Notas iniciais
Gente... Gente.... Gente... O epílogo! Demorou, mas saiu!

Desculpem a demora.

Se você chegou até aqui, e gostou da fic,recomende!!!

Bom, não vou protelar mais...

Boa leitura!

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Quatro anos depois ...

(POV-Sophie)

Não poder usar magia fora de Hogwarts é um saco!Eu reclamei para Scorp. Estávamos em nossas férias de natal e nós seis, (eu, July, Scorp, Thiago, Ted e Victórie) estávamos em minha casa. Nós tínhamos combinado de passar o dia vendo filmes trouxas na televisão de minha mãe.

Eu e Scorp estávamos na cozinha, tentando estourar pipoca, enquanto os outros se esbaldavam de chocolate no sofá da sala.


Scorp tinha se tornado um grande amigo pra mim. Nosso relacionamento foi meio forçado no inicio, nossos pais forçaram a gente á passar terríveis tardes juntos. No começo era bem ruim, mas depois... Bom, nós tínhamos muito em comum, gostávamos das mesmas coisas e tínhamos a tendência de burlar todas as regras que nos eram impostas.

–Você sabe como se faz isso?- Ele me perguntou inseguro.

–Claro sim! Eu posso me virar perfeitamente na cozinha, sem a ajuda de minha mãe, Scorp. Obrigada! — Tudo bem, eu nunca cozinhei antes. Mas eu já vi minha mãe preparando pipoca, pareceu bastante simples. –Me passa a manteiga.

–Manteiga. – Ele disse, me entregando o pote. Eu coloquei na panela e liguei o fogo. – Quanto será que a gente põe de milho?

–Milho? A gente não ia fazer pipoca?- Rolei os olhos para ele. Gente, como pode ser tão lindo e tão burro?

–Bom, somos seis. E Merlin sabe como a July come.... Melhor colocar o pacote todo né?

–É. – Scorp despejou o pacote todo dentro da panela, e nos sentamos sobre o balcão da pia. Esperando que a pipoca ficasse pronta.

–E ai, seu pai está nervoso?- Ele me perguntou. Meu pai tinha se candidatado á ministro da magia. A eleição aconteceria na próxima semana.

–Não...Ele fica mais nervoso com a minha mãe, pra falar a verdade.

–Mas também, parece que ela vai explodir á qualquer momento... – Minha mão voou para nuca dele, estralando de forma estridente com o tapa. -Ai, Sophie!

–Você que pediu. – O loiro bufou.

– Sabe, eu acho que toda essa sua agressividade, não passa de desejo reprimido.

–O que?

–Não negue Sophie, você é louca por mim.- Isso não é verdade. Quer dizer, Scorp é lindo, sedutor e tudo mais. Mas eu não estava afim dele...

–Vai sonhando Scorp... – O som da pipoca pulando encheu a cozinha. E eu sorri satisfeita, afinal, eu sabia fazer pipoca. Nunca morrerei de fome!

Só que algo deu errado.

–Acho que você colocou demais. – Scorp disse, ele encarava a panela de olhos arregalados. Eu me virei para olhar, a pipoca tinha estourado, mas a quantidade era demais. Então a tampa foi subindo.... Subindo... Até que caiu. No mesmo instante eu e Scorp pulamos da bancada para desligar o fogo, só que a pipoca começou a pular pela cozinha inteira, acertando nós dois.

Scorp me usou como escudo humano, se encolhendo atrás de mim e me empurrando em direção a panela.

–Para! Cadê a sua coragem Grifinória?! – Eu joguei meu corpo pra trás, mas ao invés dele segurar meu peso, ele levou nós dois para o chão.

–Aaaah!!!!!

Eu cai sobre ele e Scorp me girou no piso gelado. Largando todo peso sobre mim.

–O que você pensa que está fazendo? – Perguntei.

–Me aproveitando da situação. – Ele disse num sussurro. Quando eu entendi as intenções dele, já era tarde.

A língua de Scorp passou pelo meu lábio inferior, provando com cautela. Como se esperasse que eu o mandasse parar. Mas eu não consegui.

Deixei os instintos me guiarem e joguei meus braços em volta de seu pescoço, juntando nossas bocas de uma vez. A língua do Malfoy era quente e macia, o gosto era de menta. Eu bem sabia da fama que ele tinha em Hogwarts, por isso não me surpreendi por ele beijar tão bem. Sua língua mapeava cada canto de minha boca, provocando meu palato, minha bochecha e dentes. Ele agarrou meus cabelos com a mão e aprofundou o beijo ainda mais. Mordendo e chupando minha língua de forma rítmica. Um gemido rouco escapou de meus lábios quando ele apartou nossas bocas.

–Eu sabia que você me queria! – Ele provocou em um tom convencido, com aquele ar narcisista que eu odiava amar.

–Cala a boca. – Não havia rispidez na minha voz. Eu estava gostando da sensação do corpo dele sobre o meu, de seus lábios quentes e famintos. Colei nossas bocas outra vez, querendo prolongar meu bem estar. A gente podia brigar mais tarde.

–Como vocês fizeram isso?- A voz de July chegou até nossos ouvidos. – Tá chovendo pipoca!!!- Scorp se levantou rapidamente e desligou a panela. Me levantei nos cotovelos e olhei a porta da cozinha. Senti minhas bochechas arderem, todos nos encaravam, todos tinham presenciado meu primeiro beijo e pareciam achar o fato extremamente divertido. Exceto July, que estava mais interessada na pipoca que cobria o chão todo! Graças a Merlin, meus pais não estavam em casa.


Dias depois....



POV-Snape.

Uma multidão estava reunida em frente ao ministério da magia. Todos esperando pelo resultado da eleição.

Eu esperava com Hermione atrás do palanque, junto com o outro candidato a ministro e sua respectiva esposa. Era de se supor que eu estivesse nervoso, mas não estava. Pois sabia que não havia chances de ganhar essa eleição. Quem, em sã consciência, votaria no “morcegão das masmorras”, para governar o mundo bruxo?

Minha candidatura á ministro da magia, era só uma desculpa para largar o cargo de professor de poções, sem que Dumbledore tentasse me impedir.

–Nós já vamos para casa. – Eu disse á Hermione. Ela pegou minha mão, e a pressionou em seu ventre, para que eu sentisse nosso filho se mexer. Foi impossível não sorrir, o pequeno sempre reage a minha voz, dando chutes fortes. Minha mulher tinha uma aparência exausta. Mas não poderia ser diferente, já que Hermione já estava em seu nono mês de gestação. Sua barriga estava enorme, e apesar de ela achar que não, ela nunca esteve mais linda aos meus olhos.

Eu estava adorando aquilo. Vê-la gravida, carregando um pedaço de mim em seu ventre... Era um sonho. Eu não tinha acompanhado a gravidez dela, quando gerou nossa primogênita, Sophie, por isso, tudo tinha um gosto novo para mim.

–Pai! – Sophie correu ao nosso encontro.

–Sophie! Onde você estava?! – Hermione lhe perguntou com a voz fraca.

–O Thiago me levou á uma loja de aparelhos eletrônicos trouxas! – Havia um brilho maravilhoso em seu olhar. –Eu preciso de um celholar! – Nos pediu a adolescente.

Sophie tinha completado seus 16 anos. E era a culpada, por cada fio de cabelo branco meu. Ninguém nunca me disse como seria difícil ser pai de uma adolescente! Desde que eu parei de lecionar em Hogwarts, ela vem aprontando horrores na escola, acompanhada por seus fiéis seguidores: Thiago Potter, Jully Longbotton, Scorpius Malfoy, Victoria Weasley e Teddy Lupin. Mas em compensação, suas notas eram sempre excelentes.

–É celular, querida. E depois nós vemos isso. Seu pai... AI! – Hermione colocou a mão sobre a barriga e se curvou um pouco de dor. Meu coração disparou.

–Está tudo bem? – Perguntamos, Sophie e eu, ao mesmo tempo. Nós dois seguramos Hermione, cada um, em um lado.

–Sim. – Ela nos mostrou um sorriso forçado. -Ele só está um pouquinho agitado hoje. – Ela não me convenceu, claro.

–Vem, vou te levar pra casa... – Mas antes que eu tivesse a chance de me mover, Dumbledore me puxou pelo braço.

–Meu garoto! Meu garoto! –O velhote quicava de tanta felicidade. Saiu me arrastando até as escadas do palanque, e me forçou á subir.

Assim que a multidão me viu, começaram a aplaudir efusivamente.

Eu não consegui me mexer... Aquilo significava o que eu achava que significava? Sim! Eu tinha ganho eleição!

Dando voz aos meus pensamentos, um homem baixinho e gorducho falou com a voz magicamente ampliada.

–Agora, caros cidadãos, com a palavra, o eleito! O novo ministro da magia, Severo Prince Snape!

Um coro de viva irrompeu da multidão. Precisei de alguns segundos para poder falar.

–Obrigado! Obrigado! Queria agradecer o ... – Mas ninguém nunca ouviu meu discurso de posse, por que Sophie invadiu o palco e sussurrou em meu ouvido:
–A bolsa da mamãe rompeu! Ela está indo para o St.Mungus!

–Me-meu filho está nascendo!! – Balbuciei antes de sair correndo atrás de Sophie. Ainda pude ouvir os aplausos da multidão, que ficaram ainda mais animada com a noticia.

Hermione já tinha sido levada para o hospital, então eu fiz uma aparatação acompanhada com Sophie, diretamente na porta do St.Mungus.


Eu e Sophie ficamos andando de um lado para outro na sala de espera. Logo, mais pessoas tinham aparecido, todos os nossos amigos. O St.Mungus ficou agitado, cheio de balões azuis e flores para Hermione e o nosso pequeno.

A sra. Weasley tinha trazido uma bolsa cheia de comida, e todos fizeram as refeições ali mesmo, ninguém queria perder o momento em que Hermione desse a luz. Os gêmeos, soltavam foguetes pelo hospital o que quase nos causou sérios problemas.

Foram nove, longas, horas... Até que um choro de bebê ecoou pelas paredes.

–Nasceu! – Sophie gritou e pulou no meu colo, eu á girei no ar. Todos comemoraram, nos abraçamos e começamos a pular. Óbvio, eu não devia estar misturado na bagunça...Mas para o inferno! Eu era pai outra vez! Posso deixar de ser carrancudo pelo menos por uns minutos.

–Por favor! Por favor! Se acalmem!!! – O Dr. Simom Hale gritou sob o limiar da porta. –Vocês estão num hospital! Cooperem ou todos vão ter de retirar.- Murmuramos pedidos de ‘desculpas’ e ‘sinto muito’. – Bom... – Ele respirou fundo e nos sorriu. – Parabéns, sr.Snape, ele é forte e saudável!

–Onde eles estão? — Me joguei sobre o medibruxo, segurando-o pelos ombros. – Posso vê-la? Posso vê-la?

–Calma pai! – Sophie me puxou. – Solte o Dr. Está bem? – Ela ria.

–Tudo bem. – O medibruxo massageou os ombros. – Podem me acompanhar, você e a srta.Sophie.

–Claro!

Antes que ele pudesse se mexer, eu e Sophie já corríamos á sua frente. Gritamos um pedido de ‘ Desculpe’ por cima do ombro e desaparecemos no corredor.

Fazemos uma pequena pausa na porta do quarto de Hermione, para pegar ar, e então com cuidado, abrimos a porta.

A cena era doce.

Hermione estava meio sentada, recostada nos travesseiros, como pequeno Snape envolto numa manta verde em seu colo. Ele apertava o dedo indicador da mãe, em sua pequenina mão. Minha esposa levantou os olhos, e sorriu pra mim e para Sophie.

–Ele é tão lindo... E tão pequeno! – Sophie sussurrou quando nos aproximamos da cama. Eu tinha os olhos presos nos olhos castanhos do bebê.

–Parabéns papai! – Disse Hermione. Algo úmido escorreu por minha face. Me curvei e beijei a testa de Hermione.

–Ele é lindo. Obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo. – Ao ouvir minha voz, o pequeno abriu seu primeiro sorriso. Hermione fez sinal para que eu o pegasse no colo, eu relutei um pouco antes de estender os braços para o bebê.

Tinha medo de machuca-lo.

(POV-Hermione)

Com cuidado e um pouco atrapalhado, Snape aconchegou nosso bebê, com a cabeça repousada em seu ombro.

–Seja bem-vindo, meu pequeno Charlie.- Ele sussurrou.

Severo se balançou de um lado pro outro, enquanto cantava uma canção de ninar com a sua voz grave. Em questão de segundos, Charlie adormeceu, e até mesmo Sophie começou a bocejar.

Não havia palavras para definir o amor, de nossa pequena família. Tudo era perfeito, tudo estava em seu lugar, tudo era como devia ser.

Por que estávamos juntos, nada mais importava, sabíamos que sempre teríamos um ao outro. Em qualquer situação.

Meu amado Snape, nunca mais se sentira amargurado ou solitário. Agora, finalmente, a felicidade se estendia sob nossos pés.


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Notas finais
Ai.Meu. Deus. Acabou! :(

Bom, quero agradecer a todos que leram! Todos os comentarios, dos mais curtos, aos mais complexos. Pode apostar que o seu comentario de: "AMEEI! POSTA MAIS!" foi de grande incentivo. E uma recompensa bem vinda.

Vou sentir falta dessa fic,mas sinto que o trabalho foi finalmente realizado. Já que na primeira vez eu não estava muito contente com o resultado,mas agora... Bom, adorei podeer reescreve-la.

Muito obrigada mesmo!
Um obrigada especial aos que recomendaram a fic! É muito gratificante isso!

Espero que vocês leiam a continuação. Por isso não quero me despedir.
Alguns dos leitores daqui leem outras fics minhas, então ainda nos veremos, mas aos que não leem as outras e não pretendem ler a continuação...Bom, foi muito bom estar com vocês.Evou sentir saudade!

Digam o que acharam sobre o epílogo.(Alguns leitora me perguntaram sobre o final do Martino, eu quase escrevi sobre ele no epílogo, mas preferi não fazer. Ele reaparece na continuação, e lá saberemos o que aconteceu com ele!Bem como a nossa Julieta.)

Então... é isso.

Beijos, até a próxima Snamione! Vou sentir saudades... aaaaaah! Não consigo para de escrever!
Beijos.Deus.

Nox!