Infinity War - Romanogers Fanfic
19 Capítulo 19
Assim que Natasha entrou dentro do quarto, colocou James no chão que correu atrás de seu brinquedinho.
Natasha estava com a testa franzida e andava de um lado para o outro.
B: Natalia.
N: James não... Bucky.
B: Fica calma, não sabemos o que é.
N: Eu sei. Eu acho que sei.
Natasha olhou para Bucky e sentou na cama.
N: Eu acho que Hill está doente.
B: Foi só um espirro.
N: Vocês não viram, mas tinha sangue na mão dela.
B: Mesmo? Mas que droga. Eu sinto muito, sei que ela é importante pra você, mas hey, ela ficará bem.
N: Bucky... Ficará pior.
B: Por que?
N: Eles virão atrás de você de novo.
B: Mas eu fui testado.
N: Mas você foi o último a chegar aqui, então isso faz de você o principal suspeito.
B: Eu posso ficar no isolamento, não é problema pra mim, estou acostumado com isso.
N: Eu espero que não chegue a esse ponto.
Bucky e Natasha ouviram batidas na porta.
— Enfermagem, abra.
Bucky abriu a porta do quarto, enquanto Natasha ia até James e o pegava no colo.
B: Entrem, por favor.
O pessoal da enfermagem estava vestindo os trajes da Ala F. Completamente cobertos e com máscara. Assim que James viu um deles, gritou e chorou desesperadamente.
N: James. Tá tudo bem, eles não vão te fazer mal.
— Vamos testar você primeiro, enquanto ela acalma a criança. Sente-se por favor.
Bucky puxou a cadeira e se sentou. Os dois enfermeiros checaram pressão, temperatura, pulso, o reflexo e a dilatação dos olhos de Bucky. No final para completar, espetaram um aparelho na ponta do dedo de Bucky.
— Deu negativo.
— Teste de novo.
O enfermeiro seguiu as instruções e espetou o dedo de Bucky novamente.
— Negativo.
— Você é James Buchanam Barnes?
B: Sim.
— Você terá que ser removido para maiores testes.
B: Vocês acabaram de ver que deu negativo.
— Temos ordens para testá-lo quantas vezes forem necessárias, você pode vir de boa vontade ou dopado.
B: Eu não estou me recusando, não será necessário o uso de violência.
— Agora você.
O enfermeiro se virou para Natasha, James voltou a chorar e agarrou na blusa de Natasha. Os enfermeiros não esperaram Natasha tentar acalmar James, eles fizeram o mesmo procedimento com Natasha e a seguir com James, o que estava bem difícil, porque ele estava lutando para que os enfermeiros não tocassem nele.
N: Ei! Vai com calma, você vai machucar ele!
— Eu só estou fazendo o meu trabalho, ele precisa ficar quieto.
N: E você precisa ser mais gentil.
Natasha se levantou pronta para começar uma luta, mas Bucky segurou no braço dela.
Natasha respirou fundo, enquanto os enfermeiros espetavam o aparelho no dedo de James.
N: E então?
— Preciso checar de novo.
N: Tá brincando? Eu vou furar você...
Bucky mais uma vez conteve Natasha.
— Negativo pra ele também.
— Venha conosco, James.
Bucky apertou a mão de Natasha e a olhou.
B: Vai ficar tudo bem.
Natasha concordou com a cabeça, enquanto Bucky era escoltado até a Ala F.
...
Natasha ficou 9 longas horas confinada no quarto com James, até baterem na porta dela.
A porta foi aberta e Natasha ficou aliviada de ver Steve, ela correu até ele e o abraçou. Steve abraçou a cintura de Natasha.
S: Como o James está?
N: Ele está bem, ele acabou de dormir. O exame dele deu negativo.
S: E o seu?
N: Estou aqui, não estou?
Natasha se afastou de Steve para poder olhar nos olhos dele.
N: Eles levaram Bucky.
S: Eu sei.
N: O exame deu negativo e ainda sim o levaram.
S: Eu já o visitei, vão mantê-lo lá por 36 horas dessa vez.
Natasha suspirou e ela estava relutando em perguntar sobre Hill porque ela estava com medo de saber que algo de ruim tenha acontecido com ela.
Steve já sabia que Natasha estava preocupada com a melhor amiga.
S: Ela está estável. Ela está isolada com mais cinco cidadãos infectados.
N: O que ela tem?
S: Cho disse que não parece ser algo externo.
N: Como assim? Alguém daqui criou essa doença?
S: É o que parece.
Natasha franziu a testa.
N: Quem faria algo assim?
S: É o que estamos tentando descobrir.
N: Eu preciso ver a Hill.
S: Eu ficarei com o James, vá, a ordem de confinamento já está suspensa.
N: Tão rápido?
S: Conseguimos pegar todos que ficaram doentes. Nenhuma criança foi infectada, testamos todos e isolamos logo quem precisava ser isolado. Essa epidemia não se espalhou como a outra porque depois da última, tomamos precauções para que não acontecesse de novo.
N: Ótimo. Eu vou lá.
Natasha ia sair pela porta, mas Steve segurou a mão dela e aos poucos deixou a mão dela deslizar e apenas segurou os dedos dela de leve. Natasha parou na mesma hora e olhou para Steve.
Chega de jogos, Rogers. Natasha pensou e puxou a mão.
Natasha foi correndo até o elevador e desceu até a ala F. Na primeira câmara de isolamento, ela viu Sharon Carter, falando sozinha.
Natasha se aproximou do vidro e Sharon olhou pra ela.
Sharon ficou em silêncio por alguns segundos, fitando Natasha.
Ela me reconheceu? Natasha pensou e acenou para Sharon para tentar estabelecer alguma forma de contato. Sharon desviou o olhar e começou a falar sozinha novamente.
Natasha fez negativo com a cabeça e foi até a terceira câmara, onde Hill estava. Natasha teve que pôr a mão sobre a boca pelo susto que levou ao ver o estado de Maria Hill.
Os olhos dela estavam completamente vermelhos e escorria sangue deles. A cor da pele dela estava tão roxa, que parecia já estar morta.
Como isso aconteceu tão rápido? Natasha estava pensando, quando seus pensamentos foram interrompidos por uma movimentação na câmara ao lado da de Hill.
Natasha foi até esta câmara e viu vários médicos ou enfermeiros, ela não conseguia distinguir quem era o quê. Eles corriam com desfibrilador e aplicavam uma descarga elétrica no peito do paciente. Aplicaram uma, duas, três vezes. Aplicaram uma medicação direto no coração da vítima e tentaram reanimar com desfibrilador novamente.
Natasha ouviu aquele apito contínuo e os enfermeiros diminuindo o ritmo. Uma enfermeira fechou os olhos do paciente e outra fechou a cortina da câmara impedindo que Natasha continuasse a assistir.
Natasha voltou para a câmara de Hill e nunca se sentiu tão angustiada na vida dela. Quanto tempo mais Hill tem até que descubram uma cura? Não é justo com ela, ela não pode perder a Hill. Quem fez isso? Quem fez isso com a amiga dela?
Hill levou um tempo até notar a presença de Natasha no corredor. Hill odeia que a vejam fraca, mesmo que por motivos de doença, ela franziu a testa e gesticulava para Natasha ir embora. Aquele olhar de compaixão e preocupação de Natasha a irritavam mais ainda.
Natasha a conhece e por mais que doesse, ela teria que fazer o desejo de Hill. Mas o que Natasha não esperava, era ver a porta do corredor de acesso para as câmaras ser aberta e de lá de dentro, estar saindo Sam Wilson.
Natasha o olhou sem entender o que ele estava fazendo lá, se ele estivesse doente, não o deixariam sair dali assim e aparentemente ele está bem. Será que está aqui sob ordem de alguém? Natasha pensou.
A parte mais estranha foi que Sam passou por Natasha e não a cumprimentou, ele entrou no elevador e subiu.
Natasha olhou pra ele e em seguida para a porta, aonde o médico chefe da Ala F a olhava com o mesmo sorriso de sempre.
— Você está volta, moçinha. Estou feliz de ver você.
Natasha franziu a testa mais ainda. Esse médico é completamente sem noção, uma pessoa acabou de morrer, outras estão prestes a isso e ele está sorrindo e parece até feliz.
— Eu disse que você voltaria.
N: Estou de saída.
— Espero que não por muito tempo, moçinha.
N: Parede de me chamar disso.
O médico riu, achando que ela estava apenas brincando. Natasha fez negativo com a cabeça e se dirigiu para o elevador, ela apertou o botão para chamar o elevador e enquanto esperava, ela olhou por cima do ombro e o médico ainda a olhava com o mesmo sorriso sinistro e irritante de sempre.
Algo está errado com esse médico. Preciso dizer ao Steve. Natasha pensou, enquanto entrava no elevador.
Ao chegar na Ala A, Natasha foi para o quarto e ao entrar, viu Steve deitado na cama dela, com James deitado sobre o peito dele. Era a cena mais linda que Natasha já tinha visto, ela queria poder deixar Steve dormir, mas ela sente que tem algo de errado com aquele médico e que precisa dizer ao Steve.
Natasha se aproximou de Steve e tocou no ombro dele, foi o suficiente para Steve acordar no susto.
Steve olhou para Natasha e Natasha encostou o dedo nos próprios lábios, indicando para Steve ficar quieto.
Natasha pegou James e Steve pôde se levantar, Natasha colocou James no berço dele e depois puxou Steve até o corredor em frente ao quarto.
N: Steve, você disse que esse vírus foi fabricado sinteticamente aqui dentro, não é?
S: Sim. E parece que o da epidemia das crianças também, mas foi usado um componente de fora. Alguém aqui andou indo lá fora, ou já veio para cá carregado de componentes químicos perigosos do mundo exterior.
N: Eu tenho um suspeito.
S: Quem?
N: O doutor chefe da Ala F.
S: Dr. Berman?
N: Sim. Eu sempre achei ele estranho, mas só porque ele era simpático demais e isso me irrita, mas tem algo de errado no comportamento dele.
S: Como assim?
N: Quando eu estava recebendo alta da Ala F, ele disse algo estranho como queria que eu ficasse mais tempo por lá e disse que eu voltaria.
S: Isso é estranho, você acha que ele poderia estar te cantando?
N: Eu achei que sim, mas ele me chama de moçinha, eu não acho que ele me veja desse jeito, eu acho que ele realmente queria que eu voltasse pra lá, doente, assim como os pacientes dele que receberam alta.
S: Mas isso também não quer dizer que ele esteja infectando as pessoas, ele nem sai da Ala F.
N: Exato. Eu acho que o estresse e a solidão de estar sozinho naquela ala... Talvez ele tenha enlouquecido e esteja fazendo isso para ter mais pessoas com ele por lá.
S: Deus! Sharon está lá!
N: Ela não parece bem.
S: Eu vou tirar ela de lá.
Steve já se virou para sair, mas Natasha segurou o braço dele.
N: Nós temos que investigar e ter certeza.
S: Eu vou falar com Tony e o Professor Xavier.
N: Steve tem algo que você precisa saber também.
S: O que?
N: Eu acho que sei como ele tem infectado as pessoas sem sair de lá.
S: Ele tem um ajudante.
Natasha concordou com a cabeça.
S: Você sabe quem é?
N: Eu acho... Eu tenho um palpite.
S: Diga.
N: Você não vai gostar de saber.
S: Diz logo, Natasha.
N: É o Sam... Eu o vi saindo agora pouco do consultório do Dr. Berman e ele passou por mim sem me cumprimentar, era como se eu não estivesse lá.
Steve mudou a expressão completamente, Natasha estava arrependida já de ter vindo falar com Steve primeiro, ele jamais vai aceitar a ideia do amigo estar ajudando um sociopata a disseminar doenças para a população do bunker.
Steve franziu a testa e deu dois passos para se afastar de Natasha. Ele olhava para o chão e parecia estar refletindo sobre o que acabara de ouvir.
Natasha achou que seria o fim da amizade deles dois.
S: Há uma possibilidade.
Natasha estava surpresa.
S: Bucky disse ontem que Sam estava diferente, como se não conhecesse ele, e eu... Bem... Pensando agora, é verdade, ele estava estranho. Sam jamais deixaria de me dar apoio depois de eu ter perdido uma filha, ele teria vindo me procurar, não importa pelo que ele estivesse passando. Hill também comentou algo sobre Sam estar estranho, mas que devia ser coisa da depressão...
N: O que você quer fazer? Eu não disse nada pra ninguém, eu vim a você primeiro, eu acho que você devia decidir, ele é seu amigo.
S: Temos que ter certeza.
Steve suspirou e fez negativo com a cabeça.
S: Eu vou falar com ele.
N: Não. Não sozinho.
S: Ele é meu amigo, não me fará mal.
N: Talvez ele não seja o seu Sam mais. Steve, eu vou com você.
S: Não, James não pode ficar sozinho.
N: Eu não quero que vá sozinho. Eu vou deixar o James com a Laura e chamarei o Clint para nos ajudar, ele é mais centrado.
S: Eu precisarei avisar ao Tony.
N: Eu encontro vocês na escadaria da Ala B.
Steve concordou com a cabeça e caminhou para ir até o quarto de Tony.
Natasha entrou no quarto de novo e pegou James no colo, que começou a resmungar por ter sido acordado.
N: Está tudo bem, James. Sh...
Natasha fez James deitar a cabeça no ombro dela e passou alguns minutos balançando ele de levinho para que ele voltasse a dormir.
Assim que Natasha teve a certeza que James voltou a dormir um sono pesado, ela agachou e apanhou a coberta de James no berço e o cobriu.
N: Pronto, vamos.
Natasha se virou para a porta e teve uma surpresa. Sam Wilson estava lá com uma outra criança nos braços, adormecida. Natasha se espantou e seu coração gelou por ver a criança de aproximadamente 3 anos de idade no colo dele.
Natasha também notou que Sam estava com uma seringa apontada para o pescoço dessa criança, o coração de Natasha começou a bater rápido.
N: Sam?
Sam a olhava, mas era um olhar totalmente vago.
N: Sam... Quem é essa criança? Sam?
Natasha estava tentando manter a calma para não acordar James e não pressionar Sam a cometer nenhuma besteira.
N: Sam, você pode me dizer se essa crianças está viva?
Sam: Sim.
N: Ele está vivo?
Sam: Sim.
Natasha estava mais tranquila.
N: Por que você não me entrega ele e eu cuidarei para que ele volte para os pais dele.
Sam: Ele não tem pai, nem mãe. Ele é um dos órfãos. Você tem James.
N: Sim, eu tenho.
Sam: Nós tentamos com outras crianças orfãs, mas elas morriam. Quando tentamos com James, James não morreu.
N: Do que você está falando?
Sam: O Doutor disse pra você me dar James, e eu lhe dou essa criança.
Os lábios de Natasha tremeram e a testa dela ficou franzida, ela não podia dizer que não ia entregar o filho de jeito nenhum, porque poderia desencadear algum tipo de ira em Sam, não se sabe sob que tipo de droga Sam está, mas ele está suando feito um porco e com um tique nervoso nos olhos.
Natasha podia jurar que ele está parecendo com pessoas que foram dominadas por aquela terrível criatura alienígena, mas seria impossível, Sam estava confinado o tempo todo no bunker, ele está conversando e raciocinando, mas não parece estar sentindo nenhuma emoção. Teria o médico infectado Sam com o DNA de alguma criatura geneticamente modificado e por isso ele pode raciocinar mesmo estando dominado?
N: Sam. Eu preciso que me deixe passar, eu posso te ajudar.
Sam: Eu preciso levar James para o doutor.
N: Sam... Me escute, isso não vai acabar bem, se você ainda é você mesmo, lembre-se que este é o filho do seu melhor amigo, Steve.
Sam: Eu preciso do James. Ele disse James e Torunn, e ele disse sem James, outras crianças morrerão até ter James.
N: Por que ele precisa do James?
— SAM!
Natasha pôde ouvir a voz de Steve no corredor, chamando Sam.
Sam olhou para Steve e seus olhos piscaram algumas vezes de nervoso.
S: Você infectou James?
Sam: James é bom. James não morre, as outras crianças morreram.
S: Você usou James para infectar aquelas crianças e para disseminar essa doença?
Sam: Sim.
Natasha fechou os olhos, tentando não acreditar no que acabou de ouvir.
Sam tornou a olhar para Natasha.
Sam: Você pega essa criança, James vem comigo.
S: Ele não vai a lugar nenhum.
Sam: Então essa criança morre.
Tony: Não, você não tem como escapar dessa, Sam. Acorde e entregue essa criança.
S: Me escute Sam, você não tem culpa, esse não é você, foi o Dr. Berman, correto?
Sam: Sim.
S: Eu vou te ajudar.
Como Steve e Tony souberam do que estava acontecendo? Há alguns minutos atrás, Tony e Steve ao chegarem na escadaria da Ala B, e não tinham encontrado Natasha, os dois decidiram ir até o quarto de Sam e acharam uma série de bolinhas transparentes com líquidos coloridos dentro, provavelmente vários tipos diferentes de vírus.
Natasha pôde ouvir o barulho de alguma arma sendo preparada para atirar e ela não sabia se era Tony ou Steve, mas Tony estava com a voz mecânica, então estava na armadura do Homem de Ferro, então quem preparou a arma foi Steve.
Natasha estava com uma única arma presa ao seu tornozelo, mas qualquer movimento brusco, Sam poderia reagir mal e ela não quer que ele machuque aquela criança ou ao James, não se sabe como esse produto que ele tem nas mãos reage em contato com o ar.
S: SAM!
Steve gritou.
S: Solta essa criança, ele é só um menino inocente.
Sam fez negativo com a cabeça e quando levou a mão até o bolso, Tony ativou a arma da sua armadura para disparar.
S: Tony, não!
Sam tirou uma ampola de dentro do bolso.
Sam: Doutor disse se falhar, mate todos.
S: SAM! Me escuta! Não faça isso.
Sam colocou a criança no chão e ergueu a mão com a ampola no alto e parecia que ia jogar no chão, mas logo apontou a seringa na direção de James.
S: SAM! Ninguém tem que morrer. Nós iremos libertar você. SAM! POR FAVOR!
Sam: James é bom. Ele vem comigo.

Sam correu na direção de Natasha, mas antes que atravessasse a porta, ouviu-se o som de três disparos e Sam caiu no chão.
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