Inesquecível
1 Capítulo 1 § História
Notas iniciais
Capítulo um
História
O engraçado do amor é que não se define, não é um padrão, que você pode dizer olha lá esse amor é um amor heterogênico, é algo imaterial, irracional, mutável, transformador e mesmo com tantas singularidades é o que nenhum mortal, imortal ou qualquer ser, que seja ele vivente ou morto pode resigna, e às vezes de tão bela é invejada a verdade é que poucos amam e amam de verdade, e mesmo quem não saiba de tal forma pode senti-la, pois apenas quem ama sabe o valor de um sorriso.
Quando me contaram essa historia eu surtei um lado meu desacreditava de tudo isso e ao mesmo tempo ansiava de que um dia eu encontraria um amor, aquele amor das novelas e dos filmes, um amor de anos e anos a fil.
Foi aos doze anos que Mark Phend se deparou com Dayane Hernández, aquela morena de olhos verdes da mesma idade era irresistivelmente perfeita sua junção hispânica a tornava extremamente atraente, mas não foi nesse momento que ela se apaixonou talvez ele, em meio aqueles adolescentes numa festinha que ele achava que era seu auge, anos depois já aos dezesseis, na festa de seu amigo, eles se beijaram, Dayane havia saído de um relacionamento e Mark era o seu primeiro beijo, não que Mark seja feio, contudo sua inteligência era superável e seu porte atlético era vigoroso não comparado a um jogador de futebol ou um atleta, ele se cuidava mesmo com as longas horas em frente ao seu vídeo game, seu defeito e charme era a sua timidez, não era muito magro nem gordo, pobre ou rico, Mark era razoável enquanto Dayane era excelente, a figura de modelo, carisma, simpatia, beleza e elegância com aquele merecido convencimento.
Após aquele dia eles não se separaram Dayane sempre estava lá, Mark sempre estavam unidos, era um casal que se completava como feijão com arroz ou qualquer junção que se tornava perfeito. Mark ingressou na faculdade e cursou analises financeiras enquanto Dayane decolava com sua promissora figura publica não que ela não fosse inteligente, contudo a expressão de seu rosto a fazia lucrar enquanto parada sobre uma escrivaninha em busca de um retorno futuro desperdiçaria seu rosto e o dinheiro que vinha dela.
Mas é claro que você deve estar se perguntando o porquê de uma historia de amor sendo contada desse modo a essa altura a verdade é que nem todo amor dura e nem tudo que dura pode se dizer que é amor.
A história de fato começa numa manhã qualquer num ensolarado dia de Manhattan, mas especificamente Nova York, como de sempre Barbara Zoe Wens Karther, faz sua caminhada pelo Park Slope, aonde mora numa mansão de quatro quartos, desse três com suíte e varanda para o melhor da cidade, sala de visita, jantar, tv que é um cinema particular, biblioteca, cozinha espaçosa e tudo bem aquecido, seu quarto o principal possuía um escritório, toalete e um grandioso Closet a decoração beirava ao tradicional ao moderno e tudo era tão claro e absurdamente aconchegante que o ambiente era regado à doçura daquele pacifico lugar.
Após a caminhada e ao aconchego do lar, dirigi seu Bentley até o centro da cidade para mais um dia de negócios em Empire State Building, a forma daquele edifício chegava ao céu como uma flecha pontuda, se podia olhar para o alto e cansar o pescoço medindo o seu comprimento algo agora que somente os turistas faziam ou visitantes, os altos executivos passavam por lá tão freneticamente que as pessoas e o lugar eram imagens vazias e monótonas, era assim com Barbara e com todos.
A reunião estava marcada para pouco antes do almoço, após momentos de teleconferências e estudos do comando de seu império, Barbara em seus um metro e setenta, cabelos castanhos caramelo cortado meticulosamente em um Chanel, caminhava na direção de mais um novo empreendimento da construção civil, sim Barbara carregava o sobrenome Karther e com ele a riqueza e uma empresa de bilhões de dólares, era o que podia se dizer a toda poderosa da Empire State.
Um novo engenheiro e a sua equipe eram habilidosos e respondiam com firmeza as duvidas que surjam nem ao menos se intimidavam com a presença da dona que nem conheciam o qual se surpreendeu com a jovialidade, ela apenas tinha vinte e seis anos e nem as suas roupas serias amenizavam isso. De alguma forma seu peito começou a doer e ela sentia que algo não estava saindo muito bem e estava ficando visível.
– você esta bem?
Pergunta o velho senhor ao lado, seus cabelos grisalhos e seu terno bem alinhado o fazem mais charmoso do que realmente é.
– sinto dizer que encerraremos essa reunião hoje, depois a minha assistente manda um notificado para uma nova, obrigado pelo seu tempo.
Levantou-se bruscamente ajeitando seu Blazer negro, e caminhou devagar se movimentando ainda de uma forma precisa, seu peito flamejava a dor começava a irritar, precisava ir a sua sala urgentemente, onde passava as pessoas se levantavam e a cumprimentava, ela foi implacável e não se movia e nem expressava a sua dor, havia aprendido a ser um gelo muito mais nessas situações.
A porta de aço foi movimentada antes sendo liberada pelo botão de acesso, se jogou no sofá e posicionou seu medidor de pressão e como ela sabia estava desregular, a secretaria nada fazia a olhava daquele modo sempre que um ataque desses acontecia, não podia ajudar apenas receber ordens e faze-las.
– vá buscar o doutor!
A mulher de vestido azul e saltos agulhas batiam no chão do piso encerado com uma força brutal em sua pressa. Rapidamente o medico veio, verificou sua pressão e deu a resposta habitual de que seu coração gostava de pregar peças.
– acredito que mesmo estando tudo voltado ao seu normal, acho melhor ir a uma consulta mais ampla, isso anda acontecendo com mais frequência e sabe que...
– tenho trabalho a fazer Doutor Charles.
Sim, Barbara sempre tinha trabalho, sempre tinha compromissos e sabendo de seu grave problema ainda se descuidava, os tratamentos que fazia eram tão inúteis já que seu diagnostico foi tardio. Aquele olhar o velho senhor de cabelos que surgiam à idade, sabia o que era dês de sua adolescência, os olhos castanhos cor de mel dela carregava o mundo nas costas.
A secretaria o conduziu-o a saída com aquela sutileza e educação de uma boa Francesa, Barbara agora se trancava em seu mundo e fazia dele sua meta, sua vida.
As 16h30min a sua mãe, Dalene Wens Stark, devido ao seu marido falido, de um relacionamento depois de seu pai que resultou em dois filhos, o mais velho e nem um pouco maduro John Junior Wens Stark devido ao pai senhor John Gray Stark e a caçula Madeleine Velma Wens Stark que era uma boa menina mesmo que Barbara nunca tenha passado algum instante com a irmã, porém era a meia irmã que pagava sua escola, seus cursos e hobbies e dava uma generosa mesada para a garota que retribuía com suas boas notas e seu bom desempenho. Ao contrario da irmã John era preguiçoso e ostentava luxuria, quando o pai faliu e toda família caiu em decadência Barbara segurou as pontas, empregou seu padrasto e o encaminhou a cursos profissionalizantes, pagou toda a despesa dos irmãos e garantiu a mãe uma mesada como John Junior era tão ignorante desperdiçou seus estudos e sua carreira em baladas e noitadas, o que fez que sua irmã cortasse definitivamente seu luxo e o pusesse ao trabalho que não era dirigir uma empresa e nem lavar banheiro mesmo que ambas sejam honrosas e dignas, era de um patamar adequado vendedor de carros, mas isso não satisfez, para ele Barbara era arrogante e metida e pisava-nos outros, infantil com toda certeza mesmo que o irmão possuísse vinte anos e a irmã dez e fosse bem mais responsável.
Fazia dois anos dês do auge da família até seu fundo do poço, e seu padrasto estava se erguendo recebendo promoções e ganhando melhor, era hora de deixa-los seguir afinal, Stark deveria manter a sua família, seu filho deveria amadurecer e a sua mãe ela não abandonaria, mas não poderia cerca-la de uma realidade que não mais a cabia.
Dalene queria tirar satisfações sobre seu recente desdém e quando queria algo, a sua mãe sempre tinha, importunava-a tanto que teve que chamar os seguranças e detê-la por graças sem nenhum vexame.
Beirando as 18h40minmin chegou a casa e a encontrou lá, isso é claro que não foi nenhum pouco agradável.
– Barbara como pode cortar o orçamento da casa tão drasticamente e manter apenas uma empregada naquela enorme mansão ela anda imunda...
Santo Deus, como a sua mãe era tão egoísta que nem notava a sua expressão.
– senhora Stark, alias mãe, estou cansada não gostaria de ter que discutir à uma hora dessas...
A sua mãe a interrompeu e como ela ainda parentava aquela expressão jovem, podia se atrever melhor que sua filha, seu cabelo era comprido e lembrava a de sua filha se não fosse ás mechas platinado e a roupa que vestia era tão elegante e apertada que até moças de vinte ficariam inapropriadas, mas a ela tudo ficava ótimo.
– discutir, você que faz da sua família pouco caso, totalmente desnecessária, custa tanto assim dividir seu dinheiro ou é tão egoísta.
– egoísta!
As palavras de Barbara vieram com uma bufada de ar a sua mãe sempre a acusava a media como se o seu valor fosse financeiro e ela fosse um banco e não uma pessoa.
– sim, é Barbara, olhe só você ai, com a sua imensa casa deixada pelo seu pai, seu dinheiro, tudo seu e nada tão nosso.
– chega mãe, tudo que eu tenho, tive que batalhar e tudo sozinha, nunca houve nosso, pois o tempo que você se casava e construía uma nova família com um rico magnata em tempo recorde eu estava enfurnada num maldito colégio interno.
– então seu desprezo é porque você foi para uma escola interna, mesmo que esse tenha sido o decreto de seu pai o grandioso Bardrick Johnson Karther.
A conversa sempre era essa, meu pai, todo o culpado era ele e nunca ela, passei pelo corredor para a cozinha precisava de uma água estava quente e não aguentava ficar parada ouvindo acusações, despi o Blazer e caminhei devagar enquanto ela me seguia e esbravejando.
– ele não me deixou nada, além de um carro e a casa de praia nos Hamilton.
Que valia mais que o carro, e do que ela estava reclamando.
– mãe, vamos ponderar vocês se casaram com separação total dos bens, naquela época você não se deu ao trabalho de ler o contrato pensando que estava ganhando na loteria e reclama que ele te deixou algo, pela lei ele nem tinha obrigação.
– você parece tanto com ele, pela lei e obrigação sempre lavando a mão de suas responsabilidades.
Água que bebia engoliu as pressas, seu coração palpitou ainda mais aquela conversa estava a irritando dês do principio, contudo jogar uma responsabilidade que não existe é o cumulo.
– minhas responsabilidades, o que é a minha responsabilidade sustentar você, seus maridos, seus filhos?
– sim.
– não, não, é o seu marido que tem ser seu provedor, ainda posso dar uma coisa ou outra a você por obrigação e dever, mas seus filhos, meus irmãos não são minha responsabilidade, são suas e tudo que houver com eles também.
– mas você é que é a mais abastada financeiramente, que pode custear nossas vidas, isso é sua responsabilidade como um membro da família.
– nossa... Abastada financeiramente, custear suas vidas, quer minhas senha do banco?
Ela pareceu pensar na proposta, mas percebendo que era uma pergunta retorica apenas balbuciou.
– a família é o seu principal dever.
– ótimo, onde estava você nos meus aniversários enquanto passava a vida com o Stark e seus novos filhos?
– isso é ressentimento, porque sempre te mandei cartões de aniversário e presentes.
– dinheiro, não compra amor, compra uma mercadoria.
– tudo bem então, venha passar o aniversário do John conosco, mas prometa pensar na mudança do dinheiro.
Aquela conversa seria longa demais, se não aceitasse.
– sim, agora vá mãe, preciso dormir que amanhã tenho que trabalhar.
Ela saiu animada, mas tudo aquilo era tão surreal, sua cabeça estava dando voltas a sua mão tremia, seu remédio havia passado a hora, na cama o peso do mundo parecia se enrolar nos lençóis e a conversa com a mãe repercutia.
Como sempre, acordou e foi caminhar, nem o som de Linkin Park no ultimo volume do seu fone de ouvido amenizava as vozes predatórias de sua mãe, como o meu pai um dia a amou. O peito rugiu novamente e as pernas tremeluziam, o taxi a frente foi à única coisa que viu a pronuncia do hospital e do doutor, depois tudo foi em câmera lenta, a chegada, o pagamento do taxista que estava nervoso e a levou até a recepção os exames às pressas e o diagnostico.
Insuficiência cardíaca terminal, isso eu iria morrer, e o relógio que antes marcava o tempo cronometrava o meu fim, um ano ou dois se eu fizesse tratamento, se minhas doses diárias fossem aumentadas e se minha vida se resumisse ao estado patético de enfermidade sem trabalho, sem Empire State Building, ou seja, toda minha vida.
O meu doutor foi gentil, não deu sermões sobre se eu tivesse feito exames antes não teria acontecido, ou aquele velho lema de prevenir para não remediar, eu tomava remédios mesmo qual era a diferença a morte, essa era a única.
Não vou mentir, chorei, não é todo dia que se recebe a noticia, você vai morrer, e juntando a minha recente catástrofe emocional e minha solidão ao qual nunca me importei e agora sofria com ela.
O mundo muda de cor quando se está no precipício acredito que era assim que se sentiam os suicidas que pularam do prédio anos antes em crises financeiras, a queda precipitando a queda, dinheiro, poder, riqueza o que valiam tudo isso se no fundo nada que temos levamos após a morte e nada que somos também, existe uma filosofia linda na morte que poucos refletem até senti-la, pois determinar a data exata do que acontecer dá tempo para se preparar para um adeus ou para alguns até logo. Dependendo de sua fé, mas eu não era adepta a ela e nem fui criada de tal forma, tudo me conduzia para ser o que eu sou hoje, magnata e... Porque não sei a continuação.
Meus pensamentos foram interrompidos a minha secretaria entrou, estava lá algum tempo me observando curiosa, meu olhar para a rua das janelas de vidros me fizeram não admira-la e nem pensar no que estávamos construindo pela primeira vez nada era o que eu fazia e sim o que eu sentia, mas o que eu sentia, medo, pavor, angustia acho que não era isso que diria, ou admitiria.
Meu distanciamento foi cortado como um fio de lá me levando a realidade e a voz suave de Sophie no seu sotaque francês.
– a reunião gostaria de saber a data certa para informar como à senhora pediu.
– sim, marque para amanhã e remarque todos meus compromissos de hoje também e se alguém importante perguntar o que houve diga que são problemas pessoas.
Sair às pressas, e um lado meu se interrogava com os meus deveres e responsabilidades o porquê de estar fazendo isso, mas eu não aguentava não ficar enquanto eu nem estava.
Entrei no elevador lá havia mais três pessoas que me cumprimentaram, não saberia dizer qual eram os rostos e a aparência nem o que falavam a minha mente nunca funcionou assim antes atento a tudo e a todos agora perdida de tudo e de mim.
As vozes repercutiam um calvo era o mais arrogante dos três homens, falava rápido e reclamava de alguma audiência cancelada, o gorducho e um tanto desleixado era o chefe dos outros dois, fácil de perceber pela sua postura, um homem de poder adora orquestrar comando mesmo que não seja preciso. O segundo usava óculos estiloso e uma roupa bem passada de cabelo castanho claro e uma barbinha ralinha ainda parecendo muito bonito. Já o último era quieto e observava o relógio como se ele estivesse necessitando como respirar de cada segundo, usava um terno bonito um pouco amassado, seu cabelo era curto e negro, seus olhos acompanhavam o tom apenas amenizava a tonalidade negra a sua pele que era absolutamente pálida.
As portas se abriram, os homens foram os primeiros, seguido de Barbara atravessaram o saguão, até Barbara sair na frente e desaparecer na multidão, não antes de ser vista pelo careca que soltou um palavrão e falou aos outros.
– não me diga que Barbara Karther estava no elevador?
– quem?
Perguntou o rapaz de preto parecendo MIB.
– minha nossa, Mark me diga que você conhece alguém em Nova York que não seja a sua namorada?
– eu conheço você.
Veio às risadas dos dois amigos e a intromissão do seu chefe.
– só que ela não é qualquer um, é a que emprega todos nos, é o dinheiro dela que mantem todos nos empregados.
– então vida longa a senhora Karther.
Disse o de óculos que logo se arrependeu do olhar repreensivo do chefe que saiu logo embora.
– porque você sempre faz piadinhas, acho que esta no rumo errado. Finanças não é o seu forte.
– nem o seu, se não, não estaria com quem namora.
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