Inevitável
5 Nicky Nichols is back
Notas iniciais
Alex sentou-se no sofá, tentando manter a calma. Nicky deu um gole lento na garrafa de cerveja e prosseguiu:
— Então é sério isso, Alex? Esse lance entre você e a Chapman?
— Não é um lance, é um relacionamento. E sim, é sério — Ela disse tirando a garrafa de cerveja da mão de Nicky e a colocando na mesa da sala.
Nicky levantou do sofá e olhou, indignada, para Alex.
— Sabe, isso não vai durar muito. Uma hora você vai cansar de brincar de casinha e vai precisar de uma mulher de verdade.
— Ah, mesmo? E você é essa mulher de você que eu preciso? Nicky, você nem completou o ensino fundamental.
Nichols deu uma risada seca e se aproximou mais.
— E o que isso tem a ver, gata? Você quer brincar de quiz comigo ou transar? Minhas habilidades na cama são ótimas, você sabe disso.
Alex suspirou ao olhar pra baixo e depois olhar novamente para Nicky.
— Acho melhor você ir embora.
— Caralho, quanto drama vocês duas. Melhor eu ir embora mesmo, isso deve ser contagioso.
A porta da sala se abriu e Nicky saiu, dando uma piscadela para Alex antes de ir, levando as garrafas de bebida junto.
Por um momento, o apartamento ficou em total silêncio. Tentei não fazer barulho algum, queria que a Alex sofresse com meu silêncio por alguns instantes. Porque com certeza eu estava sofrendo com tudo aquilo.
— Sua amiguinha já foi? Espero que não tenham sujado o sofá durante a putaria — Falei ao sair do quarto, depois de duas horas trancada no quarto.
Ela estava com a cabeça encostada na porta, pensativa. Demorou alguns segundos até responder a minha pergunta.
— Não houve nada e você sabe disso.
— Sei?
— Que merda tá acontecendo? Parece que você só quer saber de brigar.
Dei meia volta e senti os olhos da Alex me fisgando por trás. Ela estava certa. Nós devíamos estar sendo um casal maduro, mas era só a gente começar a conversar que logo estávamos em pé de guerra.
— Eu amo você — Alex disse ao sentir ela me segurando pelo braço.
Por um momento eu quis bater nela, espernear, agir como uma criança com raiva. Juro que eu queria fazer birra, porém só consegui abraçá-la. Acho que eu precisava sentir o calor dela ou pelo menos sentir a pele dela na minha.
— Eu amo você também, e você sabe que eu sou ciumenta. Pra caralho. Não quero ninguém perto de você — Respondi e a abracei mais forte.
— Sabe do que eu tô com saudade?
Ah não. Ao dizer isso, ela deu um daqueles olhares penetrantes dela e ela sabia que eu não resistiria de forma alguma.
— Se lembra quando estávamos na faculdade e fizemos aquela brincadeira super lésbica e louca aquela noite em que nossa colega de quarto ficou doente e não estava no campus?
Sério que ela tava me perguntando se eu lembrava disso? Era óbvio que eu lembrava. Foi a minha primeira experiência com outra mulher e o melhor de tudo é que: foi com a Alex.
— Não acredito que você arruinou o nosso momento fofo pra falar de sexo — Falei, fingindo estar zangada.
— Eu sei que você amou aquela noite e eu pensei que hoje poderíamos repetir tudo aquilo que vivemos na faculdade, o que acha? — Perguntou enquanto mordia o lábio inferior. Como eu poderia resistir?
— Eu topo — Respondi de prontidão. Eu não tinha nada a perder com isso, pelo contrário.
Eu sempre adorei as brincadeiras safadas que eu fazia com a Alex na universidade e agora mais do que nunca precisávamos aliviar toda a tensão deixada pela, urgh, Nicky. Eu até compreendia aquela bêbada, mas ela mexeu no meu território. Mexeu com a minha mulher e isso me deixava puta da vida. Apesar disso tudo, eu precisava relaxar e ninguém melhor que a Alex pra fazer isso.
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