Notas iniciais
Capítulo megagigante, leiam em partes se necessário e no fim, venham comentar ♥

James franziu a testa ao olhar para o bebê. Ele esperava qualquer coisa, menos um bebê. Ele nem entende porque tem um bebê nos braços do pai dele.

James apontou o dedo pra Sara e encostou no olho dela, o que assustou Sara e a fez chorar ainda mais alto. Ele só queria saber se era de verdade.

Natasha segurou a mão do James.

N: Não, filho. Ela é um bebê, não pode enfiar o dedo no olho dela.

S: Ela será... Quer dizer, ela já é sua irmã. Você pode fazer carinho nela, assim ó.

Steve segurou a mão de James e passou no braço de Sara. James apenas ficou olhando, ainda sem entender o que estava acontecendo, mas ele não gostou da ideia de outro bebê no colo do pai dele, então ele se jogou para o colo de Steve, que perdeu o equilíbrio e caiu sentado no chão, mas conseguiu manter Sara protegida.

No susto, Natasha puxou James pelos braços e olhou assustada para Steve.

S: Está tudo bem, ela está bem.

Natasha franziu a testa e olhou para James.

N: James, seu pai está com a Sara, você não pode se jogar em cima dele desse jeito! Que feio!

James não entendeu porque estava levando esporro, não entendeu que podia ter machucado a bebê, ele abaixou a cabeça e claro que Steve não suporta ver ele triste.

S: Está tudo bem, James. Vem aqui, você pode sentar nessa perna.

Steve bateu na coxa de leve, chamando James. James foi todo cabisbaixo até Steve e se sentou no colo dele.

J: Neném.

James apontou para Sara.

S: Sim.

J: Neném “Tiste”.

S: Sim, ela está chorando. Mas triste? Nat, você acha que ela está triste? O que eu faço?

N: Ela não está triste! Eu acho! Deve ser fome de novo.

S: Não, eu acabei de dar mamadeira pra ela, mas ela tomou menos da metade. Eu não sei porque está chorando agora. Já tem horas que ela não para. Isso é normal? Devo leva-la para a Cho?

Steve ficou extremamente preocupado.

J: Pum, pum.

N: Pum pum?

Natasha agachou perto de Steve e James apontou para Sara.

N: Ela fez pum pum?

S: O que?

N: É, tá cheirando mesmo. Você trocou a fralda dela?

S: Hã?

N: Steve, ela está com a mesma fralda desde de manhã?

S: E-eu acho... Sim, eu não pensei nisso.

Natasha pegou Sara do colo de Steve e olhou pra ela.

N: Seu pai te deixou sujinha o dia todo, foi? Ele é um homem muito mau!

S: Eu esqueci.

N: Se um bebê chora demais, primeiro você checa se não é fome, depois se não é a fralda suja, depois se não é sono... Se não for nenhum desses pode considerar que tem algo de errado, mas ainda sim tem possibilidade de ser apenas manha.

S: Viu? Eu disse que não estava pronto...

N: E eu disse que ia ajudar. Quando estiver na dúvida pergunte para mim... Quer dizer para a Laura, ela tem mais experiência.

Natasha ergueu um pouco Sara e beijou o rosto dela.

N: Se ela está sem trocar fralda, também está sem banho. Seria melhor dar um banho morninho, assim ela vai ficar mais calma. Posso?

S: Claro.

Assim que James viu Natasha beijar Sara, ele se levantou e abraçou as pernas da mãe.

James ergueu os braços.

J: Colo, mamãe.

N: James, agora não, eu vou dar banho em Sara. Fique com o seu pai.

J: Colo.

James empurrou as pernas de Natasha, depois segurou no cinto dela e começou a escalar ela. Steve se levantou e segurou James no colo.

S: James, você fica comigo.

Natasha olhou para Steve.

N: Eu disse. Ciúmes e é só o primeiro dia.

Natasha caminhou com Sara para o banheiro e Steve ficou surpreso de Natasha estar dando banho nela na pia. Natasha foi explicando para Steve como segurar o corpinho da bebê para que ela não escorregasse.

N: Banho de recém-nascido é bem rápido assim mesmo, até porque não se sujam como nós.

S: Uau, você realmente sabe cuidar de bebês, eu não sei se sou capaz de dar banho nela sem acontecer algum acidente.

N: Mais ou menos, James escorregou algumas poucas vezes. Nós dois quase morremos de susto quando acontecia. Ele chorava, eu chorava... Era uma tragédia... Graças a Deus, Bucky estava lá para me ajudar.

Natasha se deu conta do que acabara de dizer e ficou num silêncio estranho por alguns segundos.

N: Desculpe.

S: Tudo bem, eu não estava lá para ajudar.

N: Mas não era culpa sua, você não sabia...

Natasha segurou Sara no colo em pé e colocou uma toalha nas costas dela, enquanto ia na direção da porta, ela beijou o braço de James.

N: Mas nós dois nos entendemos muito bem depois, não é, James?

Steve observou e ele adorava ver o lado maternal de Natasha, ele não podia evitar de sorrir, ele se sente bem presenciando momentos como esse.

Steve voltou para o quarto e Natasha caminhou até a cama, onde ela colocou Sara e enquanto a secava, Natasha conversava com Sara de forma carinhosa, o que fez Sara dar um discreto sorriso.

J: Mamãe.

James estendeu os braços para Natasha. Natasha olhou para James e imitou o bico que ele estava fazendo. O olhar dele já estava partindo o coração dela em dois.

N: Ok, James...

Natasha só terminou de secar os pés de Sara e se levantou. Ela pegou James no colo.

N: Seu pai vai assumir o controle agora.

S: Eu?

N: Ah Steve, agora só falta colocar a fralda e uma roupa limpa... Você tem alguma?

S: No meu quarto, eu tenho as roupas que eram pra... Maggie.

N: Você pode pegar uma manta do James pra cobrir ela, só para ela poder voltar protegida para o quarto. E você precisará de fraldas. É muito vagabunda a que eles produzem aqui e ainda por cima é cara.

S: Eu ainda tenho das que Sharon e eu compramos para a... Maggie.

Steve parece engasgar um pouco, toda vez que menciona o nome da filha que não nasceu, ainda dói.

N: Isso é bom, você gastará menos.

S: É, e eu já estava para doar as coisas dela para o orfanato.

N: Ainda bem que esperou um pouco.

Steve concordou com a cabeça, enquanto terminava de enrolar Sara numa manta.

Steve pegou Sara nos braços.

S: Vamos, Sara. Dê um beijo no seu irmão.

Steve se aproximou de Natasha e ela inclinou James na direção da bebê, mas James virou a cara para o outro lado, mas também não importava, porque Steve e Natasha não estavam mais prestando atenção nas crianças agora.

Steve e Natasha ficaram muito perto um do outro e já tinha tempo que isso não acontecia, então foi só por um momento que os olhares deles se cruzaram e ficaram presos um no outro.

Foi só quando James empurrou Sara pelo braço, que fez ela chorar e os dois saírem do transe que estavam.

Natasha e Steve ficaram desconsertados e para disfarçar, Natasha olhou para James, zangada.

N: James, você não pode fazer isso, ela é só um bebê, eu já te falei!

S: Ele está mesmo com ciúmes. Eu não quero que ele se sinta assim.

N: Está tudo bem.

Natasha tornou a olhar Steve.

N: Ele ficará bem.

Natasha suspirou enquanto olhava para Steve que ficou alguns segundos parados no mesmo lugar, como se não quisesse ir embora.

S: Obrigado, Nat.

Natasha fez negativo com a cabeça, demonstrando que não precisava agradecer.

S: Até o jantar, James.

Quando Steve chegou no quarto, Bucky já tinha saído e levado as coisas dele com ele.

Steve fez negativo com a cabeça, enquanto caminhava até o berço e colocava Sara dentro do berço.

Steve encontrou sobre a mesinha um bilhete de Bucky agradecendo por ter abrigado ele e informando que ele foi para o dormitório geral para dar mais espaço para a bebê e que não era para Steve se sentir mal por isso, que estava tudo bem.

S: Ele é teimoso.

Steve olhou para Sara no berço.

S: Seu tio Bucky é teimoso...

Steve se aproximou do berço e ficou brincando com a mãozinha de Sara.

S: Eu também sou. Será que você vai ser?

Steve sorriu.

S: Sabe quem iria gostar de te conhecer? Sam... Ele era um dos meus melhores amigos. Ele não está mais aqui, mas ele amaria você, ele seria o seu padrinho provavelmente ou o Bucky, eu não sei. Ele ficaria bravo comigo se escolhesse Bucky, ao invés dele, ele tinha muito ciúme, mas no fundo, ele adorava o Bucky. Ele adorava todo mundo, todo mundo gostava dele, ele era um ótimo cara, ele a faria sorrir, eu não sou bom nisso.

Sara deu um pequeno sorriso.

S: Obrigado pelo sorriso, agora eu vou tomar banho. Você vai ficar bem aqui? Eu não vou fechar a porta toda, ok? Você diz alguma coisa e eu volto correndo.

Steve soltou a mão de Sara e caminhou para a porta do banheiro. Steve olhou para Sara.

S: Você precisa de um brinquedo também, não é? Você não tem nada para fazer aí... É, eu sei... Eu não vou demorar nada.

Steve tomou o banho mais rápido da vida dele, antes de vestir a roupa, ele enrolou a toalha na cintura e foi até a porta para espiar se Sara estava bem e ela estava erguendo o pés no ar e balançando as mãos, brincando sozinha.

Steve terminou de se secar e vestiu uma roupa, quando saiu do quarto, já estava soando o sinal do bunker, anunciando o início do jantar.

S: Vamos comer?

Sara deu um grande bocejo. Steve a pegou no colo e a levou para o refeitório, já carregando a mamadeira, pois nunca se sabe quando ela terá fome ao certo.

Quando Steve estava na fila, a cozinheira o avistou e mandou a sobrinha dela sair da cozinha e ir logo ajudar Steve com a bebê.

Quando estava perto de Steve se servir, a cozinheira se aproximou bruscamente, segurando a sobrinha pelo braço e sussurrando “Vai lá e oferece ajuda pra ele, anda. E se ajeita, homens como ele prezam meninas prendadas, vai, vai.” O sussurro da senhora foi tão alto que Steve pôde ouvir, assim como algumas pessoas da fila e Steve ainda pôde ouvir a sobrinha dela respondendo “Tia, eu tenho vergonha, não me faz fazer isso” e a tia respondeu alguma coisa sobre ela parar de frescura e logo mandou ela se calar porque já estavam muito perto de Steve.

— Sr. Rogers... Capitão...

S: Olá. Boa noite, senhora Johnson.

— Como a pequena Sara está?

S: Ela está bem, só naquela luta para mamar.

— Ah é assim mesmo, mas você sabe o que ela precisa? De uma mãe! De uma figura materna, eu quero dizer, isso acalmaria ela. Já conheceu a minha sobrinha Juliana? É essa daqui, lembra que falei dela?

Steve só viu uma pessoa ficar vermelha de tanta vergonha como Juliana está agora e essa pessoa é ele.

Steve não quis deixar a menina sem graça, tentou ser o mais cordial possível.

S: Como vai?

Ju: B-bem...

— O que? Fala pra fora, Juliana! Ele mal te ouviu!

S: Eu ouvi, eu ouvi sim.

Steve salvou a menina de mais uma onda de constrangimento.

— Eu disse que ela era linda, não disse?

S: Sim, ela é muito bonita sim. Eu aposto que tem namorado.

Juliana sorriu e fez negativo com a cabeça, ela estava aliviada por Steve a estar tratando como se fosse uma criança e não como uma futura esposa.

— Ela é muito boa com crianças. Ela me ajudava muito...

A senhora deu um empurrão em Juliana, e a olhou como se Juliana tivesse uma fala ensaiada para dizer... E tinha.

Ju: Você quer que eu segure a Sara? Para que você possa comer?

S: Não... Obrigada, você devia comer.

— Ela já comeu! Ela come bem pouco, sempre sobra para alguém, essa menina é uma benção! O homem que casar com ela, será muito sortudo.

Ju: Titia, por favor.

Steve já estava com pena de Juliana, a tia dela realmente quer empurrar ela pra alguém a qualquer custo. Pelo visto, a conversa de cedo, não adiantou de nada.

S: Eu vou aceitar sua ajuda. Você sabe segurar um bebê, certo?

Ju: Claro.

Steve entregou Sara no colo de Juliana.

— Ah que maravilha, ela se sentará com você para que você vigie a neném.

Ju: Titia, não. Eu não posso sentar na mesa dos Vingadores.

S: Você pode. Só me siga, eu vou te apresentar para o pessoal.

A tia sorriu satisfeita e voltou para a cozinha.

Quando Steve foi se sentar, trouxe Juliana com ele e na mesa estavam apenas Maria Hill e Bucky. Steve apresentou Juliana para os dois.

H: Ah que ótimo, já arrumou uma babá para a chorona.

S: O nome dela é Sara.

Juliana estava muito acanhada por estar na mesa dos cidadãos mais famosos do bunker, ela praticamente ficou cabisbaixa o tempo todo.

B: Você não está com fome?

Steve teve que cutucar Juliana para que ela soubesse que a pergunta foi pra ela. Juliana olhou para Steve e em seguida para Bucky.

Juliana fez negativo com a cabeça.

Ju: Eu já comi, obrigada.

Bucky concordou com a cabeça, ele só perguntou porque viu que ela estava se sentindo muito deslocada e isso a ajudou a ficar mais relaxada na presença deles.

Toda vez que Bucky está fazendo refeições, ele para por alguns segundos e movimenta o pescoço e durante esses movimentos ele faz uma pequena careta no rosto.

Ju: Posso te perguntar algo?

Bucky, Hill e Steve olharam para Juliana.

Bucky concordou com a cabeça.

Ju: Você não está fazendo nenhuma fisioterapia, está? Para o seu braço amputado...

Bucky apenas a olhou e todos ficaram quietos com a pergunta, ninguém fala sobre o braço amputado do Bucky.

Ju: Me desculpe, é que você precisa, para que não sinta mais dor. Seu corpo não foi preparado para não ter o peso do outro, é preciso balancear de alguma forma, sua coluna sente...

Steve sorriu, enquanto mastigava.

S: Eu acho que temos uma fisioterapeuta aqui.

Ju: Minha tia sempre sente dores no corpo, e eu ajudo ela com massagens, ela disse que eu sou boa nisso e é o que eu faria se eu não vivesse aqui, eu estudaria fisioterapia...

S: É uma pena, não termos nada para formar novos profissionais, mas talvez um curso poderia servir de alguma coisa.

Ju: Acha que fariam?

S: Sim, por que não?

B: Bem, eu aceitaria uma massagem.

Ju: Eu faço pra você.

H: Eu também posso fazer.

Steve e Bucky franziram a testa e olharam para Hill.

S: Desde quando você sabe fazer massagem, Hill?

H: Desde sempre, nós temos todo tipo de treinamento na SHIELD... Eu sei fazer muitas coisas...

Steve olhava para trás e na direção da área da comida, o tempo todo, esperando que Natasha aparecesse com James, mas ela não tinha chegado ainda.

S: Hill, sabe da Natasha? Ela não costuma atrasar para dar comida ao James.

B: Ela não virá.

Steve olhou para Bucky.

B: Ela me pediu para levar uma sopa para ela depois...

Steve franziu a testa sem perceber...Primeiro porque ele perguntou a Hill e não ao Bucky, segundo porque Bucky foi avisado que ela não vinha e ele não foi, e terceiro porque Bucky foi designado para levar comida para ela no quarto.

S: Não é permitido.

B: Não é para ela, é para o James.

H: Por que ela não veio?

B: James dormiu e ela não quis acordar ele e ela está sem fome.

S: Então você vai levar a comida do James?

B: Sim.

Bucky pôde notar que Steve estava um pouco frustrado.

B: Mas qualquer um poderia levar... Se você...

S: Ela pediu para você, então... Eu tenho mesmo que ficar com a Sara.

Steve não sabe disfarçar bem o que sente, principalmente quando está com ciúmes e na cabeça dele, Bucky levar comida para James, já significa que Bucky passará a noite lá com Natasha, fazendo sabe Deus o quê e na presença do filho dele.

Steve queria ir até lá agora, pegar James e levar para o quarto dele, mas ele não poderia se precipitar a esse ponto, ele usou do juízo para se convencer que Natasha jamais faria algo na frente do filho e que James lá, na verdade asseguraria que nada entre ela e Bucky acontecesse.

Após o jantar, Steve deu mamadeira para Sara, foi para o quarto e trocou a fralda dela para garantir que ela dormisse bem. Steve a deitou no berço e resolveu usar o resto da noite para desenhar e tentar tirar da mente que Bucky está no quarto de Natasha agora.

...

Natasha ouviu batidas na porta, ela se levantou e abriu a porta.

B: Ele está dormindo ainda?

N: Sim... Ele brincou bastante hoje, eu não quis acordar ele porque ele fica insuportável quando é acordado. Obrigada por trazer a sopa.

B: Não foi nada.

Bucky entregou a sopa para Natasha.

B: Vai me deixar do lado de fora?

N: Me desculpe, eu achei que você... Que você tinha coisas a fazer. Entra...

Bucky sorriu e entrou. Natasha fechou a porta e colocou a sopa sobre a pequena estante do quarto.

N: Então, como está?

B: Bem, eu deixei o quarto de Steve.

N: Por que?

B: Ele tem a bebê agora, ele precisa de espaço.

N: Aonde você está dormindo?

B: No dormitório geral da Ala E.

N: Bucky...

B: Eu gosto quando me chama de James.

Natasha sorriu.

N: Eu não quero confundir o meu filho.

B: Eu sei.

N: Você poderia ter ficado aqui.

B: Não é uma boa ideia.

N: Por que não?

B: Porque seria mais difícil estar tão perto de você e não poder fazer nada.

Natasha suspirou e desviou o olhar.

B: E não é tão ruim quanto parece, eu fico mais perto para visitar minha nova amiga.

N: Sharon?

Bucky assentiu com a cabeça.

N: É tão estranho que ela aceite sua presença e a de Steve não.

B: Eu acho que Steve faz parte do trauma na vida dela, ele era o pai da filha dela e olhar pra ele deve fazer ela lembrar e sofrer...

N: Talvez.

B: Mas ela tem melhorado, ela esquece que o travesseiro é a Maggie quando estou por lá, os médicos me pedem para visita-la todo dia.

N: Deve ser chato.

B: Nada é chato quando não se tem absolutamente nada para fazer por aqui.

N: Eu sei...

B: Eu preciso ir.

N: Você acabou de chegar...

B: Eu sei... Como eu disse, é difícil ficar perto de você num ambiente a quatro paredes e não sentir nada...

N: Barnes... Para com isso.

Natasha disse de bom humor, fazendo negativo com a cabeça.

B: Se você dissesse que quer algo...Agora... Sem compromisso, porque eu sei que você não me ama, mas eu diria sim de qualquer jeito.

Natasha caminhou até Bucky e ergueu as sobrancelhas.

N: O que está dizendo, Barnes? Você quer fazer aquilo de novo?

B: Se você dizer sim...

Bucky segurou na mão de Natasha, que sorriu e fez negativo.

N: Eu não posso, James está aqui.

B: Eu sei... Nós podemos ir a outro lugar.

N: Barnes...

Bucky sentiu a resposta de Natasha mesmo sem ela responder com palavras, esse sorriso complacente dela, apenas indica que ela está comovida pelo convite, mas que não está interessada.

B: Eu tentei, não podia deixar de tentar... Eu não consigo acreditar que alguém não tentaria com você...

N: É... Mas tem quem não tente...

B: Ele é louco, totalmente. Eu preciso colocar algum senso nele.

N: Não... Eu desisti.

B: Desistiu?

N: É. Eu não preciso de ninguém, somos só amigos.

B: Se é assim, por que eu e você não podemos tentar?

N: Porque eu te amo, Barnes, mas não do jeito que você quer e merece... Eu quero manter nossa amizade e eu entendo que isso é exatamente o que Steve faz comigo e pra ser sincera... é o correto. Não podemos brincar com nossos amigos.

B: Você está certa. Eu vou para o meu quarto. Quer dizer para minha beliche, ao menos tenho uma só para mim e minhas coisas...

Natasha desmanchou um pouco o sorriso, mas seus lábios continuavam curvados.

N: A proposta de morar aqui conosco está de pé.

B: Eu pensarei a respeito.

Bucky beijou o dorso da mão de Natasha e saiu do quarto.

...

No meio da noite, Sara acordou já nos gritos e Steve sempre toma um susto, ele se levantou e antes de mais nada, checou a fralda e estava limpa.

Steve achou que era fome, a pegou no colo e foi até a cozinha. Steve preparou a mamadeira e novamente Sara se recusava a tomar da mamadeira, era um choro sem fim.

Steve tentou de todas as formas, fazer ela mamar e tentava se lembrar dos passos que Natasha disse pra ele, checar a fome, a fralda, sono e se não fosse nada disso que poderia ser manha ou algo sério. Mas como diferenciar um do outro?

Steve andava de um lado para o outro na cozinha, balançando Sara, ainda tentando fazer Sara pegar a mamadeira, sem nenhum sucesso...

S: O que você quer? Você está me deixando preocupado, Sara, me diz o que fazer...

Steve não tentou forçar ela a tomar a mamadeira mais, ela continuava a chorar e ele preferiu chamar Natasha para ter certeza se deveria ir ao centro médico ou não com Sara.

Steve foi até o quarto de Natasha e deu leves batidas na porta, se ela estivesse num sono profundo, ele não ia acordar ela, iria direto ao médico.

Steve não ouviu nenhum resposta depois de ter batido, nem som de ninguém se movimentando dentro do quarto, nem mesmo com o choro de Sara.

Steve ia se mover para ir ao centro médico, quando ouviu a porta do quarto de Natasha ser aberta.

Steve olhou para ela e claramente respirou aliviado. Natasha estava com os olhos semicerrados pelo sono que estava.

N: Steve? O que aconteceu com ela?

S: Ela não para de chorar, eu não sei o que fazer...

Natasha pôde ouvir James resmungar ao ouvir o choro de Sara.

S: Me desculpe, eu não queria acordar o James, eu vou embora...

N: Não. Espera. Deixa eu tentar.

Natasha esfregou os olhos para tentar ficar lúcida e em seguida pegou Sara no colo.

N: Entre ou acordaremos todo mundo.

S: Tem certeza?

N: Sim.

Steve entrou e fechou a porta.

Natasha checou a fralda de Sara e estava limpa.

S: Eu chequei, eu fiz a mamadeira e ela não quer tomar, não sei se é manha ou se ela está doente...

N: Não acho que esteja doente.

Natasha caminhou com Sara até a cama e a colocou deitada.

N: James tinha cólica às vezes... Eu tinha que fazer algumas massagens para ajudar...

Natasha colocou Sara sobre a cama dela e Steve se aproximou para absorver todo e qualquer tipo de informação sobre como cuidar de bebês.

Natasha apertou de leve a barriga de Sara e em seguida fez movimentos circulares, o que a fez parar de chorar e apenas resmungar.

N: Ela não está com dor... Ela não piorou o choro, então...

S: É manha.

N: Eu não sei, ela é muito pequenininha, eu acho que ela só quer carinho.

Natasha olhou para Sara.

N: É isso, Sara? Você sente saudades da sua mãe? Ela te amava muito, eu sei, você está sentindo falta dela...

Natasha acariciou os braçinhos e as pernas de Sara, depois deu um beijo sobre a testa dela.

S: Isso é impressionante...

Natasha fez negativo com a cabeça e deitou ao lado de Sara, mas deixou as pernas para fora da cama, ela ficou de lado e deixou o corpo de Sara rente ao dela e continuou fazendo carinho até que ela parasse de resmungar.

S: Está funcionando...

Natasha olhou para Steve e fez positivo com a cabeça, mas o olhou com reprovação. Steve entendeu que deveria ficar calado, porque obviamente Natasha estava tentando fazer ela dormir.

Natasha quase conseguiu, mas dois minutos depois, James acordou com a voz do pai e começou a chorar. Sara chorou em conjunto.

N: Deus...

Natasha se sentiu derrotada, Steve foi pegar James no berço e Natasha pegou Sara no colo.

N: Está tudo bem...

James acordou só para ir para o colo de Steve, deitou a cabeça no ombro dele e voltou a dormir. Mas Sara estava mais acordada que nunca agora.

Steve suspirou e colocou James de volta no berço.

N: Você devia tentar amamentar ela de novo. Eu acho que é fome...

S: Você quer dar a ela?

N: Não, eu acho que você deve fazer isso, é um momento único onde se estabelece um laço, principalmente na madrugada...

Natasha se levantou e entregou Sara para Steve.

N: Senta...

Steve sentou na beira da cama de Natasha com Sara no colo e tentou dar a mamadeira. Novamente o choro aumentou e Sara virava o rosto, se recusando a mamar.

Natasha olhou para James e ficou com medo dele acordar e passar o resto da noite acordado.

S: Eu não posso fazer isso. É só a primeira noite e ela está em apuros.

N: Você vai desistir dela?

S: Não... Eu não sei, eu quero que ela se sinta bem...

N: O que acha que aconteceria com ela num orfanato?

S: Eu não quis dizer isso, mas Pepper... Ela é mulher.

N: E daí?

S: Ela fica mais calma com você, a cozinheira disse sobre figura materna, ela está assim por isso.

N: Steve, ela está assim porque esse lugar é novo, as pessoas são novas, você é o único que ela está acostumada.

S: Mas eu me sinto mal, muito mal de verdade, Nat. Eu não consigo lidar com esse sofrimento dela.

N: Isso significa que você a ama. Meu peito dói quando James chora de verdade... Você sente isso porque você se importa com ela.

Steve suspirou e novamente tentou dar a mamadeira, Sara finalmente aceitou e começou a mamar.

N: Ela está bem. Viu?

Steve observava Sara mamar e Natasha sentou ao lado de Steve, aguardando Sara terminar.

Steve olhou para Natasha.

S: Você está cansada, eu devia sair.

N: Não, tudo bem...

S: Nat?

Natasha moveu o olhar de Sara para os azuis marcantes dos olhos de Steve.

S: Obrigada.

N: Não foi nada.

Natasha deu um pequeno sorriso e suspirou, ela não sabe porque mas de repente se sentiu estranha, como se ela e Steve não devessem estar juntos agora. E o único som que os dois podiam ouvir era a respiração um do outro, e tudo que estavam vendo eram os olhos um do outro, não havia nada que cortasse a atração que os olhos deles tem um pelo outro.

Steve aproximou o rosto do de Natasha tão lentamente que Natasha só notou o quanto ele estava perto, quando Sara resmungou por estar sendo imprensada contra o corpo de Natasha.

Os dois se afastaram na mesma hora e ficaram sem jeito, Natasha passou a mão pelo pescoço e ela não pôde deixar de sentir muito calor quando Steve estava tão perto de beijá-la.

S: Me desculpe.

N: Pelo quê?

S: Eu quase beijei e eu sei que não devia.

Natasha apenas suspirou e desviou o olhar.

S: Mas dessa vez, eu quero que saiba que eu realmente queria te beijar e eu sei porque.

Natasha olhou para Steve bruscamente.

S: Eu sinto algo Natasha, eu sinto, eu queria ter dito naquele dia, mas eu estava muito chocado em saber que você estava apaixonada por mim, eu não sabia se era correto... Eu realmente não queria e não quero magoar você.

N: Eu não me estressaria com isso.

Steve a olhou com surpresa, porque Natasha disse de forma muito fria e indiferente essa frase.

Natasha se levantou e caminhou até o berço de James e ficou de costas para Steve.

N: Desde aquele dia, eu me sinto melhor, eu entendi que somos amigos.

S: Mas eu...

N: Eu estou bem com isso. Na verdade, eu estou ótima, eu me permiti fazer coisas que eu estava me privando de fazer e...

S: Bucky.

Natasha se virou e olhou para Steve. Não era sobre o sexo com Bucky que ela estava falando, quer dizer... era também, mas ela estava se sentindo livre no geral por não mais ficar triste pelos cantos, sofrendo sem Steve, sofrendo desejando ter o amor dele e só receber um “não sei” de volta.

Uma vez que ela colocou na cabeça que era hora de ser A viúva negra, ela não volta atrás.

Então agora que Steve acha que é o Bucky e que ela tem sentimentos por ele, tudo bem, problema dele. Talvez Steve pense que ela está namorando Bucky e tanto faz o que ele pensa, ela não se explica pra ninguém.

Natasha ergueu as sobrancelhas e depois voltou a olhar para James.

Steve ficou em silêncio e não perguntou e nem disse o que queria dizer.

S: Ela terminou, eu vou embora.

Natasha olhou para Sara e concordou com a cabeça.

S: Obrigado mais uma vez.

N: Não por isso... Boa noite, Rogers.

S: Boa noite, Romanoff.

Steve deixou o quarto de Natasha e foi para o dele.

...

Já no fim da madrugada, quando o dia estava começando a raiar, o W.T. de Steve começou a soar. Steve demorou a colocar Sara para dormir naquela noite e ela logo acordou chorando com o som do W.T.

Steve a pegou no colo depois atendeu a chamada de Tony Stark.

S: O que foi, Tony?

T: Temos companhia.

S: O que???

T: É bom que você venha aqui no C.C. e veja com seus próprios olhos. Eu vou acordar a Hill agora.

S: Tony! Eu estou com Sara, eu não posso ir agora. Tony? Tony???

Steve respirou fundo e olhou para Sara.

S: Está tudo bem, Sara. Pior que eu não posso deixa-la aqui, terei que te levar comigo.

Steve saiu do quarto e foi para o centro de comando, ele abriu a porta com raiva e viu Tony olhando para as telas que contém as imagens das câmeras de segurança do bunker, que exibe imagens internas e externas do bunker.

Tony estava de pé, observando seus agentes monitorarem as imagens.

Steve estava zangado pela hora que Tony o chamou, sabendo que agora ele tem a Sara.

S: O que foi, Tony?

T: Oh Deus, por que ela está desse jeito?

S: Porque você acordou ela!

T: Graças a Deus me livrei de cuidar de bebês que choram.

H: Todos eles choram, Tony, o seu não será diferente.

Hill acabara de entrar no centro de comando.

T: Por isso eu estou desenvolvendo um controlador de choro.

H: Você é inacreditável, Tony.

Sara gritava ainda mais alto.

S: Sara, calma...

H: Deus, ela não desliga?

S: Ela é um bebê, você devia parar de se referir a ela como se ela fosse um objeto, eu não gosto disso.

T: Steve é tão dramático!

H: Ele é e só porque...

— Gente! O que estão fazendo???

Os três olharam para Natasha na porta de entrada para o centro de comando, olhando para eles com reprovação.

Depois de alguns segundos de silêncio, os três começaram a falar ao mesmo tempo.

H: Tony começou.

S: Ele começou.

T: Ela começou.

H: Eu comecei? Eu fui acordada, chego aqui e...

S: Vocês acordaram a Sara, ela não para de chorar agora e...

N: GENTE! PAREM! O que estamos fazendo aqui?

T: Primeiro o Steve tem que fazer essa menina se calar.

S: Não fala assim com ela.

T: Ela não entende.

S: Você não sabe disso.

H: Dá licença!

Hill pegou Sara do colo de Steve e olhou para ela, seriamente.

H: Chega! Acabou. Sh!

Steve, Tony e Natasha pararam para observar Hill falando com Sara como se fosse ela fosse um soldado ou coisa parecida e o mais surpreendente foi que Sara parou de chorar.

Hill olhou para Steve e sorriu, cheia de orgulho.

H: Viu?

N: Eu deixei James sozinho no quarto para saber o que está acontecendo. O que é afinal de contas?

T: Ah sim. Eu queria mostrar isso.

Tony apontou para a tela que mostra as imagens externas e depois pediu para o agente dele ampliar no ar para melhorar a imagem.

Hill, Natasha e Steve se aproximaram da tela, olhando com curiosidade e incredibilidade ao ver as imagens da câmera.

N: Mas que merda é essa?

Notas finais
Palpites?