Infected

18 Capítulo 18: Sobrevivência


Notas iniciais
AHÁ! Tive um tempo livre e resolvi vir postar esse capítulo especialmente para vocês! XD

[POV: Viollet]

A explosão causada pelo míssil quase nos matou. Voamos alguns metros devido ao impacto, mas ainda estão todos vivos, eu acho.

Me ergo com dificuldades do chão, provavelmente fui a pessoa que menos sofreu danos, mas bati as costas muito forte contra o chão, estou atordoada e com algumas dores. Dan está caído ao meu lado, gemendo enquanto segura sua perna. O braço esquerdo do garoto está sangrando, provavelmente ele caiu sobre o braço e o ralou.

— Mas que diabos foi...? — Começo a falar mas Dan cai no chão novamente, desmaiado. — Droga! Dan, acorda! — Me ergo e cambaleio alguns passos até alcançar o garoto. — Droga, Daniels, acorde seu merda!

— DROGA! ACORDA, VAMOS LÁ, ARIA, ACORDE! — Megan esta dando leves tapas contra a cara de Aria, tentando acordar a garota. O braço "bom" de Aria está intacto, mas o braço que tivemos que amputar está sangrando novamente, com um corte bem na parte em que o facão de Dan acertou.

DJ parece atordoado também, mas não consigo ver nenhum ferimento em seu corpo, apenas os hematomas de sua luta contra os canibais. Ele caminha em direção a Megan, Aria e Shay, que também parece bem.

— MATEM TODOS ESSES DESGRAÇADOS! — O Grande Mestre berra para seus dois últimos capangas. Eles correm em nossa direção com facas erguidas. O "GM" vem de mãos vazias, apenas com a fúria estampada em seu rosto.

— DJ, CUIDADO! — Grito para o garoto e ele entende. O GM e um dos canibais restantes estão indo diretamente em sua direção.

O outro canibal corre ao meu encontro e deixo Dan deitado no chão, ele deve ficar bem, já que não oferece perigo imediato aos canibais. Me ergo rapidamente e puxo o facão roubado que carrego no cinto. O homem ataca mas sou mais rápida que ele e desvio de sua faca facilmente.

— Qual é? Humilhado por uma garota, cara? É muito merdinha mesmo! — Tento acertar meu facão no braço do homem mas ele bloqueia com sua faca. Acho que subestimei ele.

Recuo alguns passos rápidos e começo a correr, atraindo o canibal para longe de Dan.

— Vamos lá, Bambi, corra! — Tento parecer confiante enquanto grito, mas estou apavorada. O canibal se irrita com os xingamentos e corre atrás de mim, se afastando de Dan e do restante de meu grupo. Espero que eles fiquem bem. Corro em direção a uma das casas, com o canibal em minha cola.

[POV: Megan]

Um dos canibais acerta Shay com um tapa e a vejo cair no chão, sua bochecha inchando no mesmo instante. Parto para cima do homem, ainda com minha "luva de boxe" feita com a corda amarrada em minha mão direita e soco seu maxilar, fazendo-o recuar e se afastar de Shay. Esse cara vai pagar por ter tocado nela.

— Tudo bem, Shay? — Agito minha mão no ar, mesmo com a corda, dar aquele soco doeu.

— Sim, sim, tô legal. — Shay se levanta, massageando sua bochecha e cerra os punhos, parando ao meu lado e fitando o canibal.

— Isso pode ser divertido, mal posso esperar! — O homem está sorrindo feito um louco enquanto lambe o sangue que escorre do canto de sua boca. Ele gira a faca entre os dedos e avança novamente.

Tento acertar outro soco no homem mas ele desvia, se abaixando. O homem ergue seu joelho e acerta em cheio meu estômago, fazendo-me cair no chão. A pancada foi tão forte que sinto o gosto do sangue subindo por minha garganta.

Shay parte para cima do homem quando caio e o surpreende, cravando suas unhas na bochecha dele. A loira puxa sua mão e arranca alguns pedacinhos da pele do homem, deixando três pequenos cortes em sua bochecha, que sangram instantaneamente.

— Ah, sua vadiazinha, vai me pagar caro por isso! — O homem corre para cima de Shay e agarra seu pescoço. Ele ergue a garota pouco acima de sua cabeça e a bate com força contra o chão, ainda segurando seu pescoço.

Shay tenta se livrar do aperto do homem arranhando seu braço diversas vezes, abrindo pequenos cortes mas ele parece não se importar. Shay começa a ficar roxa e consigo me levantar do chão, disparando contra ele, furiosa.

[POV: DJ]

O Grande Mestre avança contra mim e me acerta um cruzado de direita bem na bochecha. O soco parece mais uma martelada, de tão forte. Perco o foco de minha visão e cambaleio para trás, atordoado.

— Vamos lá, garoto! Você é bem grandinho também, já vai cair no primeiro soco?! — O GM estrala seu pescoço, com os punhos fechados apontados para mim.

— Você fala muito. — Consigo permanecer de pé no final das contas e forço minha voz, deixando-a mais confiante do que realmente estou.

— Vai preferir eu falando do que quebrando todos os seus ossos, garoto. — O GM sorri e avança novamente, como da última vez.

Desvio so cruzado dele e jogo meu corpo contra o seu, nos levando para o chão. Caio por cima do GM e desfiro alguns socos em seu rosto, sinto o suor escorrendo por minha testa.

O GM segura meu último soco e torce minha mão esquerda, me tirando de cima de si. Sinto o chute certeiro do GM em minha têmpora e urro de dor enquanto rolo para o lado devido ao impacto. Ele conseguiu se levantar mais rápido que eu e acerta meu tórax com a sola de sua bota. Sinto meu ar indo embora e tusso algumas vezes enquanto ele permanece com o pé sobre meu corpo.

— Então é só isso? Vai deixar seu grupo morrer desse jeito? Você é um lixo, garoto. Olhe ao seu redor, ainda somos mais fortes. — O GM aponta para Shay que está sendo estrangulada enquanto Megan corre para socorre-la. Dan continua caído no chão, imóvel, sangue escorrendo de sua perna. Não consigo localizar Viollet e nem o outro canibal. Olho para o lugar onde Aria estava e me assusto. A garota sumiu.

— Mas não são os mais inteligentes, seu merda! — Aria acerta a testa do GM com uma pedra e ele cambaleia para o lado, sangue escorrendo por todo o seu rosto quando o corte se abre em sua testa.

— ARGH! SUA PUTA ESCROTA, EU VOU TE TRUCIDAR! — O GM começa a correr em direção a Aria mas consigo dar uma rasteira em suas pernas, fazendo-o cair. Não vou deixar que toque em Aria novamente, ele já era.

— Belo golpe... — Minha voz soa fraca pois ainda estou recuperando o fôlego, mas sorrio para a loira.

— Só acabe com ele, Devon! — Aria apoia sua mão direita sobre o corte sobre o que restou de seu braço esquerdo, que ainda sangra muito, mas ela está animada.

Volto os olhos para o GM mais confiante do que nunca. Ele se levanta e parto para cima dele com toda minha energia.

[POV: Viollet]

Entro na primeira casa que consigo alcançar e fecho a porta. Corro para o centro da sala, a espera do canibal. Arfo um pouco, cansada e com medo, mas ainda consigo lutar.

Alguns segundos depois a porta de arrebenta com o chute do homem e ele avança.

— Você tá achando que pode fugir, gracinha? Eu vou te pegar. — Ele corre em minha direção e desvio por pouco de sua faca. Ela faz um pequeno corte em meu braço e o homem lambe a lâmina, sorrindo maliciosamente.

— Com essa sua mira extraordinária eu vou escapar, sim, e ainda vou te matar! — Tento acertá-lo com o facão diversas vezes mas é difícil segurar. Consigo fazer apenas um pequeno corte na bochecha do homem.

Ele segura minha mão e a força mas não largo o facão. Recebo um soco no nariz e cambaleio para trás, o sangue escorrendo por minha boca. Lanço um abajour que estava sobre a mesa de centro da sala contra o homem e o acerto. Ele cai no chão e corro para o andar de cima da casa.

Existem três portas no corredor do segundo andar e ouço algumas batidas vindas do final do corredor, na última porta. O canibal que me persegue ainda deve estar atordoado porque não veio atrás de mim.

Corro até a última porta e ergo o facão, pronta para tudo que possa me esperar, seja bem ou seja mal, dentro do quarto. Abro a porta de uma vez e meu coração quase para de bater. Preso a algumas cordas que estão grudadas em umas hastes na parede está Calum. O meu Calum.

Os olhos dele se enchem de lágrimas quando me vê e os meus também. Ele está sem camisa e seu corpo está completamente vermelho, cheio de hematomas e alguns cortes. Sua boca está presa por uma espécie de placa metálica que cortou levemente suas bochechas.

— Ca-cal.. É realmente você? — Começo a caminhar na direção de Calum mas ele agita seu corpo furiosamente, tentando me dizer algo.

Sinto algo puxando meus cabelos e sou arremessada contra o chão. O canibal voltou.

[POV: Megan]

Shay começa a tussir, sua pele ficando escura e acerto o olho do canibal com toda a força que consigo, tirando-o de cima de Shay.

O homem cambaleia para trás, gritando de dor e apoia suas mãos contra o olho, que está sangrando.

— Shay, você está bem? — Me agacho ao lado da loira, tocando suas madeixas. Ela não consegue falar mas agita a cabeça positivamente.

Apanho a faca do canibal, que caiu um pouco a frente e a aperto entre os dedos. O homem ainda está gritando e rodando no mesmo lugar, provavelmente afundei seu olho com o soco, devido as cordas que ainda estão amarradas em minha mão. Invisto contra ele e acerto um novo soco em sua mandíbula, fazendo-o cair de vez no chão.

Cravo a faca no pescoço do homem, a raiva tomando conta de meu corpo, e a puxo, abrindo o corpo do homem como se fosse um sapo que eu tivesse que dissecar. Paro quando a faca chega no umbigo do homem e retiro, acertando o crânio do homem. Seu sangue mancha minhas mãos e minha blusa mas não me importo. Ele tentou matar a minha Shay. Ele merece.

[POV: DJ]

Encaixo uma boa sequência de socos contra o rosto do Grande Mestre. A pedrada de Aria fez um estrago e tanto. Ele começa a caminhar para trás e o sigo, continuar com os socos. Sinto seu rosto se inchando sobre meus dedos.

Ele berra alguns palavrões e me acerta um chute certeiro na costela. Cesso minha sequência de socos e recuo alguns passos, sentindo a dor se espalhar por meu corpo.

O Grande Mestre me acerta um novo chute na costela e sinto-a se quebrando. Caio no chão. O GM se coloca sobre meu corpo e segura meu rosto, sua mão é tã o grande que se encaixa perfeitamente ao formato do meu rosto. Ele começa a apertar e urro de dor.

— Se você se aproximar um passo sequer, querida, eu explodo a cabeça desse verme! — O GM sorri para Aria e sinto o sangue que escorre de sua testa pingando sobre meu corpo.

Perdemos o Calum. O Dan está incapacitado. Shay também. Nenhum sinal da Viollet. Aria e Megan não conseguiriam vencer o Grande Mestre em seu estado atual. Tenho que conseguir parar esse cara, não por mim. Por eles todos que me acolheram e me salvaram. Relembro-me do olhar de pavor de Jade quando fomos capturados, fui fraco demais para conseuir salvá-la e me arrependo até hoje. Prometi que não deixaria isso acontecer novamente.

Ergo as mãos e toco o corte na testa do Grande Mestre, enfiando meus dedos pela abertura. O homem grita e começa a apertar minha cabeça mas não paro, mesmo sentindo que vou desmaiar.

Começo a abrir mais e mais o corte na testa do Grande Mestre e ele para de apertar minha cabeça. Empurro-o para o lado e puxo a faca que roubei de um dos canibais. O Grande Mestre está desacordado, consegui abrir o ferimento em sua testa atê pegar seu couro cabeludo. Minha visão começa a falhar, estou exausto e machucado, mas consegui. Enfio a faca contra a testa do GM e sorrio, mesmo sabendo o quão desumano isso é. Nós vencemos.

Caio para o lado e Aria corre em minha direção. Ela se ajoelha ao meu lado e sorri. A garota curva seu tronco e toca seus lábios aos meus, formando um beijo.

— Você conseguiu, realmente conseguiu! — As lágrimas escorrem do rosto de Aria, com certeza de felicidade.

— Nós conseguimos. Obrigado, Aria. — Toco as bochechas da garota e sorrio por uma última vez antes de desmaiar.

[POV: Viollet]

Deixo o facão cair para o lado, perto de Calum. Ele se agita frenéticamente, tentando se soltar.

— Você pensou que esse cara poderia te salvar? Ele é tão merda quanto o seu grupo insignificante, sua putinha. Vocês estão todos mortos! — O homem se aproxima de mim e rastejo pelo chão, tentando me afastar.

Ele pisa em minha perna e reprimo um grito. Calum está cada vez se mexendo mais, porém as cordas não cedem.

O himem se agaixa e tenta me furar com a faca, porém seguro suas mãos pouco antes da lâmina atingir meu coração. O homem não é tão forte, mas também não é fraco, tenho dificuldades para segurar sua mão.

— VOCÊ VAI MORRER E EU VOU TE FODER ATÉ CANSAR, SUA VAGABUNDA! — O canibal continua com seu sorriso no rosto enquanto força ainda mais a faca contra meu peito.

— Desculpe, mas hoje não! — Estico minha perna e acerto o saco do homem.

O canibal perde suas forças e o empurro para o lado. Ele se contorce no chão, com as mãos sobre a área atingida e tomo sua faca.

— Não, por favor, argh... Não, tenha piedade, eu te imploro! — O homem começa a chorar, desesperado quando me vê com sua faca.

— Vocês não teriam piedade de nós. É uma questão de sobrevivência. — Cravo a faca na testa do homem antes que ele possa dizer mais alguma coisa.

Me viro para Calum, que ainda se mexe, tentando se soltar e sorrio para ele. Esse momento parece mágico e único, seus olhos encontram-se com os meus.

— E-eu... Não posso nem acreditar, Cal... — Puxo a faca da testa do canibal e corto as cordas que prendem os punhos de Calum.

O garoto cai sobre meu corpo e nos abraçamos. A placa metálica que envolve a boca de Calum toca meu ombro. Sinto suas lágrimas percorrerem meu corpo e o aperto, talvez forte demais, porque ele solta um gemido.

— Hmmm. Hmmmm — Calum murmura, aparentenente feliz.

— É, eu também te amo. — Brinco e me solto de Calum. Uso a faca para abrir a placa metálica em sua boca, com cuidado para não feri-lo mais. Após alguns minutos finalmente consigo entortá-la o suficiente para conseguir tirar-la.

— E-eu... Oh meu Deus! Obrigado. Eu te amo! — Calum sorri e as feridas em suas bochechas sangram um pouco, mas ele parece não se importar.

— O que aconteceu com você? Por que não voltou? — Aperto suas mãos com mais força e vejo as feridas em seus punhos. — O que foi que fizeram com você...?

— Não foi nada, relaxa. Nada mais importa. Estamos juntos de novo! Conto os detalhes depois. Cadê todo mundo? — Calum cessa seu sorriso e segura minha mão.

— Espero que estejam todos bem, droga. Eles ainda estão lutando, eu acho. Vamos! — Puxo a mão de Calum e corremos para fora da casa.

A luta já acabou, e pelo visto vencemos. DJ, Aria e Megan estão ao lado de Dan e Shay, que estão incoscientes no chão. Calum começa a rir feito um idiota enquanto corremos na direção de todos. Finalmente estamos juntos novamente. Aria solta um berro quando nos vê correndo e se levanta, vindo em nossa direção. DJ está todo arrebentado mas consegue sorrir ao ver o Calum vivo. Megan está surpresa e incrédula quando nos vê. Aria abraça Calum apertado e sorri. O grupo está completo novamente.

Notas finais
Eu acho que fui cagando no final da história, mas foi porque tive que ficar olhando minha irmã e sempre desconcentrava. Desculpem se tiver algum erro de coerência e tals. Mas espero que tenham gostado. Comentem aí o que acharam e até o próximo capítulo! SUMEMO, CALUNZITOS IS ALIVE BECAUSE YES!!