Inesquecível

4 capítulo 4 § Arrependimento


Notas iniciais
Se diz que o fazer é como um tentar, mas as vezes o que acontece em nossas vidas nos transformas ou apenas nos mudam, o arrependimento é como um baralho de cartas uma vez que se coloca no jogo e é eliminado não se volta atrás, aquele jogo perdido fica marcado. Claro que se comparado a um jogo a vida é algo mais, porém em tudo se ganha e se perde a questão é em quem você aposta e qual carta você deve ou não descartar.

Capítulo quatro

Arrependimento

O triste do arrependimento é a falta do perdão, se diz que ás milhares de vezes que erram são ás milhares de vezes que perdoa, acontece que infelizmente a vida não se segue assim, muitas vezes quem perdoa retira uma magoa oculta dentro de si, mas palavras não expressão sentimentos, as vezes a dor é tão grande que nem mesmo o tempo pode apagar aquela amarga lembrança.

Quem errar no fim pode se arrepender e o arrependimento é a pior dor da humanidade, o erro se torna fatal não apenas pela perca de uma vida, mas com á perca de uma fé, acreditar não é apenas confiar, é fechar os olhos e saber que tudo no mundo pode lhe decepcionar menos aquela pessoa, infelizmente não nos decepcionamos com quem não nos importam, nos decepcionamos por aqueles que são mais queridos, aqueles que amamos. E quando se perde jamais se conquista, Pois a fé no fim é como uma planta, você germina e cultiva e quando ela morrer ela simplesmente não revive e mesmo que sobre pequenos brotos aqueles que ficaram nunca serão como aquele que já foi. Então lhe cabe o fim e lhe cabe a amargura.

Dayane passava a noite em seu quarto chorava baixo para que suas colegas de apartamento não lhe ouvissem, elas se vangloriariam de sua desgraça, pois nesse ramo e com essa gente o sucesso de alguém era motivo de irá e o choro de felicidade. Talvez não fossem apenas nesse ramo dês de criança suas primas e vizinhas a invejavam, Dayane era bonita, graciosa chamava sempre atenção, os garotos vaziam fila para conquista-la, ela era a que mais tinha encontros e com isso a fama de mau encaminhada. Quando encontro Mark era como se ela tivesse tudo beleza, sucesso e um amor, um homem dedicado e inteligente e como um golpe de sorte ou com ele sendo a sua sorte, ela foi descoberta por um caçador de modelos e começou a fazer sucesso, mas isso não era o bastante, o inseto da fama e riqueza é ardiloso mesmo que tenha o bastante, você sempre quer mais, você quer que os outros a admire, a inveje e chegue a desejar ser você porque você tem tudo, você é tudo e com isso a soberba cresce e quanto mais você cresce, se precisa expandir se precisa avançar tempo a envelhecia e fazia de suas concorrentes mais jovens mais capazes.

Milão era a terra da moda a cada esquina a cada beco se respirava um perfume que custava no mínimo £ 7.000 euros, uma roupa que custava mais que um apartamento no Queens e os carros mais que um ano de salario de incansável trabalho. Todas as garotas tinham amantes mais velhos que lhe mimavam e alavancava sua carreira. Seus namorados eram empresários e às vezes amigos dos amigos dos namorados eram bem íntimos, tudo em nome do dinheiro, passavam as tardes se bronzeando em Ibisa aproveitando uma vida de sonhos, numa fantasia até que acordassem com uns belos bronzeados e joias a caminho de casa e parecia ser tudo simples e mesmo sem saber ela entro nesse jogo no começo eram apenas amigos, mas um homem de negócios sabe manter bem seu jogo, faz apostas a cultiva, blefa até que busca o premio e como homens assim o premio tinha que chegar logo e se o pote no fim do arco-íris fosse gracioso a fonte não iria seca, tudo era questão de opinião diziam as lindas garotas, mas todas eram claras se você não aproveita agora não aproveita nunca, entretanto aquele brilho das joias, aquelas roupas de grifes e os lindos carros e iates eram atraentes demais para ser desperdiçado.

Garotas ingênuas e interesseiras diriam seu pai, sua mãe a admirarias e a jogaria para os lobos, no fim seu pai a chamaria de prostituta e sua mãe de heroínas de suas próprias vidas.

Foi num iate em Capri no meio de mais um de seus passeios ao longo de suas viagens a trabalho que ela avistou novamente Enzo Frisoli, o italiano de trinta e quatro anos, era charmoso e atlético, dono de barcos e frotas e de vários vinhedos que vende os melhores vinhos da Itália, ele era emocionante e inteligente, mas não paciente já havia se encontrado por quase um ano nesse tempo apenas um beijo por acidente e essa demora o estava desgastando queria aquela morena latina, mas sua escorregadia recusa o fazia tremer de ânsia e frustração.

– Enzo!

Estava naquele Iate por tempo demais, ele estava distante há algum tempo, estava cercado de garotas que carinhosamente chamava de amigas se não fossem rivais, ele apenas a ouviu depois de alguns berros e risos, elas estavam oferecidas e Dayane claramente desgostosa e isso o animava, então saindo irritada sendo carregada com o olhar dele, seguiu para o deque, bebeu e dançou com um dos homens do local, pouco por sinal, sua dança era erótica e sensual e mesmo em sua posição Mario a avistava como um falcão estudando a sua presa até que lhe desse o bote.

Ele abraçou a garota da direita, beijou a do lado e se esfregou com a que estava em seu colo, seus nomes ele nem sabia, eram bonitas e interesseiras esse tipo de mulher para ele era um produto logo estava de volta à prateleira para outro usar. Isso não incomodou Dayane o bastante o que fez determinado a ter a sua atenção, ele se aprofundou mais em sua investida a garota loira em seu colo, retirou a parte superior do biquíni da direita o chupando ferozmente com a mão tocava nas partes intimas da que estava em seu colo e a beira do auge de uma orgia discriminante, ele a avistou retirar sua roupa e pular de biquíni no mar, seu susto foi tremendo e se levantou com um solavanco derrubando a garota de seu colo, que gemeu em protesto, Enzo retirou sua camisa e pulou em seguida no mar, onde estava Dayane?

A festa no Iate se seguiu, ele mergulhou e não avistou nada naquelas águas límpidas, uma risada o seguiu e ele a viu nadar até a encosta, como um animal a perseguiu exibindo um riso sensual em sua caçada.

Uma fenda nas rochas mostrava um lugar belíssimo, ela nadou em busca e ele a seguiu, a gruta era perfeita, luzes da encosta descia a água e a reluziam mostrando seu interior o fundo parecia ser o reflexo de um mundo invisível. Uma voz a despertou da beleza do lugar.

– se chama Gruta Azul, eu e meu pai costumávamos mergulhar aqui.

– Você estragou a minha descoberta Enzo.

– não é descoberta se já descobriram.

Ele sentou no encalço de roxa, seu cabelo levemente dourado caia pelo seu rosto e a visão de seus olhos azuis ao por o cabelo atrás, reluzia entre a água e o sol, Enzo poderia ser um deus, em seus 1,80 de altura e seu porte atlético, se fosse bem claro que sua divindade só passasse de sua aparência.

– pode ser para os outros, mas não para mim, sempre é uma descoberta para os que não viram dos olhos de quem desbrava.

– bela frase, que tal subir aqui e avistar esse mundo esplendido?

Ele a deu a mão e ela assegurou, no alto tudo aquilo era mais belo, sua imagem se distorceu até que sentiu seu impacto na água. Era profundo e sua respiração se alterou não conseguia emergir e seu corpo foi puxado e ela despejou a água salgada que preenchia seu corpo para fora.

– você quase me matou.

– desculpe, pensei que estava atenta.

Enzo falou aos risos e a raiva de Dayane subia aos montes. Ela subiu de volta e ele se apoiou até que ela o jogou e ele voltou rindo.

– revanche Dayane.

– você não estava à beira da morte, isso não conta.

Ele riu e como sua risada era um deleite aos ouvidos, ela o seguiu em seu bom humor e ele pulou em cima de seu corpo a deixando sobre ele completamente imóvel e perplexa.

– você esta me enlouquecendo Dayane com os seus jogos de mau me quer e bem me quer.

– você esta me impossibilitando de me mover.

– me fale qual o problema eu não sou atraente?

Que modéstia a dele, atraente era uma palavra subordinada a tamanho esplendor.

– não.

Ela se moveu entre os braços e ele a prendeu a questionando novamente.

– me diga qual o problema então?

– eu tenho namorado.

– e isso é um problema.

– para você não.

Ele riu contidamente e esbravejou. – então me conhece bem e você?

– eu?

– não me deseja nem ao menos o que possuo.

Essa era uma boa pergunta e seu silencio foi à resposta que ele esperava. Seus lábios se encontraram e ela cedeu ao perfume do seu corpo da atração que ele impunha e da maneira poderosa que ele a dominava, seu beijo se intensificou e seus corpos se endureceram, rapidamente o seus corpos se entrelaçaram e uma dança ritma o impulsionou, Enzo era viril e firme, sem perceber ela o desejava e ele a domava entre seus corpos, passado tempo e ao fim da dança. Ambos se vestiram, mas Enzo não estava mais tão carismático, não havia expressão em seu rosto nem satisfação ou amor ao contrario de Mark.

– algum problema?

– está tarde temos que voltar ao Iate e mais tarde tenho compromisso.

– de que?

– negócios, vamos.

Ele deu a mão, porém ela recusou pulando a água e nadando o mais rápido que podia queria deixar tudo isso para trás, todo aquele momento de paixão e traição, afinal ela havia se deitado com outro homem enquanto estava com Mario, o homem que foi o mais gentil e amável com ela, diferente de seus relacionamentos anteriores e de seu primeiro homem o jovem que retirou sua virgindade e pouco tempo depois a abandonou e felizmente nesse terrível acaso encontro seu amor.

Chegar ao Iate não foi tão difícil, todos ainda estavam animados e mesmo com o cansaço do nado, Enzo parecia estar com toda energia, Dayane apenas pode sentar e recuperar os cacos que agora estava. Enzo não falou com ela a cada momento e nem na volta ele a retribuiu um gesto de carinho ou atenção.

Passou-se uma semana para que ele a procurasse, ela não queria mais, e ele a seguiu até o estúdio de fotografia onde fazia uma ultima campanha para se preparar para partida aonde voltaria à Nova York aonde voltaria para o braço de seu amado, seu lema agora era se contaria ou não e isso estava a destruindo.

O remoço dizia a sua avó era uma estranha sensação de arrependimento, uma acusação de sua mente para o erro cometido, uma afronta ao seu método de vida, uma sentença que nunca se abrandaria, pois remoço era como um diamante impenetrável e duro, forte e resistente e ao mesmo tempo pesado em sua forma, por fora você não diria que é uma pedra se for lapidada, mas esse brilho não se apaga.

– Dayane, vamos venha aqui não de as costas para mim.

Ela caminhou fora do estúdio à presença dele a cada instante a encheu de náusea, uma repudia a aparência que a usou.

– o que você quer já não teve o bastante?

– não, não tive estava pensando em um jantar apenas nós dois.

– estou indisposta.

O taxi estava próximo e o pegou imediatamente o deixando para trás.

No apartamento que estava sua dor de cabeça não passava, a companhia tocou e ao abrir deu de cara com ele que escancarou e entrou sem mesmo ser convidado.

– já não disse que estou indisposta.

Ele a segurou pelo braço e a virou para seu rosto que estava firme em seu proposito.

– qual é a sua menina?

– a minha?

Ela o soltou de seus braços e caminhou para trás.

– sim, fica jogando comigo por um tempo, sugando da minha influencia do meu dinheiro usufruindo dos meus presentes e do meu luxo e então num belo dia se joga na minha frente se entrega para mim e vai embora.

– você foi embora?

– estou ocupado e não somos crianças.

– você me tratou como um objeto?

– é o que você é.

– esta me dizendo que sou um brinquedo! Sua voz saiu como um grito.

– estou lhe dizendo que esta jogando como um.

– jogos, meu deus.

Dayane sentou no sofá cobrindo seu rosto prendendo seu choro, Enzo se aproximou seu cabelo era liso e caia na testa era de um castanho claro sua pele era branca, contudo bronzeada, ele retirou o Blasé e o jogou no sofá. Agachou-se a sua frente e pós as mãos em seu rosto delicadamente.

– eu não consigo lhe entender é tão bonita e se despedaça como rosas ao chão.

– talvez as rosas sejam frágeis demais e se despedaçam com facilidade.

– para que servem os espinhos então.

Ele segurou as suas mãos e beijou com delicadeza subindo com suavidade pelo seu braço, ela o afastou se levantando parando no meio da sala, ele a cercou por trás falando em sua voz mais suave.

– porque resiste tanto a mim, se sei que me deseja.

Ele a tocou levemente e beijou seu ombro partindo para o pescoço.

– saia Enzo.

– sua voz sai tremula demais, não é isso que você quer eu sei, eu sinto.

Seus lábios se aproximaram de seu pescoço tomando forma em cada compasso em cada centímetro.

– eu amo meu namorado.

A mão de Enzo percorreu o seu corpo e o virou de frente a ele.

– mas me deseja.

Ele se virou despejando seu corpo sobre ela. Caíram no sofá e ele continuou seu método irresistível. Enquanto ela sussurrava em protesto enquanto seu corpo pedia mais.

– eu não posso fazer isso.

– você já fez.

Ele retirou a camisa dela sem leveza ou educação.

– eu não quero mais.

Ele riu e foi cético. – isso eu duvido.

Seu corpo se entrelaçou ao dela e eram questões de segundos até estarem completamente nus. A resistência de Dayane foi aos poucos sendo um esforço de busca da razão contra o desejo do corpo e a voz dócil e decidida de Enzo a fazia delirar de luxuria.

– eu posso lhe oferecer o mundo me diga o que ele pode oferecer... Nada, eu sou tudo, Dayane... Posso lhe dar tudo que quiser me diga o que ele daria a você se não uma casinha miserável em meio a nada e sua vida seria sentir o cheiro de merda de bebé e estar grudada de óleo enquanto cozinha gorda e infeliz... É isso que você quer, pessoas como você merecem mais e devem ter mais e eu posso lhe oferecer, basta apenas cooperarmos um ao outro e seremos felizes como queremos tendo tudo que se quer.

– e o que você quer?

– você agora.

Como se arrependeria daquela noite e da anterior, como se arrependeria da festa exposta ao mundo enquanto buscava um lugar ao estrelato, como um egoísta que era seu desejo por ela era apenas quando e onde queria, e meio a noite, Enzo ligou era a ultima vez era um adeus até que Mark ouviu, pois sem duvida não haveria como saber e tudo se desfez como um castelo de areia sendo levado pelas ondas.

Notas finais
esse capítulo, foi abordado Dayane e a sua marcante traição, será que ela foi inocente, ambiciosa e qual é a sua opinião sobre ela? nessa historia ela é mocinha ou vilã, deixem sua opiniões e esperem até Mark e a África no próximo capítulo.