Um meio, se houvesse.

Um modo há de haver.

Nem que único ou minúsculo,

competente e questionável;

compreensível e aleatório.

Apenas possível ou existente,

de contar o inexplicável,

demonstrar o invisível,

pegar o intocável,

fazer o impossível.

Meio esse seria o de conseguir

fazê-la entender meu estranho completo amor,

mesmo que distante, adolescente e mudo.

E fazê-la acreditar que sua felicidade é essencial para o mundo

mesmo que para o meu próprio,

já que dela é o centro.

Da mesma que me fez aqui estar,

entendendo e caminhando;

sendo agora, para frente ou para trás,

sempre apoiando.

Da mesma que ilumina onde eu olhar,

nem sempre aprovando, mas sempre ali está:

cuidadosamente suportando.

A mesma que empurra, a mesma que segura.

A mesma que aquece, a mesma que procura.

Sim. Aquela mesma, à esquerda.

A qual chamam de mãe.

Porém, se realmente houvesse tão cobiçado meio, eu o faria.

Não singular, mas duas, quatro, tantas...

Só para deixar translúcido o que quero dizer

nesta escrita já não sou capaz de passar do opaco;

porque o "eu te amo" já não adianta mais.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!