Inesquecível
6 capítulo 6 § África do Sul
Notas iniciais
Capítulo seis
África do Sul
O garimpo de diamante estava se tornando bastante rentável o fluxo de pedra bruta dava o lucro médio superior a todas minhas empresas, verifiquei os saldos pela segunda vez e analisei um leve desfalque.
– Senhorita Karther, Senhora Stark esta a sua espera e mandou avisa-la que não sairá sem que a receba.
Barbara remexeu no cabelo já estava prevendo uma dor de cabeça toda vez que sua mãe ia ao seu encontro sabia que haveria uma transição financeira.
– alguém por acaso pode fugir do diabo.
– creio que não!
– então mande entrar e daqui a dez minutos entre anunciando uma reunião urgente!
– sim, Senhorita Karther!
Sophie caminhou batendo graciosamente seu salto agulha no chão, abriu a porta e antes que pudesse anuncia-la Dalene entrou usando seu vestido preto e seus óculos escuros, ela foi graciosa ao retira-lo do rosto, mas nada exuberante a mostrar as extremidades do seu rosto avermelhado. Barbara arregalou os olhos isso estava horrível.
– John bateu em você.
Sim isso parecia ser um soco ou qualquer ferimento de uma briga, mas meu deus não podia acreditar que sua mãe se envolveu em uma briga e nem que apanhou.
– claro que não, estava em um tratamento para impedir o crescimento de rugas quando meu cartão de credito não passou!
Ela estava furiosa e com as extremidades avermelhadas de seus olhos parecia possuída por demônios. Barbara riu o que foi inevitável sua mãe estava quase monstruosa.
– esta rindo de mim sua filha ingrata por acaso pagou o meu cartão de credito!
– isso não seria trabalho de seu marido.
Barbara se endireitou na cadeira e voltou para analisar a empresa de diamante no computador de modo a prestar atenção no trabalho e evitar rir de sua mãe deformada.
– sim quando ele podia pagar quinze mil de despesas no meu cartão.
– quinze mil é o que qualquer pessoa sonha em ter e não pra gastar em coisas tão supérfluas então conviva com isso mãe, pois não pode gastar como antes.
– ainda agindo assim, Zoe, sua mãe esta envelhecendo sem seus tratamentos e não posso usar meu creme de esterco de iaque para a pele.
Barbara voltou a rir impelindo a sua mãe em falar mais, esterco de iaque não era mais fácil por coco de cachorro.
– Zoe, meu deus, pare de ser tão indiferente pela dor de sua mãe.
– mãe. Não estou sendo indiferente, entretanto imaginei a cena e achei muito engraçado, você esticada na merda.
Ela voltou a rir fazendo que sua mãe ficasse ainda mais furiosa e sua secretaria entrou chamando-a para uma reunião falsa.
– senhorita Karther a sua reunião.
– não você não vai a lugar algum e nem me venha com suas desculpas antes de resolver meu problema.
Barbara arrumou seu paletó caminhando sem pressa sua mãe a seguiu, ela não deixou de mostrar sua face brincalhona e quando as portas se abrirão um senhor apareceu em sua sala de espera, Dalene se reteve por algum instante voltado a por seus óculos escuros e o senhor tomou a observa-la atentamente.
– o que houve Senhora Karther?
– agora é Stark, Senhor Daverol apresentado a minha mãe.
Dalene sorriu para o Senhor Daverol, ele era bem apresentável com cabelos grisalhos de leve, contudo havia boa aparência e reluzia a dinheiro, Barbara percebia sua mãe se interessou e imaginou toda sua quantia no banco e se possuía algum modo de rouba-la pra ela isso quase a fez vomitar como alguém podia ser tão interesseira e como ela podia ter saído de alguém assim.
– mãe, seu cartão será pago assim como seu tratamento de esterco de Hiena.
– é iaque, Zoe!
Ela bateu o pé como uma criança e o olhar do Senhor Daverol foi contido mais reluziu não podia repreendê-lo ela era muito bonita pra sua idade e muito bonita pra uma mulher.
– tudo bem mãe, Sophie chame o motorista e leve á senhora Stark para a clinica pague adiantado seu tratamento ao redor dos olhos e coloque-a na merda.
– o que?
Podia-se ver o olhar risonho de Sophie, mas sua mãe não levou na brincadeira e saiu furiosa batendo o pé sem ao menos falar com o Senhor Daverol deixando-o plantado seguindo-a com seu olhar.
– desculpe Senhorita Karther o que esta acontecendo?
Ela riu e ele retribuiu, ela voltou a sua explicação solene.
– vamos dizer que a beleza dói e a busca por ela muitas vezes não é cheirosa.
– tenho duas filhas e uma esposa, posso compreender.
– o que devo a honra dessa visita?
Ambos voltaram ao escritório e Sophie entregou os seguiu sendo cortes ao oferecer alguma coisa para beber e ele negando.
– os negócios vão indo bem, mas receio que há coisas na África que parecem estar inacabadas.
– eu estudei o caso, realmente vejo que a muitas coisas escondidas em baixo dos panos, me diga Senhor Daverol aonde tudo isso se inicia e se acaba?
– era isso que gostaria de rever com a senhorita, nossos lucros são altos mais a declínios percebi que seu primo esta cuidando disso algum tempo e pensei se essa raiz seria familiar.
– digamos que a minha família para mim é como sangue sugas existem no ecossistema e são totalmente parasitas.
– percebo, qual será sua resposta?
– irei á África preciso de um tempo para observar e estudar o caso e para mim, irei demitir os fraudadores, espero que isso fique entre nós e qualquer prejuízo o ressarcirá pelo bom nome de meu pai e meu.
Levantei-me e ele em seguida respondendo sorridente uma coisa que eu sabia dês de pequena que não podia trabalhar com corvos sem dar a eles corpos mortos para devorar.
– seu pai teria orgulho da filha preciosa que tem.
– isso vindo do senhor é um grande elogio, Senhor Daverol.
Ele encaminhou-se para fora e ordenei a Sophie pelo telefone.
– prepare meu jatinho vou à África do sul.
– suas roupas e malas gostaria que pedisse aos seus empregados para prepara-la para você?
– não será necessário.
Pouco depois de papeis e analises e antes da viagem sentir a ponta de dor no peito a dor se alastrava e perperdiculava como brasas caminhando ao vento. O médico chegou apressado, remédios foram administrados e obrigando-o a ser mais flexível encaminhou ao voo administrando drogas para uma melhor recuperação.
– vocês esta se matando não percebe?
– o que faço com a minha vida é da minha conta.
– não quero discutir, mas nós dois sabemos no fim o que sobrara de você um império, você poderia estar se tratando ou poderia estar aproveitando o fim de sua vida da melhor forma possível, contudo parece estar apegada a infelicidade de ser rica.
Barbara se calou seu médico e o estranho da festa, foram às únicas pessoas a dizê-la que vivesse e não fingisse.
– me diga Barbara Zoe Wens Karther quando morrer quem vai chorar por você e você vai sentir que fez algo realmente seu até o ultimo segundo?
O jato se preparava para a decolagem e a ajudante veio notifica-los.
– estão tudo preparado, senhores, vai decolar.
O médico verificou as dosagens e andou até a porta, mas antes olhou no fundo dos olhos de Barbara de modo gentil.
– não se leva dinheiro e riqueza e sim apenas lembranças para o outro lado, qual lembrança levará a de um dia ter sido muito rica ou de um dia ter sido muito feliz?
– a felicidade é uma ilusão.
– e o poder não é afinal o que sobra depois da morte.
– não seria você a melhor pessoa a dizer afinal esta vivo e saudável.
– nunca se sabe o dia de amanhã, hoje posso estar aqui e amanhã não esta, pois o que torna a vida mais preciosa que qualquer coisa é saber que ela é única, mas não duradoura... Boa viagem e boa vida até que venha o fim dela.
Ele partiu amargurando o coração de Barbara, o que estava fazendo de sua vida o que ela se tornará, estava agora se encaminhando para a morte e vivia na frustrada forma de existir, felicidade o era essa palavra e qual seu significado, os únicos instantes que teve dela era no natal ainda criança envolta dos milhares de presente que ganhava ouvindo a risada de seu pai e olhando seus profundos olhos azuis, será que ele morreu feliz e será que ela morreria feliz, não ela não e acreditava que ele também não, quando imaginava esses momentos nunca conseguia avistar a sua mãe e nem uma família completa depois da morte de seu pai a felicidade foi algo ainda mais rebuscado somente lembra-se de se ver parada na frente do colégio interno noble and glorious na Inglaterra com lagrimas oprimidas e de sua diretora lhe dizendo “aqui você não será uma menininha agora será Karther a herdeira de um império e a nova dona do mundo” tudo era rígido e cronometrado, os finais de semanas longos as noites de invernos frios e as janelas que via seus colegas abraçarem sua família só mostrava-lhe que estava sozinha e o que deveria ser.
O jato tomou forma no céu sua mente vagou quase se podia ouvir uma lagrima, fechou os olhos, mas não dormiu não conseguia, a ajudante verificou os remédios na veia e a aeromoça a seguiu.
– pobrezinha tão jovem e tão debilitada é nessas horas que percebo que o dinheiro não é nada.
– o triste é saber vai morrer sozinha a família pelo que parece nem se importa e é ai que a solidão começa a afetar terá uma das piores mortes e o pior vazio o do esquecimento.
– mas ela é muito rica ser lembrada seria algo que deveria acontecer.
– se lembrarem dela vai ser por pouco tempo até que outro magnata ocupe o lugar a verdade é que no fim jamais terá amor ou lembranças que valeram apena.
– pobrezinha!
Elas saíram e as lagrimas invadiram os olhos de Barbara, aquelas mulheres tinham pena dela, pena de sua vida de sua dor, parecia que nada que ela fosse tornava o olhar um pouco mais cativo, pobrezinha, essas palavras eram um insulto e a dor de saber da verdade dos ouvidos do mundo era como uma densa nevoa que lhe limpava os olhos, estava sozinha, doente e amargurada e nem todo seu dinheiro e seu poder reconfortava afinal o único sentimento que expelia aos outros era ambição e inveja e a poucos, piedade, era isso era tudo que tinha dos sentimentos mais nobres a pena.
Algumas horas se passaram e o jatinho pousou sem turbulências se levantou ainda cambaleante os remédios haviam entorpecidos seus movimentos periféricos.
– bom dia, senhorita Karther deseja alguma coisa?
– uma torta de Cheesecake de Framboesa e sortidas de frutas com um suco de pêssego com maça.
– senhorita Cheesecake de Framboesa não é recomendado no seu estado.
– eu já vou morrer mesmo calorias a mais calorias a menos não farão diferença tragam o que peço!
Barbara se sentou na poltrona antes de avistar a pista de voo, a comida chegou rápida e ela degustou sem a menor pressa, pouco depois saiu e um jipe veio busca-la um jovem rapaz intitulado Zandir se mostrou prestativo a propriedade não era pequena havia sua própria pista de pouso para variados aviões e a mansão possuía tantos cômodos que chegava a ser um palácio as piscinas moldadas com cascatas e jardins imitavam a antiga Babilônia com seus jardins suspensos.
– Zandir, meu primo Adam mora aqui?
– dês que sua família não veio mais para cá, ele resolveu se mudar senhorita e reformou algumas alas.
– isso percebe, me diga ele sabe que cheguei?
– não foi informado como pediu.
O jipe parou na porta de mármore, madeira e marfim originais e raros, já sabia quem seria o primeiro a demitir. Cruzou as portas e todos os empregados a saudaram educadamente, entrou no elevador e se dirigiu aos aposentos de seu primo. Tudo dentro mostrava uma mistura de África com suas peles e suas obras de arte. Entrou nos aposentos sem se manifestar e era tão luxuoso quanto seu próprio quarto, os barulhos de risadas e gemidos de mulheres eram evidentes.
– percebo que esta gostando da África, Adam.
Barbara estava parada do lado da cama, uma bela jovem que estava em cima do rapaz loiro e bem afeiçoado pulou mostrando seu susto e sua nudez.
– prima o que faz aqui?
– primeiro se recomponha e pegue suas roupas, está demitido e voltando para Nova York.
Ele saltou apavorado vestindo as roupas deixando para trás mulheres confusas com a situação, ele correu atrás de sua prima.
– o que houve isso era só uma festinha?
– não me importo com suas festas, apenas com sua administração e seu caráter me diga quem lhe deu a permissão de se estabelecer na minha casa e muda-la.
– você não vinha mais para cá, achei que deveria cuida-la.
– de seu modo, entendo, pegue suas coisas e embarque no jato agora antes que eu mude de ideia e lhe entregue as autoridades e estrague o bom nome da família.
– sou seu primo o seu único primo.
– pra minha infelicidade e pra minha relutância em ainda entender porque insisto na minha família quando vejo que ninguém tem salvação.
– Zoe!
Ele gritou quando ela adentrava no elevador.
– para você é Senhorita Karther e já mandei se recomponha e volte à Nova York.
Adam foi embora há poucas horas levando apenas as roupas o interfone tocou e ela atendeu, era seu advogado.
– Quero que analise todos os bloqueios fiscais e as contas ilegais de Adam Wens, use de sua influencia com os banqueiros Suíços e os Bahamenses, não deixe escapar nada, fez o que eu disse e grampeou o computador e o celular dele?
– sim, ele já esta acessando contas na Suíça nesse momento.
– tire tudo e retire-o do meu testamento.
– já providenciei, gostaria de denuncia-lo?
– não quero escanda-los, apenas descubra todos os corruptos e tome de volta meu dinheiro e os demita por justa causa caso uma empresa perguntar o porquê diga-lhes a verdade.
– até seu primo.
– ele não será diferente porque tem meu sangue, estude os prejudicados e os ressarça principalmente Daverol não gostaria de problemas com ele.
– sim, senhorita Karther.
Tudo estava uma bagunça a casa aonde vinha estava irreconhecível todas aquelas figuras de suas imagens infantis estavam desfiguradas, dormiu um pouco mais voltou a acordar teria que ir a cidade, o lugar estava agitado todos os movimentos de vida e Kandir era ótimo para guia-la no lugar, mesmo estando visivelmente abatido.
– o que houve Kandir?
– nada senhorita.
A reunião no centro não demorou muito a diretoria em peso foi posta fora e novas pessoas estavam em busca de ocupar os lugares vazios, contratou locais e chamaram administradores e contadores estrangeiros mais bem prestigiados e corretos, tudo foi acertado e sua cabeça latejou o fuso horário estava começando a fazer efeito.
Voltou ao jipe.
– mais algum lugar para ir?
– me leve de volta para casa!
Estava tudo ficando acertado se não fosse pelas papeladas quase esquecida na pasta a reserva que seu pai tanto adorava estava em ruína, pagamentos atrasados e poucos turistas o visitavam, hipoteca e falência e pensar que um dia foi um dos lugares que mais gostou, a noite chegou sem pressa o sol parecia ganhar espaço na África a comida era bem temperada e as pessoas calorosas, Kandir passou as pressas caminhando para a cozinha.
– Kandir venha aqui!
Limpei minha boca com o guardanapo e me pareceu que estava bem assustado. Ele se aproximou lentamente ainda com um olhar distante.
– gostaria que me levasse à reserva Nagpur amanhã bem cedo!
Ele sorriu poderia ser jovem mais eu sabia toda sua família adorava o lugar e todos trabalharam a vida toda para meu pai a reserva era um espaço publico que meu pai um dia doou remeças financeiras agora estava na berlinda de ser mais alguma exploração internacional. Para chegar até lá foi à busca de um elo perdido agora sabia por que poucos iam até ela, era quase cruzar o país de uma ponta a outra em sua busca. Tudo estava abandonado e bem sujo havia poucas pessoas no recinto e as poucas vadiavam em preguiça, Kandir nós apresentou sorridente e foi me mostrar o lugar. Encantei-me com os animais era como voltar à infância alguns estavam ainda mais raros de se encontrar aquele abandono despertou algo em mim como um leão adormecido, em poucas horas fechei negocio com os donos do lugar as receitas governamentais e as burocracias isso me custou bastante e uma dor cintilou nas minhas veias e outra se misturou ao ver a felicidade estampada nos olhares do jovem havia uma tribo por perto que seria desalojada e eram tão impressionantes que chegavam a parecerem pinturas rupestres antigas. O chefe me saudou e eu o saudei fui apelidada de pássaro branco e não me importei parecia um elogio, mas com o intenso sol que estava pegando nos últimos dias poderia ser chamada de pássaro dourado.
– Barbara filha da terra branca como flor rara da noite, abençoa minha terra com seu presente, agora abençoamos com nossa dadiva de vida!
Sentir-me emocionada com aquelas pessoas e aquela tocha fumegante pairando a minha frente foi entregue a mim uma mascara estranha que recebi com felicidade mesmo achando a mascara muito estranha, Zandir riu ao mostrar seu respeito e sabedoria.
– espanta maus espíritos e abre caminhos para a alma e a limpeza dela, deixe em seu quarto a noite.
Comi com toda tribo, cantei errando as letras e dormir numa tenda improvisada poderiam ser chinfrins e sem conforto mais era o melhor lugar que já dormir.
O trabalho tinha que continuar e as reformas eram muitas, contratei uma equipe para concertar o lugar e todas as áreas de reabilitação e manejo de animais, precisa ter renovo e rapel e equipamentos de esportes radicais foram estalados no recinto, carros novos, casas de pousada, piscina para ser construída com alguns jardins coisas simples mais de encher os olhos; convencemos a tribo para mostrar a sua cultura para os forasteiros em alguns momentos garantindo ajuda financeira e privacidade, terras foram adubadas, plantas e arvores cultivadas, terras delimitadas para os animais, lagoas foram tratadas para se tornarem novamente limpas e se podia ver que os animais voltaram com mais veemência ao lugar. Todas essas reformas estavam me custando milhões investidos em funcionários a estrutura da localidade em semanas de viagem eu já estava conhecendo o lugar como a palma de minha mão. Mantive o aspecto natural de savana do lugar com alguns pontos novos.
Os pacotes turísticos foram encomendados com algumas companhias aéreas, slogan e publicidade para melhorar o acesso resolve criar uma pista de voo tanto para mim quanto viajantes mais íntimos e isso fez com que pequenos aviões tivessem acesso pagando a nós algumas taxas. Tudo estava dando certo e em breve teríamos um grupo de clientes para a temporada até que um rapaz cruzou meu caminho Mark Phend de olhos escuros e cabelos escuro e medroso dá ponta do pé até os últimos fios de cabelo, sua aparição não me agradou assim como seu interesse por meus negócios e sua arrogância desmedida me confundindo com um homem, de maneira nada apropriada tive acesso aos papeis que tinha em posse nada mostrava os furos na mineradora de diamantes que havia encobrido; encobertando uma bomba que sujava minha reputação, a família de meu pai antes de mim passou muito tempo construindo renome não iria ao buraco por causa de um intrometido e um corrupto.
Da maneira mais estranha, gostei daquele resmungão, chorão parecia sincero mesmo apavorado e agora queria ir embora com toda razão também iria embora se alguém me apavorasse.
Ouvir o barulho da porta, construir uma das cabines para mim o tempo em que estivesse lá, pensando nisso criei cabines e casebres para todo tipo de publico e não moderei para isso. Mandei entrar e a porta se abriu.
– Barbara os turistas estão chegado gostaria de ir recebê-los.
– pode deixar isso para o grupo os inteire da programação da reserva e estabeleça os hospedes o mais rápido possível e sem incomoda-los, faça aquilo de apresentação de dança da região, deixe uma mesa de alimentos e bebidas, dançarinas entregando bebidas e panfletos...
Antes que terminasse ela impeliu.
– acalme-se todo mundo sabe o que deve fazer.
– sei, mas estou um pouco ansiosa me diga o programa para as crianças estão prontos assim como os animais no criadouro para serem tocados por eles.
– tudo está como planejado, agora me diz e o estrangeiro como se resolveu com ele?
– vai embora depois de ver uma leoa comer um veado ao lado dele.
– você foi brutal garota!
A porta se bateu e o coração de Barbara se tornou pesado precisava se desculpar com o cara. Arrumou-se rápido pondo uma regata e uma calça com botas de couro falso marrons, passou pela recepção todos estavam tão ocupados e ansiosos que nem a viram passar, pegou o jipe e acelerou para cidade onde Mark estava hospedado. Ele estava pondo as malas no jipe, falava ao celular e desligou quando a viu se aproximar.
– tem algum leão na mala. Ele falou ironizando enquanto ela se aproximava parando ao seu lado.
– não, mas pra todo caso eu coloquei um veado disfarçado. Ela sorriu e ele fechou a cara seu humor era doentio e bastava de mulheres loucas em sua vida, percebendo seu mau humor ela se endireitou e voltou ao seu proposito.
– tudo bem, tudo bem, fui muito leviana com você vem pedir desculpas.
– antes ou depois de abrir o porta mala e me fazer acusações e arriscar minha vida.
– você é muito dramático.
– e você maluca.
– eu não venho aqui para ser insultada por um pau mandado da diretoria.
– e nem eu para ser usado como uma marionete e ser comido por leões.
Ele continuou enfiando a mala no carro e um homem deu a volta mostrando um sorriso pra situação.
– bem, Mark Phend, você esta aqui com um trabalho então vamos tratar de negócios.
– com uma maluca assassina que te faz correr de leões, de maneira alguma.
– não eram leões, era uma leoa e ela era registrada nem era perigosa.
– o veado que ela comeu não diria a mesma coisa.
Por deus, o que estava tentando fazer se desculpar com um panaca teimoso e medroso.
– sabe que você vai estar demitido se voltar para Nova York sem uma desculpa plausível.
– que tal, a sua cliente é maluca, vocês deveriam interdita-la e sim ela ameaçou a minha vida e a dela e ainda acha que leões não são perigosos e isso que nós dois vimos comendo um veado que podia ser a gente, plausível?
– extremamente exagerado.
– vindo de você é um elogio!
O homem entrou no carro e disse:
– odeio interromper o casal, mas já vamos Senhor Phend?
– não somos um casal! Responderam em uníssono.
– eu estudei seu currículo, vou fazer assim você fica aqui e trabalha comigo te pago o dobro que a Wall Street te paga.
– não me interesso por dinheiro.
– e porque veio até a África então, independente dos seus motivos acho que tens bons motivos para estar longe de Nova York e antes que seus olhos me fuzilem não pesquisei sua vida pessoal, apenas estou sendo concreta e se ainda quiser continuar seu trabalho com os tubarões que te mandaram pra cá, por mim tudo bem, estará ganhando dos dois lados e com um bônus, pois prometo não lhe jogar aos leões. Ele cerrou os olhos para ela e foi impossível não provocar. — a menos que me provoque.
Ele bufou em resposta mostrando sua negativa. – dinheiro não é tudo no mundo e não me compra.
– não estou dizendo que é, mas entre estar nas paredes de concreto no estresse de Manhattan e aqui ganhando mais e sem chefes, me diga o que escolheria Nova York?
– eu escolheria ficar aqui. Intrometeu o rapaz no carro.
Mark cerrou os olhos para ele, que se contorceu no banco.
– obrigado pela proposta Senhorita Karther, mas acho que a África não é lugar para um Nova Yorkino como eu.
– ok, viva sua vida sem ambição Senhor Phend e sem liberdade um dia talvez acorde e se arrependa das oportunidades que perdeu.
Ela falava de mãos abertas entrando em seu jipe acelerou e voltou à estrada enquanto olhava pelo retrovisor o olhar negro daquele rapaz de certo modo gostava daquele olhar como o olhar do céu da África com seus brilhos que nenhum país possuía.
– gosto dela tem uma postura de força e poder irradia beleza e graciosidade como uma fera na savana.
– falou tudo Naadir, é uma fera na savana e pior que leões, pois pelo menos eles se mostram uma ameaça e mulheres quando menos se percebe já te mataram.
– não estamos tratando de todas, Mark, estamos tratando de uma aprenda a separar o joio do trigo antes que o medo de errar consuma o medo de viver.
Mark sentou ao seu lado e se encaminharam ao aeroporto, estando lá, um vazio repercuti-o no coração de Mark, o que estava fazendo, não havia um lar em Nova York e talvez não houvesse um lar na África, mas será que seu medo consumia as suas forças, não havia emprego se fosse para casa não haveria casa e nem amor, na África tudo estava recomeçando ou se acabando, mas no fim que rumo seguiria não podia trabalhar para uma louca e nem estar ao lado de uma louca, pois no fim ela lhe causava mais calafrios que todos os leões da África juntos.
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