Inevitável

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Ei percabethicos!Essa é a minha primeira fic, mas não peguem leve comigo não, héin?Quero reviews sinceros,afinal dependo da opinião de vocês...



Eu meio que percebi a bola vindo em minha direção, mas como tenho
reflexos ruins, nem deu tempo de desviar dela, o que acabou sendo uma bolada no
lado do meu rosto.

–Ai! — berrei o que chamou a atenção da garota que eu olhava
alguns segundos atrás.

–idiota. — li em seus lábios e ela começou a correr novamente.

Hoje ela estava com uma legue rosa escuro, um top preto por baixo
de uma camiseta grande e branca. Seus cabelos estavam presos em um rabo de
cavalo, como sempre, e com uns fios soltos pelo rosto.

–Foi mal, cara. — falou Luke, vindo até mim. — mas você não
parava de secá-la. Porque não fala com ela de uma vez?

Eu dei outra olhadela nela.

–Vamos voltar a jogar?-falei, ignorando a pergunta.

Luke me olhou divertido e voltou para outro lado para fazer dupla
com Nico, enquanto eu voltava para a minha posição ao lado de Jason.

Ficamos jogando vôlei até a hora do almoço, dei um mergulho no
mar para tirar a areia do corpo, e voltamos para o prédio, que era próximo a
praia, enquanto cada um ia para os seus respectivos apartamentos.

Eu corri logo para o banheiro e tomei um longo banho, enquanto
lembrava daqueles cachos loiros que não saiam dos meus pensamentos, aqueles
olhos cinza que só me olhavam com desprezo, aquela boquinha vermelha...

Saí só de toalha do banheiro e fui para meu quarto me trocar. Havia
marcado de almoçar com minha mãe, Sally, e ela odiava que eu me atrasasse
coloquei uma calça jeans escura, uma camisa preta de mangas compridas mas de
tecido leve, um sapa tênis branco com azul e meu óculos ray-ban.

Tranquei meu apartamento e entrei no elevador no mesmo momento
que a garota da noite passada. Ela sorriu para mim, mas só a ignorei. Ela não
foi boa o bastante para uma segunda rodada. Fui ao estacionamento e entrei no
orgulho do papai. Era preto, lustroso. Eu havia comprado minha BMW a quase um
ano e ainda não conseguia parar de sorrir como um bobo ao vê-la .

Eu tentei prestar atenção no trânsito, mas não pude me impedir de
paquerar quando parava no sinal vermelho. Logo cheguei ao restaurante falei meu
nome para a recepcionista e ela me levou a mesa de sempre, lá vi minha mãe
impaciente olhando para a entrada. Andei até ela.

–Boa tarde, sra.Jackson.- me sentei, tirando os óculos. — A
senhora é uma mulher de sorte. Teve que disputar com muitas mulheres para
conseguir almoçar comigo.

Ela sorriu.

–Tenho certeza que sim. Como está seu pai?

–Trabalhando, como sempre. Teve que despedir minha nova
secretária porquê Drew a pegou na cama com ele.

–por que ela só não deixa ele de uma vez? Ela não se cansa?

–Ele tem dinheiro, esqueceu?

Ela pareceu indignada, mas logo sua expressão se tornou suave.

–E você, meu filho? Tem alguém especial?

–Tenho muitas mulheres, mas especiais?-eu ri. — Essa é boa.

Minha mãe me olhou reprovadora.

–Não se pode tratar as mulheres assim, Percy. Não foi isso que eu
lhe ensinei. Acho que você conviveu demais com seu pai.

–Não tem nada a haver com meu pai. As mulheres é que não se dão
ao valor, mãe!

Ela suspirou.

–E o trabalho?

–Até que estou gostando, fora essa semana que eu tive que fazer
tudo sozinho. Tenho cara de quem marca minhas próprias reuniões?-perguntei
indignado.

–Gabola. — minha mãe riu.

O garçom chegou e nós fizemos o pedido.

–E agora me fale de você, mãe. Como anda sua vida?

Fazia uns três meses que eu não a via, pois não tinha tempo, e
estava realmente interessado.

–fui promovida!-ela falou animada.

–Que ótimo mãe! A senhora já merecia isso a muito tempo, só o seu
chefe que era muito idiota para perceber.

–Que isso, Percy. — ela sorriu envergonhada.

Nosso pedido chegou e nós comemos em silêncio.

–Eu vou resolver umas coisas em Natal. — comentou ela, depois que
terminou.

–Em Natal? Quando?-franzi o cenho.

–Amanhã. Vim para me despedir já que não vamos nos ver até lá.

–Se despedir? Quanto tempo vai passar lá?

–Uma semana.

–Tudo isso? – exigi. — marque para semana que vem que eu vou com
a senhora.

–Está me chamando de velha, percy? — exigiu.

–Claro que não, dona Sally. Só estou preocupado. A senhora nunca
viajou e para passar uma semana?

–Eu nunca viajei? Percy. O meu trabalho consiste em viajar.

–Mas não para Natal e não por uma semana.

–Eu sou uma adulta e sei me cuidar.

Eu suspirei.

–Então prometa que vai me ligar antes de entrar no avião, quando
sair, quando chegar ao hotel e todos os dias de manhã, e á noite antes de
dormir.

–Prometo, Percy.-ela riu.-Agora vamos. Eu tenho uma reunião em
uma hora.

–Mas já?-perguntei desanimado. — Eu fico três meses sem te ver e
o que eu ganho é uma misera hora?

–Oh percy, não seja dramático. — reclamou se levantando.

Eu deixei o dinheiro em cima da mesa e a acompanhei até o
estacionamento. Ela beijou minha bochecha e me abraçou.

–Te amo, Percy. — e entrou no carro.

–Também te amo, mãe. — falei.

Ela sorriu, ligou o carro e partiu.



Notas finais
Espero que tenham gostado...