Infinite

5 O que há por detrás da tela?


Notas iniciais
OI ANJINHOS. Estou tão animada porque tem dado tudo certo na facul, isso é coisa de calouro, né? essa animação? deve ser, talvez em dois meses eu já vou tá dizendo coisa do tipo: gnt, to péssima kkkkkkk mas por enquanto to ótima enfim, obrigado a Zoey que comentou no capitulo passado. Gente, a fic tem um número considerável de leitores, e só uma comenta??? Não é nada justo. Vamos lá, apareçam!!!! Bom, espero que gostem do capitulo?

Manhã de Segunda. Escritório da Sra. Minerva Flynn, que tem um cabelo castanho curto estilo Chanel, óculos redondos de gatinho e olhos tão pequenos que preciso apertar um pouco os meus para poder olhá-la diretamente. Orientadora pedagógica na escola em que eu estudo á quatro anos. Sorriso dócil e gentil. Essa é a segunda vez que me encontro com ela, mas ao contrário da primeira, foi ela quem me trouxe até aqui.

Fazem exatamente vinte e dois dias que Juliet morreu. Está tudo bem, acho, não tenho total certeza. Nunca sei ao certo o que é estar bem, pois acredito que tudo isto seja muito relativo. Mas, para ser totalmente sincera, está tudo uma bosta, pois mesmo indo para a escola todos os dias, convivendo com pessoas que se preocupam em me ver sorrindo de cinco em cinco minutos, com meu pai estando mais presente do que nos últimos seis anos e mesmo ouvindo a musica mais animada do mundo antes de dormir, ainda continuo com aquela cara de bunda que todos têm na segunda-feira de manhã. Aquela cara de quem está incomodado, de quem quer ir correndo para debaixo das cobertas e dormir pelo restante do dia. Então não, não estou nada bem.

Tenho vontade de dizer isto quando a Sra. Flynn me pergunta como estou, mas apenas balanço a cabeça fingindo estar animada. Seu sofá de couro tem cheiro de Ovomaltine com leite e seus moveis são tão bem limpos que brilham a distancia. Faço a mesma pergunta á ela, por educação e ela dá uma resposta animada. Então ela me pergunta como foi a semana, se gostei de estar na casa do meu pai, como tem sido minha convivência com a minha mãe e se conseguido lidar com a morte de Juliet. Não respondo com sinceridade, não respondo o que ela deveria ouvir, mas o que ela quer ouvir. Respondo que a semana foi ótima, que estou em paz com meus pais e que consigo conviver com a falta de Juliet em minha vida, uma completa mentira deslavada.

— Tem dormido bem?

De início, estranho a sua pergunta, mas então entendo porque estou ali, porque estou sentada em seu sofá luxuoso, em sua sala luxuosa. Foi Natalie quem a incitou a vir conversar comigo, em uma espécie de tratamento. Semana passada, quando eu estava ajudando Natalie a fazer panquecas, comentei com ela que vinham tendo pesadelos com a morte de Juliet, pesadelos ao qual eu estava em seu lugar e que eu sempre morria, de uma maneira diferente e cruel a cada pesadelo.

Sinto um gosto amargo na minha boca, aquele gosto de decepção quando você cria expectativas demais e acaba quebrando a cara. Aquele gosto de traição. Ela deve ter falado algo com a Sra.Flynn. Ela deve achar que estou muito presa a Juliet, e por pior que seja, esta é a verdade.

— Maravilhosamente bem. – Depois que você mente uma vez, é impossível parar.

— Algum sonho ruim?

— Não.

Ela dá um caloroso sorriso, como se assim fizesse com que eu me abrisse, como se desta maneira eu simplesmente abrisse a boca e desabafasse com ela. Quero sair desta sala, andar pelo corredor e ir para casa. Quero entrar no meu quarto, ir para debaixo da cama e ficar contando até o tão inalcançável infinito, repentinas vezes, até ficar rouca e sem voz. Quero ir para o meu mundo, o mundo em que Juliet está apenas em um sono profundo e que em breve irá acordar.

— Vamos falar mais sobre você, Vivi. Como tem sido as aulas?

— Normais.

— E suas amigas? Tem sido a mesma coisa desde o acidente?

Tenho vontade de sair da sala quando ouço esta pergunta, pois nada é a mesma coisa desde o acidente. Absolutamente nada, muito menos a minha amizade com Anne e Mayune. Elas não gostavam de Juliet, diziam que eu estava sempre a sua sombra e que eu deveria me libertar. E o mais estranho é que elas não notam que eu estou me tornando como Juliet e que estou gostando disso. Elas nem sequer notaram que o casaco, as botas e os colares que estou usando hoje são todos de Juliet e que é bom ser Juliet.

— Sim.

— E a faculdade? Já sabe o que vai cursar?

Eu nego, e por pior que seja, é esta a verdade. Não sei nem se quero sair da cama amanhã, muito menos ir para a faculdade.

— Certo. E a conta no xx.Fanciction? Vamos falar sobre ela?

Ela está se referindo ao HelloSisters, uma conta do xx.Fanfition que Juliet e eu criamos quando tínhamos apenas quatorze anos. Nós fazíamos histórias sobre diversas coisas e desde que ele foi citado em um site, o número de acompanhamento havia triplicado. As pessoas gostavam do que nós escrevíamos, diziam que éramos grandes escritoras. Mas, eu tinha apenas duas histórias, enquanto Juliet tinha mais de seis. Apesar de que desde que Juliet havia começado sua nova fase de vida tudo tenha ficado um pouco para segundo plano, nunca havia sido deixado para trás, pois havia uma fanfic que nós escrevíamos juntas em completa sintonia. Mas, desde que Juliet morreu, nunca mais acessei. Afinal, qual seria o propósito? Não era mais a mesma coisa sem ela, nunca mais seria. Não era mais as irmãs Singer, era apenas eu. Além do mais, desde que tudo ocorrera, minha criatividade para tudo isso foi para o espaço.

— Não quero falar sobre fanfic.

— O seu pai é dono de uma editora, sei que ele deve dar muito apoio a você.

— Quando Juliet e eu criamos a conta, ele foi o primeiro a dizer que deveríamos desistir.

Ela fica constrangida e eu quase sorrio com isso. Isso é uma mentira deslavada, pois assim que fizemos a conta papai nos deu um notebook e pagou para redecorarem o escritório, de maneira que fosse o nosso cantinho da escrita. Mas a Sra. Flynn não precisa saber disso, ela não precisa saber de absolutamente nada sobre a minha vida.

— Você acha que tem alguma parcela de culpa pelo que aconteceu com Juliet?

Sim, eu tenho. Uma parcela de culpa absurda, mas ela não precisa saber disso, também.

— Não.

Ela sorri, como se fosse exatamente isso o que ela gostaria de ouvir. Enquanto isso, desejo ao máximo possível que toda essa farsa acabe, que eu possa sair desta sala e me focar em qualquer outra coisa eu não seja os seus óculos de meia-lua.

— Quando Juliet mudou-se de escola, você saiu da equipe de natação. Deseja voltar?

— Não. – Eu só participava porque Juliet havia me forçado a se inscrever. Quando ela decidiu de vez me virar as costas, não vi mais necessidade em continuar com aquilo.

Ela suspira e coloca uma mão sobre o queixo. Por um milionésimo de segundo penso que ela desistiu de tentar interagir comigo, de tentar conseguir alguma coisa dessa falsa terapia, mas então ela diz:

— Sabe, estou um tanto quanto aflita. Você mudou antes mesmo de Juliet falecer, já estava um pouco... distante antes mesmo dessa mudança em sua vida. E agora que Juliet se foi, parece que você está meio aérea em relação á tudo. Eu sei que só fazem vinte dias, eu sei que é recente, mastodos esperam que você melhore. Você é uma guerreira, Vivi, pense nisto, você é...

Eu nunca vou saber o que ela quis esperar com aquilo, pois no momento em que ela diz a palavra “guerreira” eu me recuso a continuar sentada. Saio e não hesito em acelerar opasso. Ela está errada. Eu estou morta, á sete palmos do chão, com o corpo em estado de decomposição e um anel de diamante no dedo medinho e não há nada que ela possa fazer em relação á isso.

—.-.-.-

Quando éramos menores, Juliet e eu gostávamos de tomar banho juntas no quintal de casa. Nós sempre vestíamos biquínis combinados, normalmente eram com estampas de verão, com cores fortes que davam uma sensação de calor. Papai nem sempre enchia a pequena piscina de plástico que nós tínhamos, então às vezes Juliet, por ser mais salta, colocava a mangueira rente á um pau no meio do quintal e ligava a torneira, então ficava jorrando água para todos os cantos.

Eu nunca disse isso á ninguém, nem mesmo á ela, mas quando ela fazia isso, o simples ato de ligar a torneira e deixar que a água se espalhasse por todo canto, fazia com que ela fosse minha heroína. Eu levantava os braços e corria atrás dela, seguindo cada passo que ela desse, tentando ao máximo possível imitá-la. Se ela colocava a língua para fora, eu fazia o mesmo, se ela se jogasse no chão eu fazia questão de me jogar também. Todos sempre achavam fofo, mas no meu ponto de vista era como se eu estivesse aprendendo á ser perfeita, pois para mim, não havia defeito algum em Juliet.

O estanho é que, quando ela foi aos poucos me deixando para segundo plano ao mudar-se de quarto, casa e escola, foi como se eu tivesse perdido a minha fonte de inspiração. Em um momento ela estava ali, sendo a minha guia, a minha eterna e singela líder, e no outro, de repente, não estava mais. E agora estou tentando seguir os seus passos novamente, estou tentando imitá-la ao máximo possível, e mesmo ela estando morta, isso não faz com que eu me sinta mal.

Você está vivendo por nós duas.— É a voz que ouço em minha consciência, um fraco sussurro de Juliet. – Sou eternamente grata a você por isso.

—.-.-.-

Corredor da escola. Cheio de adolescentes com problemas, espinhas e hormônios á flor da pele. Mayune e Anne falam sobre cada detalhe das férias na Califórnia. Anne não para de falar sobre os primos de Mayune, enquanto Mayune não para de falar sobre o irmão mais velho de Anne e eu não paro de balançar a cabeça em concordância á qualquer coisa que elas falam, pois é como se entrasse por uma orelha e saísse pela outra. Mayune e Anne vão á uma reunião do comitê depois da aula, e perguntam se não quero ir, pois depois elas irão para o Quinns lanchar com o pessoal do futebol. A simples menção deste lugar faz com que eu estremeça, então balanço a cabeça em discordância.

– Eles estão servindo um bolinho maravilhoso lá agora. – Eu dou de ombros, como se isso não importasse absolutamente em nada para mim, e realmente não importa. – E cookies divinos.

— E o Maxwel vai pagar toda a conta. – Anne começa a se gabar, enquanto sinto um peso no estomago. Quero dizer a ela que vi Maxwel com Catrina enquanto ela esteve fora, quero dizer a ela que Catrina afirmou que eles estavam namorando e que Anne era apenas mais uma da longa lista de ex-namoradas de Maxwel. Mas eu não digo isso, pois Maxwel está vindo na mesma direção que a nossa, e quando passa por Anne, puxa seu cabelo de leve e lhe dá um beijo estalado antes de continuar andando. – Ai! Adoro o perfume que ele usa diariamente.

Eu só gostei de um único garoto em toda a minha vida, e por amor á minha irmã, abri mão dele quando descobri que eles iriam para o baile juntos. Eles nem sequer chegaram a dançar agarrados, mas durante todo o tempo que ficaram juntos, tentei ao máximo possível não me sentir receosa, mas para ser sincera, esta foi literalmente a terceira (e última, pois só me permiti que isso corresse comigo três vezes) vez que tive meu coração partido pela pessoa que mais amava, pois Juliet sabia o que eu sentia por ele.

— Nós só vamos ao baile juntos, não é nada demais. – Juliet disse quando perguntei á ela sobre isso. – Não é como se fossemos namorar ou coisa do tipo, Vivi.

E eles namoraram sim e devo confessar que foi um período bem doloroso para mim, e foi como se Juliet não estivesse apenas me traindo ou apunhalando-me pelas costas, foi como se ela não se importasse para o que eu sentia, mas convenci a mim mesma que já que ele escolheu estar com ela, então ela realmente merecia,ela realmente era uma pessoa mais linda, simpática e fantástica que eu. Por este motivo, prometi a mim mesma que nunca, em hipótese alguma, ficaria triste por conta de um garoto. Deve ser por isso que tenho dezesseis anos e nunca tive um namorado, o máximo que aconteceu na minha vida foi as minhas paqueras de verão, que sempre terminavam com beijos molhados e estranhos. Então acho a coisa mais bizarra do mundo ver Anne ficar toda derretida ao ver Maxwel e Mayune falar tanto de universitários.

Nós vamos até o refeitório e eu não como nada além de duas maçãs. Mayune ainda fala sobre o irmão de Anne e eu tento ao máximo possível acompanhar a conversa, mas tudo o que se passa na minha cabeça são longas horas deitada no chão do meu quarto, embaixo da cama, encarando aquelas molas enferrujadas que tem me feito companhia nos últimos dias.

— Anne diz que ele é um nojento babaca, mas sei que ela só diz isso porque ele é o irmão mais velho e tudo mais. – Mayune fala de boca cheia e olha para a mesa a frente, onde Anne e Maxwel estão dividindo um pedaço de pizza, certificando-se de que não foi ouvida. – Na verdade, ele é muito gostosinho e eu não vejo a hora de ir para a Califórnia novamente. Desta vez você vai, não é? – Ela olha para mim, com as sobrancelhas arqueadas e eu assinto. Mayne é de uma família coreana, então ela tem essa beleza que só os habitantes da coreia poderiam ter: cabelos pretos e lisos sedosos, pele branca como a neve e olhos puxados, além da boca pequena e sorriso encantador. Eu nunca entendi muito bem como nós nos tornamos amigas, Anne é filha da amiga da minha mãe, então obrigatoriamente nós teríamos que ser amigas também, enquanto isso Mayne já era amiga de Anne e foi por meio dela que nos conhecemos, mas não seria algo propriamente dito que acabaríamos nos tornando intimas. Além de que, nenhum de nós duas tínhamos absolutamente nada haver com Anne, já que ela tem uma beleza fenomenal, por conta do cabelo afro e a pele negra que se destaca com as roupas de tons quentes que ela costuma usar. – Caraca Vivi, que colar lindo, onde foi que você comprou?

— Na verdade, era da Juliet, é fofo NE? Ela costumava usar com essa blusa também e eu gostei bastante dessa combinação e... – Eu paro de falar, pois Mayne não está sequer prestando atenção. Ela já voltou falar do irmão da Anne, que por algum acaso, não é mesmo irmão da Anne, é apenas filho da caseira da chácara que eles tem na Califórnia. – Esse cara pelo menos é decente?

— O Clark? Claro que é. Ele faz faculdade de administração e eu já falei que ele é muito gato? – Ela bate palmas e fica com um olhar meio sonhador. – Ele disse que se eu não fosse tão novinha ele me convidaria pra sair, mas eu sei que no fundo ele só tá tentando bancar um de difícil e... Caralho, que porra é essa?

Eu olho na direção que Mayne está apontando com seu garfo de plástico. Uma menina acaba de entrar no refeitório. Ela é alta, tem cabelos castanho curto, veste preto da cabeça aos pés e tem um piercing estranho no nariz, daqueles que a pessoa fica parecendo mais uma vaca do que qualquer outra coisa. Mas, o mais estranho, é que ela está parada com a bandeja nas mãos, encarando-nos como se fossemos monstros ou coisa do tipo.

— Acho que estamos sendo contaminados por seres emo/gótico/punk, ainda não decidi o que ela é. – Anne diz sentando-se ao meu lado. Paro de encarar a garota, pois eu sei o quão constrangedor é ter muitos pessoas ao seu redor olhando para você, além de que seus olhos ainda estão fixos na mesa ao lado da nossa, mas parece que ela está com medo de se aproximar. – O nome dela é Ramona Lancaster, ela tá na minha aula de inglês. Ela foi transferida da Novaskie e sinceramente? Ela me dá certo medinho.

Mayne e Anne riem, mas a única coisa que faço é dar uma rápida olhadela em sua direção, apenas para constar que ela já não nos encara mais, pois está concentrada no hambúrguer e suco da sua bandeja. Juliet estudava na Novaski e de algum maneira sinto que já ouvi o seu nome antes, mas nada me vem a cabeça.

Quando saímos do refeitório, mato os dois últimos horários para ficar no quinto andar. Não há nada de interessante aqui, apenas um espaço vazio com telas pintadas pelos alunos que ficam expostas nas paredes. Boa parte das telas são trazidas de Minneapolis, já que a primeira rede da escola que estudo, Walter, foi fundada lá, inclusive o treinador do time feminino de futebol, Ethan Smith, é de lá. Há uma tela em que dois jovens deitados no gramado contemplam as estrelas, ela é intitulada de “luzes no céu” e foi feita por um aluno, á quase seis anos atrás. Essa tela é a minha favorita, é como se o artista estivesse transpassando emoções para tela, deixando claro que o casal representado é realmente real.

Vou para a tela que Juliet costumava venerar, de uma mulher com o a expressão deprimida contemplando alguma coisa pela janela da sala. Juliet costumava dizer que essa tela tinha algum recado para ser passado. Também pertence ao mesmo aluno de Luzes no Céu, pois ambas tem a mesma assinatura ilegível no canto da tela , e o titulo dela é apenas “Aria”.

— Há muita coisa por detrás dessa tela. – Era o que Juliet dizia, todas as vezes que vínhamos aqui. – Literalmente.

Não é algo que se deva fazer, mas eu acabo passando meus dedos pela tela. Consigo sentir a rigidez das pinceladas de quem a pintou. Meus dedos vagueiam por cada centímetro,e uma certa elevação me chama a atenção. Tenho quase absoluta certeza de que ela nunca esteve aqui, por esse motivo pressiono a palma sobre o local e constato que há alguma coisa grudada sobre o outro lado da tela.Lembro-me do bilhete colado em Mindy, e o que ele dizia sobre eu olhar por detrás da tela. Um pensamento me atinge em cheio e antes que eu perceba, já estou movendo-me para olhar sob a tela.

Com cuidado, tiro-a do seu encaixe e me afasto da parede. Nas bordas, encontram-se os seguintes garranchos: “Aluno: Henry Turner Adams. Turma: 3ªA2M. Título: Aria.” E a frase “Nós somos feitos de segredos, camadas e mais camadas de segredos”. Há um pequeno envelope colado na tela, por este motivo estava elevado no canto. Parece mais um daqueles envelopes de cartão postal, e quando eu o puxo, há uma letra “J” feita de esmalte violeta onde deveria estar á fita ou cola, então acho que o contato do esmalte na tela com o papel do envelope fez com que ele se mantivesse grudado ali.

Apesar de estar me remoendo para olhar o que há dentro do envelope, eu o coloco no meu bolso e ponho a tela no mesmo lugar. Por curiosidade, decido olhar o que está por detrás da tela “Luzes no Céu”, mas não encontro nada ali, além das mesmas informações sobre o tal Henry e a frase: “Podemos fingir que as luzes dos aviões são estrelas, e quando elas passarem sobre nossas cabeças, podemos fazer um pedido. Você topa, Querida Hope?.” E isso me deixa triste e feliz ao mesmo tempo, não entendo o porque.

Eu me sento no chão, faltam poucos minutos para o horário bater e todos os alunos serem liberados. Decido abrir o envelope e o que encontro ali não é nada mais nada menos que um cartão de biblioteca. Em Atlanta, os cartões de biblioteca não têm identificações, apenas números codificados, mas eu sei que aquilo pertence á Juliet, pois á uma nota grudado á ele tem a sua caligrafia com os seguintes dizeres:

“Palavras, palavras, palavras... coisinhas que deveriam ser consideradas seres viventes por conta de tamanha intensidade que transmitem. Palavras podem mudar tudo, Vivi.”

Notas finais
e aí gente, gostaram? o que acharam das amigas bosta da Vivi? Galera, eu amo o Maxwel, amo amo amo amo, ele é o fpd, cachorro, galinha mais lindo do mundo, aff. SÓ EU QUE VI UM CERTO ETHAN SMITH ALI EM CIMA? SERÁ QUE UMA TAL DE ANNA PALMER AGORA ANNA SMITH TMB APARECE? HEIN HEIN HEIN? deixo a dúvida no ar, adoroooooooooo. bom, é isso, bjosss e luzzzz.