mente."
Merda.
“Eu não sei sobre o que você esta falan-“
"Não se faça de idiota, Britt," ela me cortou, colocando a mochila para baixo e ficando de pé. "Eu teria esperado isso de Santana, mas não de você. Nunca de você."
Ela, obviamente, sabia que algo estava acontecendo, mas a extensão de seu conhecimento ainda era suspeita. Foi o suficiente para fazer minhas mãos tremem. Eu desejei que eu não tivesse enviado Santana à frente. Ela saberia lidar muito melhor que eu com a situação.
"Quinn, por favor", implorei, não sabia outro jeito de me defender. "Eu não sei o que você acha que está acontecendo, mas não é o que parece."
"Quando se trata de Santana, eu realmente não tenho ideia do que poderia estar acontecendo", ela respondeu, aproximando-se e colocando uma mão protetora sobre sua barriga crescente. "Mas eu vi o que aconteceu com o Finn agora a pouco, e eu posso fazer algumas suposições. Presumo que Santana está fazendo um jogo com Finn para apaziguar Sue. Para buscar o meu lugar como chefe de torcida. Mas o que eu não entendo é por que você está envolvida, Britt. E por que ela continua olhando para você como se você fosse quebrar. Sei que você é a melhor amiga dela. Eu sei que sempre fui a segunda opção, mas eu pensei que eu teria um pouco mais lealdade do que isso, mesmo depois que o bebê ... "
Ela estava parcialmente certa, sobre Santana, Finn e Sue, mas ela se enganou quando pensou que as intenções de Santana eram egoístas. Não, era evidente somente para mim que Santana estava nisso por mim. Para me proteger. Mas eu não poderia dizer a Quinn. Ela também estava parcialmente certa sobre a nossa lealdade minguante. Após Babygate, como Mercedes chamava, Santana e eu tínhamos evitado ela, como se gravidez fosse uma doença contagiosa. E isso tudo foi por que ela havia falhado conosco. Ela falhou com Santana por não ser uma boa líder, e ela falhou comigo provando que todos os valores sagrados que ela possuía não passavam de uma farça.
Mas agora, aqui estava ela, o brilho da gravidez substituído por uma raiva acumulada com a revelação de que estávamos — em sua opinião — tentando roubar seu homem. Porque não importa o que ela tentasse dizer a si mesma ou a qualquer outra pessoa, ela ainda amava Finn até as profundezas de sua alma.
"Quinn, sério," eu disse lentamente, minhas mãos e minha cabeça submissamente, como se você estivesse fugindo de uma leoa faminta. "Você não tem ideia do que está acontecendo. Mas você tem que confiar em mim que isto não é o que parece. Eu não posso explicar agora. Gostaria de poder. Deus sabe que eu quero. Mas isso envolve tanto eu quanto Santana, e não tem nada a ver com você. Juro. Por favor. Você tem minha palavra."
Seus olhos se estreitaram, mas não de uma forma que possa ser interpretada como uma ameaça. Em vez disso, ela olhou curiosa, como se ela estivesse mais interessada em realmente ouvir uma história do que tentar arrancar algo mais de mim.
"Você não é a mesma garota que entrou nessa escola no ano passado, não é?" ela perguntou, chutando minha mochila para mim e cruzando os braços sobre o peito. A ação enfatizou sua barriga inchada, e por um momento eu deixei cair minha guarda, vendo-a como uma ameaça menor, quando ela parecia tão... Materna.
"Eu não sei quem eu sou," eu respondi, pegando a mochila e atirando-o sobre meu ombro. "Não mais."
Deixei-a ali sozinha na sala do coral e corri o mais rápido que pude para o ginásio. Santana estava lá, fazendo o alongamento no centro da quadra de basquete com um amontoado de pessoas vestindo branco e vermelho a rodeando. Ela olhou-me quando entrei, e a carranca que ela tinha levado quando ela gritou a contagem caiu em um sorriso aliviado.
"Brittany!" A euforia de estar longe de Quinn, tão perto de Santana, onde havia menos segredos, foi rapidamente destruída quando Sue gritou com raiva. "Você está atrasada! Trinta voltas, agora!"
Qualquer outro dia, essas 30 voltas teriam me chateado, mas era tão incomodamente familiar, que já não fazia diferença. Agachei-me para verificar se meu cadarço estava certo. Comecei devagar, me esquecendo por um momento que precisava dos comprimidos, que eu precisava de Santana, mas não havia nada a não ser o som dos meus próprios pés contra o chão de madeira e meu próprio pulso latejante na minha jugular. Mesmo correndo em círculos, eu me perdi. Não estava prestando atenção, não via necessidade em analisar os movimentos como esquerdos e direitos, ou um pé após o outro.
Correndo, como se estivesse dançando já era uma droga.
Perdi a conta de quantas voltas eu tinha feito quando Santana se aproximou de mim. Ela trotou, com os braços dobrados nos cotovelos enquanto as mãos penduradas nos pulsos estavam frouxas. Postura de uma perfeita corredora. Ela nem parecia sem fôlego quando ela piscou para mim.
"Você se perdeu no caminho de volta?" ela sussurrou enquanto dobrava a esquina longe do resto do Cheerios que estavam ensaiando. "Não se leva tanto tempo para achar uma mochila."
"Não", eu bufei, minhas bochechas coradas com o esforço de falar. "Quinn. Ela me pegou na sala do coral. Perguntou-me sobre você. E Finn." Eu mantive minhas frases fragmentadas, não era capaz de me manter concentrada em correr enquanto ela me distraia. Eu só piorei a situação, dizendo sobre o confronto de Quinn.
"O que?" Ela se aproximou mais alguns centímetros e apoiou a cabeça mais perto do meu, mas manteve os olhos treinados na linha que estávamos seguindo. "O que você disse a ela, B?"
"Nada." Eu senti meus pulmões começam a queimar e me arrependi de perder a conta de quantas voltas eu tinha feito. "Ela está com medo. Só isso."
"Tweedle Dee! Tweedle Dum!"
Sue gritou no fim da quadra.
"Voltem para a formação! Não tenho tempo para que vocês façam tranças uma no cabelo da outra, enquanto você toma seu passeio de lazer. Minha mãe, a famosa caçadora de nazistas, podia correr mais que vocês em sua scooter Rascal."
"Você vai explicar o que você quer dizer com ‘ela só está com medo’mais tarde, certo?" ela murmurou quando nós atravessamos o ginásio e pegamos nossos pompons. "Por que isso está assustando a mim, Britt. Eu não gosto disso."
"Está tudo bem", eu disse, entrando em posição à frente do bloco e segurando meus pompons para frente, pronta para começar o treino. "Eu prometo. Por enquanto está tudo bem."
Eu adicionei o "por enquanto" porque eu honestamente não poderia dizer-lhe como as coisas seriam amanhã, ou na semana seguinte, ou no mês seguinte. Mas, naquele momento, as coisas estavam indo bem. Estávamos no treino Cheerio. Estávamos no controle. Nós tínhamos o controle. Nada fora do ginásio que importasse. As coisas mais importantes do mundo eram concluir o treino com perfeição e agradar a Sue. Era confortável, e funcionou. E por duas horas, não precisamos nos preocupar com família, Finn, Quinn, remédios, Courtney ou lição de casa.
Eu dancei, eu balancei, eu assisti Santana fazer o mesmo que eu em sua saia reveladora. Era para mim da mesma forma que glee era para ela. Ela nunca foi apaixonada por Cheerios, mas ela era boa, então aceitou. Glee, por outro lado, deu-lhe um novo sentido para auto-expressão que a rigidez da torcida nunca poderia proporcionar. Ela precisava de liberdade, ela amava musica do mesmo modo que eu amava a dança. Se eu tivesse paixão por alguma coisa, era a dança. E Santana. E Cheerios combinou o melhor desses dois mundos. Isso me manteve sã quando tudo dentro de mim estava em constante caos. Cheerios era nada se não consistente.
"Basta!" Sue gritou no megafone. "Se eu quisesse assistir a um grupo de primatas transando, eu teria recrutado os babuínos do Zoo de Cincinnati para fazer este treino. Eu nem consigo olhar para vocês. Para o chuveiro!"
O grupo se dispersou rapidamente, deixando Santana e eu sozinhas no vestiário, enquanto nos preparávamos para o nosso encontro com Finn. Se ela estava preocupada com isso, ela não se deixou demonstrar, e se despiu de seu uniforme em um silencio desconfortável. Sem ninguém por perto, não havia necessidade de modéstia, e ela não se incomodou em pegar uma toalha. Talvez fosse a endorfina do treino. Talvez tenha sido a constatação de que eu não havia tocado-a dessa forma a tanto tempo que eu não podia me lembrar. Ou talvez fosse a maneira como ela estendeu seu corpo para alcançar a prateleira de cima do armário dela para alcançar o regulador de temperatura do chuveiro, seus mamilos endurecendo no frio da sala.
"Você está olhando", comentou à toa, parando antes de entrar debaixo do chuveiro e ligar a água quente.
"É difícil não olhar", eu respondi, um sorriso preguiçoso se espalhando em meus lábios. Senti-me bem, seguindo-a. O vapor do chuveiro embaçou a minha visão, e era quase como estar em meio termo, sem a desorientação. Não, aqui eu sabia exatamente onde eu estava e o que eu queria fazer. Eu tirei meu uniforme e joguei no chão sem prensar duas vezes se molharia ou não. Eu podia ver sua silhueta através da densa nuvem de vapor, seu longo cabelo escuro espalhado pelas costas enquanto ela passava o dedo entre os fios. Entrei silenciosamente atrás dela, percebendo o jeito que ela estava sob a água, um quadril levantado casualmente e sua mão estendida em frente a ela, encostada à parede do chuveiro.
"Você está olhando", ela repetiu sem se virar. "Em alguns lugares é considerado falta de educação."
Fechei a distância entre nós, um spray de água escaldante me atingiu o ombro. Nós soltamos suspiros individuais. Eu pela temperatura inesperado da água, e ela por causa do meu dedo indicador passando entre a fenda central de suas costas.
"Em que tipo de lugar eu estou se eu fizer isso?" Eu ignorei a água escaldante e coloquei o braço ao redor dela, meus dedos abertos sobre os músculos tensos de seu estômago. Minha mão livre corria ao longo de seu ombro, empurrando o espesso véu de cabelo molhado do caminho. Eu pressionei meus lábios na parte de trás do seu pescoço e ela se inclinou para mim, a respiração acelerada com o meu toque.
"Britt ..." ela ofegou através do vapor.
Minha mão mergulhou mais abaixo, para a parte que irradiava mais calor do que nem mesmo o chuveiro poderia mascarar. Ela deslizou sua mão sobre meus dedos, orientando-os para baixo, para baixo, para baixo, quando ela tomou a outra mão fora da parede e chegou de volta na cabeça. Ela cravou as unhas primeiro em meu ombro, depois no meu pescoço, e, finalmente, no meu cabelo. Agarrou-se a ele como uma corda, seus dedos torcendo em nós quando meus dedos encontraram sua entrada.
Eu provoquei no início, suavemente passando a parte interna do dedo indicador de baixo para cima, aplicando-se uma ligeira pressão nos feixes de nervos sensíveis lá. Ouvi o prazer aumentando com seu leve gemido, quase inaudível sob o zumbido constante da água. Seu quadril encaixado perfeitamente no meu, seu corpo encaixado perfeitamente nas curvas do meu corpo que eu temi o momento em que ela se afastasse, de que ela poderia me rasgar ao meio no processo.
Mas ela não fez nenhum movimento, então eu pressionei um dedo dentro dela. Sua mão na minha, que momentos antes havia guiado, estava agora apenas sobre a minha. Minha mão livre caiu para seus cabelos e acabou de alguma forma em torno de seu torso, esperando pacientemente quando ela estivesse pronta. Baixei a cabeça para trilha beijos em todo o ombro nu, a cascata de água sobre nós duas enquanto ela tomava respirações profundas.
"Britt, eu..." ela murmurou, apertando os dedos no meu cabelo. "É só..."
O braço em torno de sua caixa torácica apertou suavemente, e os meus lábios se moveram de seu ombro para o pescoço, então seu ouvido. "O que há de errado, amor?"
Ela balançou a cabeça, seu cabelo pulverizou cada parte ainda seca que havia ao nosso lado. "Nada. Não tem nada errado. É a primeira vez desde... desde que você me disse. Desde que eu te disse...”.
Eu não a deixei ir, o medo que eu sentia de que ela me rasgaria se nos separássemos ainda continuava. Mas ela tinha um ponto. Era diferente. Como quando eu a tocava eu podia sentir isso também. Quando ela gemeu, eu gemia compulsivamente. Cada sensação foi uma experiência compartilhada, porque não era mais só duas pessoas separadas movendo uma contra a outra. Éramos duas metades de um ser que o universo tinha separado, e quando encontramos uma outra vez — quando ela me disse que me amava — nunca poderia voltar a ser apenas ela, eu só eu. Eu entendi porque ela hesitou. Esta reconexão de nossas almas poderia fazer-nos inseparáveis, ou poderia nos destruir.
Mas eu estava disposta a correr este risco.
"Eu te amo", eu disse a ela novamente, deixando minha mão vagar para tocar seu seio esquerdo, apenas momentaneamente antes de eu pressionar minha palma da mão, sentindo seu batimento cardíaco.
A mão em cima da minha, me segurando, relaxada. Ainda assim, eu esperei pacientemente por ela. Ela pressionou os dedos contra o meu e manteve apenas daquela forma, o suficiente para ela encaixá-los dentro de si mesma e empurrar.
"Eu amo você..." ela respondeu, e eu assumi, empurrando um pouco mais quando seu braço voltou a se apoiar na parede. "Oh, Deus. Britt... Eu te amo."
Ela repetiu isso mais e mais enquanto eu escorreguei meus dedos lentamente dentro e fora de seu corpo, de costas apoiada contra o meu estômago e minha palma pressionada contra o peito, prendendo-a na posição vertical. Cada músculo do meu corpo lutava para ela, e eu soube imediatamente quando ela queria mais sem ela ter que me dizer.
Eu a empurrei para frente, mais perto da parede. À medida que avançou até que eu empurrei seus pés mais distantes com o meu, me dando um melhor acesso ao seu núcleo. Meu corpo pressionado sobre a dela, obrigando-a a dobrar, e ela foi capaz de preparar seu antebraço e cabeça contra a parede, quando eu continuei minhas estocadas profundas em seu interior. Meu polegar trabalhava contra seu clitóris enquanto ela gemia para mim.
Meus lábios traçaram linhas nas costas e ombros e ela gemeu na nevoa do chuveiro. Seu braço, depois de ter perdido a força e destreza para segurar a parte de trás da minha cabeça a partir de sua nova posição, encontrou o caminho para seu peito. Lá, ela entrelaçou os dedos nos meus e se agarrou desesperadamente, empurrando minha mão com mais força contra sua clavícula, em seguida, trazendo-a para sua boca. Ela beijou as pontas dos meus dedos, levou seus lábios e sugou. Eu resistia com a sensação. Ela mordeu meus dedos com força, mas não havia dor. Como poderia machucar quando ela gemia assim?
Eu não esperava um pedido de desculpas pela mordida, mas ela separou sua boca da minha mão e esticou o pescoço, expondo a pele imaculada lá quando ela se arqueou de volta para pressionar os lábios nos meus.
"Desculpa", ela sussurrou, e eu empurrei um terceiro dedo nela como aceitação ao seu pedido de desculpa. "Ah... não pare..."
Enquanto seus quadris trabalhavam contra a minha mão, a minha própria pressionada para a frente. Meus músculos vibraram com a tensão. Eu estava segurando nós duas de pé, além de trabalhar os meus dedos dentro dela em um ângulo extremamente estranho. Ela estava lutando para ficar em pé. Nenhuma de nós teria um orgasmo se ficássemos nessa posição. Sem mencionar o fato de que eu não queria nada mais do que beijá-la, cara a cara, com a mão dentro dela.
"Eu vou tirar..." Eu avisei a ela suavemente, levantando-a em pé quando ela gemeu em protesto. Mesmo que a água tomou conta de nós, eu podia sentir como ela estava molhada. Quando eu tirei meus dedos dela e girei para que eu pudesse fixá-la contra a parede. Ela gemeu e se apertou contra o meu quadril, levando meu pulso e arrastando a língua sobre os mesmos dedos antes que eu os descesse novamente. Com o meu braço direito prensado entre nós, eu usei o esquerdo para encaixar sua coxa em meu quadril. Meu peso a prensou na parede enquanto os dedos duas vezes lambidos voltaram ao seu destino inicial, e eu empurrei com um suspiro.
Ela envolveu ambos os braços em volta do meu pescoço para se manter de pé, puxando para mim até que nossos corpos estavam tão próximos que nenhuma de nós podia dizer onde cada corpo começava e o outro terminava. Seus lábios batiam fortemente nos meus, sua língua forçando seu caminho em minha boca. Eu pressionei meu núcleo contra me braço, empurrando meus dedos mais fundo dentro dela. Ela gritou, mas foi abafado pela minha boca, então comecei a apressar os movimentos. Ela estava tão perto. Eu podia sentir isso em cada centímetro de sua pele. Só isso já me atraiu mais perto de uma vantagem que eu não tinha chegado a um longo tempo, puxei meus lá em uma distancia mínima, abrindo os olhos para olha-la enquanto chegávamos juntas ao orgasmo.
"Santana...", murmurei, e ela ergueu o rosto para o meu antes de deslizar seu próprio braço entre nós e tocando meu núcleo da mesma forma que eu fazia a ela. "Ah..."
"Eu estou tão perto", ela sussurrou, seus olhos não perdendo contato com os meus. "Brittany... Cristo".
Liguei meu polegar em seu clitóris. O braço em volta de meu pescoço me sufocou enquanto os movimentos dentro de mim iam cada vez mais fundos, e finalmente eu cheguei ao orgasmo. A enxurrada dentro de mim tomou conta de seus dedos, palma e punho, assim como o dela caiu sobre a minha. Apertamos juntas, nossos músculos contraindo violentamente contra o nosso clímax mútuo para o que parecia uma eternidade.
Santana deslizou pela parede de azulejos, puxando-me com ela. Ela estava muito ofegante, mas o sorriso em seu rosto se espalhou lentamente e contagiantemente. Respondi ao sorriso agarrando-a pela parte de trás do pescoço e puxando-a boca para a minha.
"Vem cá," Eu resmungou com um sorriso e a beijei, preguiçosamente passando o meu dedo para cima e para baixo em seu núcleo molhado e escorregadio.
"Ohh..." Ela gemeu em minha boca. "Não, Deus, de novo não. Que eu não posso...”.
Eu ri, puxando minha mão e lambendo os dedos e depois os lavando no jato de água quente. Eu a assisti fazer o mesmo timidamente, ambas nós desejávamos ter mais tempo.
"Está ficando tarde," eu disse suavemente. "Nós temos um encontro hoje à noite."
Nem mesmo a perspectiva de um encontro com Finn poderia arruinar o alto que estávamos. Ela balançou a cabeça e se inclinou para mim, com um suspiro. "Isso é normal, Britt, se chama ‘fazer esperar’. Finn pode fazer isso por mais alguns minutos.”
Eu balancei a cabeça. "Claro. Duas das garotas mais quentes na escola tem um encontro com o zagueiro. Mas primeiro elas precisam se recuperar dos orgasmos de fazer a terra tremer que elas deram uma à outra."
Ela me deu um soco de leve no ombro, logo em seguida inclinou-se para beijar o local com remorso logo depois já estava de pé. "Vamos lá", disse ela, estendendo a mão para me puxar para cima. "Nós temos um garoto para seduzir."
Ela estava triste, e deixou-me pensando enquanto nos secávamos e nos vestíamos. Quanto esforço estava fazendo para que ele gostasse de nós, e o que isso implica? O que, exatamente, você faz em um encontro com três pessoas?
Eu fiquei nervosa, mas Santana parecia tão calma com tudo isso. Pode ter sido minha ideia, mas eu estava muito melhor na teoria do que prática. Eu não queria fazer isso, agora que o encontro estava se aproximando. Eu queria levá-la para casa comigo e repetir tudo o que tínhamos acabado de fazer na minha cama mais algumas vezes. Eu só queria ela, sem ninguém no caminho para atrapalhar.
Eu escapei para tomar uma pílula, apenas para empurrar meu medo para a parte de trás da minha mente.
Breadstix estava calmo quando chegamos. Nós já estávamos 15 minutos atrasadas. Ela tinha decidido que deveríamos usar nossos uniformes Cheerio, que eram realmente apenas as versões mais limpas do que as que usávamos para o treino, por isso não parecia que estávamos vestidas para agradar ele.
"Deixa que eu falo, ok?" ela sussurrou enquanto abriu as portas de vidro e viu Finn em uma cabine na parte de trás do restaurante. "Eu tenho tudo sob controle."
Eu não sabia se acreditava nela. Sua voz falhou um pouco, mas sua postura estava impecável. Caminhamos, dedinhos ligados até Finn, e ele levantou quando nos aproximávamos. Eu sufoquei uma risada quando ele quase tropeçou em seus próprios pés, na tentativa de sair do stand.
"Senhoritas" cumprimentou ele com um sorriso e um aceno de cabeça. "Fico feliz que vocês vieram. Eu estava ficando preocupado."
"Ser gostosa leva tempo, Finny," Santana ronronou, deslizando para dentro da cabine e abrindo um menu com um estalo. "Britts e eu não precisamos de muito esforço, é claro. Mas uma garota gosta de se arrumar."
Eu caí no assento de vinil ao lado dela, meus olhos vidrados. Os comprimidos estavam fazendo efeito e eu sorri em silêncio para Finn quando ele se sentou de frente a nós. Tenho certeza de que o seu sorriso animado teria sido cativante em qualquer outra noite, mas após a escapada do chuveiro, só me fez pensar que ele sabia, e nós estávamos ferradas.
"Então...", ele começou, mostrando-nos os dentes e esfregando as mãos. "O que tem de bom aqui?"
Santana olhou por cima do seu menu. "Você está brincando, né? Você nunca esteve no Breadstix antes?"
Ele balançou a cabeça, o sorriso satisfeito ainda preso em seu rosto. Eu pensei que ele estava bebado.
"Uau", ela revirou seus olhos monotonamente. "Você nasceu nesta cidade e viveu aqui durante toda a sua vida e nunca veio ao Breadstix".
"Bem, minha mãe é realmente uma ótima cozinheira e-"
Santana agitou a mão no ar, sinalizando para que ele parasse. "Ok, eu estou entediada agora", ela interrompeu, e ele fechou a boca lentamente, olhando para a mesa, como um filhote de cachorro chutado. “Vou pedir para você, Finny. Não preocupe sua cabecinha.”
Ela estava zombando dele, e ele sabia disso. Ele franziu o nariz, rugas apareceram em sua testa. Eu ri irremediavelmente de sua confusão e San agarrou meu joelho debaixo da mesa para me calar. Foi um beliscão, indicando que eu precisava parar de rir. Não adiantou, e sua mão em minha perna só fez a risada piorar.
"O que é tão engraçado?" Finn perguntou sua expressão amolecendo.
Santana percebeu isso e tirou vantagem. "Britts e eu ouvimos uma piada muito engraçada hoje, não foi, Britts?"
Eu me virei e abri a boca para perguntar se ela estava falando sobre a piada sobre duas líderes de torcida gay que estavam em um encontro com o quarterback do time de futebol, mas ela não me deu uma chance. Fiquei decepcionada. Era uma boa piada.
"Como se chama um jogador de futebol que fala demais?" ela perguntou-lhe incisivamente, e esperou por uma resposta.
"Uh...", ele coçou a cabeça. "Eu não sei. Como?"
"Single". Ela terminou a piada com uma ênfase no "s", sibilando através de seus dentes como uma cobra.
"Oh", ele respondeu, seu rosto em branco. "Hum... haha?"
Eu poderia dizer que ela estava desconfortável. Seu aperto no meu joelho cada vez mais forte, mas tudo que eu podia fazer era sorrir através de pálpebras pesadas e ver a inquietação desajeitada de um com o outro, quase como se eu não estivesse ali. A comida veio não muito tempo depois, e nós três estávamos gratos pela distração. Depois de seu comportamento bastante rude no início do encontro, ela se acalmou com a montanha de carboidratos á sua frente . Ou, ela se acalmou tanto quanto ela poderia. Eles fizeram uma conversa casual, Finn falou mais do que Santana, enquanto eu e ela assentíamos com entusiasmo, como se estivéssemos realmente escutando. Ele falou com a gente sobre a escola Clube Glee e até mesmo, uma vez, futebol. Ele parecia estar se divertindo por um tempo, ter alguém que deixaria ele falar, em vez de forçá-lo a um silêncio submisso. Eu considerei isso como se provasse que éramos versões melhores de Quinn e Rachel, apesar do exterior frio de Santana. Santana estava disposta á passar o tempo em que Finn estava falando brincando com sua comida e empurrando-a garganta a baixo, e eu segui o exemplo.
Quando o prato tinha aparentemente se esvaziado por magia, ela enrijeceu, crescendo inquieta, mais uma vez sem comida como uma distração. Seus olhos corriam ao redor do restaurante até que encontrou a nossa garçonete, uma mulher mais velha, que parecia tão abatida que ela preferia estar em outro lugar a estar no beck atendendo um grupo de adolescentes.
"Desculpe-me", ela chamou em um tom educadamente ácido. "Nós gostaríamos de devolvê-los."
A garçonete piscou confusa. "Mas você comeu tudo."
Santana se colocou em sua melhor cara de vadia e estreitou os olhos, eu poderia dizer pela forma como os cantos de sua boca estavam enrugados. Ela me disse, ainda que vagamente, para apenas fazer o mesmo que ela durante o jantar, e eu confiava nela. Eu presumi que ser rude com uma garçonete – o que eu considero uma ofensa pessoal, dada a posição de minha mãe — era parte de um plano maior.
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