Inevitável
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Eu tive a pior semana de toda a minha vida. Eu nunca fui tão evitado por uma garota. Eu liguei e só caia na caixa postal, e nã tive coragem de deixar recado já que eu nem sabia se era o número certo. Até mandei umas mensagens, mas não esperei respostas e nem as recebi.
Meu pai me deu a semana de folga, até que achasse uma nova secretária, e eu aproveitei para surfar o quanto pude, tentando não na garota Annabeth. Também aproveitei para pensar em formas de ganhá- la, o que levava minha opção de não pensar nela por água abaixo. Como ela só corria nos fins de semana, eu tinha tempo.
Eu esperava com uma ansiedade desconhecida pelo fim de semana. No sábado, eu fui direto para a praia, pois não queria perdê- la de vista, e quando a vi, meu corpo levantou e andou até ela sem o meu comando.
–Ei!- apareci na sua frente, a parando. Ela quase esbarrou em mim.- Eu te liguei, mandei mensagem...
Ela tirou os fones e me encarou.
–E não teve resposta minha. O que isso te diz?- me confrontou.
–Que você não as viu.
–É, acertou. Eu apaguei tudo bem antes de ler.
–Então você me deu o número certo?
–Eu não gosto de mentiras. De nenhum tipo. Não mentiria nem para você, pelo contrário, estou sendo sincera com você sobre tudo, incusive a parte de que eu não estou afim de você.
Eu mordi meus lábios para me impedir de dar um fora e sair com um pouco de dignidade. Eu ainda faria isso. Só esperaria mais um pouco, falei para mim mesmo.
–Se não ia me atender, por quê me deu?- exigi.
–Queria me livrar de você. Na verdade, ainda quero. Algum palpite de como conseguir?
–Saia cimigo.
Ela riu.
–Eu não sei como isso possa me ajudar a me livrar de você.
–Saia comigo e eu te deixo em paz depois. Claro, se você quiser.
–Se sobrar dignidade para você. Costuma se arrastar assim por garotas?
–Te pego no sábado às oito.
–Eu não disse que ia.
–Então vai ter que me aguentar por muito tempo.
–Posso poupar trabalho e passar a correr em outro lugar.- ela virou e eu a puxei de volta.
–Uma noite? Só quero uma noite.
–Eu não ligo para o que você quer.
–Onde posso te buscar?
Ela suspirou, exasperada.
–Uma noite. Depois não quero nem que você olhe para mim.
–Combinado. Então, onde posso te buscar?
–Está louco? Não vou te dizer onde moro! Diga aonde você pretende me levar que eu estarei lá. E espero que seja um lugar bem caro.- virou as costas e continuou a correr.
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