Notas iniciais
Antes de tudo: 1- Eu sou SasuSaku! 2- Eu sou o tipo de pessoa que quando ver a Karin agarrada com o Sasuke quer arrancar a cabeça dela. 3- Eu não vou deixar meus sentimentos por ela influenciarem esta história, ela é imparcial, sobre como ela deve se sentir perante seu passado. 4- Gaby Uchiha se você é SasuSaku então porque escrever uma história sobre a Karin? Bom, eu não sei na verdade do porque eu escrevi esta história. A primeira vez que eu tive a ideia de escrever essa fic eram 3h da manhã, eu estava estudando sobre oncogenes e genes supressores de tumor e eu estava completamente dopada de café. Ou seja, eu não estava no meu normal na hora heheh mas horas depois pensado melhor achei esse projeto interessante, arriscado e desafiador. Como seria uma SasuSaku escrevendo sobre os sentimentos de Uzumaki Karin? Curiosos? Leia a fic a baixo, ela não é extensa como as minhas outras. Sei que muitas pessoas vão ignorar a fic por se tratar de uma personagem que não é tão bem aceita por muitos. Bom, mas se você vai ler, parabéns você é um dos poucos corajosos que aceitam qualquer assunto e tem mente aberta para a história de personagens que não sejam os seus favoritos. Tenham uma boa leitura e tentarei postar alguma história SasuSaku em breve.

Eu sei que muitas pessoas não gostam de mim. Sei que muitas pessoas me veem como um erro, algo dispensável. Sei também que muitas pessoas não entendem meu jeito de ser e querem arrancar minha cabeça na primeira oportunidade. Mas o que as pessoas não sabem é que este é o meu Inevitável Destino.

Meu nome?

Bom, esta pergunta é fácil. Sou Uzumaki Karin.

Qual é a minha história?

Bem... Esta não é tão fácil assim de responder. Sente-se, conforte-se, relaxe e se prepare, pois esta história não é uma história feliz.

Meu próprio nome denuncia minha história e destinos sofridos que tive e tenho.

Uzumaki.

Sobrenome forte, poderoso e temido assim como seus integrantes, uma pena que poucos exemplares sobraram neste mundo sofrido que se orgulha de ser shinobi.

Meu clã era extremamente habilidoso na arte de selamento de seres sobrenaturais ou monstros ou bijus, chame como você quiser, eu não me importo.

Justamente por esta habilidade meu clã foi temido pelas grandes nações shinobis e destruída. Nossa pequena vila no país dos redemoinhos foi destruída para evitar que nós usássemos nossas habilidades e seres selados de grande poder contra as grandes nações. Nem mesmo nossa grande aliada, Konohagakure, pode nos salvar.

Por pertencer a tal clã, meu destino não seria diferente. Perdi tudo, minha família, minha vida, minha história e minha identidade.

Minha identidade como assim? Sim, eu perdi minha identidade, passei a não usar meu nome para me proteger, para evitar que as nações descobrissem minha ligação com o clã e me matassem sem dó e piedade com a falsa e ilusória desculpa de estarem protegendo os seus. Uzumaki Karin passou a ser só Karin.

Não a nada pior que perder sua identidade. Se não entendem o que eu digo, imaginem como seria os Uchihas não poderem ser mais os Uchihas ou os Senjus não poderem ser mais os Senjus. Seria simplesmente o caos, se alguns já enlouquecem pelo peso do nome e da história de sua família, esses enlouqueceriam muito mais se perdessem tal nome e se tornassem indigentes.

Eu consegui escapar das garras ferozes de meus caçadores devido ao meu talento especial, eu posso senti a presença das pessoas a quilômetros de distância, minha família no entanto...

Foi usando minha habilidade ainda não tão bem usada e treinada que aos 10 anos eu fugi da morte certa, mas como uma garotinha de 10 anos sobreviveria ao mundo shinobi se nem nome ela tinha? Essa pergunta preenchia meus pensamentos durante todos aqueles dias que se seguiram após a morte dos meus pais. Caminhei por dias com fome, frio e cansaço, sem rumo, apenas esperando a morte certa.

Consegui fugir de todos os meus perseguidores, menos da pessoa que viria a ser meu mestre, Orochimaru. Ele e Kabuto me encontraram desmaiada numa noite fria na floresta, seu acompanhante cuidou dos meus ferimentos, fui alimentada e cuidada. Nunca pensei que aquelas pessoas que me salvaram e as quais fui e sou eternamente agradecida viriam a ser meus piores carrascos.

Como eu estava enganada naquela época, imaginei que alguém se importava comigo, mas na verdade ele só estava de olho em minhas habilidades. Pelos meus cabelos vermelhos e minha capacidade de fugir, ele descobriu que eu era uma uzumaki. Sua loucura psicótica por desvendar e aprender todos os jutsus do mundo resplandeceu em seus olhos quando estes se encontraram com os meus, uma dos últimos exemplares de tal clã.

Ele me pôs anos depois na posição de carcereira de seus objetos de experimentos. Eles me odiavam, ouvia sem expressar minhas reais emoções todos os xigamentos e desaforos daqueles homens, mal sabiam eles que eu era tão prisioneira quanto eles.

Eu fui usada, abusada, estudada, retorcida e entalhada sem demonstrar nenhum pingo de insatisfação. Perdi a conta de quantas vezes fui mordida ou meu sangue tirado de mim sem minha permissão só esperando a hora que terminaria o procedimento ou que os efeitos colaterais dos remédios de Kabuto passassem.

Eu aguentava tudo calada porque pensava que “poderia ser pior”, mas principalmente porque existia ele...

Uchiha Sasuke.

Sei, sei, acredite, eu sei. As pessoas me odeiam e me julgam por ter me apaixonado por ele ou porque dizem que ele não pertence a mim ou porque eu sou burra por me apaixonar por alguém tão errado.

Mas eu vos pergunto: Como eu não me apaixonaria pelo homem que me deu um sorriso verdadeiro? Pelo homem que me salvou? Pelo homem que me tirou da minha prisão? Pelo homem que eu quis salvar sem nada em troca? Como eu não me apaixonaria?

Só digo uma coisa:

Na solidão e no desespero, a falsa esperança é melhor do que nada...

Naquele dia, no exame chunnin, eu estava perdida, não entendia porque Orochimaru havia me colocado naquele local. Um teste? Talvez, eu não sei. Só sei que eu estava novamente sozinha e fugindo, todos desapareceram e aquele urso gigante queria me matar. Eu fugi até que ele apareceu e na despedida sorriu amigavelmente para mim. Era um sorriso de canto, singelo e verdadeiro, sem nenhuma intenção por trás dele. Quando foi a última vez que eu havia recebido um sorriso verdadeiro? Eu não me lembrava, talvez meus pais tenham me dado sorrisos verdadeiros só que nem de seus rostos eu me lembrava mais, imagine de seus sorrisos.

Foi rápido o momento, mas decisivo no rumo que eu tomaria a partir daquele dia...

Não vou menti, fiquei feliz por ele ter se tornado discípulo de Orochimaru, por mais que não desejasse no fundo do meu coração aquele destino para ninguém. Só fiquei feliz porque talvez eu tivesse a oportunidade de ver aquele sorriso de novo, talvez...

Naquela noite, quando nosso mestre nos colocou na missão de pegar os prisioneiros fugidos eu descobri o quanto você era bom Sasuke. Eu vi em seu chakra e nas suas ações que por baixo daquela máscara de malvado existia uma pessoa boa que se importava com os outros. Você não matou ou feriu gravemente os fugitivos ou me deixou cair como outros fariam. Você fez o que achava certo fazer. Sua alma me mostrou isso e eu me encantei ainda mais por você, mais um motivo para te seguir e formar a Hebi/Taka.

Quando lutamos contra Bee-sama, você caiu gravemente ferido no chão, eu corri desesperada ao seu auxílio, eu queria te salvar, todos nós da Taka queríamos te ajudar porque simplesmente você nos deu algo para dizer de nosso, algo que queríamos proteger. Você nos deu um time, uma família Sasuke. E por isso que eu lutei contra meus próprios medos do passado como experiência científica e te estendi o braço para que você me utilizasse para se recuperar, mas você se mostrou ético e não quis me usar a princípio mas insistindo eu consegui te salvar. É por isso que hoje quero ser tocada ou mordida só por você Sasuke, porque você foi a primeira pessoa que eu quis salvar e não a pessoa que me obrigaram a curar como meu mestre sempre fazia.

A sensação de salvar alguém importante para você é tão boa que ela virou uma droga para mim...

Depois que você quase me matou meus sentimentos ficaram confusos, uma parte de mim, a racional, dizia que você deveria morrer, mas a outra, a sentimental queria te proteger.

A sentimental ganhou no momento em que você me pediu desculpas. Aquele “Me desculpa karin” foi a minha luz no fim do túnel, talvez eu veria aquele sorriso de canto verdadeiro novamente.

Hoje, eu o vejo, mas ele não é para mim. Acabei de sair do Tsukuyomi Infinito e a única coisa que vejo da pequena pedra que estou sentada é um Sasuke com um sorriso de canto analisando uma garota de cabelos róseas que sorri enquanto perfura a multidão de recém acordados em busca de seus amigos.

– Sonhando com Uchiha Sasuke de novo Karin? – perguntou Suigetsu enquanto pegava uma lágrima da minha bochecha e colocava em sua boca. Quando foi que eu comecei a chorar? – Urg, salgado – comentou com uma cara de desgosto e com a língua de fora.

– É claro que não, seu esquisito – disse forçosamente tentando recuperar a compostura ajeitando meus óculos.

– Hn. Então porque a lágrima? – perguntou como se isso não importasse. Ele observava a multidão a nossa frente.

– Entrou um cisco no meu olho – menti.

– Hn. – um silêncio incomum nos atingiu mas foi quebrado por um Suigetsu diferente do que eu conhecia, ele falava sério ainda sem me encarar – Sabe Karin, você deveria olhar mais para os lados, quem sabe você não encontra alguém que possa realmente te entender e que queira cuidar de você. Desista de Sasuke, você só vai continuar sofrendo.

Eu não sabia como responder aquilo, ele estava sendo sincero e dizia a verdade. Eu não poderia negar a verdade clara como a água que se materializava em minha frente (Ops...acho que isso foi um trocadilho!).

Suigetsu me olhou por cima do ombro com um sorriso amistoso que mostrava seus dentes afiados. Não era o sorriso de canto pelo qual me apaixonara anos atrás, mas era um sorriso verdadeiro. Não pude resisti, eu retribui o seu sorriso. Quem sabe Suigetsu poderia ser...

– Mas claro que sinto pena desse cara. Você é muito estranha para ter alguém assim que te aguente – disse Suigetsu, tirando-me dos meus pensamentos, com os olhos fechados, um rosto falsamente sério como se fazendo uma piada e mãos na cintura.

– QUÊÊÊÊÊÊÊ???? – gritei. Como eu poderia ter suposto por um segundo aquela ideia absurda? – EU VOU TE MATAR SUIGETSU, SEU DESGRAÇADO.

Rindo ele saiu correndo e eu corri atrás dele furiosa, naquele momento nada mais importava. Era incrível como aquele ser me tirava do sério, mas principalmente me fazia esquecer do meu passado...

Notas finais
Se você leu esta história, nossa você é o meu heroi e gostaria muito de ler sua opinião. Comente, isso não gastará nem um minuto de seu tempo, mas se não quiser tudo bem, fico feliz só por você ter lido ^^ Vocês devem ter percebido que não fui tão imparcial assim, coloquei um trechinho SasuSaku no final, desculpem, não consegui evitar hehe. Espero que vocês tenham gostado e até a próxima fic pessoal. Prometo que será SasuSaku hehe...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!