As semanas estavam passando rapidamente. Hunter ainda não havia tido coragem para tocar no restaurante de seus pais. Afinal, sempre havia algo que o atrapalhava a tomar uma decisão. Os amigos se tornaram uma visita constante trazendo alegria para o ambiente. O medo dele era tão grande que quase não havia divulgado como deveriam. Não que seu pais não soubessem que ele tocava, mas era diferente quando uma grande quantidade de pessoas com quem convivia sempre lhe exigia mais e mais. Tinha medo de decepcioná-las diante de tamanha expectativa.

Lorena e Henry ficaram felizes com a ideia de terem músicas ao vivo em seu estabelecimento. Eles queriam que os jovens também se divertissem enquanto realizavam as suas obrigações. Mesmo sendo um dos lugares mais frequentados havia a necessidade de mudarem a rotina de seus funcionários e de seus clientes. Decidiram que seria duas vezes na semana as apresentações. Hunter ficou encarregado de encontrar bandas interessadas em realizar as apresentações, mas a maioria que ele conhecia estaria participando de outros eventos.

Foi Lilly quem lhe deu a ideia de que ele mesmo deveria tocar na noite de estreia. De início ele pareceu concordar e ficou ansioso para que aquele dia chegasse. Finalmente esse dia havia chegado e Lilly não sabia mais onde procurar por Hunter. Só poderia ser o nervosismo, apenas isso. Era bom que fosse, pois o restaurante estava cheio.

Lilly seguiu a sua intuição e foi até o vestiário. Seus passos eram largos na tentativa de poupar tempo. As luzes estavam apagadas dificultando a sua visão, mas notou que havia alguém na penumbra. A respiração era pesada. Procurou o botão que acendesse as luzes. Ficou espantada ao encontrá-lo ali sozinho. Era de partir o coração.

— O que você está fazendo, Hunter? — perguntou Lilly sentando-se ao seu lado — Estão te esperando.

Demorou que ele voltasse sua atenção para a garota ao seu lado. Sua cabeça levemente abaixada e com o olhar para o chão sem graça fez com que Lilly sentisse vontade de tocar-lhe. Bastou apenas um toque para que ele se virasse e abraçasse com força. Não gostava de se sentir daquele jeito. Sua respiração estava quente sob o pescoço da jovem.

— Para com isso ou vou ter que me controlar para não sair te agarrando como nos meus sonhos — brincou ela divertida.

Isso fez com que ele se afastasse rindo.

— Adoraria que me agarrasse. — devolveu ele ressentido.

— Foi uma brincadeira, Hunter — alertou ela — O que está acontecendo com você? Pensei que estivesse ansioso para tocar aqui. Planejamos tudo.

Ele deu de ombros.

— Estava ansioso até ver o tanto de pessoas aglomeradas. Todo mundo que eu conheço está aqui.

— Isso não deveria ser um problema — murmurou ela — Só respira fundo e não pira. Vai dar tudo certo.

— Falar é facil — disse se levantando — Não era para ser assim, Lilly. Sempre gostei de estar diante das pessoas e mostrar o quanto amo música, de fazer de tudo isso o meu mundo particular, mas agora parece tão diferente. Você tem que ir lá e dizer que eu não estou bem e teremos que cancelar.

Ela sentiu o corpo todo congelar.

— Não! — exclamou ela se leavnatdo bruscamente — Eu não dei o duro para organizar tudo pra você desistir assim sem ao menos ter tentado, Hunter. Olha, eu sei o quanto você ama estar num palco sendo envolvido pela sua música. Respira fundo e esqueça todas essas pessoas. Pense que nenhuma delas não é alguém que te conhece. Essa noite é sua e ninguém pode atrapalhar.

Ele ficou em silêncio por alguns segundo absorvendo tudo oque acabara de ouvir. Ela tinha razão. Aquela noite seria inesquecivel, pois era a noite dele.

— Não sei como conter o nervosismo, Lilly. Me ajuda. — pedia Hunter passando a mão pelos cabelos desesperado.

Ela não sabia como poderia ajudá-lo. Olhou ao redor à procura de algum objeto ou qualqer outra coisa que o fizesse se sentir bem. Infelizmente não havia encontrado nada, exceto pela correntinha dourada que ela estava usando. Levou as mãos até o próprio pescoço e desabotou. A correntinha ficou pequena em sua palma. Olhou divertida para Hunter, era o minimo que ela poderia fazer por ele.

— Quero que fique com isso, Hunter! — exclamou ela lhe mostrando a correntinha — Funciona como o meu amuleto da sorte.

— Não posso aceitar.

— Porra, Hunter. Cala essa boca e deixa eu colocar em você antes que eu me arrependa.

— Pedindo com essa delicadeza, não tem como contrariar.

Lilly se controlou para não rir. Passou a correntiha pelo pescoço de Hunter e teve ue se aproximar ainda mais de seu corpo para abotoar. Tinha um pequeno truque para que ela nunca se abrisse com facilidade. Não levou muito tempo para que estivesse tudo na mais perfeita ordem.

— Agora vai lá e arrasa. — incentivou ela.

Ele sorriu carinhosamente e se pôs a caminhar para fora do vestiário. Antes que ele saisse por completo dali, Hunter deu uma olhada em Lilly.

— Você vem?

— Vai na frente! — respondeu ela corando sob seu olhar.

E assim ele saiu deixando-a sozinha. Ela queria controlar o rubor que tomava conta de si. Antes mesmo que ela pudesse sair dali ela sorriu satisfeita por estar ajudando alguém a enfrentar os seus medos. Foi assim que aprendera com o grupo de Soraya.

Ao chegar no salão, ela teve a mais erfeita visão. Hunter sorria confiante enquanto segurava a sua corrente com força sob o peito. Louise se posicionou ao lado de filha. As duas estavam prontas para assistirem a performance.

O dedilhar sob as cordas fez com que os olhares se fixassem em Hunter. A pequena bateria marcava pacientemente o tempo. A junção dos instrumentos foi crescendo e se tornaram fortes e vibrantes a cada segundo. Hunter mantinha os olhos fechados aumentando a sua concentração. Os primeiros versos fez com que a sua plateia se arrepiasse. Lentamente suas palpebras derma espaço para o brilho de sua iris azulada. Seu foco era apenas um e agradecia por estar ali. Seu apoio era importante.

When the visions around you, bring tears to your eyes

And all that surrond you, are secrets and lies

I'll be your strength, I'll give you hope, keeping your faith when its gone

The one you should call, was standing here all along

Lilly deitou a cabeça no ombro de sua mãe com leveza. Amava aquela música e não importava quanto tempo passasse, sempre seria uma de suas favoritas. Fechou os olhos e se pôs a cantar junto com todas aquelas pessoas. Seu coração, pulava, saltava e dançava ao mesmo tempo. Aquela sensação não lhe era familiar, mas não lhe assustava. Sabia que logo voltaria ao normal.

And I will take you in my arms, and hold you right where you belong

'Til the day my life is through, this I promise you

This I promise you

Aplausos soaram de todas as partes assim que a música terminou. Até mesmo alguns funcionários haviam parado as suas tarefas só para verem a performance de Hunter. Os sorrisos que lhe eram dirigidos eram os mais sinceros. Até mesmo Lorena e Henry estavam animados e orgulhosos do que presenciaram. Ele estava completamente vermelho com todo aquele carinho. Não entendia o porque de ter tido tanto medo. Lilly não errara à respeito de que os amigos sempre lhe dariam forças para seguir em frente.

Havia apenas uma pergunta que ele se fazia: Onde é que estaria Lilly? A passos largos ele saiu à sua procura. Tinha que agradecê-la de alguma maneira. A sua intuição lhe dizia que ela estaria do lado de fora tomando ar. Ela tinha uma mania muito séria de aproveitar a noite, do vento bater em seu rosto. Isso o divertia muito.

Ela estava de costas para ele quando a encontrou. Sua cabeça estava levemente erguida em direção aos céus. Parecia concentrada demais. Ficou ao seu lado em pleno silêncio, não queria quebrar a magia que a envolvia.

— Pode parar de me olhar — murmurou ela virando a atenção para ele — Pelo jeito está se sentindo melhor do que nunca, não é?

— Foi tudo perfeito, Lilly! A sua correntinha é mesmo da sorte. — comentou ele empolgado — Preciso te recompensar por isso. Que tal um jantar? — sugeriu.

— Não precisa. — ela se recusava a aceitar as ofertas de Hunter. Não havia necessidade.

— Um encontro? — insistiu ele mais uma vez

Não gostando da ideia de um encontro ela logo se decidiu.

— Um jantar seria bom.

Ela riu nervosa. Não compreendia o efeito que Hunter lhe causava. Sempre era um mix de seus sentimentos e isso a assustava. Às vezes agia feito uma maluca, mas talvez fosse apenas a sua forma de se defender.

— Finalmente concordou com algo! — exclamou ele divertido fazendo-a rir — Pensei que teria que levar anos até que pudesse aceitar algo. Não é fácil te agradar, Lilly.

Ela deu de ombros.

— Isso é a tentativa de uma trégua entre nós, xuxu!

Disse ela voltando para o restaurante. Seria bom ter um pouco de paz, principalmente entre eles.

*****

Nos dias seguintes os jovens ficaram encarreagados de muitas tarefas, tanto na faculdade como no trabalho. Lorena sempre conversa com Lilly a respeito de estarem sempre trazendo novidades para o restaurante. Ela não errara quanto a ter musica ao vivo, os clinetes pareciam ter gostado e sempre na noite seguinte uma pequena fila se formava do lado de fora para que pudessem ter a oportunidade de entrarem. Os donos ficavam extasiados com tantas pessoas interessadas naquele local e com a ajuda dos jovens, serviam alguns produtos para degustarem. Assim a espera valeria ainda mais. Eram pessoas pacientes e isso aquecia o coração de Lorena, Henry e da nova chefe Louise. Era desse jeito que os negócios funcionava para eles.

Depois de passarem a semana inteira trabalhando feito loucos, dando o melhor de si, finalmente teriam alguns dias livres. Eram merecedores de toda aquela conquista. Hunter não havia esquecido do jantar que prometera a Lilly. Já havia escolhido o lugar e marcado o horario que passaria na casa dela. A única questão era que Hunter estva um pouco nervoso para aquela noite. Convocara a presença de Oliver, talvez pudesse ajudar em algo.

Faltava apenas uma hora para que Hunter fosse até a casa de Lilly, mas não conseguia se decidir quanto a sua roupa. Havia uma montanha delas em sua cama, mas Oliver como bom amigo que era, apenas ria da situação.

— Caraca! — exclamou Oliver chocado — Já é a quinta roupa que você experimenta. Estou começando a achar que esse suposto jantar foi apenas uma desculpa para ficarem a sós.

Hunter sorriu diante do comentário do amigo. De qualquer forma ele não estava errado. Precisava saber um pouco mais a respeito daquela garota que estava sempre deixando-o louco e fora de si. Ela não tinha medo de dizer tudo o que lhe vinha à mente, não se importava em ser ela mesma.

— Talvez esteja na hora de conhecer Lilly como ela realmente é. Sei que ela tem muito a explorar e que ainda não tenha encontrado alguém que a ajudasse a desvendar tudo o que precisa.

— Tudo bem! Como quiser, mas escuta o que eu te digo. Essa garota vai fisgar o seu coração e a sua mente e então deixará de saber o que é ter paz e noites tranquilas. — Oliver pigarreou — Ela merece encontar a felicidade.

— É uma pena que ela não tenha se dado conta — murmurou mais pra si mesmo do que para Oliver.

— Essse é um dos perigos de se apaixonar, meu amigo. — disse ele pousando a mão no ombro de Hunter — As pessoas começam a falar sozinhas, suspiram profundamente como se fossem atores... sem contar no brilho que ganha o olhar.

Hunter balançou a cabeça de um lado para o outro. Não conseguia entender de onde Oliver tirava tantas teorias malucas a respeito do amor e de suas derivações.

— Como estou? — perguntou ele se virando de um lado para o outro com os braços abertos se mostrando.

— Espero que ela goste, porque senão terei que contar a ela sobre as roupas que experimentara.

Oliver começou a rir desesperadamente, mas Hunter lhe dava socos no braços para que ele parasse rir daquele jeito. Sua mãe poderia entrar naquele quarto a qualquer momento temendo que o pior estivesse acontecendo. Bastou apenas alguns minutos (longos) para que tudo ficasse na mais perfeita ordem.

— Preciso ir antes que fique tarde! — exclamou ele pegando a chave do carro.

— Boa sorte!

Desperdiram-se com tapas nas costas. Hunter correu até o carro. A ansiedade o dominava, havia muitas coias que ele gostaria de saber sobre Lilly e em um lugar mais reservado seria proveitoso ter essa conversa. As casas iam ficam para trás conforme ele dirigia. As ruas calmas lhe davam a sensação de que estava indo além do permitido. Não era para parecer tão afobado.

Levou menos tempo do que precira para chegar à casa de Lilly. Estacionou e ficou encarando a casa. Havia poucos comôdos com a luz acesa e um desses deveria ser o quarto de Lilly. Esperava que ela já estivesse pronta.

Tomou coragem e saiu do carro a passos largos. Havia urgência em encontrá-la. Seu coração batia aceleradaemnte como quem estivesse em meio a um desfile de carnaval. Apertou a campainha e esperou até que fosse atendido. Não levou muito tempo para que passos soassem sob o chão. Seu olhar estava focado na criatura que se movia com graça e delicadeza.

Hunter não conseguia desviar o olhar de Lilly. Havia um brilho especial naquela noite. Seu rosto estava mais corado, os olhos mais vivos e a boca... lindamente vermelha. Ela havia conseguido mexer com os seus sentido com uma simples produção.

— Estou bastante surpresa com a sua produção Hunter! Pensei que fosse ficar em dúvida no que vestir, mas vejo que me enganei.

Ele gargalhou. Era uma pena ele não lhe contar a verdade.

— Você não está mal. Parece outra pessoa... está mais educada.

— Eu sou educada, talvez não com você.

Hunter gargalhou. Levantou as mãos se rendendo.

— Tudo bem! Eu sei lidar com isso, mas espero que depois dessa noite maravilhosa que planejei você mude de opinião a meu respeito. Não está sendo facil tentar ser o seu amigo, Lilly. Nada parece te agradar com tanta facilidade.

Ela o olhou com desdem.

— Estou vendo que você faz o estilo dramático! — zombou Lilly.

Ele fechou a cara ofendido.

— Entra logo no carro antes que eu perca a cabeça com as suas provocações.

Era impossivel se controlar diante das palhaçadas daquele rapaz. Com ele não era necessário fingir quem não era, ele conseguia trazer à tona o seu melhor e pior lado.

O caminho até o restaurante foi silencioso, Hunter não queria estragar o clima positivo que estava entre eles antes de sairem de casa. Pelo menos se manteriam assim enquanto não encontrassem o local. Hunter a fez acreditar que estava perdido no meio do nada. Seria pessimo para a reputação dele se tivesse acontecido. Ele dirigia despreocudamente, mas percebi o nervosismo na garota ao seu lado. Não conseguia controlar os dedos, pois estes tamborilavam freneticamente nos joelhos. Para ele era simplesmente divertido vê-la daquele jeito.

Assim que chegaram logo foram bem recebidos pelo manobrista. Muito simpático por sinal. Sem poder se controlar, Lilly acabou rindo da expressão de Hunter, pois ele estava tentando assustar o rapaz, mas não obteve sucesso. Era melhor deixar de lado e logo entraram no restaurante sendo conduzidos até a mesa que lhe era reservada.

— Boa note! — cumprimentou o garçom — Qual será a bebida da noite senhores?

— Um chá de pessego — respondeu ela prontamente.

— Só um chá, Lilly? Tem certeza que não quer um champagne ou algo parecido? — perguntou ele confuso.

Ela sorriu levemente colocando a franja para trás de sua orelha.

— Não gosto de bebida alcoolica e como você está dirigindo acho que não deva beber também. — sugeriu ela levantando a sobrancelha.

Ele se deu por vencido.

— Dois chás, por favor! — disse ele ao garçom — Me fale um pouco sobre você, Lilly.

Ela revirou os olhos já sabendo onde aquela conversa poderia terminar, mas tentaria se comportar. Responderia as perguntas que ele lhe fizesse.

— Nem sei por onde começar... — ela buscava algo em sua mente — Não morei a minha vida toda aqui... — ela fora interrompida antes de dar sequência às suas lembranças.

— Onde morava? — quis saber ele curioso.

— Em São Paulo. Não gostava muito da grande metropole, ficava louca com toda aquele agito, e no entanto minha mãe já trabalhava para os seus pais e tudo o que ela fez foi pedir uma transferência. — ela sentiu uma pontada de dor ao contar a verdade — Como eu nunca fui de ter amigos, sair daquela cidade não foi um problema. — ela repsirou fundo — Minha mãe e eu fomos muito bem recebidas na nossa chegada. As pessoas com o passar das semanas nos esqueceram e ficamos invisiveis aos seus olhos. Foi a partir daí que a minha vida virou um verdadeiro inferno.

— Conheceu a Laura — Hunter adivinhou.

Ela deu de ombros.

— Não foi algo muito bom... — ele a interrompeu.

— Por que essa briga toda entre vocês? Existe algum motivo?

— Não sei como começou ao certo. Como eu não tinha amigos assim que cheguei aqui, preferi ficar isolada e longe de todos. Depois de quase um mês ela e algumas amigas começaram a me provocar nos corredores da escola. Nunca fui de revidar, mas principalmente por eu não saber o motivo de tudo aquilo. Fiquei com medo de contar para minha mãe, e até hoje ea não imagina o que tenho passado.

Hunter estendeu a mão e tocou a dela. Seu toque era calmo.

— Sei que deveria te dizer para confiar na sua mãe e contar, mas pelo pouco que te conheço, vejo que não gostaria de deixá-la preocupada — ele tocou levemente o rosto dela para que olhasse em seus olhos — Conte comigo sempre que precisar... às vezes é bom ter com quem desabafar.

— Obrigado Hunter! — agradeceu ela fechando sua mão na de Hunter — Podemos pedir?

— Seu pedido é uma ordem, minha jovem.

Olharam o cardápio com muita atenção, mas ela preferiu que Hunter escolhesse. Não tinha ideia do que escolher, mas ele ficou satisfeito com a sua escolha. Enquanto o pedido não era servido, Hunter aproveitou para continuar conhecendo-a melhor. Quanto mais Lilly falava mais ele ficava encantado. Sua vida nunca foi fácil, mas ela nunca deixara de lutar por aquilo que desejava. Mesmo que tivesse que colocar a felicidade da mãe em primeiro lugar.

Depois de estarem servidos, a conversa tomou outro rumo. Falavam a respeito de filmes e series. Lilly era fanatica, isso explicava o seu amor pela arte. O clima entre elOhhes não poderia estar melhor. Lilly não conseguia entender o porque de se sentir tão bem ao lado de Hunter. Pensava que aquela noite entre eles fosse cheia de desastre, palavras de baixo calão e agressão fisica, mas tudo ia muito bem.

Talvez nem tanto assim, a visão de Lilly foi o ponto para que todas as suas aegrias caissem por terra. Olhou mais uma vez para se certifcar, mas não havia erro. Sua noite tomara um rumo indesejado.

— Não acredito que a Laura está por aqui. — murmurou ela furiosa.

Hunter sem querer fazer alarde procurou-a discretamente.

— Se quiser ir ficar com ela, vou entender. — disse ela simplesmente.

Ele pensou ter escutado sua voz tremer e ficar magoada. Lily se mostrou diferente do que ele esperava. Tomado por um impulso ele tocou a sua mão que repousava lentamente em cima da mesa. Seus olhos azuis estavam penetrados aos dela fazendo com que ela se sentisse invadida e despida.

— Não quero que fique triste. Não suportaria te ver assim, Lilly — um arrepio tomou conta do corpo dele — Prometi que essa noite seria apenas sua e assim vou cumprir com a minha palavra.

— Mas ela é a sua namorada. — lembrou ela sentindo um amargo em sua boca ao proferir aquelas palavras.

Foi impossivel conter a risada. Lilly não poderia acreditar num absurdo daqueles. Laura poderia ter as suas qualidades, mas Hunter nunca a ohara com outros olhos.

— Falei alguma besteira?

— Claro que sim. Não estamos namorando, Lilly. Só a vejo com amiga, mas tavez não seja o mesmo para ela. De minha parte ela não corre nenhum risco.

Ela se sentiu aiviada ao ouvir aquilo. Não queria arrumar mais confusão com Laura por causa de um jantar.

— Está se sentindo desconfortável com a presença dela, não é? Se quiser, sairemos daqui. Farei isso por você.

Um breve sorriso nasceu em seus lábios.

— Faria isso por nós? — insistiu ela.

— Se assim desejar...

Dito isso Hunter pediu ao garçim para que lhe trouxesse a conta. Não demorou para que eles logo estivessem longe dali, loonge de Laura. Por dentro Lilly agradecia por Hunter compreendê-la. Se fosse outra pessoa iria achar idiotice e permaneceriam ali, mas ele mostrou ser diferente e com isso já ganhava alguns pontos positivos.