Infinito - Snamione

19 Natal em família.


Notas iniciais
Boa noite!
Bom, eu fui muito má nos últimos caps né?
Esse daqui, também era pra terminar tragicamente, mas resolvi deixar as tragedias para o próximo. Então aproveitem e se derretam com o primeiro natal em família!!!

POV-Hermione

Fiz com que Gina jurasse que não contaria nada para ninguém, sobre o estado de minha gravidez. Ela não se cansava de tentar me convencer á tirar o bebê, mas eu não cederia. Eu teria essa criança. Ela era parte de mim, pedir que eu abortasse, era o mesmo que pedir para matar Sophie.

Era véspera de natal, Sophie e eu estávamos no largo Grimmauld. Martino tinha ido passar o natal com os pais na Itália. Eu estava decepcionada com ele. Apesar de não querer estar gravida, eu já tinha aceitado esse bebê, já o amava. Quando contei á ele que era uma gravidez de risco, ele não pareceu se preocupar com a criança. Pensei que ele cancelaria a viajem e passaríamos o natal juntos, mas ele não o fez. Muito pelo contrario, ele me disse que ficaria por mais algum tempo na Itália. Ou seja, eu estava frágil, debilitada e sozinha.

POV-Snape.

No momento em que cheguei á casa dos Potter, senti os olhares de todos me bombardearem. Claro, todos ali já deviam sabe que eu era o pai de Sophie. Todos me cumprimentaram com cordialidade, tinha fedelhos ruivos por todos os cantos. Nunca tinha visto família mais barulhenta.

–Esta gostando da festa? – Hermione me perguntou. Estávamos na sala, Lupin e eu, conversávamos sobre algumas alterações que pretendia fazer na poção mata-cão. Ele saiu quando Hermione chegou, me deixando sozinho com ela.

–É um pouco barulhento pra mim.

–Eu imaginei que diria isso. – Ela me sorriu fracamente e se sentou. Sua barriga já se pronunciava um pouco nas roupas. Suspirei. Eu não a vi gravida de Sophie. Não á vi carregando minha filha, não senti o bebê mexer, não passei pela agonia e ansiedade de esperar pelo nascimento. E agora, nunca teria nenhuma experiência dessas. Tudo graças aquele maldito trouxa!

–Já sabe o que é? – Perguntei apontando para a barriga.

–Um menino.

–Parabéns.

–Obrigada Severo.

–Você me parece meio abatida. – Ela parecia mesmo. Estava meio pálida e desanimada. Parecia cansada também.

–Sintomas da gravidez.

–Hermione? – Ouvi Harry Potter á chamar, Ela se levantou e foi conversar com o cabeça-oca. Ela mal tinha saído da sala, Ginevra Potter apareceu.

–Snape, podemos conversar?

–Claro.

–Não, aqui não. Me acompanhe. – Eu á segui até a biblioteca da casa. Ela trancou a porta assim que entramos e lhe lançou o abafiato.


–Você gosta mesmo de Hermione? – Ela me perguntou séria.

–Não acho que deva discutir isso com você, senhora Potter. – Arqueei a sobrancelha.

–Vou aceitar isso como um sim. – Ela suspirou. – Você precisa convence-la a tirar aquela criança. – O tom de voz dela era preocupado. Ela devia ter enlouquecido. Hermione nunca abortaria, e nem eu queria que ela fizesse tal atrocidade. Por mais que eu não gostasse da ideia de ela estar gravida, não queria que ela matasse o próprio filho.

–Não consigo convence-la á largar aquele trouxa asqueroso, mas com certeza ela vai me ouvir quando eu mandar matar o filho dela! – Eu disse cheio de sarcasmo.

–Se ela não abortar, ela morre.

–Q-Que?

–Ela esta com uma complicação na gravidez. Se ela não abortar, ela morre. O medico foi muito claro! – Ela disse pausadamente. Respirei fundo varias vezes. Morrer? Ela morreria? Não. Isso não pode acontecer. Ela não pode me abandonar, não pode abandonar Sophie! Me joguei em uma poltrona próxima.

Mas ela não pode morrer! Ela tem que viver, por Sophie, por mim...

–Não acho que ninguém possa convencê-la, á não ser você. Ela pode negar o quanto quiser, mas ela ainda te ama Snape. Você tem que salva-la.

–Eu vou falar com ela. – Eu disse concordando com a ruiva.

–Ótimo, vamos então. Tenho que servir o jantar. – Antes de abrir a porta, ela se virou para mim e olhando nos meus olhos declarou :- A vida dela está em suas mãos Snape.


Durante toda a ceia, eu permaneci distante. Nem mesmo quando um dos fogos de Fred Weasley atingiu meu prato, consegui esboçar alguma reação. As palavras de Ginevra ficavam ecoando em minha cabeça o tempo todo. “ A vida dela está em suas mãos Snape.”. Eu não deixaria Hermione morrer. Ela não vai ter esse filho, o tirarei com as minhas próprias mãos, se for preciso! Ela pode me odiar pelo resto da vida, mas ela teria uma vida! Não importa á que preço.

Depois da ceia, todas as crianças foram dormir. Todas ansiosas para acordarem no dia seguinte e abrirem seus presentes. Alguns adultos foram se deitar, outros foram conversar na sala.

–Deixe que eu os coloco na cama. – Ofereci para Ginevra quando ela foi subir com os últimos três. Sophie, July Longbottom e Thiago potter.

–Onde estão as outras crianças? – Perguntei.

–Já estão na cama, só falta esse três. – Ela me olhava desconfiada. Unf! Será que um pai não podia querer colocar a filha na cama, na noite de natal? Qual é.

O pequeno quarto onde Sophie dormiria ficava no segundo andar. Tinha duas camas de solteiro e um colchão no chão. Thiago Potter tinha se deitado em uma das camas, mas eu lhe dei um peteleco na nuca.

–Saia dai rapazinho. Deixe as camas para as meninas!

–Ai, tudo bem. –Revirei os olhos. Tinha que ser um Potter mesmo. Sophie riu e se arrumou na cama. Eu a cobri.

–Ansiosa para abrir os presentes?

–Muito.

–Tenha uma boa noite Sophie. – Lhe dei um beijo na testa. – Feliz natal filha.

–Feliz natal pai. – Como era bom ser chamado assim. Ser amado assim, de forma tão pura e inocente. Minha felicidade só não estava completa, por que estava preocupado com Hermione. O que eu faria para convencê-la a tirar a criança?

Fiz carinho nos cabelos negros de minha filha, até que ela adormeceu. Eu poderia passar a noite ali, vendo-a dormir tranquila. Mas tinha que falar com Hermione.


Na sala, conversamos por horas, Hermione e eu trocávamos olhares furtivos.

POV-Hermione

–Mas ela falava demais. Eu quase tive um infarto durante a lua de mel. – Dizia Ron sobre sua recente separação.

–Ronald, vê se agora da um tempo. Relaxa.

–Mas eu estou muito apaixonado pela Claudia!

–Já tem outra? – Perguntou Harry.

–Pelo amor de Merlin Ron! Bom, está tarde e as crianças vão acordar cedo amanha. É melhor irmos dormir. – Disse Gina levantando. – Hermione, importa-se de dividir o quarto com Snape?- Pelo canto do olho vi Snape se empertigar na cadeira.

–Eu posso dormir na sala. – Ofereci.

–Nem pensar! Você está gravida, e além do mais a sala é do Ron, e os outros quartos já tem seus casais, quer ficar de vela? — Ela perguntou baixinho.


–Você me paga! –

–De nada!- Gina riu.


O quarto tinha uma cama de casal, mas não era muito grande. Tinha um sofá, num canto, uma cômoda grande e um banheiro. Eu cheguei ao quarto primeiro. Tomei um longo banho, executando metodicamente cada detalhe. Coloquei uma camisola preta simples de seda e soltei os cabelos. Quando sai do banho e abri porta, o vapor quente invadiu o quarto. Snape já estava ali. Ele me olhou por um tempo, e depois sem dizer nada, entrou no banheiro.

Seu banho não demorou tanto quando o meu. Ele saiu do banheiro sem camisa, usava uma calça preta e tinha os pés descalços. O cabelo molhado lhe dava um ar jovial. Ele estava tão lindo...

Eu tinha transfigurado o sofá numa cama de casal. Snape revirou os olhos para isso.

– Não seja criança Hermione. — Com um leve aceno de varinha, a cama de solteiro voltou a ser um sofá, pequeno e desconfortável. — Você está gravida, vai dormir na cama. E eu sou um pobre velho, vou dormir na cama.- Ele sorriu. — Relaxe, não vou tocar em você... Só se você quiser. — Ele sorriu maliciosamente e se sentou na cama. Suspirei e me sentei também, o mais longe que consegui de Snape, é claro.


–Você não costumava ficar tão nervosa, quando estava na cama comigo. — Ele disse arqueando a sobrancelha.
–Não... Não vamos discutir hoje. Por favor. — Apoiei a cabeça na cabeceira da cama.
–Não é a minha intenção, nós podíamos usar a boca pra outra coisa. O que acha ?
–HÁ! HÁ! HÁ! — Ele deu um sorriso torto, e se sentou de frente para mim ,com as pernas cruzadas.

–Nós precisamos conversar.- Ele começou com cautela- A mulher do Potter, me contou sobre a sua gravidez. – Bufei.
–A Gina não tem nada a ver com isso. Nem ela, nem você!
–Nós temos tudo a ver Hermione, nós te amamos.- Ele disse com suavidade. – Me sentei de frente para ele e abracei meus joelhos.

–Eu não posso matar o meu filho Snape.- Sussurrei.
–Mas pode abandonar a sua filha ?- Ele acusou.
–Eu não vou abandonar a Sophie!- Meus olhos se arregalaram. Eu nunca abandonaria minha filha! Eu a amo!
–Como você acha, que a nossa filha vai ficar, quando a mãe dela .. — Ele não quis dizer "morrer" em voz alta. Eu não tinha pensado nisso. Se eu morresse Sophie ficaria órfã.

–Ela tem você agora. Você vai cuidar dela, não é?


–Sempre. Sempre vou cuidar dela... E de você. Não posso te deixar. . — Ele suspirou.


– Eu não vou abortar! — Sibilei

.
– Vamos fazer um acordo. Eu vou te levar a todos os médicos que eu conheço, vou te levar pra qualquer lugar do mundo, e só vamos parar, quando acharmos uma solução. – Assenti uma vez. — Se houver, uma maneira de salvar você, nós a encontraremos. Mas, -ele suspirou — se não tiver, você tira o bebe. — Ele falou devagar, com a voz suave. Ele esperou em silêncio, até que eu concordei com a cabeça. Ficamos em silêncio por um longo momento, só olhando um para o outro. Tinha tanta coisa não dita naquele olhar.

Vi que ele também controlava a respiração. Eu o amava tanto. O desejava tanto. Martino tinha ido para Itália sem se preocupar se eu estaria bem ou não. No entanto Severo estava aqui. Consolando-me e se preocupando comigo.

Me rendi.


Com o coração explodindo em meu peito, o envolvi com minhas pernas. As entrelacei em sua cintura, me encaixando em seu colo. Repousei a cabeça em seu peito nu, enquanto ele alisava meus cabelos com as pontas dos dedos. Ele beijou o topo da minha cabeça e me abraçou com firmeza

–Talvez isso seja apenas uma esperança tola. Mas se nós nos amassemos de novo, eu juro, te amaria do jeito certo. Queria poder voltar no tempo para mudar o que eu fiz, mas eu não posso... Desculpe-me por aquela noite. – Ele se afastou um pouco para poder olhar em meus olhos. –A minha vida se resume a sentir sua falta. – Meus olhos ardiam com as lagrimas que eu não queria derramar. A voz dele era tão doce, tão sincera. Ele segurou meu rosto entre as mãos. – Hermione, por favor, por favor, volte pra mim. – Percebi que os olhos dele também estavam marejados. Eu nunca o tinha visto chorar.

–Você sabe que eu amo você. – Eu disse com a voz tremula.

–Mas por que isso não é suficiente? – Ele perguntou não mais alto que um sussurro. Então nos beijamos.


A chuva começou a cair pesada sobre o largo Grimmauld, a única claridade no quarto, vinha da janela que deixava a luz dos relâmpagos entrar. Eu estava encolhida em seus braços, a cabeça repousada em seu peito, enquanto ele afagava meus cabelos cachiados. O som dos batimentos do coração dele ecoavam em minha cabeça. Nem mil anjos cantando poderiam soar melhor do que aquele pulsar.

–Eu preciso de tempo. Tenho que resolver as coisas primeiro, tenho que pensar nessa criança e...

–Tudo bem, eu espero. – Ele me disse com um sorriso doce.

A porta se escancarou e Sophie entrou correndo em direção á cama. Nós nos soltamos rapidamente, cada um indo para o seu lado enquanto Sophie se colocava em nosso meio por de baixo das cobertas.

–O que houve Sophie? –Perguntei.

–Eu tive um pesadelo. – Ela disse num sussurro. Sophie tinha pesadelos desde muito pequena, com um garoto que ela não reconhecia, não podia ver seu rosto, era sempre uma imagem distorcida. Ele se aproximava, lhe dava um beijo e então ia embora. Não tinha nada de assustador de fato. Mas ela acordava ofegante e gritando quando percebia que ele tinha ido embora. Eu já tinha me acostumado com ela vindo para minha cama no meio da noite.

–Shhhh...- Snape envolveu a menina nos braços. – Está tudo bem agora, papai esta aqui. –Eu sorri. Parecia tão natural, tão certo que as coisas fossem assim. Como se ele estivesse ali o tempo todo.

Logo, Sophie se acalmou e adormeceu nos braços do pai. Ele á olhava com tanta ternura, que me derretia por dentro. Eu acariciava os cabelos negros de Sophie. Nunca senti tanto amor em minha vida. Finalmente estávamos juntos e nada poderia nos separar.

Adormecemos, os três, abraçados.

Notas finais
ooooooonw *---* Vai dizer que esse capitulo não ficou derretível? Hein?
E ai, o que acharam?
No próximo... Megan reaparece.

Obrigada pelos Review's lindos!

Queria tanto mais uma recomendação ... lalalalalala