Notas iniciais
Waaaai~ Feliz Natal~~! Olha eu atualizando na madruga do natal qq Eita pessoa sonâmbula, eu. Ando muito sonâmbula. Enfim, Infinitely. terá mais dois capítulos, fora esse. q Quase prontos. Talvez por isso eu tenha demorado tanto, desculpem ;v; Estou ansiosa e não-ansiosa para o final. Estou ansiosa pelo que vocês pensarão, e não-ansiosa por terminar, claro ;;;; Enfim, está aí, um capítulo cheio de reflexão, ação, pegação, e umas surpresitas. q ♥

TaeMin POV


Eu apenas continuava andando. Andando, andando, andando.


Maldita hora em que esqueci meu celular na casa de MinHo.


Maldita hora em que relembrei tudo aquilo.


Maldita hora em que decidi continuar vivendo.



Morrer era tão simples. Um carro, uma faca, um remédio. Nunca foi tão fácil sumir de tudo aquilo, evitar que todas aquelas lembranças se repetissem, evitar a dor de revê-las. Eu faria aquilo. Faria sem nenhum medo. A dor de morrer não seria nada comparada à dor de viver, ninguém sentiria realmente minha falta, eu estaria melhor. Estaria tudo melhor.


JinKi, por que você me disse para ficar?



Naquele dia, você me assegurou que ficaria comigo até que eu dormisse.


Mas você sabe, eu estava assustado demais. E você realmente ficou comigo. Abraçou-me enquanto as minhas lágrimas silenciosas banhavam sua camiseta, e minha consciência tentava assimilar o que era real e o que não era. Até então, eu não tinha pensado realmente no meu futuro. No que aconteceria depois que as horas passassem. Ou os dias, as noites. Eu queria me ver livre daquela dor. E então você disse:


“Por favor, não faça o que está pensando em fazer. Por favor.”


Foi como se você... Tivesse lido a minha mente.



JinKi....



O que eu valho pra você?



O quanto você vale para mim.... É inestimável.


Jinki... Eu preciso te ver.


Mas por mais que eu o veja, você não me vê.



Quando estaremos ambos nos vendo? Por favor, me diga, hyung.


Eu posso lhe dar um de meus olhos para que você me veja. Posso lhe dar meus braços, se precisa destruir alguém. Posso lhe dar minhas pernas, se você precisa fugir. Posso lhe dar meu corpo, se você pedir por prazer.



E meu coração, meu coração está com você.



Mas você não o vê.



Meus pés doíam, e por vezes, falhavam. E eu ainda não sabia onde estava, ou pra onde ia. Estava perdido, até que encontrei um orelhão e rapidamente digitei o número daquela pessoa que eu tanto queria ao meu lado.



–Alô?


–Onew...? – Pedi, quase desesperado. Foi involuntário chamar por seu nome, mas percebi que a voz que me atendera era feminina.


–Ah. Um momento.


Aguardei alguns segundos sem pensar muito naquilo, não era incomum.


–TaeMin? – Agora era aquela voz que eu tanto desejava, daquela pessoa que eu tanto queria.


E que me fazia chorar somente de lembrar.


–Onew... – Murmurei, minha voz falhando. – Por favor... Eu... Estou perdido...



–Onde você está? Estou indo te buscar.


Dei-lhe algumas informações básicas de onde eu pensava estar, sentei-me no chão e aguardei. Em realidade, eu não queria ter que depender dele. Era ruim para mim e para ele também. Mas nestes momentos, eu não podia confiar em ninguém mais. JinKi era o único que sabia.



–Tae.


Ergui a cabeça e ele estava lá.


Tão lindo. Tal como naquele dia.


Com uma força que eu não lembrava que ainda tinha, levantei-me e joguei-me contra o corpo dele, implorando por um abraço. Minhas lágrimas não sabiam se segurar quando eu estava com ele. Desabei sobre seus braços como se não pudesse mais me mexer.


–O que aconteceu? – JinKi pediu, a voz calma e controlada que me fazia suspirar.


–Eu... Me lembrei. – Sussurrei, e ele já sabia do que se tratava. – Me desculpe por ligar só por essa bobagem, mas...


–Ei. Não precisa se desculpar. Eu estou sempre aqui, você sabe. Pode contar comigo. – Ele disse, apertando seus braços em torno do meu corpo, e me fazendo sentir-me um miserável. Por que Onew tinha que ser tão bom? Por que ele tinha que me fazer tão apaixonado?


Ele me destruía tanto, mas era tão perfeito...


–Onew?


–Hm?



Inspirei seu cheiro de doçura oculto no cheiro de cigarro e perfume de mulher.


–Obrigado. Sempre, por tudo. Obrigado.


Infinitely.

A noite chegara, e com o sol, minha dor se fora momentaneamente.


Eu estava com Onew, e estar com ele me fazia sorrir.


Apesar de ter muitas outras pessoas conosco, naquela esquina, outros companheiros espalhados pelas ruas, uns fumando, outros apenas jogando conversa fora, quem eu via, unicamente, era ele. Eu imaginava como seria bom estar sozinho com ele.


Minha mente não parava de contabilizar cada pequena mudança dos ponteiros dos segundos do meu relógio de pulso, armazenando-os e repetindo-os em seqüência, misturando um som ao outro, um eco a seu antecessor, cada vez mais alto, cada vez mais repetitivo, ininterruptamente. Eu queria que ele me chamasse, se oferecesse para me levar pra casa, então eu o pediria para ficar... Mas talvez ele nem pensasse mais em mim naquela noite.


Eu sempre fazia isso. Sempre ansiava por algo que não aconteceria.



Me afastei um pouco. Peguei meus cigarros e comecei a fumar sozinho, escorado numa parede de um prédio. Quando eu estava começando a me sentir mais tranquilo, alguém sussurrou, perto de mim:


–Nalang gyulhonhae joolae... Nalang pyungsengeul hamggae sallae....


Eu conhecia aquela voz de algum lugar, e instintivamente me virei para procurá-la.



Meu rosto quase bateu de frente com o peito daquele desgraçado, que me deu um susto com seu sorriso brincalhão.


–O que está fazendo aqui, seu maluco? – Vociferei baixo, olhando de soslaio para onde Onew estava. Ele não olhava para cá no momento.


–Qual é o problema em eu estar aqui? – Ele perguntou, com uma inocência tão falsa quanto seu sorriso.


–Não quero te ver aqui. Vá embora. – Respondi.


–Não quero que fique aqui. Venha comigo. – Ele retrucou.



–Mas que merda, bela hora para fazer poesia, Romeu. – Suspirei, largando o cigarro no chao. – Não lembro de ter pedido que me procurasse. Quer fazer o favor de ir embora?


–Não irei se você não for junto, Lee TaeMin. – Ele disse, e estava sério.


–Você não pode me obrigar. Saia daqui, não é um lugar pra gente como você. – Alertei-o.


Antes que eu virasse novamente para procurar por JinKi, MinHo segurou meu rosto com força e colou seus lábios aos meus. Sua atitude não me assustou, mas os olhares que com certeza estavam sendo direcionados a nós me incomodavam.


Tentei afastá-lo, falhando.


Tentei novamente. Ele me soltou.


–Idiota. – Sibilei, limpando minha boca.



–TaeMin?


Meu coração falhou uma batida.


Infinitely.

MinHo POV


TaeMin encarava Lee JinKi como se acabasse de ser pego em flagrante. Ele nos encarava com o olhar de um garotinho curioso, mas eu podia ver uma chama negra que tiraria proveito de TaeMin por culpa do que acabara de ver. Cerrei os dentes, queria dar-lhe um soco na cara.


–Desculpe, acho que interrompi algo entre vocês. – Ele disse devagar, cada palavra penetrando como uma lança no peito de TaeMin, eu podia imaginar.


Não falei nada, nem TaeMin. Ele continuava congelado entre eu e JinKi.


Eu queria puxá-lo e torná-lo quente em meus braços.


–Acho que não conheço seu novo amigo, TaeMin. Pode me apresentá-lo?


Eu queria arrancar a cara dele. E TaeMin parecia querer gritar para que eu fosse embora, para que eu sumisse, para que eu morresse. Seus dedos tremiam.


Onew era um demônio.



Mantivemos o silêncio. Lentamente, quase tão letárgico quanto as palavras envenenadas daquele filho da puta, comecei a andar. Passei por TaeMin tão lentamente que parecia ter passado horas ali, parado, esperando que ele me desse a mão, ou se jogasse a meus braços, esperando, em vão, bobamente, que ele fosse ir comigo. Não refreei meu olhar de ódio a Onew nem um único segundo. Ele continuava fingindo ter asas.



Fui embora.


Infinitely.

Eu precisava dilacerar aquela raiva. Eu precisava destruir aquela existência patética.



Não lembro-me como cheguei em casa, ou se cheguei. Estava sentado no chão com uma garrafa de vodka na mão, e ao meu redor, tudo o que pudesse estar sobre a mesa ou o balcão estava caído, quebrado, estragado. Havia vidro encravado na sola dos meus pés, na palma de minhas mãos, e por todo o chão, formando uma fina camada de neve que corta. Havia um gosto estranho em minha língua. Algo que misturava álcool, sangue e lágrimas.



Eu olhava para o vazio, mas via aquele sorriso iluminado por pura falsidade, rindo, debochando, escarnecendo o amor que eu sentia por TaeMin, e o amor que meu anjo sentia por ele. Ele ria, ria muito. Eu não podia fazer nada. TaeMin estava parado. Ele não fazia nada. Ele aceitava toda aquela zombaria calado.


–Você é tão fraco.... – Onew murmurou para mim.


Sorri e ingeri mais um gole.


Arremessei aquela garrafa contra a ilusão, mas obviamente tudo o que consegui foi um estrondo contra a geladeira e mais vidro sobre o chão.


Ele somente estreitou os olhos, sorrindo torto.


Retribuí seu gesto.


–Está apenas com medo, MinHo. Está com medo de perder TaeMin por completo. Está com medo de mim.


–Não tenho medo de você, seu canalha.


–Não quero que tenha. Muito pelo contrário.... – A voz afiada podia comparar-se a uma fina lâmina, que corta apenas ao toque. Um simples toque, carregando o grande poder de causar dor. Ele deu alguns passos na minha direção, sem desviar os olhos. – Gosto de ver seres inferiores como você confiantes. Quando você estiver estirado ao chão, cheirando a sangue e quase perdendo a consciência, vai perceber o quanto é fraco, Choi MinHo. E minha vitória terá sabor de poder. O poder que você nunca terá.....


–O SEU PODER É SÓ UMA MERDA! – Gritei com a máxima força que podia.



Eu não conseguia aceitar aquilo de jeito nenhum.


Infinitely.

Alguns dias já haviam se passado. Não fui mais à faculdade, KiBum me ligara. Eu disse que estava doente. Com algum custo, limpei aquela bagunça na cozinha. Passava mais tempo, e eu ainda não havia retornado de meu eu interior.


Era simplesmente.... Tão difícil.



Eu já não acreditava em mais nada. As palavras de JinKi iam e vinham, assim como a cena da última vez que vi TaeMin. Eu estava, em parte, doente de saudades dele. E por outro lado, desejava nunca mais vê-lo, porque sabia que este era seu desejo também. Aquilo me dilacerava.



Ouvi meu celular tocar.


... Ou teria sido uma ilusão?



Não estava bem. Nem lúcido, nem insano. Vagando entre bebidas e remédios.


Meu celular parou de tocar, então acho que não era minha imaginação.



Ou talvez eu tivesse imaginado que ele estava tocando.



Fiquei pensando sobre isso, quando ouvi minha campainha tocar compulsivamente.



Aquilo não parecia ser uma fantasia.



Abri a porta, e senti uma baforada de fumaça bater contra meu rosto. Uma fumaça familiar, vinda de um cigarro que estava entre os lábios volumosos e belos.


–Não atende o celular não? Porra.


Ah, essa voz. Uma voz bonita. Uma voz que parecia indignada.


Antes que eu pensasse em mais alguma coisa, minha mente fora absorvida pelo toque necessitado dos lábios dele contra os meus, sua língua já pedindo passagem, a amargura da nicotina dominando meu paladar. Mãos tocaram meu peito, acariciaram-me por cima da camiseta velha, provocaram meus mamilos. Ele me empurrava para dentro, não fechamos a porta.


Não nos separamos um único instante, enquanto batíamos contra as paredes procurando por meu quarto, e quando o encontramos, caímos sobre a cama, tocando, puxando, apertando e sentindo toda a pele que podíamos alcançar.



Eu me vi sem a camisa enquanto sua língua buscou meu peitoral com uma urgência gritante. Ouvi-o desfivelando seu cinto, rapidamente já tirando sua camiseta, suas meias e sapatos já haviam sido jogados longe. Ele me excitava, me tocando com seus dedos frios em lugares quentes, travando uma disputa com minha língua, trapaceando ao beliscar meus mamilos. Estava me deixando extasiado de prazer.



Ele abaixou minha bermuda e minha cueca, tomando meu rijo membro em suas mãos, mas logo substituindo-as por uma cavidade mais quente, mais apertada. Ele gemeu e pediu-me com os olhos para que o beijasse, apaziguasse ao menos um pouco de sua dor. Eu não esperei. Sentei-me com seu peso ínfimo sobre mim, ele abriu a boca, eu a invadi, nossas línguas dançaram, seu quadril quicou sobre o meu. Ele agarrava minha nuca desesperadamente, puxando meu cabelo, ao mesmo tempo que empurrava-me contra sua boca.


–M-MinHo... Mais... Mais rápido... – Sua voz implorou-me, amuada, e eu agarrei suas nádegas para ajudá-lo a sentir mais prazer. Por vezes ele gemia mais alto, afundando o rosto em minha clavícula para dar mordidas e chupões em meu pescoço.


Ele arfava muito, seu hálito quente quase machucava minha pele. Estava realmente quente, ele transpirava, e seus atos pareciam mais mecânicos.



Ergui seu rosto com a ponta dos dedos, e o vi banhado em lágrimas.


–Não diga nada.... Por favor...


Foram as últimas palavras que ouvi naquela noite.


Infinitely.

Quando acordei, o lado esquerdo de minha cama estava vazio.


Alguém certamente esteve ali, pela leve bagunça.


Deslizei meus dedos sutilmente pelo travesseiro ao meu lado, descendo-os para a parte desocupada, provavelmente há algum tempo. Podia imaginar aquela silhueta delgada, a cintura quase que feminina, uma magreza excessiva, mas linda, a pele branca como as acácias brancas inalcançáveis que vejo por aí. De uma beleza inalcançável a mim, aquela imaginada forma era tão perfeita, porém tão inalcançável.


É algo que eu desejo somente em você, e que somente você não me dá.


Um coração que palpita ferozmente por um amor inalcançável.


Mas eu estou aqui. Por que seu coração não bate por mim, então?


Olhos que fecham-se ao suspirar, uma boca graciosa que cospe palavras amargas, um corpo que me satisfaz. Eu tenho tudo, vejo tudo, menos o seu coração.


Levantei-me.


Andei preguicosamente até a cozinha, e lá encontrei algo especial.


Sobre a mesa, um papel dobrado desleixadamente ao meio. Abri-o.


Desculpe por aparecer de repente. E desculpe por sair sem avisar também. Desculpe por ontem. Eu realmente não quero falar sobre aquilo, mas não quero que pense que escondo por mal. É simplesmente... Necessário. Talvez algum dia eu explique tudo, mas antes que algo fique mais sério, quero que saiba que eu não tenho pretensões de estender nosso relacionamento de forma alguma, MinHo. Posso parecer presunçoso ao dizer isso, mas é simplesmente pelo fato de não querer que algo mais nasça entre eu e você. Ao menos de sua parte. Seria unilateral, e eu não desejo a ninguém que saiba o que é amar unilateralmente. Por experiência própria. Então, se estiver disposto a aceitar o que mantemos como relação, eu não me importo se me ligar. Apenas isso.



Eu poderia estar irritado ou triste, mas sorri.


Sorri, porque te amo.



E enquanto você não for meu, não vou parar de persegui-lo com minha paixão.


Notas finais
Hm, o trecho da música que o MinHo cantou é da música Will You Marry Me? de Lee SeungGi. É, aquela que o Min cantou pro Keytty, há uns dias atrás. ;v; HSGFHAGSFAH Pessoalmente prefiro ele cantando pro Key. ♥ Mim amar MinKey. Rawr. ♥ Mas e aí, gente que nunca comenta, que tal um presente de Natal pra moi? É de graça, pô ;v; Escrever isso custou meu sono de hoje, amanhã tenho umas tretas aqui. q Cês me amem, pfvr. ;v; Sei que sou chata, mas hoje é Natal. ♥ Besos. [Nyah!]Leitores daqui, acompanhem lá pelo AS ;v; Link no meu perfil. ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.