Infected

21 Capítulo 21: O início do fim


Notas iniciais
especial de final de ano, hein. A fic vai ter um final, SIM.

[Calum]

— Realmente não temos mais nada, e é muito arriscado irmos mais longe do que já percorremos, com o grupo dividido. Todos sabem que eu sou o último a querer sair desse lugar, mas, infelizmente, é a realidade. – Dan toma a iniciativa, se colocando a frente do grupo enquanto fazemos nossa reunião matinal.

— Foi o mês mais tranquilo que tivemos à muito tempo, mas assim como tudo nesse novo mundo, acabou. Washington parece uma boa agora. — DJ esmaga algumas pedrinhas sobre seus pés, criando coragem para falar.

— A gente consegue, já estamos todos em ótima forma e também conseguimos todo esse armamento. Seria uma pena deixa-lo guardado aqui para sempre. – Viollet batuca os dedos sobre minhas madeixas, ansiosa.

— É, todos sabíamos que essa hora chegaria. Enfim, saímos ainda hoje? – Megan se ergue do colo de Shay e ambas trocam olhares pensativos.

Aconteceu tudo muito rápido. Conseguimos um vasto estoque de suprimentos, remédios e armas vasculhando as redondezas do “Fortnox”, mas tudo estava ficando cada vez mais difícil com o passar dos dias. Os walkers se juntavam ainda mais na região. Nosso estoque estava com 30% de seu total agora, tínhamos comida somente para mais uma semana, no máximo. A ideia era continuar a caminhada para Washington, a caminhada até a “cura”. Mas essa ideia ainda me dava calafrios.

A viagem seria longa e cansativa e com certeza, com a sorte que temos, encontraríamos novos perigos no caminho, mas era de longe a melhor ideia que tínhamos. Para o bem de todo o grupo, o certo seria arriscar.

— Tudo bem, eu sei e concordo. Não vamos conseguir nos manter aqui por mais tempo, entendi. Eu nunca gostei de camas confortáveis, banhos quentes e lençóis limpos também, quem gostaria de todos esses mimos, afinal? – Tento quebrar o clima tenso com algo descontraído, mas fui pior do que as piadas do Dan, pelo visto. – Vamos partir amanhã de manhã, então. Teremos hoje para nos preparar e curtir mais um dia de paz, uma longa jornada pela frente no aguarda, estejam preparados.

A “reunião” se encerra e todos partem para suas casas, animados e prontos para organizarem suas coisas com calma.

Seguro a mão de Viollet enquanto caminhamos até nossa casa, um vendo frio corta o ar da manhã, deixando a mão da garota ainda mais gelada.

— Pode dizer, eu quero ouvir. – A morena se lança sobre o sofá, esticando suas pernas sobre a mesa de centro como uma digníssima lady faz.

— Dizer o que? – Arqueio as sobrancelhas enquanto a observo, largando meu corpo ao seu lado.

— Qual foi, você é meu namorado super-herói, eu te conheço muito bem para saber que não concorda totalmente com essa ideia de Washington.

— Eu nunca consigo esconder nada de você, não é? Sei lá. Temos a Sam agora, e Phill... e aquela luta mexeu com todos nós, não fisicamente, mas psicologicamente, não sei se estamos realmente prontos para encarar a estrada novamente, sabe? Podemos encontrar encrenca das bravas de novo e, dessa vez, pode não terminar nada bem. – Envolvo o corpo de Viollet em meus braços, apertando meu rosto contra seu ombro.

— Não, nunca vai esconder nada de mim. E se o fizer, eu arranco fora as sua bolas, Senhor Lynch. – Viollet consegue passar de menina meiga e inofensiva à psicopata sanguinária em questão de segundos. Sério, isso dá muito medo. – Dessa vez eu tenho que discordar de você, Cal. Podemos até estar mais abalados psicologicamente, mas isso só aumenta nossa vontade de viver e nos proteger, proteger a família. Passamos por essas coisas e foram horríveis, mas precisamos seguir em frente e não podem ser os fantasmas do passado a nos prenderem. Com certeza encontraremos algo muito pior do que vivemos aqui, mas quem se importa? Teremos uns aos outros para nos proteger, enquanto estivermos unidos, somos invencíveis. Confie em mim, não existe nada a temer com essa viagem. – A garota estala um beijo contra minha testa.

— Eu já te disse o quão incrível e maravilhosa você é hoje? Eu te amo, obrigado. – Ficamos abraçados um no outro por boa tarde da manhã, apenas sentindo a brisa entrando pela janela.

[Shay]

— Sério, a gente com certeza não vai precisar levar os enfeites de paredes, amor. Que ideia ruim.

— Mas seria fofo, admita. Só estou tentando parecer um pouco normal, ora.

— E quem disse que eu quero que você seja normal? – Avanço contra a garota e a prenso contra a parede, apertando seu quadril com jeito. – O normal é chato e monótono, ninguém gosta.

— Você e seus argumentos indiscutíveis, como pode? – Megan se desfaz do aperto de Shay e a coloca contra a parede dessa vez. – Já que essa será a nossa última noite aqui, quando o sol se pôr, poderíamos aproveitar bastante aquela cama, não acha? Ah, não. Digo, não sei se estou afim, mas vou pensar no seu caso com carinho. Agora preciso arrumar as nossas coisas. – Após encher o pescoço de Shay de beijos, Megan dispara para o quarto com um sorriso malicioso.

— Você não pode me provocar e sair impune assim, mocinha! Está me ouvindo? Não pode! É tortura o nome disso, ora! A noite veremos quem convence melhor então! – Shay morde seu lábio inferior e suspira antes de seguir Megan para empacotarem o essencial.

[Dan]

— Se você for uma boa menina, talvez eu até consiga uma nova boneca para você, sabe... mas ainda precisa me ajudar com a louça hoje! – Dan ergue Sam acima de sua cabeça e a trás de volta, como se fosse uma gangorra humana.

— Você é um péssimo mentiroso, papai. Mas eu te ajudo, tenho o coração mole de todo o jeito.

— Vejam só, esse anãozinho deu para tirar sarro dos outros agora, tenho de começar a contar minhas piadas magnificas aqui?

— Deus, não, desculpa, foi só para distrair. Você sabe que te amo! – Sam beija a testa de Dan com carinho antes de se soltar de seus braços para começar a arrumar suas coisas.

[Aria]

— Cinquenta então e não se fala mais nisso! – Aria continua presa as costas de DJ enquanto caminham pela casa, estudando o que é realmente importante para levarem.

— Cem beijos e eu te livro dessa, pequena. Olha que ainda estou sendo generoso com você, hein? – DJ tenta se livrar de Aria, chacoalhando o corpo para derruba-la.

— Deixa pra lá, você nem merece mesmo, consigo arrumar minhas coisas sozinha, seu palermão! – Aria sorri e desce, mostrando a língua para DJ.

— Em pleno século 21 e você usou uma expressão como palermão, meu Dues, você é incrível. Talvez eu até arrume suas coisas para você, talvez...

— Te amo! – Aria rouba um beijo de DJ antes de subir as escadas que levam ao quarto.

[Calum]

Aquela manhã ele se atrasou. Sempre acordava primeiro que Viollet e lhe preparava um delicioso café da manhã, mas nem mesmo os primeiros raios de luz o fizeram levantar da cama hoje. Estava ansioso demais, talvez. Sempre teve problemas com ansiedade.

— Acorda, amor. Quanto mais cedo partirmos, mais cedo achamos um lugar novo para passar a noite, não acha? – Viollet resmunga, ainda sonolenta.

— Bom dia para você também, amor.

Após os famosos “5 minutos” a mais, ambos criam coragem para levantar e começar o dia. Tomam um café reforçado com frutas e metade de uma caixa de cereais e se preparam para partir. Todos já os esperavam em frente aos portões, ninguém parecia triste ou com receio da partida. Estavam todos rindo e com suas mochilas pendendo ao lado dos corpos.

Após uma breve oração, mesmo alguns achando que não era necessário, eles se preparam para sair. Calum e Dan abrem os portões, DJ, Viollet e Megan vão na frente, acertando alguns zumbis que atrapalham o caminho do grupo.

A manhã era calma e pacífica, como mais um dia extraordinariamente tranquilo para aquele grupo. Estavam iniciando mais uma caminhada atrás de respostas e segurança e dessa vez estariam preparados para tudo e todos os problemas que pudessem surgir. Talvez fosse o inicio do fim de sua jornada. Washington poderia ser a parada final para aquela família.

Notas finais
see ya
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.