Infinito

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Yo, .Então, Renard, sou tão complicada de lidar, acho não? =( Muito sumida. Mas ainda sim, aqui está: pra você. Porque você é uma pessoa linda e um leitor gentil e eu estou te devendo muita coisa. Muita coisa mesmo. Espero que goste (mas avisando: está seriamente dramática...) . .E tipo assim... Eu imaginei Indra como um grande egoísta arrogante? Fiquei apaixonada por eles, sério....Ok. A fic é narrada por Indra. Se acham que o Indra teria outro comportamento, podem deixar suas opiniões nos comentários, tô curiosa.

Capítulo Único

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INFINITO

...ou a canção dos olhos dúbios...

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— Acho que realmente te amo, Indra...

Nunca achei que alguns choques entre ideologias pudessem ser tão drásticos que se materializariam em golpes puros. Em dor.

Você tentava e tentava fazer com que permanecêssemos juntos. Eu tentava. Todavia, toda e qualquer aproximação entre nós, depois de algum tempo, resultava num repelir dramático. Totalmente visceral e imprestável.

E isso se tornava ainda mais visível em cada luta que travávamos. Uma destruição cega causada apenas e totalmente por nós.

Nós que, no fim de tudo, estávamos em ruínas. Como sempre.

— Acho que realmente te amo, Indra... — murmurou numa voz tão cansada. E dessa forma, eu achei que finalmente tivesse desistido de mim. Estranhamente chegou a me doer o peito.

Mas você sorriu doce e veio se arrastando pelos cotovelos até onde eu estava. Porque reconhece que eu nunca, nunca e nunca, me arrastaria até você. Ou deixaria que me visse tentando lutar contra meu próprio corpo, demonstrando claramente o estado lamentável em que me encontrava.

Cantam sobre um príncipe do norte que é essência da mais pura beleza e aristocracia de uma criatura.

Deixe-me assobiar, enquanto batalho, as glórias de um rei envolto pelas chamas e poder.

E o que você é, Ashura?

Independente de tudo, você sempre vem até a mim.

E eu observava sua face sobre mim, chegando mais e mais perto.

Naquela ânsia tão e somente sua, lambeu todo o sangue de meu rosto. Antes de me acariciar e ficar naquele estado de contemplação que me tornava mudo, e muitas vezes, era a tal razão de minha submissão.

Eu amo quando você me venera, me imita, me põe como seu mais poderoso oponente.

Formas físicas podem não ser o que realmente nos importa mais, contudo, aquele foi o último momento que nós, como realmente somos, nos unimos.

E eu sinto falta disso, ainda que de tempos em tempos, ainda te sinta.

Sei que já nascemos completamente opostos e separados...

Era algo que eu pensava incessantemente toda vez que meus olhos o observavam, seja para repreendê-lo ou simplesmente admirá-lo.

E do garoto que se cobria de lama, surgiu um ser envolto em glória.

E sabe que às vezes eu rio ao pensar que nunca, nunca mesmo, fui um bom irmão? E isso independe de todo e qualquer amor que já possa ter sentido.

Era como se ao ver seu sorriso, um reflexo extremamente descorado deste viesse ao meu rosto (embora mesmo esse gesto me fosse raro). E na outra via, meu coração de retalhava numa intensa discordância consigo mesmo.

Porque agora, séculos mais tarde, não acho que sou ou já fui racional algum dia.

O cérebro cheio de artimanhas estava sempre a ignorar. Puros sentimentos se digladiam.

E eu, por mim mesmo, sou um cenário de guerra cuja destruição ultrapassa quaisquer outras.

Não chame-me de dramático, talvez... Egoísta.

No entanto, agora eu sou eu. E me lembro de você e de mim – muito mais do que esses corpos.

Gostaria de saber o que você pensa nesses raros fluxos descontínuos de consciência que cada vez mais é difícil obter. Ao menos, é pra mim.

É tão complexo compreender quem sou. Se eu sou.

Nesse ritmo tão constante de renascimento e morte, objetivos se perdem tão tão facilmente. E novamente, apenas sensações, aquela sanguinolência e mesmo hemorragia que restou depois do duelo em meu peito, é que consegue sobreviver pura.

Sangue jorrado é a essência do meu ser.

Sempre buscando lhe cobrir, sujar e misturar-se a sua pele. Banhe-se e morra de uma vez.

Afogado em mim.

Acho que agora, no tal clímax que esperamos há tanto tempo, estou entediado.

Você é esse garoto, Ashura? Consegue realmente ser ele? Ou sente que assim como eu, você já deixou de ser a si mesmo e apenas se empresta?

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–x-

E o garoto brilhante ergueu as mãos em trejeitos.

Todos os seus membros bailaram desembaraçados.

O rapaz sombrio, no desespero, enganou-se em seus próprios feitos.

Deixou a gigantesca espada tombar frente aos olhos esbugalhados.

–x-

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Todo esse meu caminho foi moldado por sua presença.

No início de toda essa historia, eu não prestava atenção em você. O tal imprestável que de forma alguma fazia desafio ao meu ego não deveria ter a capacidade de se fazer importante para alguém como eu.

E ao ver suas constantes falhas, eu xingava nossa incredível ligação sanguínea.

Mas nunca a desprezei tanto senão depois que você começou a brilhar.

Você desejava tanto aparecer que se fez um raio de sol no mundo preto e branco em que eu vivia. Mostrou-me as cores. Você estragou tudo.

(por que acho que você só se importa em aparecer por minha causa? para mim...)

Eu fui arruinado por você – um ser muito mais perverso que eu, submerso em tanta bondade que até hoje me questiono se tudo não passou de pensamentos inocentes mal organizados. Todavia, você não é casto o suficiente para me fazer crer em tal absurdo.

Éramos tão jovens e enquanto minha espada cortava os mais temíveis inimigos e minha fama espalhava-se, você era rendido por ladrõezinhos inúteis.

Eu tinha que o procurar somente para encontra-lo perdido e sem nenhum trocado nos bolsos.

E era obrigado, durante todo o trajeto, a escutá-lo dizer como você bravamente, rendeu vinte deles. Até que surgiram mais cinquenta e conseguiram o imobilizar. Dizia isso quando claramente, só havia indícios de que somente três pessoas passaram por ali.

Ocasiões assim eram tão usuais que, em algum momento, eu parei de irritar-me e passei a me divertir. Primeiramente ainda sério, sem demonstrar. Mas depois, tão espontaneamente que me assusto, passei a tirar sarro da sua cara.

Porque eu, o gênio, era superior a qualquer mortal para dar ao luxo de simplesmente reagir a qualquer coisa. Contudo, você me fez querer provar quão inútil você era. E ainda quero provar e provar e provar até que você se ajoelhe e admita que não passa de um fracassado.

E eu me canso de mim mesmo ao perceber o quanto tempo gastei, gasto e gastarei pensando em você. Inútil, inútil, inúteis – nós dois. Mas fazemos o mundo girar.

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–x-

Mas uma lira, sempre suave;

Perpetua em seu doce clamado.

Uma lamina afiada desmancha o conclave.

O garoto brilhante deve ser acordado.

–x-

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Saiba que, ao por meus pés na água de um lago comum, sereno e vazio, sou obrigado a autoflagelar todo e qualquer bom pensamento. Pois a natureza nunca é alheia e fiz tão mal em lhe ignorar. Achar que ela fosse tão involuntária em seus movimentos quanto eu mais você.

Só que ela me recusa e recusa e recusa.

Talvez por isso que eu nunca morra e desapareça.

Deixe-me pela primeira vez confessar a você: nunca consigo relaxar. Nunca. E essa recusa de tranquilidade é o que ela mais sabe fazer por mim.

Só que quando te vejo, seus olhos transmitem força e serenidade. Uma calma tão e nada sua. Eu a vejo nas árvores, e nas suas folhas acariciadas e arrancadas pelo vento.

Você sendo ambíguo, esperneia e depois fala manso. Como se essa combinação maluca fosse tão comum. E toda dor fosse tão passageira.

Eu realmente queria que fosse. Que meu peito não doesse toda santa vez que percebo o quanto o mundo é podre.

Mas ela não é, Ashura. Nunca se esqueça de nenhuma dor, pois sem ela nunca será capaz de compreender a maioria dos humanos.

Eu sou eu.

Egoísta, sim, mas ainda que coloque a mim mesmo acima de todas as coisas, sinto que compreendo a natureza humana muito mais que você, o ser social. Somos todos ruins.

E você é ingênuo e cobre com um grosso vidro fosco a sua própria vista. (e seus olhos são serenos e fortes).

Contudo, veja: aqui estamos nós.

E nesse caminho, volto naqueles momentos que talvez até mesmo você se recuse a retomar.

Quando meus ombros foram fortemente sacudidos, e sua face desolada rugia em fúria contra a minha.

Porque Kaname morrera e estávamos sujos de carmesim quente.

Ashura, Ashura... Agradeça por estar vivo! Por ter algum talento que o fez muito superior a todos os outros humanos.

Pode reparar, qualquer lembrança que tiver de nossas raras missões juntas, e é nessa imagem, de você terrivelmente bravo comigo, que sua mente recobrará. Você repetiu essa expressão toda maldita vez.

Todavia, naquele momento, tudo estava muito pior.

Nossa missão era tão simples. Naquela época ainda cheia de guerras, tínhamos de entregar uma informação a um senhor feudal. Cinco pessoas, você, eu, Kaname e outros dois desconhecidos.

Ninjas, ainda que apenas pessoas comuns muito bem treinadas, sempre foram armas.

Kaname também era, Ashura.

Um grande grupo veio nos atacar. Segurei firme a mensagem e fui embora, matando os que aparecessem na frente. Simples.

— Se quer culpar alguém pela morte dele, vá prestar conta com o senhor feudal.

E eu não explodi. Meu tom ainda era apático por que te ver tão desolado havia me surpreendido. Toda essa sua emoção estava me assustando. E quando eu via lágrimas grossas descendo por suas bochechas, meu cérebro tentava inutilmente compreender onde eu havia errado.

— Ele estava do seu lado. Você conseguiria o salvar sem trabalho algum. — disse indignado, com a voz entrecortada por soluços involuntários. Aparentemente, minha expressão ainda impassível lhe tirou os últimos resquícios de tolerância. — Céus, Indra, isso sequer foi trabalhoso pra você e Kaname era nosso sensei! Viveu a vida toda conosco. Como pode?

...Era nosso sensei. Kaname era simplesmente um homem que gostava de falar.

Minha boca se mexeu lentamente, e eu precisa fazê-lo entender, ainda que em poucas palavras, o quanto aquela comoção era inútil.

— Mas antes de tudo ele era ninja...

— E estava em missão com dois ninjas que ele cuidou a vida inteira e que sabia ser capaz de cuidar de todos. — Dessa vez sua resposta veio em um grito grosso, seco. Até que seu olhar se anuviou, você me encarou como se não pudesse crer que eu realmente existisse. E então prosseguiu num tom quase sereno: — Como você consegue ser assim, Indra?

Suas mãos seguraram mais fortemente minha roupa, e você encostou o rosto a mim, chorando e chorando...

Durante alguns anos eu evitava essa lembrança porque, ainda que recordasse a mim quem você era, trazia sempre um sentimento de humilhação.

Seus ideais sempre foram fortes, porém havia vezes em que seu coração se despedaçava por gestos de outros. Outros que, mais comumente, era somente eu.

Sua tristeza tão sincera o fazia chorar. Ver-me parecia lhe doer no peito, e numa intensa contradição, você sempre corria a mim para jorrar seu pranto e cicatrizar as feridas.

Então você me abraçava, me molhava. Eu aprendi a lhe abraçar de volta e aproveitar o cheiro que emanava de você.

Nessa última missão, enquanto repetíamos o ritual, você ergueu a cabeça e me beijou profundamente. Agarrando-me de forma afoita.

Acho que o correspondi porque acostumei-me a simplesmente acatar aos seus estranhos surtos. Você era por demais imprevisível para que eu pudesse saber o que esperar.

Você rasgou minhas roupas tão bruscamente, apertando e marcando todo o pedaço de pele que ficava exposta.

Eu iria impedi-lo, gritar em seu ouvido o quão absurdo você estava sendo e perguntar para onde diabos foi o seu juízo... Que ainda deveria estar no mesmo lugar desconhecido que você o abandonou quando criança.

Contudo, você me calou novamente com um beijo delicado. Dedicado. E sua voz soou rouca em meu ouvido:

— Você não faz ideia do quanto eu te amo, Indra.

Então quebramos a fronteira entre um ser e outro.

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–x-

E ao fim de absoluto de tudo;

O real parece ser apenas a melodia;

Da tal lira que engrandece o mundo;

E distorce a realidade em pura alegria.

–x-

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Quando tínhamos dez anos, você me declarou oficialmente, seu rival e melhor amigo.

E novamente eu não parei para tentar entender qual era a lógica disso. Eu já compreendia que você era um ser desprovido de qualquer coerência.

Eu treinava arco e fecha. E você, vendo que não conseguiu nem sequer um olhar meu, se impôs na minha frente.

Acertei-lhe uma flechada na coxa.

Você teve muita sorte de que minha mira era para baixo.

Seu maxilar trincou, seu cenho se franziu e sua voz irritante soou alta:

— Maldito!

Levantou-se e, ainda que a dor fosse claramente perceptível, fingiu não perceber. Ergueu o arco e tentou mirar em alvos já antecipadamente acertados por mim. Mal sabia pegar no arco e nenhuma de suas flechas atingiu resultado interessante.

Num ato de pura burrice e irritação – muito mais burrice, sem dúvidas – arrancou com tudo a flecha da perna, rasgando mais a carne e fazendo o sangue jorrar.

Ficamos alguns segundos parados, você com a cara fechada, eu esperando para ver o que faria. Até que suspirei alto e caminhei em sua direção.

Eu não tinha pedido desculpas, nem via razão para isso, aliás. Mas o ajudei se levantar e ia lhe escorar para retornarmos pra casa. Cheguei a achar que você refutaria minha aproximação pela tal ‘raiva’ que demonstrava.

Só que ao sentir minha mão em seu ombro, você abriu um enorme sorriso:

— Acho que você vai ter que me carregar nas costas.

Quanta ousadia!

Acho que apenas resmunguei algo e o pus nas costas.

Seus braços abraçaram meu pescoço e você apoiou o queixo em meu ombro, sussurrando em meu ouvido como se me ensinasse uma valorosa lição:

— Ne, Indra, é isso o que melhores amigos fazem.

(um ser desprovido de qualquer coerência)

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–x-

Dizem que a terra tremeu.

Tão solitários morrem os gigantes.

Nessa hora o mundo tão submerso no breu;

Padece com trovoadas incessantes.

–x-

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Corra atrás daquilo que te excita. Vença suas próprias barreiras.

Só que eu sou o gênio, não se esqueça! E se há um grande causador de tudo, sou eu. E perceba assim, que tudo gira ao meu redor!

Ah, como eu grito! E me zango, me irrito.

Porque há algum tempo eu mesmo parei de crer em minhas palavras.

Sempre chega um tempo em que fico confuso por mim mesmo e me traio e me renego.

Pois veja: minha primeira lembrança já é você.

Berrando porque tinha quebrado seu brinquedo favorito.

Estávamos num campo aberto e eu tinha sido incumbido pelo otou-san a lhe vigiar. Tarefa da qual eu cumpria com perfeição, mesmo detestando. E em cinco minutos, seu choro rompe o ambiente.

Você, todo sujo de terra e com o cavalo de madeira – sem uma pata – nas mãos, me olhando com lágrimas brilhantes, como se me pedisse para consertar.

Pedindo a mim para restaurar algo que você – inacreditavelmente – quebrou.

“Desastrado inútil” – foi meu pensamento. Mas raramente sirvo para botar em frases mesmo essas minhas palavras ácidas.

E minha única reação foi me afastar a fim de não escutar mais o som estridente.

E claro que sei agora que você deveria ter o quebrado propositalmente. Ainda não compreendo sua mania de crer que me importo com essas pequenas coisas. Ou de achar que simplesmente finjo não me importar.

Só sei que você me seguia. Quanto mais eu me distanciava, mais seus pezinhos sujos viam correndo atrás, ainda abrindo o berreiro, como se andar e chorar ao mesmo tempo não demandasse esforço algum.

Isso terminou comigo pegando uma maçã duma árvore e enfiando-a na sua boca. Observando você, que estava com os olhos arregalados, a maçã grande demais na boca e totalmente estático. Suspirei aliviado quando achei que não se mexeria mais.

Contudo, você ao perceber isso, tirou a fruta da boca e continuou a chorar.

Você é tão insistente.

O puxando de leve pela mão, você quase da minha altura — um pequeno adulto e uma criança gigante – levei-o para o sótão.

Durante horas, com você inacreditavelmente quieto, fiquei a fazer um novo cavalo.

Seus olhinhos me observando concentrados.

Ao terminá-lo, entreguei-o sem muita consideração para você, que deu um pulo e me beijou na bochecha.

Você carregou o maldito cavalinho até o final de sua vida.

E meu corpo morreu sentindo a sensação de seus lábios.

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–x-

A última alma em lamento

Foi escolhida pelo olhar de serenidade doce

Mas ao erguer o tronco sujo em sofrimento

Foi novamente alvo das facadas e foice.

–x-

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Então é...

Talvez eu ainda finja que não me importo.

E talvez relute em contar o quanto o amo. Só porque, talvez, eu tenha um pouco de receio sobre o que será de nós quando finalmente nos aquietarmos.

Nossa essência se apagará?

Deixe-me ver esse seu grande sorriso. Seja num rosto esquelético, gordo, negro ou bronzeado.

Ou que eu construa um mundo no qual não existam essas injustiças, não exista nada superior a mim.

Seja meu, meu e meu.

E agora, ainda tão sinceros, seus olhos azuis brilham tão corajosos. Ainda me venerando de forma tão pura.

Você escolhe?

Escolheu?

(eu mais você)

Estamos oficialmente unidos agora. Só não fique dizendo que lhe amo. Só estou... cansado.

Impaciente e inconformado.

Nós não morreremos, não, Ashura? Diga que, ainda que sua vida nesse corpo definhe, você continuará! Talvez mesmo meus olhos não sejam mais tingidos tão fortemente de sangue.

Somos ambos garotos que viveram tanto e que nunca aproveitamos nada.

Os grandiosos ideais nos retiraram da linha comum aos outros. Separaram-nos do mundo.

Em nossa próxima vida, vamos poder aproveitar?

Esse garoto que sou parece lutar tanto para retomar sua consciência e retornar ao seu lado. E você, inconscientemente percebendo isso, se aproxima de mim. O sorriso abobalhado.

— Ne, Sasuke, por que virou estátua?

“— Vamos, Madara, por que estacou aí?”

Sua mão aperta carinhosamente a minha.

Acho que só eu percebo o quanto rodamos. E só você consegue continuar sendo o mesmo.

Ou talvez eu apenas seja eu mesmo quando não sou. Vá saber.

— Usuratonkachi.

Notas finais
E então? .-. . Honestamente e queria fazer um lemon, mas não achei que se enquadrasse. Achei que ficou melhor assim... Mas então, eu quero muito saber o que vocês acharam da fic, ou mesmo o que acham desses personagens! Só que minha net está horrível, então já alerto que se eu demorar a responder os reviews, foi sem querer, ok? Desculpem desde já...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!