Infindável

8 Capítulo 07 – Presos em Gaiolas


Sua pele já estava banhada de suor de alguns minutos atrás e isso só me deixou ainda mais duro. Precisa tocar, morder, chupar e fodê-la. Era mais uma necessidade na verdade, que me consumia e não me deixava pensar direito. Seus gemidos abafados para não serem escutados, suas unhas rasgando-me e o olhar demonstrando abertamente seu prazer. Era tudo minha necessidade. Meu vicio.

Desamarrei seus braços que ainda estavam atados com cordas de cânhamo e as marcas, como sabia, estavam ali. As marcas vermelhas deveriam me incomodar, mas de alguma forma, vê-las só me deixou ainda mais excitado. Eu tinha virado o que eles queriam e sentia raiva, tristeza e prazer por me dar conta disso. Minha cabeça não estava raciocinando no momento e só me concentrei em pegar seus braços e levar minha boca até o ponto pulsante e vermelho. Passei a ponta da língua nas marcas e senti seu corpo tremer e um gemido baixo. Precisava senti-la logo!

Arranquei a camiseta longa e desgastada que sempre estava usando e joguei em algum canto do cômodo imundo. Já tinha visto-a nua diversas vezes, mas todo dia eu perdia o fôlego ao ver seu corpo. Com quinze anos cada parte do corpo da garota já acabava comigo. Me fazendo pensar em sexo com ela a cada minuto.

Não aguentava mais! Empurrei-a para que deitasse na cama suja e abri suas pernas e porra, eu estava acabado. Ainda podia ver vestígios da minha porra misturada com seu próprio gozo entre suas pernas. Lambi os lábios com antecipação e levei meus dedos até seus lábios molhados e os abri. Ela gemeu e agarrou o lençol sujo com força imediatamente e tal ato só me atiçou ainda mais.

— D-Damon... – sussurrou enquanto fechava os olhos com força. – Acho que não consigo...

Não entendi imediatamente o que ela queria dizer. Não até olhar para sua boceta e enfim perceber. Vermelha e inchada. Compreendo, mas não era o suficiente para me parar. Não naquele momento.

— Você bastante molhada, querida. Vou manter minha língua úmida e chupa-la com cuidado, prometo. Mas não me pede pra parar, por favor. Não vou conseguir!

Não esperei por resposta, não iria parar mesmo que ela pedisse! Ao invés disso espalmei minhas mãos em cada coxa sua e abaixei minha cabeça até o espaço entre suas pernas. Abri minha boca deslizando minha língua pela pele molhada e não consegui manter os olhos abertos ao sentir nossos gostos misturados, e gemi lambendo-a lentamente.

Seu gemido veio alto ao sentir minha língua em sua boceta, mas eu não pude distinguir se era de prazer ou dor, então continuei.

Lambi de um lado para o outro antes de cobrir seu clitóris com minha língua, circulando mais e mais. Seus gemidos ficaram mais baixos quando mordeu os lábios com força, para conte-los. Apreciei seu esforço de se manter calada, mas me senti ainda mais malvado, queria escutar seus gemidos. Não sei o que estava diferente em mim aquele dia, mas eu queria ouvi-la gritar enquanto chupava sua boceta. Acrescentei meus dedos, deslizando-os mais para baixo onde estava mais molhada e enfiei dois dedos dentro dela, o que a fez alcançar meus cabelos cegamente e gemer alto novamente.

— Oh Deus! – Gemeu enquanto empurrava seus quadris para frente.

— Não querida, é Damon. – sussurrei soprando uma lufada de ar para o meio de suas pernas, fazendo-a tremer.

Seus gemidos reverberavam o lugar. Enquanto eu a levava a loucura com meus dedos e língua, ela me levava à loucura com seus gemidos miseráveis e suplicantes.

Bombeava meus dedos em sua boceta lisa e encharcada, fodendo-a com força enfiei meus dedos ainda mais fundo e chupei ainda mais forte seu pequeno clitóris. Girei meu punho e ela pressionou ainda mais os quadris contra minha boca. Porra! Sentia que poderia gozar a qualquer momento. Aumentei ainda mais a intensidade dos meus dedos e língua e pude sentir que ela não aguentava mais.

Sua voz começou a ficar aguda e trêmula. Suas mãos puxaram meus cabelos fortemente e ela começou a se esfregar em mim. Com mais alguns movimentos circulares enquanto a bombeava, ela começou a se dissolver, o corpo amolecendo completamente. E com uma sacudida de seus quadris ela tremeu e ficou molhada. Chupei sua pele sedosa, fodidamente e completamente perdido em seu sabor.

Depois de alguns segundos, afastei minha boca de pernas e encostei minha testa em sua barriga. Tirei meus dedos cuidadosamente de dentro dela e me apoiei em meus joelhos. Meus dedos estavam encharcados e tudo que eu pensava era em experimenta-los. Ao invés de levar a minha própria boca, enfiei ambos os dedos na boca dela, para que sentisse seu próprio sabor.

Ela gemeu e chupou, passando a língua por todo meu dedo, só imaginei aquela língua em meu pau. Puxei meus dedos de sua boca e substitui pela minha própria boca. Forcei minha língua para dentro de sua boca e gemi ao sentir o seu sabor novamente. Ela correspondeu na mesma intensidade. Rolando sua língua sobre a minha, se entrelaçando de forma faminta o beijo se tornou ainda mais urgente.

Senti meu pau latejar e gemi em sua boca, separando nossos lábios. Não aguentava mais, estava tão duro e inchado que estava apertando os dentes em agonia. Não perdi mais tempo e tirei minha cueca junto da calça, liberando meu membro.

Apoiei-me em uma mão enquanto segurava meu membro com a outra e o guiei até sentir sua entrada. Sabia que ela estava ansiando por aquilo tanto quanto eu, mas senti uma vontade insana de provocar nós dois, então direcionei meu pau mais para cima, deslizando e provocando sobre seu clitóris e as dobras macias e molhadas de seu sexo.

Enquanto esfregava sobre sua pele, seus olhos se fecharam e um pequeno gemido escapou de sua boca. Ela tentou balbuciar algo, mas sua voz estava rouca e o gemido interrompeu em poucos segundos. Cerrei os dentes em tamanho prazer por nem estar dentro dela ainda. Estava levando-a a loucura, mas eu estava no mesmo estado.

— D-Dam... Por favor...

Ouvir sua voz suplicando em miséria foi o fim. Não podia continuar com aquela tortura. Segurei meu pau em sua entrada e empurrei meus quadris para frente, desejando sentir sua pele macia e molhada. Entrei alguns centímetros, sentindo novamente o quanto era apertada. Não importava quantas vezes já tivesse dentro daquela garota, a sensação era sempre melhor do que a antiga. Era impossível se cansar de fazer sexo com ela.

Puxei sua perna para minha cintura, para me facilitar a ir mais fundo e nós dois gememos ao mesmo tempo. Ela mexeu seus quadris, puxando inteiramente para dentro de si e a sensação de suas coxas pressionadas em mim me fez soltar um gemido alto.

Foda-se o autocontrole!

Dei uma estocada forte, fazendo-a gemer alto de dor. Tentei começar em um ritmo fácil e lento, mas era impossível. Puxei sua perna para cima, até o joelho chegar ao ombro e enfiei o mais rápido e forte que conseguia. Olhei para ela e tive que segurar seus quadris para não gozar. Seus olhos estavam fechados, mas sua boca estava aberta, sem conseguir manter os gemidos. Seus peitos balançando a cada estocada forte que eu dava.

Quando pensei que não podia melhorar, senti suas pequenas mãos na minha bunda, puxando-me para frente enquanto ela se mexia contra mim. Olhei para onde eu entrava e saia dela, sentindo que logo gozaria com aquela visão.

Senti suas mãos deslizarem até minhas costas e pararem hesitantes. Eu sabia o porquê. Tinha medo de me machucar. Tinha medo de tocar nas cicatrizes recém-abertas e acabar me causando dor. Mesmo durante o sexo, mesmo que eu a tenha forçado, ela ainda se preocupava com minha dor. Só por ela ter tido tal pensamento, senti meu peito se aquecer e um alivio tomar conta de mim.

— Tudo bem... Não dói mais... – sussurrei enquanto levava meus lábios aos seus, em um beijo gentil e calmo.

Continuei com as estocadas mais firmes, mas tinha a necessidade de ir mais gentil. De manter um ritmo lento e fazê-la realmente aproveitar o sexo, mas estávamos muito perto do clímax e eu não podia diminuir.

Deitei meu corpo sobre o dela sem dar muito espaço para qualquer um de nós e segurei seus braços acima da cabeça. Vi e senti o momento perfeito em que ela gozaria: as suas coxas tremendo toda em minha cintura, os olhos fechados com força, a boca aberta, o aperto de sua boceta, tudo. Com um grito alto ela gozou e eu me movi, mantendo o ritmo para que seu orgasmo se prolongasse.

Seus braços caíram, pesados, e me apoiei em minhas mãos, metendo mais e mais forte. Eu sabia que não duraria muito, não sentindo sua pele tão molhada e apertada. Tentei relaxar, mas foi impossível no momento em que olhei para ela. Corpo suado, peitos movendo-se com a força das minhas estocadas, os cabelos espalhados pela cama, suas mãos novamente em minhas costas. Tão fodidamente linda.

Porra!

Foi tão real e incrível que não pude segurar nem o meu gemido alto e enterrei meu rosto em seu pescoço para pelo menos abafa-lo. Com mais algumas estocadas explodi em um orgasmo intenso dentro dela.

Estava inundado num prazer tão intenso que nem percebi seus braços em volta dos meus ombros. Uma de suas mãos foi até os fios molhados dos meus cabelos e ficou passando-as ali em gesto carinhoso, como se para acalmar um animal nervoso.

Eu sabia o que ela estava fazendo, afinal já tinha passado por aquilo muitas vezes. Depois de ter acontecido três vezes, ela sempre se antecipava, mas era em vão. Soube disso no momento em que as lagrimas começaram a escorrer pelo meu rosto e meu corpo começar a tremer.

— D-Desculpa... Desculpa... – sussurrei em desespero – Eu não... Eu não queria... Fiz de novo... Sinto muito...

Ela não disse nada, apenas continuou com as caricias em total paciência. Eu por outro lado me debulhava em lagrimas e desculpas. A angustia e o arrependimento sempre tomavam conta de mim depois do sexo. A dor de ter transado com ela depois do que fazíamos naquela sala era horrível. E, talvez dessa vez tivesse sido ainda pior do que as outras, pelo simples fato de tê-la forçado dessa vez. Não importava que ela tivesse gostado depois, ainda sim tinha sido forçada. E só pensar nisso, fazia meu estomago embrulhar e enorme vontade de vomitar.

— Dam... Está tudo bem. Eu entendo.

Quando fui me mover para cima senti que ainda estava dentro dela. Olhei para onde estava enfiado nela e mais lagrimas desceram. Não tinha sido capaz nem de tirar a porra do meu pau de dentro dela. Fiquei olhando com horror enquanto tirava meu membro dela cuidadosamente e via o quão molhado estava. O quão molhada ela estava.

Me sentei em meus joelhos e afundei o rosto em minhas mãos, chorando descontroladamente. Chorando por algo ou alguém que me tirasse daquela miséria.

— Porra! Porra!— gritei, querendo fazer toda aquela dor que me consumia ir embora. Toda a vergonha. Todo o medo. – Me tornei o que eles queriam. Prometi a mim mesmo que nunca chegaria a isso e olhe para mim agora! Porra!

— Não se tornou Dam. Você nunca vai ser o que eles querem. – ela passou seus braços em volta de mim novamente. Isso deveria me acalmar, como sempre acontecia, mas senti raiva e empurrei seus braços para longe de mim.

— Olha pra mim! Estou exatamente como eles queriam!

— Estou olhando, Damon! Estou olhando! – ela gritou – Sempre estive te olhando! E tudo que vejo é o Damon pelo qual me apaixonei! – Ela não aguentou e começou a chorar. Grandes soluços moviam seu corpo.

Puxei-a para meus braços e a abracei bem forte, mantendo seu corpo colado ao meu. Eu tinha feito novamente. Tinha a feito chorar novamente. Suas lagrimas molhavam meu peito nu e seus braços se agarravam em minha cintura tão forte, como se fosse o único lugar em que pudesse se apoiar e era verdade. Minhas lagrimas desciam livremente pelo meu rosto até seus cabelos castanho. Ambos estávamos perdidos e quebrados. Ambos na miséria a qual tínhamos sido postos. Um querendo consertar o outro. Um querendo ser consertado pelo o outro. Ela, apaixonada pelo cara fodido e quebrado, e eu, estragando e fodendo minha vida como eles queriam. Não existia aqui aquela historia da garota consertando o cara quebrado. Estávamos enfrentando a realidade em que ambos estávamos fodidos e quebrados.

Pensei em algo para lhe dizer, algo que pudesse trazer um pouco de alivio para aquele pequeno corpo. Mas tudo que vinha em minha mente eram palavras falsas de conforto. Dizer que tudo ficaria bem, que tudo se ajeitaria, não passaria de mentiras. Aquilo era algo em qual já não acreditávamos mais. Tínhamos perdido a esperança e fé há muito tempo. Então eu disse uma pequena frase, a única coisa verdadeira que tínhamos.

— Eu te amo Katherine.